Segundo o presidente da Finep, Glauco Arbix, além do contingenciamento de 20% dos recursos Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), outros cortes no Ministério da Ciência e Tecnologia também afetam a agência. O contingenciamento total será de quase R$ 1 bilhão.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (29), o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, declarou a queda no orçamento da agência para o ano de 2011. Ele, que assumiu o cargo na Finep em janeiro deste ano, afirma que o Brasil está muito atrasado no quesito inovação, “é preciso recuperar o tempo perdido promovendo uma mudança em como as empresas entendem a inovação”, disse.

 “O Brasil não tem muito tempo para esperar. Estamos hoje pressionados pela China, pela Índia, por vários países emergentes. Nós temos a obrigação de concentrar esforços e tentar dar um salto muito grande à frente, para que a gente consiga projetar o Brasil no cenário internacional e melhorar, efetivamente, as condições de vida da nossa população”,disse o presidente da FINEP, Glauco Arbix. Foto: Observatório USP

Dados revelam que os recursos públicos de estímulo à área deveriam ser de cerca de R$ 30 bilhões anualmente, sendo que em 2011 a verba será de apenas R$ 6 bilhões. Mesmo com os cortes o volume previsto no orçamento para esse ano é resultado de uma ampliação de 50% com relação ao montante aprovado em 2010.

Segundo Arbix, a interação entre o governo, a iniciativa privada e os institutos de pesquisa sempre foi complexa, mas a situação está começando a melhorar. “Os últimos dados revelam que 30% do investimento em capital fixo no mundo é feito em inovação. Para o Brasil, isso significa entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões.  Metade desse total deve ser feito pelo setor público”, afirmou.

Recursos para 2011

Apesar de o montante de dinheiro público disponível para o incentivo à inovação no Brasil ter aumentado 50% entre este ano e 2010, o crescimento se deu na modalidade crédito. Isso significa que são recursos disponibilizados para financiamento de empresas e devem ser retornados à Finep ao contrário do que acontece com os recursos não reembolsáveis e de subvenção.

Atualmente 2 mil empresas são beneficiadas pelos recursos da agência. As micro e pequenas empresas são 95% do total. A previsão da financiadora é triplicar o número até 2014, bem como aumentar a participação das de médio e grande porte.

Na entrevista Arbix também aproveitou para defender investimentos em inovação, para que o Brasil possa concorrer com outras nações como a China. “O Brasil não tem muito tempo para esperar. Estamos hoje pressionados pela China, pela Índia, por vários países emergentes. Nós temos a obrigação de concentrar esforços e tentar dar um salto muito grande à frente, para que a gente consiga projetar o Brasil no cenário internacional e melhorar, efetivamente, as condições de vida da nossa população”, concluiu.

 

Da redação.

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