O Governo do Estado do Paraná protagonizou nas tardes de terça e quarta-feira (28 e 29 de abril) uma das cenas de maior truculência e desrespeito para com todo o funcionalismo Público estadual, principalmente com nossos educadores. Em tentativa de aprovar uma reforma na Previdência Estadual (Paranáprevidência), projeto este que na prática desvaloriza ainda mais a já negligenciada categoria de funcionários públicos – os deputados estaduais, o governador do estado e o secretário de segurança pública, arquitetaram o bloqueio das ruas do entorno da Assembleia Legislativa (ALEP)e do Palácio Iguaçu (sede do governo) desde a manhã de terça-feira, com cordão de isolamento sendo formado por policiais militares incluindo batalhão de choque, para assim aprovar a medida.

Os professores da rede estadual iniciaram a greve na segunda-feira, dia 27; e outros setores do funcionalismo tomaram a mesma medida em seguida, como foi o caso dos agentes penitenciários, servidores da saúde e professores universitários estaduais. O acampamento dos manifestantes em greve foi montado do lado oposto da ALEP e professores de todo o Paraná vieram para impedir a aprovação da medida que sangraria os cofres da Paranáprevidência. Na tarde de terça feira, houve enfrentamento entre professores e policiais depois que alguns manifestantes decidiram romper o bloqueio para a passagem do caminhão de som da APP-Sindicato (Sindicato dos Profissionais da Educação do Paraná). Porém a maior brutalidade da ação policial foi vista na tarde desta quarta-feira, quando muitas bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo além de tiros de bala de borracha foram disparados contra manifestantes e agentes da imprensa; inclusive um deputado estadual da base de oposição foi ferido por um dos cães da polícia. Toda a ação de violência policial foi coordenada pelo secretário de segurança Fernando Francischinni (SDD).

O massacre do Centro Cívico de Curitiba contabilizou, segundo dados da prefeitura da capital, 213 pessoas feridas na manifestação. Destas, 150 foram atendidas em 12 ambulâncias. Outros 63 feridos foram encaminhados para Unidades de Pronto Atendimento, o Hospital Cajuru recebeu 36 pacientes, e o Hospital do Trabalhador recebeu outros 7 feridos. Segundo o governo do estado, 40 manifestantes ficaram feridos e outros 20 policiais, os primeiros socorros foram prestados aos manifestantes no prédio da Prefeitura. Mesmo com a ordem extrema, 17 policiais decidiram por não compor o cordão de isolamento ao Centro Cívico, e como punição, foram presos. Apesar de toda a resistência dos manifestantes, a medida de reforma da Paranaprevidência foi aprovada por 30 votos a 21.

Esse foi sem dúvida, o maior ato de violência de um governo contra a sociedade em toda a história do estado do Paraná. E a Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) vem declarar total repúdio às atitudes de violência brutal e ao comportamento sanguinário e antidemocrático do Governador Beto Richa (PSDB) e ao Secretário de Segurança Publica Fernando Francischini (SDD). Essa demonstração de atentado às liberdades democráticas e desrespeito com os servidores estaduais, é um exemplo de incapacidade política, mostrando o quanto o governo paranaense está despreparado para lidar com manifestações pacíficas e previstas em lei, pois ao invés de dialogar com os educadores, prefere a repressão e a violência contra os servidores estaduais. A atitude do governo do Paraná é, no mínimo, lamentável (Para não dizer algo impublicável).

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