Tamara reuniao FONAPRACE

A Associação Nacional de Pós-Graduandos participou, no dia 22/5, da mesa redonda “Desafios para execução das ações previstas no PNAES no âmbito das Instituições Federais de Ensino Superior no ano de 2014 e perspectivas para 2015” do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE), na sede da Andifes, em Brasília.

Além da presidenta da ANPG, Tamara Naiz, estiveram presentes: Sylvia do Carmo Castro Franceschini e Janeusa Trindade Souto, presidenta e vice-presidenta do FONAPRACE, respectivamente; Daniela de Carvalho, representante da CONIF (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica ); Dilvo Ilvo Ristoff, Diretor de Políticas e Programas de Graduação da Sesu/ MEC; Luiz Claudio Costa, secretario executivo do MEC; e Virgínia Barros, presidenta da UNE,

A mesa debateu a assistência estudantil de modo amplo, abordando a necessidade de dobrar os recursos do PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil) que estão hoje na ordem de 720 milhões, para atender a todos os estudantes de graduação que necessitam de políticas de assistência estudantil na graduação. Mas, para além disso, o FONAPRACE apresentou ao MEC a necessidade de se construir uma política nacional de assistência estudantil para a rede federal, que não seja apenas para a graduação presencial, mas que atenda desde o ensino básico até a pós-graduação.

O FONAPRACE reiterou o apoio à inclusão da ANPG no PNAES e o Secretário Executivo do MEC, Luiz Claudio Costa, apresentou-se favorável a levar essa discussão para frente.

“O FONAPRACE nos convidou para compor uma comissão que tratará de discutir uma proposta de uma política nacional de assistência estudantil pra a rede federal de ensino e que posteriormente apresentará os resultados para o MEC”, explicou Tamara.

Sobre a assistência estudantil para a pós-graduação, o próximo passo da entidade é cobrar do MEC um retorno sobre inclusão no PNAES, de forma imediata.

Assistência Estudantil em Novos Moldes

O pleito da ANPG para incluir os pós-graduandos no PNAES, solicitando para isso o apoio do movimento educacional, como o FONAPRACE, trouxe à tona a necessidade de se discutir a assistência estudantil em novos moldes, de forma mais ampla, de modo que ela não atenda apenas a graduação presencial, mas o conjunto de estudantes da rede federal que necessitam.

Nos últimos anos, houve uma mudança do perfil sócio-econômico dos estudantes de graduação, e essa mudança tem ressoado na pós-graduação. ‘

“Acreditamos que é importante sim democratizar o acesso ao ensino superior no país, mas isso ainda é insuficiente. É preciso garantir a permanência desses estudantes para que possam concluir com êxito sua formação. Além disso, é importante que essa parcela de estudantes que adentram a universidade possam acessar a pós-graduação e contribuir para novos olhares sobre o desenvolvimento do país”, opina a presidente da ANPG.

Da redação

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