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Hoje, 30 de maio, o Conselho Universitário da Unicamp votará o princípio de Cotas – com cerca de 10 anos de atraso em relação às primeiras instituições de ensino que implementaram as ações afirmativas.
A votação acontece após incessantes negociações. Foi acordado com a Reitoria a formação de um Grupo de Trabalho (GT) e a realização de três audiências públicas cujos temas seriam: Perspectiva histórica e o papel da Universidade Pública no Brasil, Experiências Nacionais e Internacionais do Projeto de Cotas e PAAIS, seus alcances e limites, e após as audiências iria para votação no Conselho Universitário (CONSU) um projeto de cotas étnico – raciais na Unicamp.  Ao fim do processo das audiências o GT apresentou um projeto de cotas étnico – raciais para a Unicamp que consiste em reservar 50% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas e com renda per capita de até 1,5 salários mínimos, 37,2% (porcentagem de pretos e pardos no estado de SP) para pretos e pardos, e a criação de até duas vagas por curso para indígenas.
A criação de cotas nos cursos de pós-graduação é uma demanda antiga da ANPG. A entidade já vem discutindo isso desde antes de 2014, mas foi no 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos que essa pauta foi definida como uma das bandeiras para o período que se seguiu.
A ANPG, com o apoio de entidades dos movimentos sociais e estudantil, intensificou a pressão sobre o governo para que a medida saísse do papel.
 

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