Diante do anúncio da saída do ex-ministro Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, é urgente que o próximo Ministro, Carlos Alberto Franco França, priorize negociações políticas multilaterais e pragmáticas. Neste momento crucial da pandemia do COVID-19 no país, a política externa deve se distanciar de limitações ideológicas do último período e, de forma contundente, utilizar a cooperação internacional como meio de obtenção vacinas, promoção da ciência e da cooperação tecnológica com países estratégicos, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde. A política de isolamento no Sistema Internacional adotada até então deve ser substituída por uma política responsável de cooperação e solidariedade.
No cenário regional, é preciso que o Brasil preencha o vazio político deixado pelo desastrosa política do agora ex-ministro Ernesto Araújo, e promova a cooperação com seus vizinhos para a negociação e compra de vacinas para a América do Sul – assim como tem surtido efeito dentre outros blocos regionais mundo afora. É justamente no marco dos 30 anos do MERCOSUL que o bloco reaparece como mecanismo de integração econômica, política e social capaz de oferecer respostas a curto e longo prazo para a recuperação conjunta da crise causada pela pandemia.
O Ministério das Relações Exteriores cumpre uma agenda política de grande importância na atual crise sanitária. Dessa forma, defendemos que a nova política externa responda à altura dessa tarefa e priorize a vida do povo brasileiro.

Amanda Harumy – Diretora de RI da ANPG

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