A presidenta Dilma na quarta-feira (29 ) sancionou a lei que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas. A Lei das Cotas Sociais contou com o engajamento diversos movimentos que lutam pela democratização da universidade. 

Foto: Divulgação

Para Luana Bonone, presidenta da ANPG, a sanção da Lei é o começo de uma importante transformação. "A democratização do acesso ao ensino superior é uma demanda levantada há anos pelos movimentos sociais. O Estado brasileiro assume uma postura justa e necessária, que deve ser acompanhada do fortalecimento do Ensino Médio público", afirmou.

 
Além disso, Luana enfatizou a importância de uma política estudantil que contribua com as mudanças: "A expansão da universidade pública precisa continuar em ritmo acelerado e com garantia de qualidade e políticas de permanência desses novos estudantes na instituição, o que significa assistência estudantil e ampliação do número de bolsas, em diversas modalidades, do ensino médio à pós-graduação."
 
Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a Lei de Cotas Sociais vai ajudar os melhores alunos da rede pública a ingressar nas universidades federais. Ele afirmou que os dados da edição 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostram que a média dos 150 mil melhores estudantes da rede pública foi superior à média dos estudantes do setor privado. “Estamos abrindo uma oportunidade para que esses bons alunos, os melhores alunos da rede pública, tenham uma melhor oportunidade de acesso às universidades federais (…) Agora, não podemos deixar de reconhecer que é um desafio, que é melhorar cada vez mais o ensino público, especialmente o ensino médio, e essas cotas vão motivar os alunos a estudarem cada vez mais”, disse.
 
Da redação, com informações do Blog do Planalto 
 
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