13 de junho de 2018

ANPG na CRES 2018

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mesa debate género (3) (2)

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participou da III Conferência Regional de Educação Superior, na Universidade de Cordoba, Argentina, a CRES 2018.

Este é mais importante evento para a Educação Superior da América Latina e do Caribe. Nele, reitores (as) e diretores (as), acadêmicos, professores, estudantes e representantes de numerosas organizações governamentais e não-governamentais se reúnem para analisar e debater a situação do sistema educacional na região e traçar um plano de ação para a próxima década. “Nós da ANPG construímos debates preparatórios no Brasil para a CRES 2018 e estamos aqui para reafirmar a educação superior como um direito humano universal e dever do Estado. Defendemos a Universidade pública gratuita e de qualidade socialmente referenciada”, explica Naiz.

A representante da ANPG também reforça que a entidade propôs em seus debates preparatórios a inclusão de um eixo sobre a ciência na crise. “Nós entendemos que as Universidades não são meras formadoras de Recursos Humanos, mas a pesquisa desenvolvida é fundamental para o desenvolvimento dos nossos povos e regiões”, complementa.

Tamara foi painelista em uma mesa que debateu a Educação Superior e a Perspectiva de Gênero. Também participaram do debate: Juana Rosario Duarte Galeas (Reitora da Universidade  Metropolitana de Honduras, Honduras), Diana Sedal Yanes (Reitora da Universidade de Orinete, Cuba), Eduardo Mattio (Universidade Nacional de Córdoba, Argentina).

“Hoje as mulheres realizam 49% da pesquisa praticadas no Brasil e somos parte importante da pesquisa nos países da América Latina, mas mesmo com esta grande representatividade a mulher precisa lidar com diversos entraves ao longo da carreira científica. Um deles é a falta de proteção com relação a maternidade. Quando uma mulher é aprovada em um curso de pós-graduação, é comum ela ouvir de orientadores que não poderá engravidar para que a pesquisa não seja interrompida. Se somos cientistas tão capazes quanto os homens, por que isso não se reflete em igualdade de salários e de oportunidades?”, questionou Naiz, que debateu a possibilidade de uma educação superior mais igualitária para ambos os sexos.

Para saber mais sobre a Cres 2018 acesse: http://www.cres2018.org/noticias/noticias-cres2018/universidades-definen-una-estrategia-comun-para-la-educacion