Author

Jornalista ANPG

Browsing
1. A Capes, ao longo dos seus 70 anos, liderou a organização de um complexo sistema de pós-graduação e fomento à formação de recursos humanos altamente qualificados, voltados à construção do desenvolvimento nacional.
2. Nesse tempo construiu um sistema de avaliação e de aperfeiçoamento da pós-graduação brasileira visando atender as melhores práticas acadêmicas e científicas reconhecidas nacional e internacionalmente.
3. O Conselho Técnico-Científico é o órgão responsável, dentre outras coisas, por coordenar esse sistema de avaliação institucional e definição de seus parâmetros. E conta com a colaboração de respeitáveis pesquisadores e pesquisadoras, referenciados em cada área de conhecimento.
4. Nesse sentido, diante da Carta aberta dirigida à Presidência da Capes e assinada por todos os integrantes do atual CTC, a ANPG manifesta as seguintes preocupações que devem ser levadas em consideração para a resolução do problema posto:
5. Para garantir a estabilidade e integridade do sistema de avaliação é indispensável a manutenção dos atuais membros do conselho, que acompanharam o ciclo avaliativo desde o início.
6. A aludida adequação da composição do CTC ao estatuto da Capes não pode causar um dano maior à avaliação e mais insegurança jurídica, como acreditamos que possa ocorrer caso seja extinto o novo Conselho e recomece desde o inicio processo de escolha de novo conselho. Por isso, todas as decisões encaminhadas pelo conselho vigente desde 2018 devem ser asseguradas.
7. Defendemos um caminho mediado que deve ser construído com dialogo e que tenha como pressupostos a legalização da condição do Conselho e a preservação da estabilidade e integridade do nosso sistema de avaliação.
8. Sobre a publicação da portaria nº145, de 10 de setembro de 2021, que versa sobre o Qualis Periódicos, deve ter abertura para revisão de seu conteúdo e uma harmonia maior com o acúmulo alcançado no CTC através de debates realizados desde 2018.

Carta conjunta das entidades estudantis convoca atos pelo impeachment de Bolsonaro

Carta conjunta das entidades nacionais estudantis, lançada na tarde deste sábado, convoca a sociedade à participação nos diversos atos pelo Fora Bolsonaro. Lideranças da ANPG, UNE e UBES irão participar dos atos deste 12 de setembro com o objetivo de estabelecer relações e ampliar as mobilizações em defesa da democracia e pelo impeachment em atos unitários a serem realizados.

As entidades compõem a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, que já organizou quatro grandes atos de caráter nacional pelo impeachment nos últimos meses, e não participaram da convocação da mobilização do dia 12. No entanto, com os acontecimentos de 7 de setembro, quando Bolsonaro e a extrema-direita realizaram manifestações de caráter golpista, entendem que há uma mudança no quadro político que impõe a necessidade de união de amplos setores para criar uma barreira contra tentativas de ruptura institucional.

Para Flávia Calé, presidenta da ANPG, nem mesmo a carta de recuo divulgada por Bolsonaro deve desmobilizar as manifestações. “Bolsonaro é e sempre foi um golpista autoritário. Seu recuo é à espera de oportunidade. O que o Brasil viu no 7 de setembro é de uma gravidade inédita: o presidente da República convoca os brasileiros à violência e à ruptura. O momento é gravíssimo e é nosso dever criar uma barreira intransponível em defesa da democracia. Por isso, a ampliação deste dia 12, que inicialmente foi convocado por setores conservadores não bolsonaristas, deve construir pontes para atos unitários que juntem multidões, de todas as opiniões políticas, pelo impeachment de Bolsonaro!”

 

LEIA ABAIXO NA INTEGRA A NOTA E A CARTA

_____________________

ESTUDANTES ÀS RUAS PELO FORA BOLSONARO

Leia o PDF AQUI

São Paulo, 11 de setembro de 2021.

Nota da UNE, UBES e ANPG sobre os próximos passos do #ForaBolsonaro

O ano de 2021 tem sido marcado pelas consequências da política genocida e antidemocrática de Bolsonaro. Pelas decisões políticas do Governo Federal, o país tem enfrentado aprofundamento da  crise econômica, social e política, com aumento do desemprego, da vulnerabilidade social e fome, além dos desafios impostos pelo retorno às aulas presenciais e continuidade das pesquisas. E mesmo com esse cenário, na semana que o Brasil se aproxima da marca de 600 mil mortos pelo coronavírus, Bolsonaro tem como agenda prioritária inflar a população para uma ruptura institucional, como mostrou no último dia 7 de setembro, agravando, ainda mais, a instabilidade das instituições democráticas ao mesmo tempo em que negligencia a morte e a fome que atingem milhares de brasileiros. Por isso, mais do que nunca, é fundamental reunirmos amplos setores pelo Fora Bolsonaro.

Afirmamos que as entidades estudantis não organizam e não convocaram as manifestações do dia 12, apesar de reconhecerem a importância de todas as iniciativas em curso que tenham como centro a defesa do Fora Bolsonaro. Neste sentido respeitamos todos os dirigentes das entidades que decidam participar dos atos. Trabalharemos, em conjunto com a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, para que a próxima manifestação nacional #ForaBolsonaro, com indicativo de acontecer no dia 2 de outubro, seja ampla, unitária e que reúna todos que defendem esta pauta.

Assim, convidamos toda a rede do movimento estudantil – CAs, DCEs, DAs, grêmios, APGs, coletivos, federações e executivas de cursos – a se juntar às Entidades Estudantis Nacionais pelo Fora Bolsonaro, a assinar o manifesto dos estudantes brasileiros e construir um calendário de lutas e mobilizações estudantis pelo impeachment do presidente.

 

___________________________

CARTA AO BRASIL – ESTUDANTES PELO FORA BOLSONARO

A nossa geração enfrenta hoje o momento mais difícil de sua história. A convergência da crise econômica e social, evidente pelos altos índices de desemprego e número de brasileiros em situação de pobreza, com a crise política, diante das revelações das ações criminosas do governo Bolsonaro, têm levado ao seu enfraquecimento. Enquanto milhares de brasileiros perdem suas vidas, enfrentam a fome e se vêem impedidos de acessar as escolas e universidades, o presidente concentra sua energia em inflar seus apoiadores a apoiar um golpe de Estado.

Como Inimigo número 1 da democracia e das instituições, ele tentou levar milhares de manifestantes às ruas no último dia 7 para deflagrar um golpe de Estado. Não bastassem os escândalos e crimes em série cometidos por seu governo, os quais vieram à tona por meio da CPI da COVID, Bolsonaro, ao utilizar-se de um discurso de ódio, incitando a violência contra adversários políticos, ministros da Suprema Corte e deslegitimar os poderes da República, comete verdadeiro crime de responsabilidade e cria um clima de hostilidade e violência política que há muito não se via no Brasil.

E a única saída capaz de deter a sanha golpista de seu governo e seu projeto de destruição nacional é a mobilização nas ruas. Já fomos milhões nas ruas em defesa do Brasil e a gravidade do momento exige que ampliemos essa unidade.

E mais uma vez, a história convoca os estudantes brasileiros a continuarem seu papel de protagonismo nesse processo. É hora de mobilizarmos a rede do movimento estudantil em grandes passeatas. Defender as liberdades democráticas e a União Nacional dos Estudantes contra qualquer ataque autoritário. É preciso dar continuidade a esse processo de mobilização com responsabilidade, coesão, unidade e amplitude. A ampliação da oposição ao governo Bolsonaro nas ruas inaugura uma nova fase da nossa luta, e cria mais condições de vitórias do que nunca.

Por fim, reafirmamos nossa posição pelo impeachment de Bolsonaro e convocamos os estudantes, CAs, DCEs, DAs, grêmios, APGs, coletivos, federações e executivas de cursos, a se somarem à essa luta. Este governo tem aprofundado as consequências das crises enfrentadas, e não apresenta qualquer saída para a melhora da vida do povo em nosso país. Derrubar Bolsonaro é tarefa primordial da nossa geração! #ForaBolsonaro

Helena Augusta Lisboa de Oliveira
Diretora de Juventude

Recebi um e-mail de uma famosa Sociedade Química estrangeira. No e-mail, havia um convite para um evento online sobre a participação de mulheres na ciência, em tempos de pandemia. Atraída pela temática, corri para me inscrever. Estava com boas expectativas sobre o evento nessa Sociedade de tanto renome. Imaginei que eles trariam oportunidades para mulheres, trariam empatia para o que passamos, falando da competitividade cruel a que somos submetidas desde crianças, trariam propostas de caminhos para uma sociedade mais igualitária, com mais justiça social. Não imaginei que eles iriam me surpreender tanto.
Para começar, o único homem da seção era quem estava liderando as falas. Até aí tudo bem, nenhuma novidade, mas, puxa, num evento sobre empoderamento de mulheres! Mas “beleza”…
No decorrer do evento, mulheres falavam sobre como alcançar posições elevadas. As “dicas” eram sobre como se comportar, como se vestir, qual maquiagem usar, como falar. Foi me dando uma angústia… Até que as dicas começaram a chegar no sentido de “acolher” e “apoiar” as concorrentes à uma vaga. De uma maneira nitidamente falsa, mas que deixasse transparecer que você é uma pessoa de “bom coração”.
Nada foi falado sobre as estruturas machistas, racistas e preconceituosas a que somos submetidas, e que alimentamos com esse tipo de pensamento, que coaduna com a competição e inequidade social. Nesse ponto, constatei que realmente precisava intervir, por uma questão ética ao ver o quão limitado era aquele debate, de um assunto de dimensão imensamente maior do que aquilo que era trazido. A participação do público era exclusivamente por um chat, com moderação. As perguntas no chat eram ingênuas, dentro daquela mentalidade de que, se a mulher quisesse um espaço, ela que rale, pois a sociedade e aquele grupo, não iriam defendê-la. Eu estava chocada.
Pois bem, escrevi meu comentário checando se eles não iriam questionar as crenças preconceituosas racistas e xenofóbicas, sobre a estrutura que coloca as mulheres nessa condição, de terem que fazer um trabalho multiplicado, se quiserem alcançar iguais posições de homens. De que é papel exclusivo da mulher exercer atividades subservientes. Crenças essas que se reflete também no mundo da ciência, pois o nosso caminho para sermos cientistas sofre impactos dessa cultura doente em todo o seu percurso. Queria verificar se eles não achavam que essa cultura deveria ser atualizada.
Enfim, a moderação não aceitou meu comentário. Não aceitou mais nada que eu falasse. E constatei o tipo de defesa que eles estavam fazendo. Não era à mulher. O interesse era a manutenção dessa estrutura. Provavelmente porque quem se beneficia dela tem desconhecimento genuíno dos seus profundos danos humanos.
Aliviada, porém, percebo um movimento no ar inverso a esse, aqui no Brasil. Aqui há espaço para as sementes florescerem, ainda que tenha muita gente pisando sobre elas, por não compreender. Há mais espaço de fala, ainda que insuficiente, mas em crescimento e em luta constante. Há o surgimento de políticas de equidade, humildes e ineficientes, ainda. Tudo graças a muito sangue, muitas lutas, e muitas vidas. Aí a importância de permanecermos mobilizados e investirmos numa educação humanizada, para construção de um cultura de paz e humanitária, para não perdermos os direitos alcançados, e sermos exemplos a esse outro país que, apesar do destaque na ciência, perde tanto no quesito humanidade.
A temática dessa revista confirma que estamos indo na direção certa, da busca de uma equidade mais genuína. Com muito ânimo e esperança, celebro esse movimento. Sei que ainda teremos batalhas, mas sei que venceremos, pois o que nos move não é o medo, mas o suor e o amor pela humanidade.

 

AS OPINIÕES AQUI VEICULADAS NÃO NECESSARIAMENTE REFEREM-SE AS OPINIÕES DA ENTIDADE E SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES.

Para muitas pessoas a universidade é um ambiente de sofrimento mental. Aulas remotas, carga horária inadequada, pouco tempo para cuidar da saúde, pressão para a entrega de atividades, inseguranças, falta de sentido, assédios, discriminações e conflitos são alguns dos desafios que a comunidade acadêmica vem enfrentando neste cenário.

Para que a universidade efetivamente ofereça suporte para o desenvolvimento humano e a preparação para o exercício da cidadania, é preciso que ela seja um ambiente de sentido e de relações sadias. Sofrimento mental e humanização na Universidade serão os temas principais do Evento Saúde Mental para Agir, a ser realizado entre os dias 23 e 25 de setembro. Inscreva-se aqui.

O evento contará com dinâmicas ao vivo, palestras, inauguração da Rede para Humanização nas Universidades e a apreciação de um questionário para mapeamento de violências e sofrimento mental dos pós-graduandos. Confira a programação completa na página do evento.

O evento é promovido pela ANPG em parceria com o CNV em Rede.

Haverá emissão de certificado. As vagas para as dinâmicas são limitadas. Participe!

Associação Nacional de Pós-graduandos

A Associação Nacional de Pós-Graduandos vem manifestar solidariedade à comunidade acadêmica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) diante da inaceitável exoneração do procurador-chefe da instituição, o servidor Murilo Giordan Santos, à revelia da reitoria, supostamente em retaliação às manifestações deste contra as intervenções realizadas pelo governo nas federais.

O ato abusivo configura mais um ataque à autonomia universitária e ao regular funcionamento das instituições federais de ensino superior, que gozam de competências constitucionalmente previstas para realizar sua organização administrativa e financeira.

A marcha autoritária do governo Bolsonaro afronta as instituições, ameaça a independência e harmonia entre os poderes e busca amordaçar aqueles que o presidente considera antagônicos a seu projeto de poder. Não vamos nos calar! A democracia e autonomia universitária são inegociáveis.

Os pesquisadores com bolsas de estudos no exterior vinculadas ao CNPq e a CAPES foram incluídos no Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. A demanda foi atendida nesta terça-feira (10/08), após pedido e articulação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) com as agências vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia e ao Ministério da Educação.

Estima-se que cerca de dois mil bolsistas sejam beneficiados e garantam as condições vacinais – as duas doses ou dose única contra a Covid ou as específicas admitidas no país de destino – para que possam viajar.

Flávia Calé, presidenta da ANPG, diz a medida está atrasada, mas ainda assim é bem-vinda. “Essa é uma urgência que já reivindicávamos há mais tempo, porque a pesquisa é essencial e não pode ser paralisada”.

Para Flávia, o foco agora deve ser garantir a efetiva imunização de todas e todos, a resolução de possíveis problemas na implementação, na ponta. “A ANPG está à disposição de todas e todos os pesquisadores para garantir vacina no braço, a bolsa e a viagem para quem estiver entre os contemplados. Não podemos admitir falhas”, aponta.

“Essa conquista foi fruto de uma articulação do CNPq e do MCTI com apoio da ANPG, junto ao Ministério da Saúde para que os bolsistas tivessem condições necessárias para ir ao exterior o mais rápido possível”, disse Evaldo Vilela, presidente do CNPq. A presidente da Capes, Cláudia Queda de Toledo, afirma que “tudo está sendo feito para que os bolsistas possam viajar até outubro”.

SERVIÇO

O Ministério da Saúde divulgará as orientações e o calendário para a vacinação. Pós-Graduandos e pós-graduandas que tiverem alguma dificuldade para receber a vacina, podem procurar a ANPG através das redes sociais ou pela Ouvidoria da entidade.

A partir do dia 15 de agosto, as pós-graduandas e pós-graduando, por meio da ANPG, poderão se inscrever, de forma gratuita, para as oficinas do Projeto de Formação para o Controle Social no SUS – 2ª edição. Promovidas pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Centro de Educação e Assessoramento Popular (CEAP), elas serão realizadas de forma virtual em todo o país.
Serão dois dias de oficina, com um intervalo de uma semana. O conteúdo das aulas inclui os seguintes temas: Covid-19, conceito de saúde e concepção de sociedade; História das políticas públicas de saúde e do SUS; Financiamento do SUS; Modelo de atenção e organização das ações e serviços no SUS; Controle Social no SUS e Ciclo orçamentário e instrumentos de planejamento do SUS.
Além de capacitar os participantes, o projeto também visa que os inscritos possam multiplicar ações em defesa do SUS em seus territórios e comunidades. A coordenadora da Comissão Intersetorial de Educação Permanente para o Controle Social do SUS, Sueli Barrios, lembra que “o desafio é formar uma rede de multiplicadores, para que todos saiam das oficinas com o compromisso de defesa da democracia participativa, da saúde como direito humano e do SUS como política pública, universal, equânime e com forte participação social”.

Promovido por meio da Comissão Intersetorial de Educação Permanente para o Controle Social do SUS (CEIPCSS) do CNS, o projeto é realizado em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
Lembrando que a inscrição deve ser realizada conforme o estado de residência.

Para conhecer o calendário das oficinas em cada estado e se inscrever basta acessar o site: www.formacontrolesocial.org.br

Lembrando que as vagas são limitadas e haverá emissão de certificado!

 

 

Foto: Divulgação/CNS
Informações: ASCOM CEAP

A revista Carta Capital, em parceria com a ANPG, fará um webinar para debater os desafios os nacionais após a trágica condução do governo ao enfrentamento do coronavírus.

Sob o tema “O Lugar do Brasil no mundo pós-pandemia”, o evento acontecerá entre os dias 3 e 31 de agosto e faz parte do projeto Diálogos Capitais.

A primeira mesa de debate na terça-feira, às 17h, com os palestrantes Isaac Schwartzhaupt,Alexandre Padilha e Daniel Dourado. Faça sua inscrição através do dialogoscapitais.com.br .

Embora a agência informe que não afetará pagamentos de bolsas e nem ocasionará perdas nos dados dos pesquisadores no Brasil, esse cenário é reflexo do projeto de desmonte da ciência brasileira. Cabe destacar que o CNPQ é uma das principais agências e apesar disso vem sofrendo com grave restrição orçamentária, o que vem impactando diretamente ao fomento à pesquisa. Não à toa apenas 13% dos projetos indicados em um dos editais de fomento à pesquisa científica irão receber financiamento.

O governo federal segue fazendo escárnio da ciência brasileira. Sem financiamento, sem investimento e sem transparência, Bolsonaro segue sendo irresponsável com a produção da científica, e sem ela não há como existir soberania nacional. Não existe futuro e nem desenvolvimento! Enquanto isso, o ministro Marcos Pontes, faz agenda que não gera nenhum impacto para ciência & tecnologia.

Além disso, na semana passada recebemos a notícia do corte de 116 milhões de reais em pagamento de bolsas. Com o agravante, de partes dos recursos do ano ainda estarem condicionados a liberação do Congresso Nacional, e Paulo Guedes segue liberando a conta-gotas os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico.

Por isso, nossa reposta é a luta em defesa da ciência e tecnologia do país e Fora Bolsonaro! É imperativo a recomposição urgente do orçamento do CNPq e defesa dessa instituição tão importante para o desenvolvimento nacional.

É com indignação que a ANPG se manifesta contra os novos cortes de orçamento do CNPq, no valor de R$116 milhões, que impactará diretamente as bolsas da agência

O Ministério da Economia está condicionando a liberação dos 5 bilhões do FNDCT – o que é obrigatório por lei conquistada com muita luta pela comunidade científica no Congresso Nacional – ao corte de orçamento já aprovado, para se enquadrar ao limite do teto de gastos. Dito de outra forma, para liberar recursos obrigatórios do FNDCT para institutos de pesquisa, cortaram na rubrica de bolsas do CNPq aprovada no orçamento.

Na prática, nos obrigam a fazer luta política e pressionar novamente no parlamento por verbas para bolsas que já haviam sido conquistadas, como se o financiamento da formação de jovens cientistas não fosse uma função do Estado, assegurada pela Constituição de 88.

O governo está condicionando o setor de ciência e tecnologia à permanente incerteza sobre o futuro e com pires na mão pela sobrevivência digna. Uma verdadeira humilhação!

Por isso, a ANPG convoca um dia de mobilização nas redes para 21 de julho em defesa do CNPq e contra os novos cortes de bolsas, além de reforçar a convocação para as manifestações de rua no dia 24 de julho.

Para defender a ciência e a pesquisa é preciso derrotar o governo Bolsonaro!

Associação Nacional de Pós-graduandos, 16 de julho de 2021