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movimentos sociais, que também protestavam contra a Reforma da Previdência.

Era início de uma tarde fria de garoa quando os primeiros manifestantes começaram a se concentrar no vão livre do Masp, em São Paulo. O mau tempo não impediu que dezenas de milhares de pessoas fechassem os dois sentidos da Avenida Paulista e caminhassem até a Praça da República. No carro de som, o estudante de Economia da USP Iago Montalvão, recém-eleito presidente da UNE, homenageou Fernando Santa Cruz, desaparecido político vítima da ditadura. “Oferecemos a luta de hoje em homenagem ao herói Fernando Santa Cruz”, reverenciou.

Iago também fez duras críticas ao Programa Future-se, lançado pelo Ministério da Educação, que pretende abrir as portas para a gestão privada das universidades federais. “Estamos nos mobilizando porque não vamos aceitar a privatização da universidade pública. O Future-se não vai passar. Não há futuro com Bolsonaro”, declarou.

As entidades estudantis ANPG, UNE e UBES, em conjunto com entidades sindicais e movimentos sociais, decidiram convocar uma nova jornada nacional de atos no próximo dia 7 de setembro, marcando a data da Independência do Brasil com a defesa da educação, da ciência, da soberania nacional e dos direitos sociais.

Leia o Manifesto: 7 de Setembro, nas ruas pela educação, democracia e soberania nacional

Para quem tem pressa para ingressar no mercado de trabalho com diploma de Ensino Superior, fazer um curso tecnólogo podem ser uma excelente opção. Além da vantagem da duração que vão de dois a três anos, os cursos tecnológicos exigem um investimento financeiro menor que cursos de bacharelado e licenciatura. 

O diploma é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) da mesma forma que cursos de bacharelado e licenciatura. Tem validade nacional e quem se formou pode ingressar em uma pós-graduação stricto sensu e lato sensu e, dependendo do edital, prestar concurso público. Além disso, a grade curricular desses cursos geralmente é direcionada às demandas práticas da profissão. Esses e outros diferenciais vêm atraindo muitos estudantes buscando iniciar uma carreira. “A cada ano, a graduação tecnológica ganha mais espaço no universo acadêmico”, afirma Ricardo Luz, coordenador dos cursos de Gestão de Recursos Humanos e MBA em RH da UniCarioca.

A Revista QB em parceria com o site Quero Bolsa (plataforma de bolsas de estudo) fez um levantamento de 41 cursos superiores com até três anos de duração. Para saber mais sobre cada curso, é só clicar sobre o nome dele que abrirá uma janela com informações mais específicas. No final da lista você terá uma dica de como conseguir uma bolsa de estudos.

41 cursos superiores com até 3 anos de duração

Você quer fazer um desses cursos com bolsa de estudos?

É possível conseguir um curso com bolsa de estudos para fazer uma faculdade pagando até 75% menos que o valor integral. Isso é possível por meio do Quero Bolsa, uma empresa privada que, em parceria com instituições de ensino, disponibiliza bolsas de estudos em seu site.

Conseguir uma vaga é bem simples, tanto que quem não está acostumado com as novidades digitais pode até desacreditar e acabar perdendo uma oportunidade de fazer faculdade pagando bem menos.

Primeiro você entre no site www.querobolsa.com.br, digita a cidade na qual você quer estudar e o curso que você quer fazer e até quanto você pode pagar.

Com essas informações, o site organizará uma lista com as faculdades da sua região que oferecem bolsas de estudos, deixando a mensalidade de um tamanho que cabe no seu bolso. Se você gostar de uma bolsa, é só clicar em “Detalhes desta Bolsa” para saber mais sobre a instituição de ensino e iniciar o processo de pré-matrícula.

Esperamos ter ajudado você! Boa sorte nos estudos. 🙂 

 

SAVE THE DATE!

Em São Paulo teremos três atividades na Avenida Paulista, no dia 07/07:

1) Feira de Ciências do Dia Nacional da Ciência (10h/17h)(inscreva seu projeto de divulgação científica)
2) Varal de Banners de Congresso (14h/17h) (inscreva o trabalho que você apresentou em algum congresso)
3) Caminhada contra o obscurantismo (16h) (traga seus cartazes contra os cortes na Ciência, Tecnologia e Educação)

Em breve colocaremos horários e locais das Marchas por todo o país!

PARTICIPE!

No próximo dia 07 de julho, domingo, os cientistas, pesquisadores, professores e estudantes irão para a Av. Paulista mostrar para a população o trabalho realizado pelos pesquisadores do nosso Estado.

1. Feira de Ciências

07/07 – 10h às 17h – Av. Paulista, altura do número 393

Você tem um experimento? Um projeto de divulgação científica? Pode explicar a sua pesquisa para o grande público? Desenrola e traz seu trabalho e o seu grupo de pesquisa para a Av. Paulista! Teremos barracas para quem se inscrever pelo link
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdgMmT8nnob2pLv4oW4Fan58Nm15eZ_O23V7rDle6vYAdxorg/viewform

2. Varal de Banners

07/07 – 14h às 17h – Av. Paulista, altura do número 393

Você tem um banner de Congresso aí jogado? Seu grupo coloca os banners em exposição? Vem falar sobre a sua pesquisa para o público da Av. Paulista! Inscreva seu banner aí no link
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdRf3C-qlPEz6GlOVwNX9v5UYT9se-ykn_OvcPhtBhnC1ZxvA/viewform

3. Marcha pela Ciência

07/07 – CONCENTRAÇÃO às 16h na frente do MASP

A produção de conhecimento e a formação de profissionais qualificados é fundamental para sairmos da crise. Ainda assim, o governo federal congelou o repasse para as universidades, bolsas de pós graduação e projetos de pesquisa. Depois das grandiosas manifestações contra os cortes, em um acordo na Comissão de Orçamento, a oposição no Congresso Nacional conseguiu garantir R$ 1,3 bi para o Ministério da Educação, sendo 330 milhões destinados especificamente para bolsas de pesquisa. Mas, continuamos com 42% dos recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações contingenciados, assim como a maior parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
No Estado de São Paulo, a queda na arrecadação reduziu o recurso disponível para a FAPESP, para as Universidades Estaduais e Institutos de Pesquisa.
O governo estadual, ao invés de ampliar o investimento em pesquisa, enviou e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei de concessão do Jardim Botânico – área fundamental para a pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Botânica. Além disso, pretende unificar os institutos de Pesca e o da Aquicultura e transferir o Hospital Vital Brasil, referência internacional no atendimento a pacientes picados por animais peçonhentos, do Instituto Butantã para o Hospital Emílio Ribas.
Defender as instituições de pesquisa é defender o desenvolvimento do Estado de São Paulo.

https://www.facebook.com/events/402781770274332/

ORGANIZAÇÃO
Cientistas Engajados
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC
Academia de Ciências do Estado de São Paulo – ACIESP
Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG
Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo – APQC
Instituto Questão de Ciência – IQc
Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo – ADUSP
Associação dos Docentes da Unicamp – ADunicamp
Associação dos Docentes da UNESP – ADUNESP

O Brasil vive sob a insígnia do autoritarismo, que afronta os preceitos republicanos. A gestão de Bolsonaro, em sua curta trajetória, tem demonstrado completo desprezo às instituições democráticas e às leis brasileiras, notadamente aquelas expressas na Constituição de 1988 e que garantem o funcionamento e a legitimidade social às universidades públicas.
Não nos causa surpresa, mas sim profunda indignação, a tentativa de censura que o governo procura impor às universidades federais, através da chantagem orçamentária que tem implementado.
As Universidades Federais, que já têm um histórico recente de contingenciamentos, foram submetidas a mais um corte de 20% nas verbas de custeio. Em 3 universidades, UNB, UFF e UFBA, esses cortes chegaram a 30%. A justificativa do MEC para o corte adicional seria a “ausência de desempenho esperado” e promoção de “balburdia” nos campus, conforme dito pelo Ministro Abraham Weintraub.
Segundo dados da Times Higher Education (THE), ranking internacional das universidades, entre as universidades da América Latina, a UnB passou da 19ª posição, em 2017, para 16ª, em 2018. A UFBA passou da 71ª para 30ª posição. A UFF manteve o mesmo lugar, em 45º. Essas universidades, como todas as federais, são responsáveis por grande parte da produção científica nacional, originada na pós-graduação, e se encontram profundamente vinculadas às demandas sociais das comunidades as quais estão inseridas.
Mas se o desempenho acadêmico se demonstra um falso argumento, o que está por trás dessa medida? O que o ministro chama de “balbúrdia”?
O pano de fundo é a tentativa de silenciamento das vozes plurais e da diversidade que se manifesta na universidade pública. O que se procura inibir é a liberdade de pensamento, de cátedra e de expressão, tão necessárias à construção do conhecimento científico.
A Constituição Brasileira também assegura à universidade a autonomia universitária no seu artigo 207. É ela que assegura à universidade a possibilidade abrigar no seu seio não apenas a multiplicidade de conhecimentos que vão das ciências exatas, biológicas e humanas, mas também atividades de profundo interesse público como debates políticos, sobre temas candentes na sociedade, sobre políticas públicas e o confronto de contraditórios. É à massa crítica inerente ao ambiente universitário, assegurada constitucionalmente, que o governo Bolsonaro se opõe.
Desta maneira, consideramos inconstitucionais as motivações que levam o ministro a tamanha retaliação das universidades públicas, além de antirrepublicano utilizar de chantagem ao colocar suas motivações políticas individuais como a régua que mede o valor orçamentário destinado a essas instituições e não a necessidade de custeio de suas atividades e produtividade.

Para defender as universidades brasileiras desses ataques, convocamos todos os pós-graduandos e pós-graduandas brasileiras a se somarem ao Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Educação e das Universidades Públicas, no próximo dia 15 de maio, junto a outras entidades científicas e educacionais.

Associação Nacional de Pós-Graduandos, 30 de abril de 2019

Na imagem acima: Flávia Calé, Presidenta da ANPG em ato de 8 de Março. Foto: Karla Boughoff

A Associação Nacional de Pós-Graduandos repudia as intenções do presidente Jair Bolsonaro e seu Ministro da Educação, Abraham Weintraub, em “descentralizar investimentos em faculdades de filosofia e sociologia (humanas)” com a justificativa que essas áreas não dão retorno imediato e melhorias para a sociedade.
Esse posicionamento além de parecer uma tentativa de reviver os anos de banimento dessas ciências do arcabouço educacional brasileiro durante a ditadura militar, demonstra a não compreensão do governo federal sobre a realidade do país e seus desafios assim como desconhecimento sobre os impactos das ciências humanas e suas tecnologias na vida cotidiana da população.
As ciências humanas têm atuado e são responsáveis diretamente pela indução das transformações sociais e econômicas no Brasil ao longo do século passado e do início deste. Não é possível pensar um projeto nacional, com desenvolvimento industrial, tecnológico, geração de emprego e qualidade de políticas pública em qualquer área, sem o arcabouço científico das humanidades. Nada disso é possível, sem conhecimento profundo das origens da nossa formação econômico-social, através da História, dos desafios brasileiros de superação do subdesenvolvimento, da miséria, do analfabetismo, da desnutrição infantil, da carências do envelhecimento num país como o nosso, sem o auxílio das ciências sociais, econômicas, dentre outras.
Muito além disso, é fundamental resgatar que a origem das reflexões sobre relação entre o homem e a natureza, que se traduziram em fórmulas matemáticas e físicas, são antes de tudo, questionamentos filosóficos, sendo a Filosofia a grande estrutura basilar de todas as ciências.
Sendo assim, como seria possível pensar em avanços na medicina sem conhecermos a sociedade em que se manifestam os processos de saúde-doença, tais como no surto do Zika Vírus em 2012? Como enfrentar os desafios da urbanização do país com a engenharia e arquitetura sem conhecer os processos que levaram a formação das cidades brasileiras que estão submersas com problemas de mobilidade, moradia e “desastres naturais”? Como elaborar um projeto nacional de retomada do desenvolvimento brasileiro, com geração de emprego e renda, sem conhecimentos da história de nossas instituições e da industrialização?

Os investimentos na Ciências devem ocorrer de forma equilibrada em todas as suas áreas, já que se trata de conhecimentos complementares, e apenas juntos, são capazes de responder aos desafios brasileiros de superação da recessão econômica, do desemprego, da volta do Brasil ao mapa mundial da fome, do controle de epidemias, da fuga de cérebros e aprofundamento das desigualdades sociais.
O discurso de Bolsonaro e sua equipe da educação é mais uma demonstração do completo despreparo para lidar com toda complexidade de se governar um país com o tamanho e a dimensão do nosso. Mais do que isso, é um projeto que visa colocar o Brasil novamente numa condição subalterna no mundo. Evidencia não apenas sua inépcia em reverter o sucateamento da ciência e da educação, como coloca suas obsessões particulares do “fantasma doutrinador da esquerda” acima dos interesses nacionais.

Neste sentido, a ANPG, entidade representativa dos pós-graduandos no Brasil, se contrapõe com veemência a qualquer medida que vise o desestímulo e a perseguição às Ciências Humanas, e a retomada da Censura no país.

 

São Paulo, 30 de Abril de 2019
Associação Nacional de Pós-graduandos

No sábado, a programação do II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras da ANPG teve um de seus debates mais prestigiados, tratando sobre “O epistemicídio do pensamento negro”. Participaram da mesa, que foi mediada por Flávio Franco, secretário-geral da ANPG, o professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Gabriel Nascimento; a mestranda da UFMG Dandara Tonantzin e Gabriel Gaspar, jornalista que fez mestrado sobre a história de Zumbi dos Palmares.

Flávio Franco, secretário-geral da ANPG , II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras, O epistemicídio do pensamento negro

“Epistemicídio” é um conceito, elaborado pelo professor português Boaventura de Souza Santos, que trata da destruição de formas de conhecimento e culturas que não são assimiladas pela cultura do Ocidente branco.

Gabriel Nascimento – Professor, II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras, O epistemicídio do pensamento negro

O professor Gabriel Nascimento apresentou uma crítica ao pensamento humanista, que hoje vive uma crise com a ascensão de governantes autoritários. Para ele, tal conceito separou a Humanidade: “o humanismo do Ocidente criou uns como humanos e outros como animais”.

Mas, ao falar da atual conjuntura, Gabriel disse que o momento atual exige a defesa até mesmo desse conceito, pois o fascismo volta a emergir. “A era do humanismo está acabando e quem acabou com ele não foi o negro. Quem acabou com o humanismo foram os fascistas neoliberais brancos, Donald Trump nos EUA, Jair Bolsonaro no Brasil, os partidos de extrema direita na Europa. Então, o humanismo está sendo terminado pelas mesmas mãos brancas que secularmente criaram os modelos de escravização e colonialismo no mundo inteiro”.

Gabriel Gaspar – Jornalista, II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras, O epistemicídio do pensamento negro

O jornalista Gabriel Gaspar questionou se o heroísmo mítico criado entorno da figura de Zumbi não é uma forma de epistemicídio, já que este foi transformado em uma “espécie de Che Guevara negro”.

Para tanto, lembrou que o autor gaúcho Décio Freitas narra uma suposta infância cristã de Zumbi, que teria sido criado por um padre, representação da cultura do opressor, e depois retornaria para liderar os oprimidos. “Ao inserir Zumbi nesse padrão ocidental branco, não seria um marco de epistemicídio? Ainda que o objetivo dela seja criar um herói negro universal, que luta até as últimas consequências pela liberdade, isso continua sendo um epistemicídio?”, indagou.

Gaspar também problematizou se os marcos teóricos desenvolvidos na academia atualmente conseguem superar os conceitos liberais. “Será que os conceitos que temos desenvolvido academicamente estão à altura dos desafios contemporâneos? Lugar de fala, empoderamento, apropriação cultural, acho que esses conceitos não tem a consistência teórica necessária para ultrapassar a logica liberal da representatividade. Dependem de um limite teórico que é a propriedade privada”, analisou.

Dandara Tonantzin, II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras, O epistemicídio do pensamento negro

Dandara Tonantzin abordou a experiência histórica dos negros na academia, que, a seu ver, tem os componentes da estigmatização e da exclusão, mas também da resistência e da superação. “É importante a gente entender o racismo institucional, as formas pelas quais opera para legitimar esse discurso que nos retira desse lugar de protagonismo”.

Para ela, há um ponto de contato entre o epistemicídio negro nas universidades e o desmonte de políticas públicas democratizantes do acesso e da permanência, pois existe uma forma não oficial, mas efetiva, de afastar os negros da academia em razão de um suposto perfil de “estudante ideal” associada a obstáculos econômicos que dificultam a popularização das universidades. “Pensar o epistemicídio é pensar para além da morte simbólica das nossas produções, mas pensar naquilo que está nos matando cotidianamente a ponto de nos fazer evadir da universidade, que não estamos conseguindo concluir nossos cursos porque estão, por exemplo, esvaziando o PNAES, o Plano Nacional de Assistência Estudantil, cortando bolsas”, avaliou.

Dando sequência aos encontros com representantes da comunidade científica e autoridades de governo para apresentar as demandas da pós-graduação, a ANPG participou da 183ª reunião do Conselho Deliberativo do CNPq, no último dia 20 de março. Na ocasião, estiveram presentes os presidentes da Capes, Anderson Ribeiro Correia, e da Finep, Waldemar Barroso, além de Júlio Semeghini e Marcelo Morales, dirigentes do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

Vinicius Soares, diretor de Comunicação da ANPG, apresentou as duas propostas prioritárias da atual gestão, a Campanha Nacional pelo Reajuste das Bolsas e a destinação de parte dos recursos do fundo social do pré-sal para a ciência e tecnologia.

O representante dos pós-graduandos alertou para os impactos negativos para o desenvolvimento brasileiro acarretados pela falta de recursos e de prioridade estratégica para a ciência e tecnologia. “O que está acontecendo no Brasil é um enorme desperdício de talentos, uma fuga de mão de obra altamente especializada para desenvolver outras nações porque não damos condições para o pesquisador prosseguir na carreira”, ponderou.

A defasagem nas bolsas de estudo, sem reajuste desde 2013, é tamanha que se tornou praticamente impossível para o estudante sobreviver mantendo dedicação integral à pesquisa. “Em 2013, a palavra de ordem das manifestações de junho era “mãos para o alto, R$3.20 é um assalto”. Pois bem, de lá pra cá a passagem de ônibus em São Paulo, estopim do movimento, chegou a R$4.30. Só a bolsa do pós-graduando continua o mesmo valor”, comparou Vinicius. A campanha nacional pelo reajuste ganhará novo impulso no próximo dia 28, com a jornada nacional de lutas dos estudantes, que tem essa questão como uma de suas principais pautas.

As agências de fomento e o MCTIC têm demonstrado sensibilidade para a urgência do reajuste das bolsas, tanto que, em palestra realizada na Fiocruz no dia 13/3, o presidente da Capes elencou a ampliação do financiamento como uma das prioridades de sua gestão. “Minha primeira ideia para a Capes é aumentar o orçamento, porque sem isso, as ideias serão só ideias”, afirmou, em relação às restrições financeiras que, entre outras coisas, impactam o reajuste das bolsas de estudo.

Sem projeto de desenvolvimento, explode desemprego entre mestres e doutores

E ainda que consiga passar o rubicão e conclua seu projeto de pesquisa, a persistir a realidade atual, nada indica que as portas do mercado estarão abertas para o novo profissional. Por isso, a ANPG tem defendido uma política permanente de valorização da ciência e tecnologia e dos pesquisadores, através da destinação de parte dos recursos do fundo social do pré-sal para a área. Atualmente, existe um projeto de lei sobre o assunto tramitando no Senado Federal.
Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o processo de desindustrialização do país fez com que a indústria de transformação regredisse a menor participação no PIB desde 1947, sendo responsável por apenas 11,3% do total. O impacto dessa baixa na absorção de mão-de-obra qualificada é brutal e ajuda a compor um cenário de desemprego avassalador entre mestres e doutores.

“É um escândalo que 25% de mestres e doutores no país estejam desempregados. É como se o Brasil investisse para formar o profissional qualificado e dissesse: “olha, agora que você está pronto, vá gerar riqueza para outro país”. É como renunciar a um futuro melhor. Daí que é tão fundamental investir parte dos recursos do pré-sal nessa área vital para o desenvolvimento nacional”, conclui Vinicius Soares.

Da Redação

O programa ID Jovem surgiu com a intenção de dar mais oportunidade de entretenimento e formação para o jovem brasileiro. Para participar do programa é apenas necessário ter de 15 a 29 anos e ser de família de baixa renda. Em outras palavras, a renda total da família deve ser de até dois salários mínimos.

Entre os benefícios está a gratuidade para transporte entre estados brasileiros. Isso possibilita ao jovem conhecer vários estados ou, se for o caso, visitar amigos e familiares ao redor do Brasil. Pois as empresas de mobilidade são obrigadas a reservar dois lugares para trajeto gratuito. Assim sendo em ônibus, trem ou embarcação – para uso com o ID Jovem.

Após o preenchimentos desses dois primeiros lugares, a empresa ainda deve disponibilizar mais dois lugares para usuários do ID Jovem. Porém com um desconto de metade do preço sobre o valor inteiro da passagem.

Outro benefício interessante é o pagamento da meia-entrada em eventos de entretenimento e cultura. O desconto será sempre de 50 % sobre o valor total do ingresso. Para isso é preciso apresentar o cartão virtual no celular pelo aplicativo. Ou ainda imprimir o documento e apresentá-lo na hora da compra. Por questões de segurança e garantia, é aconselhado que o jovem leve ambos. Portanto, o ID Jovem 2.0 (o aplicativo e seu cartão virtual contido nele) e um em formato impresso.

Apesar do ID Jovem ser uma boa opção para conseguir desconto em ingressos, apenas o Documento do Estudante está previsto na Lei da Meia-Entrada. Dessa forma é essencial que você tenha ele para ter certeza que terá seu direito à meia garantido em todos os locais. Se você possui ID Jovem você pode fazer o Documento do Estudante gratuitamente. Para isso basta fazer o cadastro no site documentodoestudante.com.br , não efetuar o pagamento, enviar para o [email protected] o número da solicitação e a imagem do ID Jovem e aguardar reposta da DNE para seguir com a solicitação gratuita.

Veja como é simples fazer seu ID Jovem:

Entre pelo site https://idjovem.juventude.gov.br/ ou baixe o aplicativo ID Jovem

  • Preencha com os dados requisitados inclusive com o seu NIS. O cadastro irá pedir ainda seu nome completo. E também: nome da mãe, e-mail, telefone, data de nascimento e uma foto para personalizar seu documento ID Jovem.
  • Gere seu ID Jovem e esteja pronto para usufruir todos os benefícios garantidos a você!

Você não sabe como conseguir seu NIS?

O NIS é um código utilizado para identificar o cidadão inscrito no cadastro para programa social do governo, o CadÚnico. Ele é essencial pois apenas quem possui esse código pode emitir o ID Jovem. Para emitir seu NIS você precisa comparecer a um Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).

Para se cadastrar no CadÚnico e ter o seu NIS, compareça ao CRAS mais próximo da sua residência. Se você já o tem mas não lembra o código, não entre em pânico. Pois o site do ID Jovem tem um local para você fazer a consulta e já adicionar ao seu cadastro.

Adquira também hoje mesmo o seu Documento do Estudante para poder comprar meia-entrada!!

 

A livre-docência é o mais alto grau de titulação que um acadêmico pode chegar. Ele é direcionado apenas para portadores de título de doutor. A livre-docência atesta uma qualidade superior na docência e na pesquisa.

É um título obrigatório em algumas instituições como requisito para a candidatura a professor titular. São elas: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Universidade Estadual Paulista (UNESP). Entretanto, nas universidades federais a livre-docência praticamente desapareceu visto que o doutor que já for professor-adjunto pode prestar concurso para professores titular caso haja vaga.

Outro título é o “Notório Saber” que é concedido com base no parágrafo único do art. 66 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394 de 20 de dezembro de 1996):

“ O notório saber, reconhecido por universidade com curso de doutorado em área afim, poderá suprir a existência de título acadêmico. “

Ou seja, o professor que não possui doutorado mas que possui conhecimentos equivalentes

Concurso de Livre-Docência

É aberto concurso por edital e o candidato inscrito deverá, além de submeter-se a uma prova escrita e a uma prova didática, também a desenvolver uma tese monográfica ou cumulativa sobre um tema acadêmico. Essa tese deve ser defendida perante uma banca examinadora.

A livre-docência é regulada pelas Lei nº. 5.802/72 e nº. 6.096/74 e pelo Decreto 76.119/75 e pelo

Pré requisitos para a Livre Docência

Os candidatos devem preencher os pré-requisitos:

  • Ter linha de pesquisa independente;
  • Financiamento para pesquisa sob sua direta responsabilidade;
  • Publicação em revistas/livros de alta qualidade na área específica de conhecimento em que a(o) candidata(o) figura como autor principal (primeiro autor ou autor de correspondência)
  • Formação de recursos humanos necessariamente no mínimo de 1 doutorado;
  • 5 anos decorridos desde o seu Doutorado.

Apesar de um título muito elevado e digno de orgulho, nem todo doutor necessariamente precisa ser livre-docente e isso não diminui a qualidade do seu trabalho e de sua pesquisa.

Você já deve ter ouvido muito sobre monografia, algo como “a minha monografia está tirando meu sono” ou mesmo “o professor dessa matéria pediu uma monografia como trabalho final”. Mas você sabe realmente em que consiste a monografia e como elaborar uma? Então nós vamos te orientar nessa tarefa!

O que é monografia na faculdade

Tomando como ponto de partida a origem da palavra “monografia” temos, do grego mónos que significa “única” e graphein que significa “escrita”. Dessa forma a monografia é uma dissertação sobre um determinado objeto de estudo.

Se caracteriza portanto como trabalho de investigação científica e crítica sobre os estudos já existentes sejam eles já publicados ou não. Possui uma metodologia e visa alcançar algum objetivo ao se abordar um determinado assunto ou problema específico. Na faculdade  monografia é geralmente solicitada como um trabalho de conclusão de matéria.

Para se fazer uma monografia é preciso seguir normas ou padrões que podem ser fornecidos pelo professor de cada matéria – no caso de trabalho de graduação.

Pelo orientador – no caso de pesquisas – ou mesmo pela instituição solicitante – como revistas de disseminação científica.

É essencial que o aluno revise a bibliografia já existente, como também algum eventual material disponibilizado pelo professor. É essencial que o aluno conheça as Normas para trabalhos acadêmicos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A Normas técnicas da ABNT levam em conta estes passos:

  • Definição do objeto de estudo;
  • Revisão da literatura existente e de outras fontes de consulta sobre o tema em questão;
  • Justificativa do estudo, ou seja, deixar claro porquê estudar e aprofundar o  assunto escolhido, como também, quais abordagens o aluno se propõe a fazer;
  • Aplicação da metodologia de pesquisa e de elaboração. isto é, a maneira como irá se desenvolver a monografia;
  • Conclusões encontradas ou sugestões para o prosseguimento da análise e da pesquisa.

Diferença entre monografia e TCC

O tão conhecido e até mesmo temido Trabalho de Conclusão de Curso é na maioria das vezes uma monografia. É feito no último ano da graduação e quando solicitado é pré-requisito para a obtenção do diploma de graduação. Pode ser feito em grupo ou individualmente. É interessante lembrar que todo TCC é uma monografia mas nem toda monografia é um TCC. Isso porque, como já dito anteriormente, um trabalho monográfico nada mais é que algo escrito – na maioria das vezes – por uma só pessoa, mas que invariavelmente se debruça por sobre apenas um objeto de estudo ou por apenas uma abordagem científica.

A monografia pode ser solicitada em diversas situações que não seja como TCC, inclusive em algumas escolas de nível médio pode ser solicitada como trabalho escolar.

Como fazer uma monografia

Antes de se iniciar a escrita monográfica é interessante fazer um breve planejamento ou uma simples listagem dos pontos que serão abordados e analisados. Feito isso é necessário preparar a folha do Word conforme os padrões normativos, como; tipo de fonte, tamanho do corpo da letra, margens, entrada de parágrafos, espaço entre parágrafos, etc. Não entre em pânico, vamos te ajudar com isso.

Formatação da monografia

A formatação indicada é de fonte tamanho 12 ou 14, fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12, com espaçamento de 1.5 cm.

O papel deve ser em formato A4. As margens utilizadas devem ser: 2,0 cm inferior; 3,0 cm superior; 2,0 cm direita e 3,0 cm esquerda.

Conteúdos principais da monografia:

  • Capa: deve conter o Título do trabalho, nome do autor do trabalho e o nome do professor. Caso seja uma monografia na graduação é interessante adicionar outros elementos que identifiquem o autor como o número de matrícula por exemplo. Também deve conter o nome da instituição a qual o aluno pertence, nome do curso e a data da conclusão (geralmente o mês e ano).
  • Dedicatória: no caso de TCC e dissertações de mestrado pode-se a monografia a uma ou a várias pessoas. É comum dedicar à família, amigos e professores. Mas tome cuidados para não dedicar o trabalho a um número exagerado de pessoas.

Essa página também pode ser utilizada para escrever uma frase, um pensamento ou até mesmo um poema caso o autor ache conveniente colocar em lugar da dedicatória, ou, na folha seguinte após ela.

  • Índice completo e Sumário: mais comum no caso de dissertações stricto sensu, mas também no TCC. O índice é útil para facilitar a leitura e recorrer a página citada com maior facilidade. Esta parte compõe-se de todos os capítulos e seus sub capítulos. Dessa forma, o sumário serve para enumerar as partes principais, indicando as páginas iniciais dos capítulos e as partes em anexo.

Pode-ser incluído agradecimentos e até mesmo um prefácio, práticas no entanto, mais comuns em monografias lato.

  • Resumo: substitui o prefácio dos livros tradicionais e fornece uma ideia geral do que conteúdo da monografia. Este resumo deve ser breve e portanto admite no máximo 20 linhas de texto ou 500 palavras e deve vir logo depois do índice.

Até aqui não se numera as páginas.

  • Introdução: nesse momento o tema proposto pelo autor é introduzido ao leitor. Deve-se dar uma ideia do assuntos sobre o qual se vai focalizar, mostrando assim o objetivo principal da monografia. A introdução deve responder às seguintes perguntas não feitas: de que assunto trata a monografia? Por que você (autor) acha importante tratar este assunto? Qual é o seu objetivo e o que pretende defender nesta dissertação?
  • Justificativa: Por quê este tema foi escolhido, ou seja, porque é importante abordar este tema? Consiste em justificar e definir o problema que foi colocado em foco e solucionado (ou analisado) na monografia.
  • Desenvolvimento do Tema: esta parte pode ser dividida em capítulos e visa expor o assunto, mostrar a maneira como o autor pensa sobre ele e qual as proposições e considerações levantadas. Estas podem concordar ou não com autores prévios.
  • Conclusões e Sugestões: é a parte final onde ocorre a síntese de tudo o que proposto e analisado; suas teorias, considerações, sugestões propostas quanto aos principais assunto tratados.
  • Referências Bibliográficas: fontes de pesquisa consultadas para elaboração da monografia. Incluem-se em referências: livros, sites, jornais, revistas, separatas e demais fontes de informações. Note que tudo deve ser citado em ordem alfabética e seguindo as normas da ABNT

Caso seja necessário pode-se incluir lista de figuras, lista de tabelas, lista de quadros, siglas e abreviaturas.

Importante: Todas essas informações devem estar apresentadas de forma clara e objetiva. Todos os conceitos devem ser explicados. Para facilitar, imagine que quem irá ler seu trabalho é alguém que não tem o mínimo de conhecimento em sua área. No entanto, ele deve entender com clareza do que se trata e o que você propõe.

Agora que  já te demos um panorama geral sobre a monografia e suas partes constituintes, é sua vez de começar a escrevê-la e caso precise de mais suporte, procurar outros materiais e livros que lhe orientem na sua dissertação.