25 de janeiro de 2019

Os pós-graduandos brasileiros expressam sua solidariedade com o povo venezuelano na defesa da democracia e da sua soberania.

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Os estudantes de pós-graduação do Brasil, através da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), expressam profunda preocupação diante da atual situação regional envolvendo a República Bolivariana da Venezuela. Condenamos a postura do governo Bolsonaro em reconhecer como presidente do país vizinho o Sr. Juan Guaidó, autoproclamado Chefe de Estado. Entendemos que tal postura fere a tradição diplomática brasileira que busca a construção da paz e da não ingerência nos assuntos de outros países.

Tal postura é temerária, uma vez que acirra ainda mais os ânimos na região e elevam o risco de intervenção militar estrangeira no país vizinho. O último conflito envolvendo países da região ocorreu há mais de 150 anos durante a Guerra do Paraguai, quando o governo imperial brasileiro e a Tríplice Aliança dizimaram a quase totalidade da população masculina do país, episódio do qual não nos orgulhamos.

Não queremos para nossa região os conflitos que ocorrem no Oriente Médio. Naquela região do planeta a defesa da democracia serve como subterfúgio para levar adiante guerras cujo interesse são as riquezas naturais desses países, como o petróleo por exemplo. Queremos uma América Latina em paz, soberania e em democracia.

A situação venezuelana é complexa e não podemos cair em qualquer conversa ou submeter à região interesses estranhos à ela. Nicolás Maduro foi empossado no último dia 10 como presidente legítimo da Venezuela eleito no pleito ocorrido em maio de 2018. Dito processo contou com o acompanhamento de observadores internacionais ligados a órgãos multilaterais e autoridades de governo e da sociedade civil. Contou ainda com a validação da Organização das Nações Unidas e reconhecida pela própria oposição. Ao questionar o processo e buscar a constituição de um governo paralelo a oposição venezuelana brinca com fogo e pode comprometer ainda mais a situação do seu país e do seu povo.

Nos solidarizamos com o povo venezuelano em defesa da democracia e da sua soberania. Esperamos que o governo brasileiro reveja a sua posição e reconheça o legítimo presidente, eleito pelo voto popular, Nicolás Maduro.