29 de maio de 2018

Pela redução dos preços dos combustíveis, defesa da Petrobrás e da democracia

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Já passados dois anos do golpe e com a implementação do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB), o país caminha a largos passos para um colapso de graves consequências, com agravantes que são frutos da escolha de um programa político neo-liberal e de sucessivas retiradas de direitos do povo brasileiro.A alta no preço dos combustíveis corresponde ao fracasso desse programa. A implementação da “nova política de preços da Petrobras”, em vigência desde outubro de 2016, fez com que fossem praticados preços mais altos que viabilizaram a importação por concorrentes. Os preços, portanto, passaram a ser determinados de acordo com o valor internacional do petróleo e com a cotação do dólar.

Segundo dados da Associação de Engenheiros da Petrobrás (AEPET), a estatal perdeu mercado e a ociosidade de suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada. A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil.

A atual política de preços implementada pela direção da Petrobras beneficia as grandes corporações estrangeiras do petróleo, que desejam custos mais altos do valor de mercado da estatal para atender aos seus próprios interesses, prejudicando a capacidade da Petrobrás de praticar preços a níveis mais justos.

É um absurdo que Pedro Parente esteja à frente da maior estatal brasileira, um notório entreguista, que foi também Ministro de Minas e Energia durante a crise energética do governo FHC e que representa essa política econômica que gerou toda a crise nos preços dos combustíveis. Portanto defendemos sua imediata demissão, além da revogação da atual política de preços da Petrobras e o fim da entrega do pré-sal às multinacionais.

O governo ilegítimo sem apresentar medidas efetivas para atender às reivindicações e resolver a crise recorre mais uma vez ao uso da força, no caso, a das forças armadas, distorcendo e banalizando seu significado, podendo agravar ainda mais a conjuntura ao invés de criar soluções efetivas.

A greve dos caminhoneiros contra os preços exorbitantes dos combustíveis expressa uma reivindicação justa e encontra apoio popular.

Os estudantes brasileiros, por meio da campanha “O Petróleo é Nosso!” no final da década de 1940, foram fundamentais na luta pela criação da Petrobrás e na defesa da garantia da soberania nacional e que a exploração do petróleo em nosso território gerasse retornos ao nosso povo. Hoje, a Petrobras é a maior investidora em Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil. Nesse sentido, a União Nacional dos Estudantes, a União Brasileira de Estudantes Secundaristas e a Associação Nacional de Pós Graduandos reafirmam o papel estratégico da Petrobrás pública para o desenvolvimento do país se colocando frontalmente contrárias à qualquer tentativa de desmonte ou privatização, bem como das políticas entreguistas que tem sido implementadas.

Em 2018, reafirmamos a defesa da Petrobrás e nos somamos a campanha ‘O Petróleo é do Brasil’. Nós solidarizamos com a Federação Única dos Petroleiros e apoiamos a greve dos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás que iniciará no dia 30 de maio, para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente Pedro Parente.

Chamamos os estudantes brasileiros a estarem em alerta nesse momento, a nós não interessa um caos estabelecido no país que aprofunde o golpe à nossa democracia, coloque a Petrobrás em risco e desestabilize ainda mais a situação do nosso país, por isso devemos direcionar o foco das nossas ações para combater as medidas retrógradas do atual governo, defendendo a democracia e a garantia de eleições livres, inclusive com a liberdade do ex-presidente Lula, preso injustamente, e seu direito de ser candidato.

A atual crise no país só poderá ser solucionada com o fortalecimento do processo democrático e uma mudança substancial na política econômica do estado brasileiro, com investimentos no país e uma Petrobrás forte.

Pela demissão imediata de Pedro Parente!Em defesa da Petrobrás!

O Petróleo é do Brasil!

Lula livre!

Em defesa da democracia e da realização de eleições livres!

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PÓS-GRADUANDOS

UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES

UNIÃO NACIONAL DOS SECUNDARISTAS

28 de Maio de 2018.