A quarta-feira, 30 de junho de 2021, marca uma mudança de qualidade na luta da sociedade brasileira contra o governo de Jair Bolsonaro. Centenas de entidades, movimentos sociais, personalidades do mundo jurídico e políticos de partidos de esquerda, centro e direita foram ao Congresso Nacional para unificar as ações e apresentar um único pedido de impeachment à Mesa da Câmara, compilando todas as acusações de crimes cometidos pelo presidente da República.

A ANPG foi a entidade que representou a pós-graduação e a academia na ação, que também foi subscrita por UNE, UBES, MST, MTST, ABJD, todas as centrais sindicais e até mesmo o MBL.

A amplitude do super pedido de impeachment visa pressionar o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, e mostrar que o impeachment de Bolsonaro não é uma pauta restrita a segmentos isolados, mas representa o descontentamento crescente do povo brasileiro com o governo federal diante dos 520 mil mortos da pandemia, o desemprego avassalador e a falta de investimentos em Educação e Ciência, entre outras questões.

Para Flávia Calé, presidenta da ANPG, que esteve presente ao ato, a unificação de amplos segmentos da sociedade é fundamental para “por fim ao genocídio no Brasil”. “O superimpeachment é um amadurecimento da sociedade e um passo importante para a constituição da frente ampla para derrotar o governo fascista. Isso aumenta a pressão política sobre o governo e aumenta a representatividade do pedido para que a presidência da Câmara o aceite. É importante que essa frente ampla se reflita nas ruas nas próximas manifestações de rua, porque derrotar Bolsonaro é defender a democracia, a ciência e a vida dos brasileiros”, avalia.

#3J: cresce e se amplia a luta pelo impeachment

O super pedido de impeachment acontece dias antes de mais uma jornada de rua contra o governo. Em virtude das recentes denúncias de corrupção na compra de vacinas e a demonstração do crime de prevaricação do próprio presidente feita pela CPI, a frente nacional Fora Bolsonaro decidiu antecipar a nova rodada de manifestações para 3 de julho. No entanto, as entidades também mantiveram a convocação de atos para o dia 24 de julho.

Em São Paulo, o ato ganha reforço do PSDB, que decidiu ingressar na frente, e o MBL avalia participar também. Ao lado disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) marcou reunião para deliberar juntos às seções estaduais se a entidade vai aderir ao impeachment.

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