Dois acontecimentos dos últimos dias ficarão para a história da resistência democrática brasileira: os grandes atos de 11 de Agosto e a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes.

Na tradicional data de comemoração do Dia do Estudante, em alusão à fundação dos dois primeiros cursos de Direito no país, as manifestações estudantis foram acompanhadas de amplas manifestações, doa mais diversificados setores da sociedade civil, em defesa da democracia, da realização de eleições limpas e da submissão à soberania popular manifesta nas urnas eletrônicas.

Os atos foram convocados em contraponto à escalada golpista de Bolsonaro e seus apoiadores contra o sistema de votação e à justiça eleitoral. Foram registradas manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e mais de 50 cidades espalhadas por todo o país.

O manifesto Estado de Direito SEMPRE! , lido no Largo S. Francisco (Faculdade de Direito da USP, reeditou a Carta aos Brasileiros, de 1977, e reuniu apoios de juristas, intelectuais, artistas, políticos de diversos matizes ideológicos, al de ter sido subscrita por quase um milhão de brasileiros.

Presente ao ato histórico, Vinicius Soares, presidente da ANPG, descreveu o momento como um brado de resistência da sociedade. “O 11 de Agosto ficará marcado como o ponto de virada na luta contra o golpismo. A população reagiu de forma decidida, seja pelas multidões que os atos reuniram, seja pela representatividade política, social e econômica neles presente”, afiemou.

Na ocasião, outro manifesto foi divulgado com assinaturas de entidades de setores econômicos, como a Fiesp e a Febraban, e populares, como centrais sindicais e as entidades estudantis, em uma simbólica união entre capital e trabalho.

Posse de Alexandre de Moraes mostra prestígio do TSE

Nesta terça-feira, 16, primeiro dia oficial de campanha, ocorreu a posse dos novos presidente e vice do Tribunal Superior Eleitoral. O evento, que reuniu mais de 2000 lideranças políticas representativas dos 3 poderes, contou com a presença dos ex-presidentes da República José Sarney, Lula, Dilma e Michel Temer.

Isolado, Bolsonaro ouviu enfáticos discursos em defesa da democracia, da legitimidade da Justiça Eleitoral e da segurança das urnas eletrônicas, alvo principal de seus ataques.

O novo presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, fez questão de enfatizar que o TSE será enérgico contra candidatos que divulgarem fake news e que o Tribunal está preparado para garantir eleições livres e a posse dos eleitos.

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