No bojo das atividades em reação aos novos cortes orçamentários, que retiraram mais de 630 milhões da Ciência e Tecnologia ao redirecionar as verbas previstas no PLN 16, a Associação Nacional dee Pós-Graduandos lançou um abaixo-assinado reivindicando o reajuste das bolsas de estudo de mestrado e doutorado.

Em menos de 24 horas, a iniciativa já recebeu mais de 6900 assinaturas de apoio. Para participar, acesse o link: https://bit.ly/reajusteja

As bolsas de mestrado e doutorado vinculadas a Capes e ao CNPq custam, respectivamente, 1500 e 2200 reais e não são reajustadas desde 2013. Nesses 8 anos de déficit, segundo as contas dos bolsistas, a perda de poder de compra supera 60%.

O INPC do IBGE do período acumula alta de 63, 47% e, se fosse aplicado às bolsas, os valores subiriam para R$ 2452 no caso de mestrandos e R$ 3596 para os doutorandos.

Os estudantes reclamam da desvalorização do poder público aos pesquisadores e dizem que são obrigados a manter regime de dedicação exclusiva, o que impede a obtenção de qualquer outro vínculo para obtenção de renda extra.

“É inaceitável o descaso do governo com aqueles que produzem 90% da pesquisa científica nacional. Não estamos pedindo nenhuma benesse, mas respeito condizente com nosso papel na sociedade”, protesta Vinicius Soares, diretor de Comunicação da ANPG.

A campanha visa pressionar as autoridades e buscar a valorização do setor de ciência e tecnologia, que passa por um desmonte no atual governo.

O ponto alto das mobilizações ocorrerá no dia 26 de outubro, quando está convocado o Dia Nacional de Paralisação da Ciência, com atividades de protesto previstas em todo o país.

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