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O professor e pesquisador Isaac Roitman, coordenador do Grupo de Trabalho de Educação, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), acredita que a ciência é o melhor caminho para se entender o mundo. Para ele, o conhecimento científico é o capital mais importante do mundo civilizado e investir nesse conhecimento irá contribuir para que os seus resultados estejam ao alcance de todos.

“É fundamental que o ensino de ciências seja feito de modo agradável e divertido”, defende Isaac Roitman, que já exerceu atividades como professor e gestor em diversas instituições de ensino e pesquisa. Graduado em odontologia e doutor em ciências (microbiologia), fez pós-doutoramento na Pace University, em Nova Iorque, nos Estados Unidos; Hebrew University, em Jerusalém, Israel; University of Kent at Canterbury, em Canterbury, no Reino Unido; e na University of Sussex, em Brighton, também no Reino Unido.

Membro Titular da Academia Brasileira de Ciência, foi diretor de Avaliação da Capes/MEC; assessor da Presidência do CNPq e presidente da Comissão Nacional de Avaliação de Iniciação Científica (Conaic/CNPq). Também foi diretor do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense; reitor, pró-reitor acadêmico e diretor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Mogi das Cruzes; e professor titular e decano de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Brasília, entre outras funções. Exerce, atualmente, a função de coordenador de Comunicação Institucional da UnB.

Jornal do Professor – Qual é a importância da ciência e tecnologia na escola?

Isaac Roitman – A educação científica em conjunto com a alfabetização das letras e dos números são os três pilares de uma educação de qualidade. A ciência é o melhor caminho para se entender o mundo. O conhecimento científico é o capital mais importante do mundo civilizado. A educação científica desenvolve habilidades, define conceitos e conhecimentos, estimulando a criança a observar, questionar, investigar e entender de maneira lógica os seres vivos, o meio em que vivem e os eventos do dia a dia. Além disso, estimula a curiosidade e imaginação e o entendimento do processo de construção do conhecimento. Investir no conhecimento científico contribuirá para que os seus resultados estejam ao alcance de todos. É fundamental para que a sociedade possa compreender a importância da ciência no cotidiano. Ela também representa o primeiro degrau da formação de recursos humanos para as atividades de pesquisa científica e tecnológica. É preciso considerar que o analfabetismo científico aumentará as desigualdades, marginalizando do mercado de trabalho as maiorias que hoje já são excluídas.

JP – Como despertar o interesse das crianças e jovens pela ciência e tecnologia?

IR – No Brasil, com mais de 60 milhões de estudantes, ainda falta muito que fazer para que a educação científica tenha seu merecido destaque no currículo escolar. O desafio é criar um sistema educacional que explore a curiosidade das crianças e mantenha a sua motivação para aprender através da vida. As escolas precisam se constituir em ambientes estimulantes. Experiências recentes têm estimulado o interesse das crianças e jovens pela ciência e tecnologia. Um deles é o Projeto Mão na Massa, introduzido no Brasil pela Academia Brasileira de Ciências. Esse projeto faz uso de atividades experimentais, estimulando o desenvolvimento da linguagem oral e escrita e investindo na formação de docentes. Outra experiência de sucesso está sendo conduzida em Natal, Macaíba (RN) e Serrinha (BA). As crianças frequentam uma escola de ciências nos horários opostos ao horário escolar formal. Os ambientes de aprendizagem (laboratórios, oficinas, etc.) são desenhados e equipados especialmente para despertar o interesse pela ciência nos estudantes do ensino fundamenal.

JP – Qual a melhor forma para os estudantes aprenderem conteúdos de Ciência e Tecnologia?

IR – A célebre frase de Paulo Freire: “A leitura do mundo precede a leitura da palavra” aponta a importância da educação científica para as crianças que, de posse de um conjunto de conhecimentos, facilitam a realização da leitura do mundo onde vivem. A visão do mundo é construída a partir da infância, na família, e tem o seu ponto de inflexão na escola. Já há cerca de 800 anos Roger Bacon em seu Opus Maius – tratado sobre ciências –, dizia: “Sem um experimento nada pode ser conhecido adequadamente. Um argumento prova sob o ponto de vista teórico, mas não leva a necessária certeza para remover todas às dúvidas”. Diante das novas necessidades da educação em ciências no século XXI, a escola deve ser percebida como tendo um potencial riquíssimo de encontro humano, desperdiçado pela repetição secular de uma pedagogia tradicional. Através de uma nova educação científica no ensino fundamental poderemos mudar esse nível de ensino, preparando jovens que não vão aceitar um ensino médio ou superior de baixa qualidade. Nessa nova pedagogia, a experimentação deverá ser o principal instrumento de estímulo e da aprendizagem da ciência. Os recursos modernos de comunicação através de mídias digitais – vídeos, interação via TV digital e internet, etc – deverão ter um papel importante no ensino de ciências para nossos jovens.

JP – Qual a contribuição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na difusão e popularização da ciência no Brasil?

IR – A institucionalização da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) pode ser considerada como uma das mais importantes iniciativas desta década para a difusão e popularização da ciência no Brasil. A cada ano, essa semana consegue a adesão de um número maior de entidades. O balanço da edição de 2009 relata 24.972 atividades, desenvolvidas por 718 instituições em 472 municípios. Durante essa semana, as instituições de ensino e os institutos de pesquisas abrem as suas portas a toda a população, quebrando os muros de isolamento entre a ciência e a sociedade. A SNCT certamente estimulará atividades de divulgação científica durante todo o ano.

JP – De que forma a Academia pode contribuir para a disseminação de conhecimentos científicos entre professores do ensino básico e a população em geral?

IR – A comunidade acadêmica sempre reconheceu a importância da educação científica e muito tem feito para colaborar, no sentido de que sejam ampliadas as oportunidades para a formação e treinamento nessa área. Um exemplo que se destaca são as reuniões anuais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que introduziu há vários anos a SBPC Jovem com ampla participação de estudantes e professores do ensino básico. Outras sociedades como a Sociedade Brasileira de Física, a Sociedade Brasileira de Química e a Sociedade Brasileira de Genética introduziram atividades relacionadas ao ensino de ciências. Em adição, a Associação Brasileira para Pesquisa em Ensino de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Ensino da Biologia reúnem centenas de professores do ensino fundamental, médio e superior para discutir problemas, apresentar trabalhos e atualizar informações.

A preocupação de formação de recursos humanos em nível de pós-graduação para o ensino de ciências e matemática mostra o comprometimento da comunidade acadêmica com o ensino de ciências e matemática. Atualmente existem 58 cursos de pós-graduação de ensino de ciências e matemática com a seguinte distribuição: 26 mestrados profissionais, 23 mestrados acadêmicos e nove doutorados. A Academia tem participado ativamente de uma série de atividades importantes no ensino e na difusão da ciência e tecnologia, tais como: clubes de ciência, feiras de ciências, olimpíadas, museus e outros espaços de aprendizagem.

JP – É importante que os professores participem de cursos ou oficinas para reciclagem de conhecimentos ou aprendizado de novas técnicas para o ensino de disciplinas das áreas de ciência e tecnologia?

IR – Infelizmente, os professores de ensino básico durante a sua formação não tiveram a oportunidade de ter um preparo adequado para o ensino de ciências. É importante que, na formação dos futuros professores, os mesmos tenham um preparo tanto sob a dimensão de conteúdo como de pedagogia e metodologia contemporâneas. É fundamental que os professores que já estão atuando no ensino básico tenham a oportunidade de incorporar as informações do desenvolvimento científico e tecnológico e tenham treinamento, principalmente no que se refere às atividades de experimentação. É importante, também, estimular e proporcionar condições para que os professores participem de congressos e eventos relacionados com a ciência e tecnologia.

JP – É possível ensinar ciências de modo fácil e divertido? Que conselhos o senhor daria aos professores?

IR – É fundamental que o ensino de ciências seja feito de modo agradável e divertido. Os professores deveriam ter em mente que o ensino de ciências deva ser prazeroso. Há alguns meses o Presidente Lula visitou a escola de ciências de Natal, mencionada anteriormente. Nessa ocasião, perguntou a uma estudante de dez anos o seguinte: “Você gosta dessa escola de ciências?”. A aluna respondeu: “Isso não é escola de ciências, isso é um parque de diversões”. A resposta é auto-explicativa.

JP – O senhor poderia destacar experiências do passado que são importantes na educação científica do Brasil?

IR – Há 60 anos, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) implantou o Programa de Iniciação Científica, que permitia ao estudante universitário de graduação a vivência em um ambiente científico. Hoje esse programa tem a participação de cerca de 80 mil estudantes universitários em todo o Brasil, sendo que aproximadamente 40 mil são contemplados com bolsas. Em 2003 o CNPq lançou o Programa de Iniciação Científica Junior, nos moldes do programa já existente, que permite o treinamento científico de estudantes do ensino médio e profissional. Esse programa tem atualmente oito mil bolsistas. Recentemente, o CNPq lançou o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBIT), que conta atualmente com três mil bolsas.

Outra experiência que merece destaque é a da implantação de um projeto voltado ao ensino de ciências, pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento de Ensino de Ciência (Funbec). Além da produção de material didático para o ensino da ciência, a Funbec produzia também equipamentos médico-eletrônicos. O lucro da venda desses equipamentos era revertido para a produção de material para o ensino da ciência. Essa iniciativa floresceu na década de 70, com a introdução de laboratórios portáteis de física, química e biologia, e da coleção Cientistas com parceria da editora Abril, que consistia de 50 kits contendo a biografia do cientista, um manual de instrução e material para a realização de experimentos. Nos anos em que o projeto sobreviveu foram vendidos cerca de três milhões de kits. A partir de 1980 as atividades foram gradativamente reduzidas. O último suspiro do empreendimento foi à criação da Revista de Ensino de Ciências, hoje extinta. Recentemente, uma iniciativa tenta reabilitar o projeto que teria um novo nome: Aventuras na Ciência.

Outra iniciativa que foi implantada há mais de 20 anos e continua até o presente é o Programa de Vocações Científicas (Provoc) do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) que tem estimulado vocações na área biomédica, em centenas de jovens.

 

Fonte: Portal do Professor

O I Fórum Estadual de Professores de Sociologia do Rio de Janeiro ocorre nos dias 12 e 13 deste mês, no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ).

O evento busca fortalecer não só o intercâmbio entre os professores de Sociologia, mas também seus vínculos com instituições de ensino de todo o estado, refletir sobre o programa e a metodologia da disciplina no Ensino Médio e apresentar  propostas e sugestões para uma política de ensino da sociologia no estado do Rio de Janeiro.
        
O fórum visa também discutir e analisar os resultados da lei sancionada em 2008, que torna obrigatório o ensino de Sociologia e Filosofia em instituições de Ensino Médio de todo o país. Como exemplo, se discutirá o impacto que a lei causou na demanda por profissionais da área, além do próprio sentido da Sociologia como disciplina, etc.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail [email protected], onde deve-se informar o nome completo, telefone para contato e vínculo institucional.   

Veja abaixo a programação do Fórum.

Da Redação, com SINDSERJ

A 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code) ocorrerá de 24 a 26 de novembro na Esplanada dos Ministérios, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com convocação especial feita às entidades dos movimentos sociais e a setores da universidade brasileira, a conferência tem entrada franca e o formulário de inscrição está disponível no sítio da Code. As inscrições vão até esta sexta-feira (12).

O foco da mobilização para a Conferência são movimentos sociais e setores da universidade, no sentido de criar um espaço nacional de debates. A importância da participação dos pós-graduandos e dos demais setores interessados no desenvolvimento nacional se reforça pelo momento que o país vive: a transição entre governos é um momento propício para o debate sobre os rumos do desenvolvimento do país.

A Conferência do Desenvolvimento se consolida, portanto, como um espaço privilegiado de demarcação e disputa política em torno dos rumos do desenvolvimento nacional, mas também da participação da formulação de políticas públicas por parte do Governo Federal, que encontra-se em  fase de transição.

Durante os três dias, serão nove painéis temáticos sobre o desenvolvimento, 88 oficinas do desenvolvimento e 50 lançamentos de livros. São esperados mais de 200 palestrantes e debatedores. O presidente Lula participará da abertura da Conferência e a presidente eleita, Dilma, do seu encerramento.

As exposições serão norteadas pelos sete eixos temáticos do desenvolvimento definidos pelo Ipea: inserção internacional soberana; macroeconomia para o desenvolvimento; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; estrutura tecnoprodutiva integrada e regionalmente articulada; infraestrutura econômica, social e urbana; proteção social, garantia de direitos e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.

Sem delegados, com muito debate

Diferente das cerca de 70 conferências realizadas durante os dois governos Lula, não haverá processo para a escolha de delegados. O objetivo da Code é criar um espaço nacional de debates no coração do Brasil, no momento em que o país volta a discutir planejamento e estratégias de desenvolvimento. Para isso, a conferência terá vídeos, apresentações de livros, instalações, projeções, oficinas e palestras. Desta forma, apresenta-se como espaço privilegiado de demarcação e disputa política em torno dos rumos do desenvolvimento nacional.

Aberta a toda a sociedade, a conferência será realizada no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral de Brasília. Estarão presentes conselheiros de orientação do Ipea, diretores e técnicos de planejamento e pesquisa do Instituto, além de acadêmicos, representantes de entidades dos movimentos sociais e autoridades de todas as regiões do país. O Ipea não arcará com despesas de transporte, alojamento e alimentação, que ficarão a cargo do público.

As inscrições para a Conferência sobre Desenvolvimento vão somente até dia 12 de novembro. Ela tem entrada franca e o formulário de inscrição está disponível no sítio da Code. 

Por Luana Bonone, Diretora de Comunicação da ANPG, com informações do Ipea e do Diap

Teve inicio nesta segunda-feira, dia 8 de novembro, o I Salão de Pós-Graduação da UFRGS. O evento, que tem como finalidade debater a pós-graduação na UFRGS, é organizado pela Associação de Pós-Graduandos da UFRGS com apoio da própria universidade.

Na mesa de abertura, além da Presidente da APG, Gabriele Gotllieb, estavam o Pró-Reitor de Pós-Graduação, Aldo Lucion, e o Pró-Reitor de Pesquisa, João Schmidt. Todos ressaltaram a importância desta iniciativa pioneira de debater a pós-graduação na instituição e a inciativa da APG refundada após anos de inatividade.

Na primeira mesa de discussões do salão, esteve em pauta o Plano de Pós-Graduação da UFRGS (foto). Mediado pelo Diretor da APG, Mauricio Scherer, a mesa contou com as participações de Aldo Lucion, Pró-Reitor de Pós-Graduação, João Schmidt, Pró-Reitor de Pesquisa e Fábio Kessler Dal’Oglio, Coordenador do PPG em Desenvolvimento Rural da UFRGS.

Inspirados pelo novo Plano Nacional de Pós-Graduação, a intenção do debate era estimular a reflexão sobre um plano de pós-graduação da própria instituição. Entre os temas mais discutidos estavam a avaliação da CAPES e as questões relativas ao financiamento das pesquisas e das atividades de extensão nas atividades de pós-graduação.

O evento está sendo realizado na UFRGS entre os dias 8 e 12 de novembro e conta com mais de 85 trabalhos de pesquisa em pós-graduação escritos, e diversas oficinas e reuniões de áreas distribuídas nos três turnos. A noite, continuam a ser realizadas discussões relativas a pós-graduação em geral, e na UFRGS em específico; Nesta terça, a discussão versa sobre os direitos dos pós-graduandos.

 

Fonte: APG – UFRGS
 

Estão abertas as inscrições de trabalho científico e artístico para a 7ª Bienal da UNE, que ocorrerá entre os dias 18 e 23 de janeiro de 2011, no Rio de Janeiro, para o qual são esperados cerca de dez mil estudantes do Brasil e da América Latina. O término do período de inscrição é dia 30 de novembro.

Eleonora Rigotti, coordenadora de áreas da Bienal, afirma que é importante a participação do pós-graduando porque, ao reunir no evento trabalhos científicos que não necessariamente estão na academia, como trabalhos de não-estudantes que desenvolvem projetos de pesquisa ou extensão, surge a oportunidade de diálogo entre diferentes áreas, permitindo ao pós-graduando “agregar informação e conhecimento para pesquisa que está em curso”. “O evento não é só de arte e cultura, mas também de ciência”, completa Eleonora.

Já Fellipe Redó, diretor de cultura da UNE e coordenador geral do evento, conta que a bienal “é um espaço de dar visibilidade a essa produção jovem e acadêmica que está ocorrendo nas universidades, de possibilitar o diálogo e interação com outros trabalhos acadêmicos, e com isso buscar uma Ciência e Tecnologia mais avançada para o nosso país e nosso povo”.

A ANPG

 “A ANPG se insere nos contextos do movimento estudantil e do movimento acadêmico brasileiro, e cumpre a tarefa de buscar essa produção e assim garantir um grau maior tanto de qualidade dos trabalhos a serem apresentados quanto de interação com o meio acadêmico que está despontando nas universidades”, afirma Redó. Ele destaca, ainda, importância da participação da ANPG, “não só na mostra de ciência e tecnologia, mas em outros momentos da bienal, como os grandes debates temáticos, oficinas, num momento de incentivo a uma cultura mais diversa.”

Inscrições

Os trabalhos podem ser nas áreas de Artes Integradas, Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, C&T, Mostra CUCA e Atividades Autogestionadas.

As inscrições podem ser feitas pela internet, sem custo, por meio do preenchimento do formulário disponível AQUI.  O resultado será divulgado no blog da 7ª Bienal no dia 06 de dezembro de 2010.

Em relação aos trabalhos de Ciência e Tecnologia, serão selecionados para Mostra no máximo 200 trabalhos na modalidade oral e cinquenta pôsteres. Os trabalhos orais serão apresentados em grupos multidiscipinares e cada autor terá 20 minutos para sua explanação. É obrigatório que os próprios autores apresentem seus trabalhos.

AQUI, o link para inscrições. Para inscrever-se, é necessário o título do trabalho, os nomes dos autores e instituições de vínculo, introdução, metodologia, resultados e conclusão dos trabalhos, bem como o nome da instituição de fomento/apoio e dados sobre os integrantes do grupo.

O regulamento das mostras pode ser encontrado aqui.

Já as atividades autogestionadas podem ser oficinas, seminários, conferências, etc. e são espaços de intercâmbio, reflexão e elaboração de visões sobre a arte e a cultura em geral. Nelas, os proponentes tem inteira responsabilidade na definição de seu formato e outras necessidades, sendo que a coordenação da 7ª Bienal fornecerá apenas a infraestrutura básica, como por exemplo o local para realizar a atividade, e a divulgação na programação do evento.

A Bienal

A partir de um qualificado rol de convidados e mesas-redondas, grandes atrações culturais, assim como da transversalidade de linguagens como música, cinema, teatro, arte digital, literatura e artes visuais, a 7ª Bienal da UNE se consolida como o principal instrumento para o mapeamento e difusão da cultura produzida por estudantes de todo o Brasil.

Da redação, com UNE.
 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, enfatizou nesta sexta-feira, 5 de novembro, a necessidade das inovações tecnológicas promovidas pela indústria brasileira valorizarem a sustentabilidade ambiental. Após participar de reunião com empresários da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo,  afirmou que esse será um grande diferencial competitivo do produto brasileiro em relação à maioria dos países concorrentes.

“A inovação deveria ter um viés pró-exportação e valorizar um ingrediente brasileiro diferenciado, que é a sustentabilidade. O Brasil tem matriz energética limpa, novas formas de energia e capacidade de desenvolver produtos com certificação verde, ambiental”, avaliou Coutinho. “Precisamos tirar proveito também de inovação com sustentabilidade ambiental e ter competência em comunicar isso para o mundo”, completou.

O presidente do BNDES afirmou que dobrar o investimento privado em inovação é um enorme desafio e deve ser encarado como grande prioridade do desenvolvimento do país. “A inovação é necessária para a competitividade e  aumento da presença do Brasil nos mercados globais em que temos vantagens”, enfatizou.

A duplicação do investimento privado em inovação é a principal meta da MEI, movimento de incentivo à inovação liderado pela CNI, lançado há dois anos. De acordo com a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) divulgada semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,6% das empresas industriais praticam inovação, seja em produtos, seja em processos.


Articulação

O aumento dessa taxa, de acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, passa pela articulação que a MEI tem feito com o próprio BNDES, ministérios de Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “A MEI tem feito essa articulação para aumentar o investimento, que hoje chega a 1% do PIB apenas se somados os investimentos públicos e privados. Esperamos que isso possa aumentar muito, principalmente entre as pequenas e médias empresas”, afirmou Andrade.

Ressaltou ter sido a partir da articulação da MEI que o governo lançou, nesta sexta-feira, na CNI, a Sala de Inovação, que reunirá os órgãos federais da área de inovação num único lugar. “A Sala de Inovação vai facilitar o andamento dos projetos, que às vezes se perdem na burocracia, indo e vindo em ministérios. É uma solução prática”, definiu Robson Braga de Andrade.

Lembrou que depois do lançamento da MEI a parceria com o governo aumentou bastante. “Nos últimos meses tivemos muitos avanços. O presidente Lula aprovou R$ 500 milhões num edital voltado para a inovação e o desenvolvimento tecnológico e fizemos um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, que está colocando R$ 25 milhões, e a CNI outros R$ 25 milhões, para a criação de 27 núcleos  estaduais de inovação que vão auxiliar as pequenas e médias empresas a inovar”, relatou.

Assegurou que a interlocução continuará com o próximo governo. “Teremos no início de dezembro uma reunião para trabalhar essa agenda com o novo governo”, informou o presidente da CNI.

Fonte: Agência CNI

Leia também sobre esse evento: Seminário na UFSC discute temas relevantes sobre ensino, pesquisa e extensão

Nos dias 4 e 5 de novembro ocorreu o V Seminário de Avaliação do Ensino e da Pesquisa em Estudos Urbanos e Regionais, organizado pela ANPUR (Associação Nacional de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional), no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

A ANPG foi representada no evento pelo pós-graduando em Geografia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mauricio Scherer, que também é diretor da Associação de Pós-Graduandos (APG) desta Universidade. O acompanhamento das mesas de debates permitiu o entendimento da situação atual da pesquisa em estudos urbanos e regionais.

A confêrencia de abertura contou com a presença de Wrana Panizzi, vice-presidente do CNPq e ex-presidente da ANPUR, e teve como tema “Desafios da política de pesquisa no Brasil: o campo dos estudos urbanos e regionais”.

Ocorreram quatro mesas-redondas: Configurações atuais da pesquisa e do ensino de pós-graduação no campo dos estudos urbanos e regionais; O papel das Universidades frente à fragilização de paradigmas; Atualização do pensamento sobre a cidade, a região e o território; Condições do trabalho universitário no campo dos estudos urbanos e regionais: inserção institucional e desafios didáticos.

Além das mesas, Grupos de Trabalhos (GTs) reuniram-se também para discutir assuntos mais específicos.
Tanto as mesas quanto os GTs contribuíram para formular a opinião e avaliação da ANPUR sobre Ensino e da Pesquisa nos Estudos Urbanos e Regionais.

Nos debates ficou clara a busca por ampliar a consolidação da entidade no cenário científico e político, inclusive problematizado no GT intitulado “O papel político da ANPUR e perspectivas de ações interassociativas nacionais e internacionais”. Nesta ocasião Mauricio Scherer apresentou a ANPG, reforçando a história do movimento de pós-graduandos e a crescente ampliação da mobilização pelos direitos e opinião sobre o rumo da Ciência e Tecnologia no Brasil. Scherer destacou também a presença de Representação da ANPG em diversos conselhos, como da Capes e CNPq.

Scherer também visitou a APG-UFSC, reunindo-se com os diretores Hélio, Mara, Artur e Fábio. Foram discutidos o contexto organizativo local, as repercussões da Portaria que permite concomitantemente bolsa e trabalho e o evento que está sendo projetado para debater a pós-graduação na universidade.

De Maurício Scherer, pós-graduando em Geografia e diretor da APG-UFRGS, com redação.

Reúne-se hoje, em Brasília, a Comissão de Elaboração do Plano Nacional de Pós-Graduação, que direcionará a pós-graduação entre 2011 e 2020. O Plano é a referência para a implementação das políticas públicas relacionadas à pós-graduação brasileira, em termos de diretrizes e metas, e está sendo elaborado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Depois de fechado, o documento resultante da reunião irá a debate público.

A ANPG, representada no evento por seu ex-presidente Hugo Valadares, apresentará à comissão as colaborações enviadas por Associações de Pós-Graduandos (APGs), estudantes e parceiros por meio do Blog do PNPG, assim dando voz ao segmento discente.

Após essa reunião, o debate do Plano passa à outra etapa de discussão, que poderá ser acompanhada no Blog do PNPG para que os pós-graduandos, de forma especial as APGs, possam acompanhar e contribuir com o debate.

Além de Valadares, pertencem à comissão Francisco César de Sá Barreto, que a preside; Álvaro Toubes Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Abílio Afonso Baeta Neves Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Adalberto Luis Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa); Adalberto Ramon Vieyra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Celso Pinto de Melo Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); José Fernandes de Lima, da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe; Ricardo Gattass, da UFRJ; Anísio Brasileiro de Freitas Dourado, do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop); Luis Alfredo Salomão, Secretaria de Assuntos Estratégicos do Paraná (SAE/PR); Cel. Celso Bueno da Fonseca, do Ministério da Defesa; Hugo Valadares Siqueira, da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG); Ronaldo Mota, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT); Carlos Alberto Aragão Carvalho Filho; Marilza Vieira Cunha Rudge, da Universidade Estadual Paulista (Unesp); Vahan Agopyan, da Universidade de São Paulo (USP); e Euclides de Mesquita Neto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Da redação, com Portal CAPES
 

A FAPESP e o Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de La República Argentina (Conicet), da Argentina, lançam seleção pública de propostas para intercâmbio de pesquisadores no âmbito do acordo de colaboração científica e tecnológica entre as instituições.

Podem participar pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior ou pesquisa, públicas ou privadas, no Estado de São Paulo, responsáveis por Auxílios à Pesquisa vigentes apoiados pela FAPESP, nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático ou nos programas Apoio a Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes (JP) e Centros de Pesquisa Inovação e Difusão (Cepids) e que tenham projetos de pesquisa conjuntos com pesquisadores de universidades ou centros de pesquisa da Argentina.

Em cada proposta, podem se candidatar para o intercâmbio o próprio pesquisador responsável, pesquisadores doutores e bolsistas de pós-doutoramento da FAPESP associados ao projeto vigente. Cada candidato poderá se beneficiar do programa de intercâmbio uma única vez durante a execução do projeto.

As solicitações deverão ser apresentadas simultaneamente pelos pesquisadores em seus respectivos países, de acordo com os requisitos e prazos acordados pelas instituições. Apenas propostas aprovadas por ambas as partes serão financiadas.

A chamada de propostas está aberta a todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. A chamada é simultânea à emitida pelo Conicet para pesquisadores argentinos, que pode ser consultada em www.conicet.gov.ar/coop/convocatoria/index.php.

As propostas serão recebidas até o dia 30 de novembro. Cada projeto deverá ter duração de até 24 meses.

Mais informações: www.fapesp.br/acordos/conicet

Fonte: Agência Fapesp, 4/11

Teve início nesta quinta-feira (4/11) a consulta pública sobre o Livro Azul, que sintetiza os principais temas e ideias da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), realizada de 26 a 28 de maio, em Brasília.

 Está também submetido para consulta um documento que consolida o conjunto de recomendações da Conferência Nacional, das Conferências Regionais e Estaduais e do Fórum Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

 O coordenador-geral da 4ª CNCTI, Luiz Davidovich, ressaltou que a consulta tem por objetivo verificar se os documentos preparados pela comissão de redação refletem o que foi debatido durante a conferência e nos eventos anteriores.

 "Em nossa avaliação, os documentos, na forma atual, reúnem o conjunto de temas e ideias discutidos na conferência. Queremos agora verificar se realmente captamos o entendimento daqueles que participaram dos debates", disse Davidovich.

As recomendações do Livro Azul estão reunidas em torno de grandes temas, que revelam o amplo espectro da agência de C&T na sociedade brasileira: a inovação nas empresas e na sociedade; a utilização sustentável dos grandes biomas nacionais, com ênfase especial na Amazônia e no mar; a redução dos desequilíbrios regionais e da desigualdade social; o desenvolvimento de tecnologias estratégicas; a consolidação do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia; o fortalecimento da ciência básica e da educação em todos os níveis.

Após a consulta pública, que termina no dia 22 de novembro, a comissão de redação vai se reunir para analisar os comentários e fazer as modificações necessárias. A intenção é lançar a versão final dos documentos até meados de dezembro.

Além do Livro Azul e das recomendações das conferências, será publicada uma edição especial da revista Parcerias Estratégicas, editada pelo CGEE, contendo artigos de palestrantes da Conferência Nacional e dos seis seminários preparatórios realizados nos meses anteriores ao evento.

Consulta

A consulta pública está sendo realizada, até o dia 22 de novembro, por meio dos portais www.cgee.org.br e www.mct.gov.br

 O link específico da consulta é http://www.cgee.org.br/prospeccao/exercicio/delphi/cadastre_livroazul.php .

 

Fonte: Daniela Oliveira, do Jornal da Ciência