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São disponibilizadas até 20 vagas para ingresso no primeiro semestre de 2014 e os interessados podem se inscrever até 2 de outubro

Até o dia 2 de outubro, o Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional (PPGTO) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe inscrições para seleção de alunos regulares para o curso de mestrado. Serão ofertadas até 20 vagas para ingresso no primeiro semestre de 2014, distribuídas nas linhas de pesquisa "Promoção do Desenvolvimento Humano nos Contextos da Vida Diária" e "Redes Sociais e Vulnerabilidade".
 
O exame de seleção consta de quatro etapas: análise do projeto; provas de habilidade em comunicação escrita e Língua Inglesa; análise de projeto de acordo com a linha de pesquisa e disponibilidade dos orientadores; e análise do currículo e defesa oral do projeto com a presença do candidato. O resultado final será divulgado até 20 de dezembro.
 
As inscrições podem ser feitas pelos Correios, via Sedex, para a Secretaria do PPGTO, localizada no Departamento de Terapia Ocupacional (DTO), na área Norte do Campus São Carlos. Os procedimentos de inscrição, a relação dos docentes e as linhas de pesquisa devem ser conferidos no edital do processo seletivo, disponível em www.ppgto.ufscar.br. Mais informações podem ser obtidas na página do PPGTO ou pelo telefone (16) 3351-9787.
 
(Assessoria de Comunicação da UFSCar)


(Jornal da Ciência)


O requerimento deve ser votado na próxima semana 

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) entrou com pedido de requerimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) solicitando a realização de uma audiência pública para debater o Projeto de Lei do Senado 387/2011, que trata dos repositórios das publicações científicas. Ele tomou a decisão após audiência com a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, sobre o assunto na última segunda-feira (02/09). Com o objetivo de ampliar a discussão do texto, no requerimento ele listou como convidados a participar da audiência, além da presidente da SBPC, o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, o diretor-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz, e o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Gadelha. O requerimento deve ser votado na próxima semana.

O projeto determina que as instituições de educação superior de caráter público e as unidades de pesquisa constituam repositórios institucionais de acesso livre na rede mundial de computadores à sua produção técnico-científica. Segundo o texto do projeto, nesses repositórios, deverá ser obrigatoriamente depositado "o inteiro teor da produção técnico-científica conclusiva dos estudantes aprovados em cursos de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou similar, assim como da produção técnico-científica, resultado de pesquisas científicas realizadas por seus professores, pesquisadores e colaboradores, apoiados com recursos públicos".


Desse modo, deverá ser depositada nesses repositórios toda a produção científica resultante de pesquisas que receberem apoio financeiro dos governos federal, estaduais ou municipais. Em maio do ano passado, o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) protocolou relatório favorável à aprovação do PLS 387/2011. Agora, após a audiência pública, o projeto deverá seguir para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Se aprovado por esta comissão, o projeto de lei será encaminhado para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), para em seguida ser encaminhado à Câmara dos Deputados.
 
(Jornal da Ciência)

Em reunião do Conselho Pleno da Andifes, os reitores falaram do problema ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp
 
Reitores das universidades federais da Região Norte pedem ao governo a elaboração de um programa para atrair e fixar doutores. Sem esses profissionais, as instituições têm dificuldade em abrir programas de pós-graduação e não conseguem captar recursos suficientes para melhorar a estrutura para pesquisa. Na tarde de hoje (4), na reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), os reitores falaram do problema ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. Ele comprometeu-se a analisar os recursos disponíveis para tal programa.
 
Segundo o presidente do Colégio de Pró-Reitores de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação das Instituições Federais de Educação Superior da Andifes, Emmanuel Zagury Tourinho, a região da Amazônia tem 10% da população, mas concentra menos de 5% dos doutores do país. Isso significa em torno de 4 mil dos cerca de 80 mil doutores no Brasil. "A maioria das vagas abertas nas universidades e nos institutos de pesquisa são preenchidas por não doutores, ou seja, por docentes e pesquisadores que têm título de graduado ou, no máximo, de mestre. Em algumas universidades, metade dos professores são contratados sem o título. Em outras, 80% são não doutores", diz.
 
Tourinho, que é pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Pará,atribui a falta de doutores à falta de infraestrutura. "Somos um destino menos atrativo para pesquisadores que as universidades das outras regiões". Sem os doutores, no entanto, a região não participa, na mesma proporção que as demais, da divisão de recursos de ciência e tecnologia. Tourinho diz que 5% da verba para incentivo da pesquisa é destinada à região amazônica.
 
Outro problema apontado pela reitora da Universidade Federal de Roraima, Gioconda Martinez, é a dificuldade em abrir cursos de pós-graduação. A região não consegue formar os próprios doutores. Gioconda diz que, apenas com uma política específica voltada para a região, será possível acabar com o "círculo vicioso" e fazer com que o Norte, que tem um desenvolvimento científico e tecnológico inferior ao restante do país, passe a ter as mesmas condições que as demais regiões.
 
Os reitores da Região Norte devem se reunir ainda neste mês. Eles entregarão ao governo uma carta com uma série de medidas necessárias para atrair os profissionais. Entre elas, pagamento de bolsas e abertura de editais específicos de inovação tecnológicas para o Norte. O projeto já está pronto.
 
"Nele detalhamos as medidas necessárias e os custos. O custo para executá-lo é menor que o custo de contratar mestres e formá-los. Não se trata de colocar mais dinheiro, mas conferir uma maior racionalidade ao recurso público", explica Tourinho.
 
 
 


Chamadas contemplam bolsas de pós-doutorado, doutorado e pós-graduação stricto sensu


A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) distribuirão R$ 7,6 milhões em quatro editais para a concessão de bolsas de doutorado e pós-doutorado e para apoio aos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu.
 
Edital N° 08/2013
A chamada ofertará bolsas de pós-doutorado a profissionais, com titulação de doutor, para desenvolverem projetos de pesquisa tecnológica e/ou de inovação no ambiente de empresas localizadas no estado. A chamada destinará recursos da ordem de R$ 720 mil, sendo R$ 324 mil provenientes da Fapeg e R$ 396 mil do orçamento da Capes. Ao todo, serão concedidas cinco bolas com benefícios mensais no valor de R$ 6,8 mil, pelo prazo de um ano renovável pelo mesmo período. Interessados têm até 23 de outubro para enviar propostas.

Mais Informações no edital completo neste link.
 
Edital N° 09/2013
O edital destinará pouco mais de R$ 1 milhão para financiar 15 bolsas de formação em nível de doutorado no País a docentes das instituições de ensino superior ( IES) sediadas em Goiás. O valor mensal a ser pago aos beneficiários será de R$ 2,2 mil por até 24 meses. A chamada concederá ainda R$ 10 mil para compras de passagens e diárias para o professor orientador. Inscrições seguem até 23 de outubro.
 
Para participar, o proponente deve estar regularmente matriculado em programa de doutorado credenciado pela Capes, residir no estado e não receber benefícios de mesma natureza, durante toda a vigência da bolsa concedida pela Fapeg.
 
Edital N° 10/2013
Para esta chamada, estão reservados recursos da ordem de R$ 3 milhões. Eles serão concedidos a rogramas de Pós-Graduação Stricto Sensu (PPGSS) com conceito da CAPES igual ou superior a 3, vinculados a instituições de ensino superior (IES) do estado. A iniciativa pretende promover melhorias na infraestrutura administrativo-acadêmica instalada e estimular a continuidade da progressão qualitativa e quantitativa de sua produção acadêmica.
 
O limite para envio de propostas é 31 de outubro. Serão selecionadas 25 propostas que receberão R$ 120 mil cada, sendo R$ 40 mil por ano até 2016. O montante deve ser utilizado como recurso de custeio.
 
Edital N° 11/2013
A Fapeg destinará aproximadamente R$ 3 milhões para financiar bolsas de pós-doutorado para doutores vinculados a instituições de ensino superior (IES) ou a instituições científicas e tecnológicas (ICTs), situadas em Goiás, para atuarem em projetos de pesquisa de qualquer área do conhecimento. Serão concedidas 30 bolsas que receberão valor mensal de R$ 4,1 mil por 12 meses, prorrogáveis por mais um ano. Candidatos devem se inscrever até 31 de outubro.
 
(Agência Gestão CT&I de Notícias)

(Jornal da Ciência)


Reserva de 20% das vagas para negros já foi aprovada em Brasília; no Rio, índios terão prioridade em curso de Antropologia Social

Um ano após a implementação da Lei de Cotas, universidades federais começam a reservar vagas para negros e índios também em mestrados e doutorados. Departamentos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de Brasília (UnB) já desenvolvem políticas afirmativas na pós-graduação por iniciativa de professores e alunos.
 
A pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ vai reservar o mínimo de duas vagas a indígenas. Para negros, haverá nota de corte menor do que de outros concorrentes e adicional de 20% de vagas. Neste ano, 9 candidatos já se declararam indígenas e 27, negros. Os primeiros cotistas devem começar em 2014.
 
O subcoordenador do programa da pós do Museu Nacional, João Pacheco, não acredita em piora de qualidade da produção acadêmica. "Não é só fazer justiça social. É uma experiência importante para a área de antropologia, que se propõe a estudar o outro", explica o professor.
 
Já na UnB, a reserva de 20% das vagas de mestrado e doutorado para negros foi aprovada em julho no Departamento de Sociologia. Uma comissão de professores e alunos tem até o fim do mês para concluir a proposta, que ainda precisa do aval do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da universidade. A expectativa é de que as cotas comecem a valer no início de 2015. Em Brasília, o curso Pós-Afirmativas ainda prepara negros para o mestrado e doutorado da UnB.
 
Autonomia. O Ministério da Educação não exige reserva de vagas na pós, mas cada departamento ou instituição pode fixar seus critérios nas seleções.
 
Um exemplo é a pós em Direitos Humanos da USP. Desde 2006, um terço das vagas no curso é separado para negros, indígenas, pobres e deficientes físicos. Na Universidade Estadual da Bahia, 40% das vagas vão para negros e 5% para indígenas em todos os cursos da pós desde 2007.
 
Apesar de negros e pardos corresponderem a mais de 51% da população, só 18,8% dos brasileiros com mestrado pertencem a esse grupo étnico, segundo o IBGE. Já entre os doutores, a proporção recua para 14,6%.
 
De acordo com o especialista em educação Cláudio de Moura Castro, as cotas são injustas. "Na pesquisa deve prevalecer a meritocracia, em que os candidatos atingem o nível exigido", afirma. Para o coordenador da ONG Educafro, Frei David Santos, é preciso abrir mais portas da pós-graduação para excluídos. "A seleção sempre foi cheia de subjetividades. Falta um pacto nacional para resolver o problema", defende.
 
COMO É?
Índia. As políticas afirmativas são previstas pela Constituição do País, desde a década de 1940. Algumas universidades reservam vagas nas pós-graduações.
 
Estados Unidos. Os critérios para ações afirmativas em universidades variam entre Estados. Parte das instituições considera a etnia, no caso de negros e latinos, ou o gênero. Na Universidade de Austin, no Texas, por exemplo, a preferência vai para alunos que moram em distritos pobres. Na contratação de professores, devem ser seguidos os parâmetros de representação negra e latina previstos na lei trabalhista.
 
 


Mariana Jungmann

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O plenário do Senado aprovou ontem (4) a Medida Provisória (MP) 614/2013, que promove reajustes na reestruturação das carreiras do magistério superior em universidades e em instituições federais de ensino básico, técnico e tecnológico.


O texto enviado pela Câmara não foi alterado pelos senadores e seguirá para sanção presidencial. Quando a matéria estava em análise pelos deputados, entretanto, o relator fez algumas modificações. O deputado Roberto Santiago (PSD-SP) incluiu em seu parecer temas como a autorização para as fundações de apoio à pesquisa celebrarem contratos e convênios com entidades privadas e demais instituições científicas e tecnológicas.

Os deputados também aprovaram destaque que retirou da MP a necessidade de divulgação de detalhes de convênios entre as fundações de apoio e as entidades oficiais de pesquisa.

Edição: Fábio Massalli
 

 

Membros da 1ª diretoria da APG UFGD, da esquerda para a direita: Bruna (Mestrado em Educação), Jatene (Mestrado em Sociologia), Ronise (Mestrado em Educação), João Henrique (Mestrado em Educação), Rodolpho (Doutorado em Agronomia), Ilsyane (Doutorado em História), Fabiano (Doutorado em História), Joziane (Mestrado em Antropologia), Jaqueline (Doutorado em Entomologia e Conservação da Biodiversidade)

Nesta terça-feira, 3 de setembro, ocorreu a cerimônia de posse da APG da Universidade Federal da Grande Dourados (MS). Os membros da 1ª diretoria da APG UFGD são: Bruna (Mestrado em Educação), Jatene (Mestrado em Sociologia), Ronise (Mestrado em Educação), João Henrique (Mestrado em Educação), Rodolpho (Doutorado em Agronomia), Ilsyane (Doutorado em História), Fabiano (Doutorado em História), Joziane (Mestrado em Antropologia), Jaqueline (Doutorado em Entomologia e Conservação da Biodiversidade), Wilker (Mestrado em Educação), Gislaine (Mestrado em Educação) e Marcelo (Mestrado em Geografia). 


Divulgação do Plano de Trabalho da APG UFGD:

– Fundação da APG, conforme instâncias jurídicas e financeiras;

– Realização de carteirinha de estudante em parceria com a ANPG;

– Conhecer as demandas e necessidades dos Pós-Graduandos;

– Criar um espaço físico com recursos para os pós-graduandos e APG; 

– Participação nos órgãos institucionais da UFGD (Conselhos e Câmaras);

– Realização de um evento científico em parceira com a UFGD;

– Evento sócio-comunitário (festa, confraternização, esporte).

Bem-vindos à luta!

 

Na próxima segunda-feira (09/09/2013), o Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp (IPPRI) promoverá uma mesa redonda que discutirá o tema: "Cuba, Estados Unidos e América Latina – A experiência do Taller académico Cuba-EUA (TACE)". O objetivo do encontro será debater o que pode ser feito para melhorar as relações entre Cuba e Estados Unidos, e promover a inserção de Cuba no hemisfério latino-americano. Participarão da mesa os convidados André Serbin (CRIES), Carlos Alzugaray (Cuba), Clifford Andrew Welch (Unifesp), Regiane Nitsch Bressan (Unifesp).  O evento será realizado no Memorial da América Latina (Anexo dos Congressistas, portão 13), das 15h às 17h30. Clique aqui para saber mais. 

 
Capital sul-mato-grossense recebe evento nos dias 10 e 11 de setembro
 
O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e o Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) se reúnem mais uma vez para promover, em conjunto, o Fórum Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação. O encontro ocorrerá nos dias 10 e 11 de setembro, no Grand Park Hotel (Av. Afonso Pena, 5282), em Campo Grande (MS) e visa tratar de assuntos de interesse geral das Faps como agenda regular, das parcerias com as agências nacionais, além de debater acerca de projetos que estão em andamento.
 
As Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa se congregam regularmente a cada três meses, em uma região geopolítica diferente, de acordo com um calendário estabelecido anualmente. Esta edição do fórum será sediada em Campo Grande em comemoração aos 15 anos de trajetória da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect) – a Fap local no estado do Mato Grosso do Sul. "Apesar de ser uma fundação relativamente nova, a Fundect tem uma ação bastante ativa e importante, a gestão de seus processos é bem atualizada e sua direção é muito atuante. No sistema Sifaps, por exemplo, tivemos a oportunidade de compartilhar e agregar muitas experiências", afirma o presidente do Confap, Sergio Gargioni.
 
Ele ainda acrescenta: "é fundamental que o fórum aconteça em diferentes estados, para que possamos conhecer de perto a cultura local e o modelo de gestão da Fap anfitriã e aprender as suas boas práticas. Cada fundação tem sua forma de gerir todo o processo administrativo burocrático e, neste caso, o exemplo de uma pode servir para a outra. Portanto, conhecer a realidade local é essencial assim também como mobilizar as autoridades de cada região, para que haja uma verdadeira movimentação pela causa do desenvolvimento científico e tecnológico em cada estado".
 
Principais autoridades da área de CT&I do Brasil e de Campo Grande já confirmaram presença no fórum. Entre elas, o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antônio Elias; o secretário de Inovação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Nelson Fujimoto; o gerente de marketing corporativo da 3M, Luiz Eduardo Serafim; o secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação do MCTI, Álvaro Prata; o diretor executivo da Nastek, José Wanderley Scucuglia; o diretor de programas e bolsa no país – Capes, Márcio de Castro Silva Filho; os presidentes da Finep, Glauco Arbix; do CNPq, Glaucius Oliva; e da Telebras, Caio Bonilha; além do governador do estado do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli.
 
Inovação em pauta


Além dos temas tradicionais já citados, a programação (grade completa abaixo) dá destaque a temas ligados à inovação, como o lançamento da chamada pública Tecnova-MS, a assinatura do convênio de parceria entre o Consecti e a 3M do Brasil que também apresenta a palestra "Como desenvolver o país por meio da inovação" e ainda o painel "A inovação como instrumento indutor da industrialização", que será conduzido pelo secretário de Inovação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Nelson Fujimoto.
 
Outros assuntos de relevo pontuados pelo presidente do Confap são o debate sobre o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e a atualização dos programas com as diferentes Faps, principalmente no que diz respeito à legislação.
 
Para mais informações sobre o Fórum Nacional Confap-Consecti envie um e-mail para [email protected]. Outros detalhes pelo telefone (67) 3044-4444.
 
Confira abaixo a programação completa:
 
10 de setembro | terça-feira
 
9 horas | Abertura com autoridades convidadas
10 horas | Lançamento da chamada pública Tecnova-MS e assinatura do convênio de parceria entre o Consecti e a 3M do Brasil.
10h30 | "A importância das redes de pesquisa para o desenvolvimento regional" Luiz Antônio Elias – secretário Executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
– Lançamento da revista da rede de pesquisa e pós-graduação do Centro-Oeste e início do doutorado em biotecnologia e biodiversidade
12 horas | Almoço
14 horas | "Avaliação e acompanhamento do programa Tecnova/Finep"
Glauco Arbix – presidente da Finep
15 horas | "Como desenvolver o país por meio da inovação"
Luíz Eduardo Serafim – gerente de marketing corporativo da 3M
16 horas | "A proposta do MCTI para parques tecnológicos"
Álvaro Prata – secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação
17 horas | "A inovação como instrumento indutor da industrialização"
Nelson Fujimoto – secretário de inovação no ministério de desenvolvimento, indústria e comércio exterior
18 horas | Nastek (National System of Techonology): Desafios de inovação em Mato Grosso do Sul
José Wanderley Scucuglia – diretor executivo
18h30 | Encerramento
20 horas | Confraternização
 
11 de setembro | quarta-feira
 
AGENDA CONSECTI
9 horas | Painel: "O papel da Telebrás para o PNBL"
Caio Bonilha – Presidente da Telebrás
10h30 | Pausa para o café
10h45 | Agenda interna (deliberações) e encerramento
12 horas | Almoço
 
AGENDA CONFAP
9 horas | Painel: "O papel da Telebrás para o PNBL"
Caio Bonilha – Presidente da Telebrás
OBS: Programação conjunta com o Consecti
10h30 | CAPES – Avaliação de programas com as Faps
Márcio de Castro Silva Filho – Diretor de programas e bolsas no país – Capes
Manoel Santana Cardoso – Assessor de planejamento e consolidação da informação
Idelazil Talhavini – Coordenadora de programas de indução e inovação
11h30 | CNPq – Avaliação de programas com as Faps
Glaucius Oliva – Presidente do CNPq
Liane Hentschke – Diretora de cooperação institucional do CNPq
Ana Paula Reche Correa – Coordenadora de parcerias estaduais do CNPq
12h30 | Almoço
14 horas | Debate: "Desafios de gestão das Faps" – Relato dos grupos de trabalho
15h30 | Deliberações
16 horas | Encerramento
 
(Assessoria de Imprensa Confap)
 
(Jornal da Ciência)

 

Com previsão de promulgação para dezembro, conjunto de leis poderá ter impacto de 70 bilhões de dólares na economia do país

Relator do PL 2.177/11, o deputado federal Sibá Machado explica como e por que a proposta que instituiria o Código Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação acabou sendo desmembrada em leis distintas. Em entrevista exclusiva para o Jornal da Ciência, ele afirma que em dezembro já estará sendo promulgado um conjunto de leis que promete mudar a vida do pesquisador brasileiro. Para ele, o impacto da nova legislação deve ser de mais de 70 bilhões de dólares na economia do país.
 
Como nasceu a ideia de uma nova legislação para CT&I?
Nasceu de uma reclamação antiga dos pesquisadores, principalmente em relação à lei das licitações, que mais engessa do que serve à pesquisa. Precisávamos substituir o princípio da Lei 8.666, que é o principio do baixo preço, pelo principio da qualidade. Esse foi o grande ponto de partida. Mas, quando nós começamos a construir o Código Nacional de Ciência e Tecnologia, nós vimos que precisaríamos mexer em assuntos para os quais o legislativo não está autorizado.
 
Por exemplo?
Tudo o que diz respeito à redução de taxas, à tributação. Em questões ligadas à área fazendária, nós não poderíamos tomar a iniciativa, e sim o executivo. Também existiam questões consideradas cláusulas pétreas da Constituição.
 
Será preciso promover modificações na Constituição?
Exatamente. Sem amparo constitucional nós não conseguiríamos fazer nada.
 
Por isso é que, além do PL 2.177, há uma proposta de emenda constitucional [PEC]?
Mais que isso. Chegamos à conclusão de que são necessárias cinco grandes leis. Três delas são de iniciativa do poder executivo. As duas do poder legislativo são a PEC que vai mudar a Constituição nesse assunto e o próprio PL 2.177.
 
E quais as leis de iniciativa do executivo?
O RDC [Regime Diferenciado de Contratações], que o governo vai encaminhar por projeto de lei ou por medida provisória; a legislação das fundações de apoio, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados dentro da Medida Provisória 614; e a lei sobre o acesso à biodiversidade. Então, o PL 2.177 virou cinco leis.
 
E o marco legal da inovação? Não vai ter lei específica para o assunto?
Não. Ele será tratado no próprio PL 2.177. E também temos que alterar a Constituição nesse item porque ela sequer trata de inovação hoje. Temos que mudar artigos para criar um conceito e uma regra para inovação. Tem que ser criada a possibilidade para o Sistema Nacional de CT&I. Temos que criar linhas de diretrizes gerais para poder abrir um cenário para as relações entre as iniciativas públicas e privadas. Tendo essa base constitucional, a inovação vai ser tratada no PL 2.177 porque o que faltar nas leis específicas vai constar no PL 2.177. Por ser uma espécie de complemento, ele vai ser o último a ser aprovado. Ele vai ser a lei regulamentadora da Constituição.
 
Dentro desses cinco eixos, qual tem sido a maior dificuldade?
A biodiversidade, porque envolve a questão da segurança. Vou te dar um exemplo: um pesquisador da Amazônia que queira fazer doutorado e acaba fazendo com um laboratório do exterior. O material genético que ele colhe, ele manda para o orientador do exterior. Quando vem de lá, vem só a informação que ele precisa para fechar a tese. Mas tudo o que foi, o material que ele mandou pra lá, quem é que sabe? Aí nós estamos gerando patentes no exterior de maneira legal. É uma biopirataria legalizada. Então, a gente tem que tomar muito cuidado. Mas, por outro lado, hoje para ter licença para acesso a um material desse demora tanto… São problemas graves e contraditórios.
 
E o RDC, como vai funcionar?
Não tem segredo. Hoje o pesquisador é tratado como se trata um prefeito. A Lei 8.666 é regra para obras físicas. Isso é um problema. Na questão do preço, por exemplo, se eu vou comprar um microscópio, eu tenho que comprar o mais barato. Mas o mais barato nem sempre serve para o pesquisador. Ele quer comprar o que ele precisa. Então é uma dificuldade. Os órgãos da fiscalização são um terror nessa hora.
 
Como serão as novas regras?
Com base no que existe na lei da copa, nós estamos colocando na linguagem e dentro da visão e do interesse da ciência. Então, os prazos mudam. A pesquisa, em muitas áreas, não tem como dar um prazo, só uma estimativa de prazo. Não tem um prazo definido. O que é obra física para um laboratório? O que é material de pesquisa? Um microscópio, um computador de alta precisão? A lei diz que tudo tem que ser licitado como obras físicas. Nós vamos colocar na lei que tudo isso tem que ser contratado como material de pesquisa.
 
O que a lei das fundações de apoio traz de novidade?
As fundações de apoio voltam a ter uma importância muito grande dentro das universidades e vão poder fazer contratações diretas independentes da universidade. Claro que, em comum acordo, ela poderá contratar direto com empresas. Vamos autorizar esses contratos diretos. Não é papel do pesquisador mexer com burocracia. Para que o pesquisador não perca tempo com isso, nós propomos – e o governo já aceitou – que haverá uma equipe de administração dentro das fundações. Ele faz a pesquisa e a fundação faz a prestação de contas.
 
A proposta inicial era de que houvesse um Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Pelo fato de o projeto estar sendo desmembrado em leis distintas, deixa de ser considerado um código?
Deixa. Formalmente não é mais um código. É inapropriado, mas continuamos chamando assim porque é um grande título. Nós não pudemos consolidá-lo numa única peça de lei porque é um conjunto de detalhes tão grandes que, algumas vezes, a velocidade de modificação é muito grande. Essa questão de inovação muda muito rápido. Então, se colocar num código não dá para mexer a qualquer hora. Por isso, os assuntos serão tratados em diferentes leis ordinárias.
 
As audiências públicas já realizadas influenciaram na decisão pelo desmembramento?
Sim. Eu propus essa metodologia e todos concordaram. O próprio governo concordou.
 
E de que forma a comunidade científica se manifestou?
Muito confiante. Você imagina cinco leis e a complexidade de cada uma delas. A gente conseguir aprovar com a rapidez com que está aprovando… Alguns não acreditavam. Isso tem motivado muito os pesquisadores. Temos tido contribuições, onde quer que a gente chegue. E vamos continuar debatendo nas audiências públicas.
 
Quais são as próximas?
Temos mais quatro aprovadas: Vitória, Salvador, Rio Grande do Sul e uma na UnB [Universidade de Brasília]. E ainda dentro da Câmara teremos ainda, pelo menos, mais duas. Cada lei dessas vai ter que organizar audiências próprias.
 
E os deputados, como se posicionam a respeito?
No início, eles não compreendiam de fato aonde eu queria chegar. Num momento, achavam que eu estava perdido; em outro, achavam que não valeria a pena.
 
E aonde o senhor quer chegar?
Como eu não tinha como ter o código numa lei só, eu tive que negociar com o governo os grandes gargalos e propor ao próprio governo que propusesse as leis de competência dele. Essa foi a grande conquista. Quando o governo concordou em desmembrar, a comissão entendeu.
 
O senhor acha que haverá resistência por parte dos parlamentares em aprovar as leis?
Não. O primeiro grande teste foi a aprovação da Medida Provisória 614 sem briga, sem confusão. Acredito que haja um amadurecimento. O pessoal entendeu que é o conjunto dessa obra que vai dar a resposta que os cientistas estão precisando.
 
Qual a perspectiva de que essa legislação esteja em vigor?
Dentro da Câmara, a gente tem cinco coisas para serem votadas até outubro. Aí temos novembro para ver se o Senado acompanha a mesma velocidade. E acho que vai. Até o Natal, estaremos promulgando tudo isso.
 
De que forma ela vai melhorar a vida do pesquisador?
Ah, é muito mais liberdade… Só o RDC, que é a espinha dorsal de tudo, vai ter um impacto enorme na área de importação e exportação. Nós estimamos que, em dez anos, o Brasil pode estar substituindo uma série de produtos de alto valor agregado, que hoje é o que tem desequilibrado mais a nossa balança comercial.
 
Então, vai ter um impacto considerável na economia do país…
Só para você ter uma ideia, o que estamos fazendo aqui foi feito lá nos Estados Unidos. E eles têm a expectativa de dar um impacto positivo de 3% na economia americana. Aqui, o impacto deve ser de mais de 70 bilhões de dólares, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
 
(Mario Nicoll, Jornal da Ciência)