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Na quarta-feira, dia 27, às 20 horas, o Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) da Associação Nacional de Pós-Graduandos, promoverá um debate online, transmitido via twitcam, com o tema “Formação Docente em Saúde: perspectivas atuais”. O debate faz parte das atividades preparatórias do Seminário Nacional de Pós-Graduação em Saúde, que acontecerá dentro da programação da a 65ª Reunião Anual da SBPC, em Recife – PE. 
 
Para participar, acesse o canal da ANPG:  http://twitcam.livestream.com/user/anpg
 
O Seminário Nacional de Pós-graduação em Saúde, que traz como tema central “Formação em saúde para o SUS: elemento estratégico para equidade, universalidade e integralidade”, incluirá debates sobre “Residências em saúde e residências médicas”; “Panorama da formação stricto sensu em saúde”; “Educação permanente em saúde” e “Formação Docente em Saúde”. 
 
Ao todo, serão quatro debates que acontecerão nas seguintes datas: 27 de Março, 30 de Abril, 28 de Maio e 25 de Junho. Para cada atividade, textos serão disponibilizados no site.
Abaixo os links para os artigos que subsidiarão o debate do dia 27 de Março.  
 
 
 
SOBRE A TWICAM
 
Twitcam é um serviço vinculado ao Twitter que permite aos seus usuários promovam chat com vídeos ao vivo através de uma câmera conectada ao seu computador. Qualquer pessoa poderá assistir através do link que será divulgado no canal da ANPG. Para participar comentando é necessário ter uma conta no twitter. O processo de criação de perfil é rápido e fácil. Acesse aqui
 
 
CONFIRA A AGENDA
 
Dia 27 março – “Formação Docente em Saúde: perspectivas atuais” 
Moderadora: Jouhanna do Carmo Menegaz, secretária geral da Associação Nacional de Pós-Graduandos.
 
Dia 30 abril – ‘Residências em saúde e residências médicas: panorama da formação e políticas em vigência”
Moderador: Marcos Pedrosa, diretor de saúde da Associação Nacional de Pós-Graduandos.
 
Dia 28 maio – “Panorama da formação Stricto sensu em saúde: onde estamos e para onde podemos ir”
Moderador: David Soeiro, Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz.
 
Dia 25 junho – “Educação permanente em saúde: compreensão e políticas indutoras”
Moderadora. Lúcia Guerra, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.
 
Da redação 
 
 
 

Crédito: Giovanni Santos/ Assessoria de Imprensa Angela Albino

A ANPG segue agregando apoiadores à Campanha de Bolsas 2013. Nesta terça-feira (19) a deputada estadual Angela Albino (PCdoB), aprovou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina uma moção que trata do apoio à campanha de bolsas conduzida pela ANPG. Com o documento aprovado pela Assembleia e que será encaminhado à Presidência da República, o legislativo catarinense endossa a mobilização dos pós-graduandos por mais financiamento para Ciência e Tecnologia, por uma política de valorização permanente e pela garantia do reajuste de bolsas.        

 
Em Campinas, a câmara de Vereadores também aprovou uma moção de apoio apresentada pelo ex-diretor de saúde da ANPG (gestão 2010-2012), o Vereador Pedro Tourinho. Assista ao vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=WwebtjK9SXg
 
Segundo Luana Bonone o movimento nas universidades ainda é a principal forma de apresentar a pauta ao conjunto dos pós-graduandos; a via da comunicação, através dos vídeos, textos e fotos são instrumentos mobilizadores, e o apoio mais institucional demonstra a legitimidade da Campanha. “O apoio de casas legislativas reforça o quanto essa pauta é importante para o próprio desenvolvimento do país.” 
 
Da redação 
 
Crédtio: Fora do Eixo
Nós, membros da Associação Nacional de Pós-Graduação e filhos da nação brasileira, também somos filhos de Zumbi de Palmares, de Rosa Egipcíaca, de Antônio Conselheiro, de Lampião, de Bertha Becker, de Maria Bonita, de João Sem Terra, de Tiradentes, de Madame Satã, de Dilma Rousseff, de Zilda Arns, de Ney Matogrosso e Rogéria; filhos de Olga Benário, de Ieda Santos Delgado, de Honestino Guimarães, de Pagu, de Maria Quitéria, do cacique Juruna, de Zuzu Angel, de Vladmir Herzog, de Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, de Cora Coralina, de Estêvão Redondo e Padre Frutuoso Álvares; filhos do Índio Tibira Tupinambá do Maranhão, dos Emboabas, de Chiquinha Gonzaga, de Roberto Burle Marx, da Irmã Dulce, de Hélio Oiticica, de Rita Lee, de Cazuza, de Renato Russo, de Cássia Eller, de Álvares de Azevedo, de Tarsila do Amaral, de Olavo Bilac, de João do Rio e Mário de Andrade; filhos de Lúcio Cardoso, de Chica da Silva, de Pedro Nava, de Gilberto Freyre, de Dercy Gonçalves, de Caio Fernando de Abreu, Gasparino da Matta, de Elza Soares, do Pastor Pedro Moura, da Gilda, da Brenda Lee, da Maria Úrsula de Abreu Lancastre e Clodovil Hernandes.
 
Nós, membros da Associação Nacional de Pós-Graduação também somos filhos de Aruanda e dos quilombos de Palmares, de Campo Grande, de Ambrósio, de Canudos, do Mangal, do Campinho da Independência, de Brejo dos Crioulos, de Mata do Tição, de Cafundó e do Carucango; filhos de Cruz Sena, de Passar de Pedra, do Baú, do Córrego Mestre, do Córrego São Domingos Maritaca, de Santa Bárbara, de Barra São José do Quilombo, dos Arturos e da Comunidade do Ó; filhos de Tabatinga, de Quenta Sol, de Acapuri de Cima, de Acomã, de Água Limpa, de Água Preta, da Aldeia Gondá, do Alto Rio Gondá, do Alto Tauaracá, de Amambai, de Aminã, de Aningul e Apapeguá; filhos de Apipica, de Arundu-Mirim, de Arariboia, de Arary, de Ava-Canoeiro e Ava-Guarani do Ocoí; filhos de Bacurizinho, de Buritizinho, de Caramuru-paraguassu, de Coroa Vermelha, de Cunhã-Sapucaia, de Guyraroká e Igautemipeguá; filhos da Serra de Carajás, do Quadrilátero Ferrífero, do maciço do Urucum, da Serra do Oriximiná, do Pontal do Paranapanema, do Pinheirinho, do Novo Pinheirinho, do Ferrão I, do Carlos Lamarca, do Curral de Pedra, de Umuarama, de Eldorado dos Carajás, do Paulo Freire, do Milton Santos; filhos dos terreiros do senhor Nicanor, da Cobra Coral, do Canzel de Pai Quintino, do Joanna d’Arc, do Reino de São Jorge, da tenda de Pai Benedito, do Pai José de Aruanda, da Cabana de Pai Joaquim de Loanda, do Oxalá, do Umbanda Rei dos Reis, do Xangô-Agodô e do Caboclo Lírio Branco.
 
Nós, da Associação Nacional de Pós-Graduandos, filhos de tantos negros e ciganos, índios e cristão novos, filhos de quem luta pela terra no campo e na cidade, filhos dos terreiros e de centros espíritas, filhos de mulheres, homens, gays, lésbicas, transexuais, filhos dos encarcerados nas penitenciárias brasileiras ou nas minerações Brasil-afora vivendo em regimes de escravidão, filhos de lavadeiras e quebradeiras de cocos, filhos do garimpo e dos assentamentos, filhos da mãe d’água e da terra, estamos indignados com a eleição do Deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal e manifestamos nosso repúdio ao acordo entre as lideranças dos partidos que o elegeram para cuidar dos direitos humanos e civis daqueles contra quem o deputado sempre agiu público e contrariamente. 
 
Denunciamos que o atual acordo reflete – mais do que o bloqueio aos avanços dos direitos humanos de mulheres, LGBT’s, negros, índios e minorias – a manutenção do poder do atraso das oligarquias brasileiras sobre os rumos democráticos do país e impedirá os avanços que estão sendo materializados desde 1985, ano em que reconquistamos o direito à democracia após vinte e um anos mergulhados num regime autoritário e militar de governo instalado no Brasil. Denunciamos que o controle da CDHM pelo Deputado Marco Feliciano e equipe permitirá que os interesses das bancadas ruralista e fundamentalista em favor do agronegócio e da não demarcação das terras indígenas; em favor da manutenção do latifúndio e da exploração do trabalho escravo nos garimpos e minerações; e em favor da criminalização dos povos indígenas, dos descendentes de africanos e LGBT’s sejam alcançados trazendo graves prejuízos à instituição e ampliação dos direitos republicanos e democráticos na sociedade brasileira.
 
A favor de um estado laico, democrático e de direitos estamos em luta e exigimos a renúncia do Deputado Marco Feliciano, bem como exigimos que um novo candidato seja escolhido entre os parlamentares e que se tenha como critério de escolha de candidato para exercer tão importante função de cuidar dos direitos humanos do povo brasileiro a capacidade ética, moral e cognitiva, expressa numa trajetória intelectual, política e curricular ilibada, bem como o comprometimento com a representação dos interesses e anseios de qualquer brasileiro, independente de suas convicções de foro pessoal ou de suas características fenotípicas ou de gênero, convicções políticas ou religiosas.
 
Associação Nacional de Pós-Graduandos
Fotos enviadas pela internet
A Campanha de Bolsas 2013 está movimentando os pós-graduandos de todo o Brasil. Com forte inserção nas redes sociais, os estudantes de diversas universidades brasileiras estão diariamente contribuindo com fotos, vídeos e artes irreverentes. 
 
Enquanto o movimento de pós-graduandos pauta a Campanha de Bolsas 2013 nas universidades e faz muita pressão nas redes sociais, os diretores da Associação Nacional de Pós-Graduandos seguem mobilizados cobrando o cumprimento do compromisso firmado pelo governo federal com o reajuste das bolsas de pesquisa no país. Ofícios direcionadas à Capes, CAPES, CNPq, MCTI e MEC foram enviados nesta semana. Leia aqui
 
Na primeira semana de abril há audiências marcadas no MEC, MCT&I, CAPES, CNPq onde entregaremos o abaixo-assinado – que hoje conta com 19805 assinaturas – a moção assinada pelas APGs e o Manifesto do Movimento Nacional de Pós-Graduandos.
 
 
Não deixe de acessar o Blog da Campanha de Bolsas: www.campanhadebolsas.blogspot.com
 
Fique atento as novidades!
 
Da redação
 
A comunidade científica brasileira tem feito constantes apelos contra o corte de orçamento para ciência, tecnologia e inovação no país e constantemente pauta bandeiras históricas, como o investimento de 2% do PIB na área, como forma de superar um modelo de desenvolvimento baseado na dependência externa.
 
No ano de 2010 apenas 0,38% do Orçamento da União foi investido em Ciência e Tecnologia. Nos anos seguintes, o Orçamento do Ministério da Ciência, tecnologia e Inovação (MCTI) sofreu cortes, tendo sido reduzido em ao menos R$ 1bilhão por ano. Esses dados, somados ao grande grau de burocracia envolvido na gestão de C&T, alertam para uma possível desaceleração de programas e políticas que visem a garantir a independência tecnológica e o pleno desenvolvimento da pesquisa científica em todas as suas potencialidades no Brasil.
 
Em que pese o recente fortalecimento das Fundações de Apoio à Pesquisa (FAPs), a maior parte dos estados da federação ainda não investe em pesquisa sequer o que suas Constituições exigem.
 
Assim, este documento se apresenta como um manifesto contra os cortes e pela ampliação dos orçamentos da União e dos estados em ciência e tecnologia. Apenas com uma política ousada neste setor é possível manter um sistema que produz pesquisa científica com qualidade e ainda produzir inovação, seja de métodos, processos, políticas públicas ou a tão sonhada inovação tecnológica, condição importante para a soberania de qualquer nação. Apenas com o devido investimento é possível investir em educação científica, políticas de popularização da ciência, divulgação e iniciação científica, agregando qualidade à nossa tão sucateada educação básica e construindo uma nova cultura de produção do conhecimento, desde as primeiras séries.
 
O movimento educacional e a comunidade científica realizam campanha pela destinação de 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação ao menos desde 2009. O texto aprovado pelo Congresso Nacional prevê a destinação de 50% deste Fundo exclusivamente para Educação. Após a aprovação pelo Congresso da nova Lei do Petróleo, a presidenta Dilma Russeff vetou alguns artigos desta lei e encaminhou ao Congresso Nacional a MP 592, que ora tramita no Senado Federal. Além da emenda do senador Inácio Arruda, que define a destinação de 50% do Fundo para Educação e Ciência e Tecnologia, há emendas propondo a destinação de ao menos 10% dos royalties do petróleo para ciência e tecnologia (o texto original da MP propõe 100% para Educação).
 
Não é possível pensar o desenvolvimento de um país sem o necessário investimento em educação. Da mesma forma, não é sensato conceber a sua soberania e o desenvolvimento das suas potencialidades sem o necessário investimento em ciência e tecnologia. Um país culturalmente tão rico, com tamanha biodiversidade e socialmente tão desigual quanto o Brasil exige que os recursos finitos oriundos da produção do petróleo sejam investidos em recursos que garantam o desenvolvimento de suas forças produtivas e do seu povo.
 
As entidades e os representantes da comunidade científica brasileira abaixo assinados manifestam seu apoio à emenda apresentada pelo Senador Inácio Arruda à Medida Provisória 592, cujo objetivo é destinar 50% do Fundo Social do Pré-Sal para Educação e também para a Ciência e Tecnologia.
 
Associação Nacional de Pós-Graduandos 
  
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) começou a receber na segunda-feira, dia 18, as inscrições ao programa de incentivo à iniciação científica Jovens Talentos para a Ciência. A iniciativa é destinada a estudantes de graduação de todas as áreas do conhecimento e tem o objetivo de inserir precocemente os estudantes no meio científico. As inscrições vão até o dia 28 de março.
 
Os estudantes recém-ingressos em universidades federais e institutos federais de educação serão inscritos pela instituição de ensino superior por meio de formulário eletrônico. Da mesma forma que na primeira edição do programa, as instituições indicaram representantes responsáveis por nomear coordenadores em cada curso de graduação que procedem com as inscrições dos estudantes. Os ingressantes do 2º semestre de 2012 poderão participar da seleção.
 
Os alunos serão selecionados pela universidade, mediante prova de conhecimentos gerais, aplicada no dia 5 de maio. Cada universidade poderá indicar até três locais de prova, sendo que o campus sede tem que, obrigatoriamente, estar entre os indicados.
 
A prova de conhecimentos gerais possui uma pontuação mínima de 60 pontos. Os aprovados receberão bolsa no valor de R$ 400,00 pelo período de 12 meses. O resultado será divulgado no dia 5 de julho.
 
Fonte: Jornal da Ciência

Para você que está indignado com a desvalorização do pós-graduando em nosso país e com a promessa que o governo fez e até agora não cumpriu de reajustar as bolsas de pesquisa no inicio de 2013, a Associação Nacional de Pós-Graduandos te convida para continuar na mobilização da campanha.

Você pode fazer isso de diversas formas:

1. Com a assinatura e divulgação do novo abaixo assinado da ANPG que exige o comprimento desse acordo.  Além de assinar a Petição Pública online, você também pode imprimir e rodar o texto na sua universidade. Solicitamos que encaminhem para ANPG até o dia 28 de Março. Na primeira semana de abril há audiências marcas no MEC, MCT&I, CAPES, CNPq onde entregaremos o documento. 

2. Com a aprovação de uma moção de apoio no colegiado do seu programa, no conselho universitário e/ou de reitores, pró-reitores, professores e de toda comunidade universitária que queira se manifestar em favor do reajuste das bolsas. Clique aqui para baixar a moção. 

3. Ajude também na divulgação do manifesto que o movimento nacional de Pós-Graduandos lançou na semana passada. 

Na semana de 25 a 28 de março, serão organizadas atividades em diversas universidades de todo o Brasil. Acompanhe pelo blog da campanha a divulgação de tudo que está acontecendo pelo país. Acesse: www.campanhadebolsas.blogspot.com

Reúna os pós-graduandos do seu programa e universidade e construa uma panfletagem, debates, paralisações ou qualquer outra atividade de apoio. Mande fotos, vídeos e moções aprovadas para [email protected].  Todo esse material, além de publicado no nosso blog, será entregue em audiência com os ministros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Entregaremos também para a presidenta Dilma e para o presidente da câmara dos deputados.

Use sua criatividade e disposição pela valorização da pesquisa e dos pesquisadores. Seguiremos juntos até a conquista dos nossos direitos!

Paralelamente, a luta pela destinação dos recursos do pré-sal para a Educação, Ciência e Tecnologia, continua a todo vapor. Nesta semana, a ANPG lançou um manifesto contra os cortes e pela ampliação dos orçamentos da união e dos Estados em Ciência e Tecnologia. As entidade e representantes da comunidade científica que queiram assinar o manifesto, encaminho o nome para [email protected]

Da redação

 

 

 

 

 O movimento nacional de pós-graduandos vem por meio deste, expressar seu profundo descontentamento com o que considera uma falta de compromisso do governo federal para com aqueles que são peça fundamental no desenvolvimento da pesquisa nacional. Não bastasse estarmos longe da meta estipulada pelo próprio governo no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2005-2010 que pretendia elevar o valor das bolsas em 50%, não há nenhuma proposta por parte do governo que busque suprir essa defasagem e congelamentos históricos.

É imprescindível reforçar o quão importante é a pauta do reajuste, tendo em vista que as bolsas de pesquisa acabam sendo, na maioria das vezes, a única fonte de renda do pós-graduando para necessidades básicas de vida e estudo, como alimentação, moradia, transporte, deslocamento para a realização da pesquisa de campo, aquisição de livros, de materiais, participação em eventos, etc.

 Na tentativa de responder às mobilizações feitas em diversas universidades no início do ano passado, e depois de quatro anos sem reajuste das bolsas de pesquisa e com o movimento de pós-graduandos exigindo 40%, os presidentes das agências de fomento federal anunciaram, durante o 23° Congresso da Associação Nacional de Pós Graduandos, um reajuste de 10% em julho de 2012 e mais 10% para o início de 2013. O primeiro reajuste foi realizado e, em agosto do ano passado, durante a caravana à Brasília com pós-graduandos de todo país, o ministro da educação Aloizio Mercadante reafirmou o compromisso com a segunda parcela do reajuste prometido.

Contudo, já estamos no terceiro mês de 2013 e até agora não tivemos sinalização de nenhuma data por parte do governo para o cumprimento do que foi acordado na reunião com os pós-graduandos. Pelo contrário, o que temos sentido no cotidiano da nossa formação é atraso no pagamento das mensalidades e silêncio sobre nossas reivindicações. Portanto, não podemos aceitar descaso e posturas incompatíveis com um país que é a sexta economia mundial e pretende se tornar referência em ciência, tecnologia e inovação.

Consideramos que para o Brasil desenvolver-se plenamente, em seus aspectos econômicos e sociais, a valorização da pesquisa e do pesquisador é elemento fundamental para essa conquista. Mas para que isso ocorra, é preciso fortalecer a pós-graduação e oferecer uma formação digna a quem tanto se dedica para contribuir na melhoria da vida do povo e no desenvolvimento científico, cultural, artístico e social do país.

Neste sentido a ANPG e as APG’s mobilizam-se no mês de março e seguirão mobilizadas em sua campanha por mais financiamento para a ciência e tecnologia, a manutenção do compromisso de reajuste firmado conosco por este governo e por uma política de valorização permanente das bolsas de pesquisa que consiga suprir a defasagem histórica que elas vêm tendo. 

 

14 de Março de 2013

Associação Nacional de Pós-Graduandos

Autoras de trabalhos inscritos da Mostra de Ciência e Tecnologia da 8° Bienal da UNE. Clique na imagem para ampliar
Não é de hoje que se fala da inserção cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, inclusive na área científica. Um dado divulgado esta semana pelo CNPq é mais um motivo para comemorar neste Dia Internacional da Mulher: pela primeira vez a presença feminina nas carreiras científicas se igualou à masculina.
 
A informação é do censo feito em 2010 pelo Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, que, naquela época, tinha cerca de 128,6 mil pesquisadores cadastrados em sua base, sendo 50% mulheres. Esse percentual subiu 11 pontos em 15 anos: em 1995, apenas 39% dos cientistas eram do sexo feminino.
 
Mas, quando o assunto é liderança, as mulheres ainda são minoria: somente 45% dos líderes de grupos de pesquisa são do sexo feminino. Entre os que não ocupam cargos de chefia, elas totalizam 52%.
 
Embora revele avanços conquistados pelas mulheres no campo científico, o levantamento ainda reflete estereótipos: a predominância feminina nas ciências humanas e sociais, enquanto as ciências exatas – especialmente as engenharias – são dominadas por homens. Na área de serviço social, por exemplo, 81% dos pesquisadores são mulheres, enquanto 19% são homens. Já na engenharia elétrica, 13% são do sexo feminino e 87% do masculino. O equilíbrio na presença dos dois gêneros ocorre principalmente em áreas da saúde. Em medicina, 51% são mulheres e 49%, homens.
 
Essa distribuição é reflexo de visões sexistas ainda arraigadas e disseminadas na sociedade e segundo as quais as mulheres deveriam se dedicar a áreas ditas ‘mais leves’. Mas já há iniciativas – mesmo que isoladas – que tentam desconstruir esse preconceito. E, nessa batalha, a informação – incluindo a divulgação da ciência feita por homens e mulheres – é uma arma fundamental.
 

Fonte: Thaís Fernandes – Ciência Hoje
A decisão do Congresso Nacional de derrubar todos os vetos da presidente Dilma Rousseff à nova Lei dos Royalties do petróleo da camada-pré-sal, na madrugada de quinta-feira (07), não inviabiliza à Medida Provisória 592/2012 que destina receita proveniente do pré-sal para Educação. A MP foi editada juntamente com os vetos do Palácio do Planalto no ano passado.
 
A avaliação é do líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que assegurou que a análise da MP será mantida na comissão especial mista criada recentemente no Congresso Nacional, mesmo diante da decisão dos parlamentares de derrubar os vetos do Palácio do Planalto aplicados à Lei dos Royalties. Há, porém, controvérsias na permanência da análise da MP, considerando que alguns deputados avaliam que a derrubada dos vetos põe em xeque a manutenção dessa matéria.
 
No entendimento de Chinaglia, entretanto, o cenário para a MP 592 não mudará diante da decisão dos parlamentares de derrubar os vetos à nova legislação do pré-sal. “São questões independentes”, disse ele ao Jornal da Ciência. Ele não quis estimar o prazo para a MP ser analisada na comissão especial.
 
O que muda com a derrubada dos vetos, segundo Chinaglia, é a questão de distribuição dos royalties que, a partir de agora, vai considerar tanto os contratos futuros de produção de petróleo quanto os vigentes. O veto de Dilma permitia que a nova Lei dos Royalties fosse aplicada apenas aos contratos futuros da produção da commodity.
 
Chinaglia descartou, ainda, a hipótese de a MP 592 ser derrubada na comissão especial, quando colocada sob a análise dos parlamentares. Demonstrando-se otimismo, ele aposta no avanço da tramitação da MP em razão da pressão da sociedade. Nesse caso, Chinaglia espera contar com o apoio da comunidade científica.
 
“Na medida em que a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) começar a pressionar (pelo destino dos recursos para educação) a situação mudará”, disse Chinaglia, ao Jornal da Ciência. Aliás, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP), relator da MP 592, anunciou a intenção de chamar a SBPC para participar de audiência pública para debater tal MP no Congresso Nacional.
 
Avaliação de Adams – Com o mesmo entendimento, o advogado-geral da União, Luís Adams, disse não haver “contradição” entre a MP e a nova Lei dos Royalties a ser promulgada. Segundo ele, as duas normas poderão vigorar, ainda que, acredita ele, a que vai valer é a lei que será promulgada, porque foi editada por último.
 
“Em princípio, a medida provisória vem a estabelecer um regramento em vários itens de maneira diferenciada e ela vale, não tem maiores problemas. Eu não tenho visto maiores contradições entre as duas decisões”, explicou Adams, conforme informações da Agência Senado.
 
A única insegurança que fica, segundo Adams, é a repartição dos royalties do petróleo, já que os estados produtores devem ingressar com ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). Para Adams, os processos de concessão não serão afetados, pois são estabelecidos entre a concessionária e a União, não entre os estados.
 
Questionado se o governo teria sofrido uma derrota com a derrubada dos vetos, Adams disse entender que não. Para ele, isso faz parte do jogo democrático e mostra que de fato há independência entre os Poderes.
 
“Muitas vezes se critica essa ausência de independência, mas hoje (quinta-feira) se mostrou que essa independência de fato existe e é natural, não é uma tragédia, faz parte do jogo democrático”, opinou ele, ainda de acordo com a Agência Senado.
 
Recursos para C&T
 
A assessoria técnica do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) concorda com a avaliação de Chinaglia e Adams, ao afirmar que o cenário não muda para a emenda do senador nº 52 de 2012 aplicada à MP 592, mesmo diante da derrubada dos vetos aplicados à Lei dos Royalties pelo Palácio do Planalto. A emenda de Arruda inclui, também, ciência e tecnologias como áreas beneficiárias dos recursos do Fundo Social do Pré-sal que prevê 50% dos royalties para Educação. Conforme foi desenhada a emenda de Arruda, do total dos recursos do Fundo Social do pré-sal, 70% irão para educação básica, 20% para educação superior e 10% para C&T.
 
MP em xeque 
 
Em direção contrária, outros parlamentares anunciaram que pedirão à comissão mista que a MP seja prejudicada, o que pode colocar em xeque, por tabela, o destino de parte da receita de royalties do pré-sal para educação.
 
Na sessão do Congresso Nacional, realizada na quarta-feira (6), o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) questionou o presidente do Senado, Renan Calheiro, sobre o destino da MP 592. “Com a derrubada dos vetos, passaríamos a ter duas normas legais que tratam do mesmo assunto, mas em sentido contrário. O País não pode conviver com duas legislações tratando do mesmo objeto, mas em sentido oposto”, disse, conforme a Agência Câmara.
 
Em resposta, o presidente do Senado disse que a comissão mista discutirá o que permanece do texto da medida. Já o deputado Roberto Freire (PPS-SP) disse que vai encaminhar à comissão um requerimento solicitando que a MP seja prejudicada.
 
Há dúvidas se a derrubada do veto esvazia ou não a MP, ainda de acordo com a Agência Câmara. Para deputados de estados não produtores, como o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), a MP perde a razão de ser porque os vetos, mais recentes, derrubariam a eficácia da MP. No entanto, o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que a vinculação dos recursos à educação nos contratos futuros seria mantida, independentemente da derrubada do veto.
 
Tramitação na comissão mista – Pelas regras atuais das duas casas legislativas, a MP passará pela comissão mista, depois pelo crivo do plenário da Câmara e em seguida pelo o do Senado. Se modificada pelo Senado, antes de ir para a sanção presidencial, a MP voltará à Câmara para apreciação final.
 
 
 
Fonte:  Jornal da Ciência