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De 29 e 30 de Outubro, Belo Horizonte sediou o 2º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência. Luana Bonone, presidenta da ANPG, compôs a mesa de abertura do primeiro dia de atividade, juntamente com Clélio Campolina Diniz, reitor UFMG, Luiz Antonio Elias, secretário-executivo MCTI, Prof. Jacob Palis, presidente ABC, Helena Nader, presidente SBPC, Odenildo Sena, presidente Consecti, Nárcio Rodrigues, secretário de C&T de MG e Mario Neto Borges, presidente FAPEMIG/presidente Confap. 
 
O tema proposto para o Encontro Preparatório de Belo Horizonte – Desafios para o desenvolvimento científico e tecnológico nos trópicos – propõe um reflexão sobre essas questões e sobre o papel da ciência na busca por soluções aplicáveis às condições tropicais. Espera-se, assim, que o Fórum Mundial de Ciência venha a constituir um espaço de debate de tais questões, fundamental para o desenvolvimento, a competitividade e a sustentabilidade dos países.
 
Na abertura, o Presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Jacob Palis, destacou que o evento representa um momento especial para o Brasil “Nossa ciência tem progredido e conquistado visibilidade mundial. Devemos aproveitar o reconhecimento e avançar”, disse.
 
O Secretário Executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luis Antônio Elias, ressaltou a importância do investimento dos recursos do Pré-sal em educação, ciência e tecnologia. “Tiramos 40 milhões de pessoas da pobreza, melhoramos a formação de recursos humanos e também a nossa capacidade de empreender na área de ciência. O desafio agora é saber como daremos um salto de qualidade rumo ao desenvolvimento. Um dos objetivos deste encontro é dar contribuições à esta questão”, pontuou.
 
Para a presidenta da ANPG, Luana Bonone,  o país está em um momento de efervescência da ciência brasileira, citando o Programa Ciência Sem Fronteiras, a expansão das universidades, o aumento das bolsas de pós-graduação e o salto que a educação brasileira dará com a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área.
 
Ressaltou ainda que a ANPG participará dos encontros preparatórios do fórum que serão realizados em diversas cidades do país e pretende construir neste processo uma carta de princípios que será apresentada no encontro mundial. 
 
As atividades aconteceram na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no auditório da reitoria. Acompanhe as atividades que precedem o Fórum Mundial da Ciência pelo site: http://fmc.cgee.org.br/
 
O 3° encontro Preparatório está previsto para o final de novembro, em Manaus.
 
Da redação, com informação da FAPEMIG. 
 
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A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) promove na próxima quarta-feira, dia 7, o 21ª Encontro de Iniciação Científica, no campus Perdizes. Neste ano, o evento contará com a apresentação de 377 pesquisas.No total, 529 alunos-pesquisadores participarão do evento.

Os trabalhos serão exibidos em pôsteres (exibidos nos corredores do 1º ao 4º andar, prédio novo) e nas 40 sessões de comunicação coordenadas.
 
A abertura do Encontro acontece às 9h, no Tuca, com a presença do reitor Dirceu de Mello, da professora Marina Graziela Feldmann (pró-reitora de Graduação) e da professora Maria Antonieta Alba Celani (coordenadora institucional de Iniciação Científica). Às 9h30, haverá palestra com o professor Ely Antonio Tadeu Dirani (coordenador de Pesquisa).
 
O tema do 21ª Encontro de Iniciação Científica será "A pesquisa científica na PUC-SP: fundamental para a construção de redes de colaboração." O mote foi definido por alunos, professores e funcionários, que votaram em três temas sugeridos por alunos envolvidos em pesquisas de iniciação científica e avaliados pelo Comitê Institucional do Pibic. O tópico selecionado foi sugerido pelo aluno Danilo de Assis Pereira, do curso de Medicina (campus Sorocaba).
 
Confira a programação completa do evento no site da iniciação científica: www.pucsp.br/iniciacaocientifica 
 
Da redação, com informações de PUC/SP



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A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) vai sediar a etapa Sul do Ciclo de Debate sobre o Plano Nacional de Pós-Graduação 2010-2020. A atividade acontece hoje, dia 31, às 19 horas no campus da Faculdade de Educação (FACED), sala 601.

A APG/UFRGS, organizadora da atividade, mobilizou toda comunidade acadêmica para debater o tema “Plano Nacional de Pós-Graduação e a Internacionalização das Universidades Brasileiras”. Compõe a mesa, Jouhanna Menegaz, secretária-geral da Associação Nacional de Pós-Graduando (ANPG), representantes da APG/UFRGS e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da universidade.

 
Ciclo de Debate
 
A ANPG já passou por diversas regiões do Brasil, visitando os  estados do Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro. Objetiva-se percorrer de Norte a Sul do país, reconhecendo, assim, as peculiaridades regionais da pós-graduação e os desafios do PNPG 2010-2020.
 
Conheça o site da APG/UFRGS
 
 
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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) convoca os pós-graduandos de todo o país para uma nova Semana Nacional de Mobilização por uma política permanente de valorização e pelo reajuste de 40% nas bolsas de pesquisa que será realizada de 05 a 11 de novembro. Tendo como pauta central a elaboração acerca do PL dos pós-graduandos, as atividades da semana acontecerão de forma descentralizada, onde cada Associação de Pós-Graduandos (APG), Comissão Pró-APG ou grupo de pós-graduandos é convidado a organizar ações que mobilizem sua cidade e universidade. 
 
Nas agendas de atividades podem constar reuniões, debates, manifestações de rua, panfletagens, moções de apoio de entidades do movimento social, além de uma ampla divulgação nas redes sociais, com o objetivo de impulsionar a pauta e agregar os diversos setores da sociedade. De modo a dar expressão às atividades nas mídias sociais convocamos um twitaço para o dia  07 de Novembro, dia ‘D’ da Semana de Mobilização com a hashtag #PLdosposgraduandos.
 
A partir de hoje a campanha de adesão ao abaixo assinado virtual pela valorização das bolsas de pesquisa, também será retomada. Lançado em Fevereiro de 2011, o documento tem por volta de 50 mil assinaturas e a meta é conseguir mais 10 mil durante a semana de mobilização. Acesse aqui e divulgue o abaixo-assinado.
 
Apesar de considerar a manutenção da bandeira do reajuste imediato, a ANPG destaca a formulação do PL e solicita que para além de atividades de rua, as APG’s e pós-graduandos organizem-se e debatam o conteúdo do mesmo no sentido de contribuir para a opinião da entidade acerca do mecanismo a ser proposto. O destaque para um projeto de lei sinaliza um amadurecimento da campanha de bolsas da ANPG no sentido de lutar pela garantia de um mecanismo permanente de valorização.
 
Reforçamos a convocação dos pós-graduandos para esta atividade e solicitamos que as agendas de mobilização pelo país sejam encaminhadas para o e-mail [email protected] para que seja divulgada uma agenda nacional da semana. O registro das ações – fotos, vídeos e textos – poderão ser divulgados no site da ANPG, posteriormente. 
 
O cartaz da Semana Nacional está disponível para download no site. Ajude a mobilizar nas ruas e nas redes sociais. 
 
Memória
 
Há dois anos os pós-graduandos do País vêm pautando a importância da valorização das bolsas de pesquisa em um país que almeja uma posição de maior destaque na geopolítica mundial. A produção de pesquisas conectadas com as grandes questões nacionais e ao mesmo tempo livres, criativas, inovadoras, depende de investimento material e valorização social. 
 
Foram mais de quatro anos desde que o governo federal efetivou o último aumento nas bolsas. O reajuste de 40% reivindicados pelos estudantes foi calculado com base no período de contingenciamento e inflação acumulada. 
 
Neste período, a ANPG protagonizou diversas atividades e campanhas, angariando algumas conquistas.  A Campanha de Bolsa, que convocou a paralisação da pós-graduação no Brasil em Março de 2011, repercutiu positivamente, e estudantes de norte a sul do Brasil entraram na onda #minhabolsanaoaumentou, impulsionado o anúncio em maio deste ano, na cena do Congresso da ANPG do reajuste de 20% nas bolsas de pesquisa, sendo 10% implementados a partir de agosto e 10% a ser implementados no início de 2013. Todavia, a mobilização perdura, uma vez que não temos garantido um mecanismo permanente de reajuste.
 
Neste sentido, a ANPG se propõe a um novo momento de sua campanha de bolsas onde, para além da justa bandeira de 40% de reajuste imediato, é necessária a conquista de um mecanismo perene de reajuste. Para tanto, convocamos os pós-graduandos brasileiros a aderirem a campanha pelo PL dos pós-graduandos e auxiliarem a ANPG na construção desta proposta.
 
Da redação
 
Eleição de Soraya Smaili foi confirmada pelo conselho universitário. Foto: Divulgação 

Pela primeira vez, a Unifesp será dirigida por uma mulher – e que não é médica, fato também inédito. A farmacologista Soraya Smaili foi eleita pelo Conselho Universitário este mês. Seu nome seguirá para o Ministério da Educação e Palácio do Planalto para oficialização. Ela deve assumir em fevereiro.

 
Quando o atual reitor, Walter Albertoni, assumiu o cargo em 2009, o desafio era acabar com a crise que veio na esteira das denúncias de gastos irregulares do antigo dirigente Ulysses Fagundes Neto. Agora, Soraya precisa desenrolar os nós que ainda entravam a infraestrutura de unidades, como ocorre no câmpus de Guarulhos. A aposta da professora, que é ligada à associação dos docentes, é em uma gestão mais plural, defendendo a descentralização do orçamento.
 
O que significa a escolha de uma mulher como reitora?
 
Acredito que as pessoas gostaram muito dessa mudança porque tem um grupo grande que gostaria de ter representação. Acredito que viemos contemplar principalmente as unidades que surgiram depois da expansão, onde tivemos maior apoio. Sou a primeira pesquisadora de área básica a ocupar o cargo. Sou da Escola Paulista de Medicina (EPM), mas lá não temos só a Medicina.
 
Qual a bandeira da gestão?
 
O nosso programa se chama Unifesp Plural e Democrática. A EPM ficou circunscrita na área da saúde até meados de 2004. Mas a partir daí houve uma expansão grande e muito rápida. Crescemos muito. Queremos que essa pluralidade tenha representação maior, sem deixar de ter o devido espaço para a EPM.
 
Quais serão as ações para essa mudança?
 
Queremos aumentar a eficácia da gestão, ter uma administração mais rápida e ágil. Precisamos de uma reorganização da administração, que os câmpus tenham seus próprios orçamentos. Será uma reconstrução com planejamento.
 
Como resolver os desafios de falta de infraestrutura?
 
Nós temos de resolver isso rápido. Já poderíamos ter feito no ano passado (obras e adequações) se tivéssemos feito a descentralização do orçamento. Queremos um compromisso compartilhado. E temos ainda de fortalecer a assistência estudantil.
 
Quais são as metas?
 
A reforma administrativa deve acontecer nos primeiros 6 meses após o início gestão. Mas precisamos de planejamento, porque há problemas que conseguimos solucionar em três meses. Outros, como a construção de um prédio, não são tão rápidos.

Como deve ser a ação em Guarulhos, onde há problemas de acesso ao local e infraestrutura precária?
 
Em Guarulhos, elementos de complexidade se acumularam. Em relação ao acesso, a reitoria já conseguiu fechar a ponte Orca do Metrô Itaquera até o câmpus. Já o prédio novo, esperamos que agora a licitação não vá parar (a universidade lançou um novo edital, a terceira tentativa). Temos um grupo de docentes que está colaborando e os estudantes estão sendo ouvidos.
 
Com tantos desafios, sobra tempo para pensar na qualidade dos cursos?
 
Na graduação, vamos discutir a flexibilização dos currículos. Na pós-graduação, precisamos dar mais condições de funcionamento da pesquisa. Os cientistas estão sofrendo com a falta de infraestrutura para fazer publicações e se internacionalizar. E, em ciência, a internacionalização é um dos pontos-chave.
 
QUEM É
 
Professora associada livre-docente na Unifesp, Soraya é formada em Farmácia e Bioquímica pela USP, tem pós-doutorado na Thomas Jefferson University e no National Institute of Health, nos EUA. Foi presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e Associação dos Docentes da Unifesp.
 
Fonte: MSN Estadão 
O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que o projeto de redistribuição dos royalties do petróleo (PL 2565/11) entrará em pauta nesta semana, mesmo que não haja consenso sobre a proposta. “Se algum partido quiser mais prazo para continuar a discussão, isso vai ter que acontecer no Plenário”, afirmou Maia, em entrevista nesta segunda-feira (29).
 
De acordo com o presidente, o substitutivo apresentado pelo relator do projeto, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), é “equilibrado, respeita o pacto federativo e os contratos já firmados, e garante que nenhum estado venha a perder arrecadação”.
 
Marco Maia ressaltou que só haverá redução do volume de recursos recebidos por Rio de Janeiro e Espírito Santo em relação às projeções de arrecadação com a exploração futura do pré-sal. Os dois estados são radicalmente contra a proposta de distribuir os royalties dessa exploração futura com todos os estados da Federação e dificultam o acordo em torno do texto.
 
Fonte: Câmara dos Deputados
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Durante os dias 29 a 31 de Outubro, acontece na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a VII Jornada de Estudos Históricos Manoel Salgado. A atividade é organizada pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da universidade, com apoio da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)
 
A programação é composta por 11 mesas que abordam temas como: América Portuguesa, séculos XVI–XVIII, Brasil Império – Cultura & Política, Ditadura e Transição no Brasil, Estratégias, Ofícios e suas Identidades, Reconfigurações Políticas e seus desafios na Europa (séculos XIII – XVI), Intelectuais, crítica cultural e memória, Exclusão & Inclusão, Indíviduos e Modernidades , Discursividades  e Escrita da História e Usos do Passado.
 
No dia 31, às 18 horas, a atividade se encerra com o lançamento do livro “Eternidade do Efêmero: memória e vivência na arte brasileira de Jarbas Lopes, Laura Lima e Cabelo (1990-2000)” de Gianne Maria Montedônio Chagastelles, no Espaço Multifoco (Av. Mem de Sá, 126, Lapa).
 
 
Acesse a programação completa aqui.
 
Os debates acontecerão no Instituto de História, localizado no Largo de São Francisco, no centro do Rio de Janeiro. 
 
Considerando a necessidade de inclusão dos pós-graduandos nas ações e objetivos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), estamos lançando hoje uma consulta pública destinada a ouvir as demandas dos estudantes espalhados pelo País. O atual PNAES, executado no âmbito do Ministério da Educação, tem por finalidade ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal,  visando o atendimento de estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial.
 
A necessidade de reformulação da política vigente, que também é uma demanda do movimento nacional de pós-graduandos e bandeira da ANPG, está sendo levantada na comissão incumbida de acompanhar as ações do Ministério da Educação (MEC) com vistas à consolidação do processo de expansão das universidades federais e de tratar dos assuntos estudantis correlatos ao tema.
 
A ANPG tem dois assentos nessa comissão, juntamente com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e membros do MEC, e apresentará proposições para a continuidade do processo de expansão em relação à pós-graduação e assistência estudantil.   Leia mais aqui
 
Para contribuir nesse processo de reformulação, basta acessar este link: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dDZKSkhTeThrbFRmTjROMUp3NGJBNGc6MQ#gid=0 
 
Em breve,  vamos disponibilizar um link para envio de mais documentos que tratem sobre a assistência estudantil para os pós-graduandos. Aguardem e participem das enquetes interativas!
 
Vamos apresentar com muita força nossa pauta!  Ajude a compartilhar os instrumentos de consulta sobre o PNAES!
A União Nacional dos Estudantes (UNE) acompanha, com interesse e otimismo, os recentes debates sobre a universidade brasileira, defendendo irrestritamente as políticas públicas expressas pela Lei 12.711/2012, a lei das cotas, regulamentada pelo decreto presidencial do dia 11 de outubro. A ampliação do acesso à universidade, de forma a referenciar igualitariamente a sociedade em que se insere, combatendo as históricas injustiças sociais, raciais e permitindo o real desenvolvimento humano desta nação sempre nortearam as lutas da UNE em seus 75 anos.
 
A expectativa em torno do ambiente acadêmico é a da mais ampla efervescência criativa, que contemple uma diversidade única e característica de nosso povo. Uma instituição pública, gratuita, com qualidade deve trazer para o seu seio o trabalhador, o negro, o índio. É essa parcela, ainda à margem em um país secularmente excludente do ponto de vista social e racial, que poderá concluir o projeto de nação com o qual sonhamos, sem preconceitos e com oportunidades para todos.
 
Debater a diversidade e democracia dentro da universidade foi um dos principais objetivos da UNE, nos últimos meses, com a Caravana UNE Brasil+10, que percorreu 12 capitais de todas as regiões do país. A Caravana promoveu discussões em universidades públicas e privadas sobre o Brasil que a juventude almeja para os próximos 10 anos, quando comemora-se o bicentenário da nossa independência oficial. É consenso, dentro do movimento estudantil, que a verdadeira alforria do povo brasileiro passa pela transformação do ensino superior e da educação como um todo.
 
Por isso, a política de reserva de vagas nasceu dentro dos movimentos sociais, principalmente os espaços privilegiados de debates nos movimentos de juventude, negros, indígenas e estudantil. A matemática é simples, há um lastro de pobreza intensa e falta de oportunidades em razão da cor, ou como cantam os Racionais MCs em um trecho de sua clássica “Negro Drama”, “me ver, pobre, preso ou morto, já é cultural”.
 
A ação afirmativa por meio das cotas raciais, mais do que uma dívida histórica com os grupos massacrados pela escravidão, por genocídios e preconceitos, é a possibilidade de compor uma aquarela de saberes e conhecimentos no espaço acadêmico, trazendo ao país uma soberania referenciada por seu próprio povo, pela valorização de suas culturas, práticas e anseios para o futuro.
 
Porém, a política de cotas no Brasil, iniciada de forma pioneira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Universidade Estadual da Bahia, foi logo questionada por uma elite embebida de argumentos preconceituosos, desafiando a capacidade intelectual de um jovem negro ou índio, pobre, egresso da escola pública.
 
O excelente desempenho acadêmico dos estudantes que são beneficiados por esta política, no entanto, só reforçou sua qualidade, desbancando opiniões racistas, proto-fascistas e reacionárias. As cotas foram logo referendadas também por leis estaduais e por decisões de conselhos universitários. Mesmo antes da institucionalização dessa política, muitas universidades já haviam se atentado à importância de desenhar um novo ambiente acadêmico.
 
Em seguida, veio o reconhecimento unânime da constitucionalidade das políticas de ações afirmativas e da legitimidade das cotas raciais, proclamado pelo Supremo Tribunal Federal – STF, no dia 26 de abril de 2012, ao derrubar uma ação do partido Democratas (DEM) contra a Universidade de Brasília, a primeira federal do país a reservar 20% de suas vagas para autodeclarados negros e pardos.
 
“Os principais espaços de poder político e social mantêm-se inacessíveis aos grupos marginalizados, ensejando a reprodução e a perpetuação de uma mesma elite dirigente”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, relator da ação que julgou constitucional o sistema de cotas raciais.
 
Para enterrar de vez qualquer dúvida, o Senado aprovou a Lei 12.711/12 no dia 7 de agosto e a presidenta Dilma assinou, no dia 11 de outubro, o decreto que a regulamenta. Assim, a partir de 2013, universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia terão de reservar no mínimo 12,5% das vagas ao ingresso de estudantes cotistas. Ao longo de quatro anos, esse índice deve obrigatoriamente chegar a no mínimo 50%. Cabe lembrar e valorizar exemplos como o da Universidade Federal da Fronteira Sul que já conta com mais de 90% de estudantes oriundos da escola pública. Passa-se, a partir de agora, a questionar as instituições de ensino que não adotam tais políticas como um parâmetro de compromisso social e como um conceito contemporâneo de qualidade.
 
Todo esse caminho percorrido até a vitória se deu em plena greve dos docentes e técnicos administrativos e grande efervescência dos estudantes nas universidades federais. A mobilização do movimento estudantil pelas cotas tem acontecido junto à luta pela ampliação da assistência estudantil. Para além de aumentar o acesso, é indispensável garantir a permanência, com qualidade, desse novo contingente de alunos que chegam ao ensino superior.
 
No histórico 26 de junho, a UNE levou em marcha até o ministro da Educação Aloizio Mercadante uma pauta formulada em conjunto com mais de 50 Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) de universidade federais, reafirmada em audiência com a presidenta Dilma Roussef em agosto passado. O documento atentava para a urgência de elevar radicalmente o patamar de financiamento da assistência estudantil. Hoje, o plano para esse setor (PNAES) conta com R$ 500 milhões. O ministério já sinalizou um aumento imediato para mais de R$ 600 mi, mas a reivindicação estudantil é de um piso de R$ 750 mi em 2013. A luta continua para que possamos superar R$ 2 bilhões, o que significa multiplicar algumas vezes a verba para a reforma e construção de moradias estudantis e restaurantes universitários, além de aumentar o número e o valor das bolsas de permanência e de mérito acadêmico.
 
A política de cotas também requer um acompanhamento progressivo a cada ano, respeitando a autonomia das universidades que podem inclusive implementar políticas complementares. Torna-se importante uma política de propedêutica e a criação de programas de tutoria, com aulas de nivelamento e reforço pedagógico aos cotistas, ações inclusive já propostas pelo governo. A UNE defende a criação do Conselho Nacional de Acompanhamento da Implementação das Cotas e a formação de conselhos de apoio aos cotistas, no âmbito de cada IES com a garantia de representação discente.
 
O movimento estudantil, pelos percursos da história, ocupou o espaço de fiador de todas as maiores conquistas coletivas da nossa sociedade civil. Em diversos momentos, a UNE defendeu medidas para o fortalecimento da democracia popular que enfrentaram a resistência dos setores conservadores e sectários.
 
Ao defender irrestritamente as cotas nas universidades e a ampliação da assistência estudantil, a UNE reforça a reforma da universidade e da educação brasileira como sua principal bandeira neste século 21. Prova disso é a larga e unificada campanha do movimento estudantil brasileiro em defesa dos 10% do PIB para a educação e pela vinculação à educação de 100% dos royalties e 50% do Fundo Social do Pré-Sal.
 
Pelo seu caráter de abrangência, mobilização nacional e principalmente unificação de todo o movimento, a campanha dos 10% conecta-se com a luta das cotas e sua capacidade de criar a unidade na diversidade. Está sendo assim também na luta pelo passe livre dos estudantes nos transportes, na defesa da regulamentação da educação privada, nas batalhas diárias de cada CA, DA ou DCE desse país pela melhoria de sua realidade local.
 
Orgulhosa de fazer parte desse novo capítulo da historia brasileira, a União Nacional dos Estudantes reitera a sua total defesa das políticas de ações afirmativas e acredita em um processo de transformação nacional emanando de dentro das universidades, de norte a sul, valorizando o talento e a pluralidade da juventude e seu poder criativo, igualitário, comprometido com um país mais justo, solidário e positivo.
 
Há apenas 10 anos do bicentenário da independência oficial do Brasil, a UNE acredita firmemente na política de cotas como mais um instrumento para levar-nos à virada de nossa própria história. Como disse o ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto, em voto favorável às cotas “os erros de uma geração podem ser revistos pela geração seguinte”.
 
E é isto o que está sendo feito.
 
Vamos à luta.
 
União Nacional dos Estudantes
 
25 de outubro de 2012
A Associação de Brasileiros Estudantes de Pós-Graduação e Pesquisadores no Reino Unido (ABEP-UK) é uma sociedade de caráter civil, sem fins lucrativos, com sede em Londres, que congrega e representa o interesse da comunidade de estudantes e pesquisadores brasileiros no Reino Unido.
 
A ABEP foi fundada em fevereiro de 1980 como resultado do contato entre estudantes brasileiros em Londres, por ocasião de um abaixo-assinado reivindicando a redemocratização do Brasil. Desde então ela vem servindo como um importante elemento de integração entre estudantes e pesquisadores brasileiros residentes no Reino Unido.
 
Ao longo de seus 32 anos de história a ABEP tem atuado principalmente em 4 frentes:
 
• Representação de seus associados encaminhando suas reivindicações;
• Promoção e incentivo de debates sobre temas científicos, políticos, sociais e econômicos ligados ao Brasil, assim como ao trabalho intelectual e à condição social dos seus associados;
• Prestar auxílio e aconselhamento no processo de adaptação cultural e institucional;
• Outras atividades sociais e culturais do interesse dos associados.
 
 
Para mais informações, acesse o site: www.abep.org.uk