As inscrições são on line, pelo endereço: www.sbpcnet.org.br/riobranco
Estão abertas as inscrições para a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que será realizada no período de 22 a 27 de julho em Rio Branco, no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC).
As inscrições são on line, pelo endereço: www.sbpcnet.org.br/riobranco, com valores que variam entre 45 e 120 reais. Os inscritos terão direito ao certificado de participação geral, material do evento e matrícula em um minicurso (cujas vagas serão limitadas).
Conforme dados da SBPC, a programação científica é, geralmente, composta por conferências, simpósios, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres.
São realizadas também outras atividades, como a SBPC Jovem, uma programação voltada para estudantes do ensino básico; e a Expo T&C, uma mostra de ciência e tecnologia. Há, ainda, a SBPC Cultural – apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à cultura.
O acesso é livre e gratuito em todas as atividades (exceto minicursos, cujas vagas são limitadas e requer a inscrição). Mais informações no site: www.sbpcnet.org.br/riobranco Fonte: Jornal da Ciência Outras informações sobre a Reunião da SBPC no Acre: Reunião Anual da SBPC terá 48 minicursos como parte de sua programação científica Site da 66ª Reunião Anual da SBPC ganha versão em inglês e espanhol 66ª Edição da RA terá SBPC Extrativista Comissão apresenta atividades da SBPC para gestores do IFAC
Aluno do ensino médio em uma escola técnica de São Paulo, o estudante Felipe Massuia, de 16 anos, já iniciou seu contato com o ensino superior em grande estilo. Ele ocupa parte dos seus dias fazendo análises de dados enviados diretamente do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o gigantesco acelerador de partículas na fronteira da França com a Suíça que é o maior e mais caro experimento científico de todos os tempos.
Massuia ao lado dos computadores da Unesp. Foto: Nilton Fukuda
Mesmo estando na educação básica, ele faz iniciação científica na Universidade Estadual Paulista (Unesp), mais precisamente no Instituto de Física Teórica (IFT), na Barra Funda, zona oeste da capital. “Meu sonho é ser um cientista.”
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, mantém um programa de bolsas para isso. Ano passado, 17,7 mil alunos ganharam bolsas (de R$ 100) do programa chamado Iniciação Científica Júnior – ao qual Massuia é ligado. O número é mais do que o dobro do registrado em 2010.
O contato com a pesquisa e a universidade é o foco dessa modalidade. Os alunos mantêm seus estudos na escola normal e, no contraturno, realizam iniciação científica na universidade, com orientação de um professor. Fã da série de filmes Star Wars, Massuia sempre se interessou por ciência, Física e o espaço. Mandou mais de 20 mensagens para professores até que o pesquisador Sergio Novaes, do IFT, o aceitou. “Fiquei interessado ao saber que lá se desenvolvia Física contemporânea, que a ciência realmente estava sendo feita e eu podia ter acesso”, diz Massuia.
O IFT da Unesp é uma das instituições conveniadas para receber dados do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), que construiu e gerencia o LHC. Foi no LHC que se comprovou a existência do bóson de Higgs, a partícula que confere massa a todas as outras partículas (elétrons, prótons), considerada uma das maiores descobertas da ciência. Para a pesquisadora Sandra Padula, do IFT, o contato cedo com a ciência é muito importante. “A ciência ensinada nas escolas ainda é retrógrada e muito antiga”, diz.
Apesar de ter avançado nas últimas décadas no volume de produção científica, o Brasil ainda enfrenta dificuldades em conseguir relevância internacional dessas pesquisas. Há dificuldade em conseguir até professores nas áreas de Ciências e Matemática, por exemplo.
O educador Alexandre Le Voci Sayad diz que experiências internacionais mostram como o contato precoce com a ciência tem resultados. “Nas principais feiras internacionais de pesquisa, os trabalhos mais interessantes são de alunos que tiveram o contato cedo com a universidade”, diz. “Isso planta a curiosidade de cientista.”
A estudante Giovanna Santos, de 17 anos, já percebeu isso. Aluna de escola pública de Planaltina, cidade piloto de Brasília, ela participa desde o ano passado como bolsista do CNPq de um projeto na Universidade de Brasília (UnB). Chamado de Escola nas Estrelas, é focado em astronomia. “Na minha escola nem tem laboratório. Realmente é um privilégio ter acesso a esse conhecimento.”
Outros três estudantes do ensino médio participam desse projeto na UnB, que conta com a colaboração dos alunos da graduação. “Essas oportunidades têm um papel construtivo para eles incrível. A gente percebe que eles conseguem coisas que nem a gente ainda avançou”, diz a estudante do 3.º ano de Ciências Naturais Ágatha de Sousa, de 20 anos, que faz monitoria no projeto.
Está prevista a adoção de medidas de cunho mais imediato, com o lançamento, até maio, de três editais
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, disse nesta sexta-feira (11), em Belo Horizonte, que o governo federal trabalha na criação de amplo plano de ação para impulsionar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) a fim de contribuir para o aumento da competitividade da indústria brasileira em escala internacional.
Além disso, está prevista a adoção de medidas de cunho mais imediato, com o lançamento, até maio, de três editais: o universal, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI); o dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) e o do Proinfra – programa que apoia projetos de implantação, modernização e recuperação de infraestrutura.
Em visita às instalações da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), o ministro ressaltou a intenção de criar, por meio do plano de ação que está em formatação, condições promissoras que permitam a ampliação e o aprimoramento das atividades de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil.
“Nós estamos preparando um conjunto de plataformas científicas e tecnológicas que possibilitem ao Brasil dar um salto e elevar o seu patamar científico e tecnológico, de modo a melhorar seu posicionamento competitivo em âmbito mundial. Espero que até junho essa proposta esteja formulada”, comentou.
Essas plataformas abrangerão áreas e setores estratégicos para o desenvolvimento nacional, como o de biofármacos, que poderia vir a ser estimulado por conta de seu potencial inovativo e sua capacidade de gerar impactos positivos sobre as condições sociais e econômicas do país.
Para a formulação deste plano de ação, o MCTI tem buscado reunir e mobilizar instituições acadêmicas, científicas e empresariais para discutir as prioridades e os instrumentos necessários a serem adotados para impulsionar a CT&I no Brasil.
No Cetec, Clelio Campolina visitou a linha de produção de nanochips e microcomponentes com uso de cerâmica do Centro Suíço de Eletrônica e Microtécnica (CSEM), que funciona no local desde 2013.
Indústria
Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Júnior, os setores de mineração, metalurgia, energia e alimentos podem se beneficiar da proposta do MCTI.
O líder empresarial classificou como positivas as chamadas já abertas pelo MCTI e ressaltou que é preciso ter projetos adequados para receber recursos. Ele mostrou otimismo em aumentar o acesso ao apoio financeiro federal. “À medida que isso for ganhando corpo e a indústria aprender a importância de desenvolvimento tecnológico, e buscarmos os recursos, a tendência é aumentar e muito”, disse.
A previsão é que o colegiado volte a se reunir na terça-feira depois da Semana Santa para votar o texto final.
O relator do projeto do Plano Nacional da Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), acrescentou, nesta quarta-feira (9), novas mudanças ao texto que já havia sido apresentado à comissão especial que analisa a proposta.
Vanhoni decidiu que vai manter o texto aprovado inicialmente na Câmara, segundo o qual a superação das desigualdades educacionais deverá ocorrer “com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.
O relator também decidiu suprimir as estratégias 20.6, 20.7 e 20.8 do substitutivo que veio do Senado, restabelecendo as metas de mesmos números que haviam sido aprovadas anteriormente pela Câmara. “Essas estratégias vão viabilizar o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação pública pela União, estados e municípios”, explicou Angelo Vanhoni.
Votação
A votação do relatório final, que deveria ter ocorrido hoje, foi novamente adiada, porque os debates se estenderam e, com o início da Ordem do Dia no Plenário, a sessão de votação teve de ser encerrada na comissão. A previsão é que o colegiado volte a se reunir na terça-feira depois da Semana Santa.
Gênero e orientação sexual
Nesta quarta-feira, o plenário da comissão estava, mais uma vez, lotado de manifestantes, divididos, basicamente, entre os que queriam e os que não queriam a inclusão do tema gênero e orientação sexual entre as diretrizes do PNE.
Deputados e partidos apresentaram 26 destaques para votar separadamente trechos do projeto. O presidente da Comissão Especial do PNE, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), informou que dois já foram retirados pelos autores.
Com as modificações feitas nesta quarta-feira pelo relator, Lelo Coimbra espera que o número de destaques a serem votados na próxima reunião da comissão caia para 17.
O PNE
O PNE define metas para o ensino nos próximos dez anos. Um dos objetivos é aumentar a escolaridade dos brasileiros. O projeto, que já havia sido aprovado pelos deputados em 2012, voltou para exame na Câmara, porque foi modificado pelos senadores.
Cerca de 90% dos alunos da Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) que entraram no processo de transferência assistida do Ministério da Educação (MEC) conseguiram migrar para outras instituições de ensino. O índice foi considerado satisfatório pelo ministro José Henrique Paim Fernandes. Segundo ele, foi um procedimento complexo, construído não só pelo Executivo, mas pelos próprios estudantes.
Com ensino deficitário e em grave crise financeira, as duas escolas foram descredenciadas pelo MEC em janeiro passado e deixaram os universitários em situação difícil. Conforme o ministro, dos 10.915 alunos a serem transferidos, 9.795 conseguiram efetivar suas matrículas em outras instituições.
Henrique Paim informou que o Ministério vai acompanhar a situação dos matriculados, que têm direito, por exemplo, à manutenção dos valores da mensalidade e ao aproveitamento de bolsas de estudo, inclusive as do ProUni.
O ministro foi recebido na manhã desta terça-feira pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) numa reunião conduzida pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO). Também participaram o senador Paulo Paim (PT-RS) e a senadora Ana Amélia (PP-RS). Fonte: Agência Senado
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (26), o Projeto de Lei 4411/12, do deputado Romário (PSB-RJ), que libera automaticamente e sem tributação a importação de insumos e equipamentos necessários à pesquisa científica.
O projeto prevê que serão beneficiadas pesquisas realizadas por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ou por pesquisadores e entidades sem fins lucrativos, previamente cadastrados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O texto aprovado é um substitutivo da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que acrescentou que também poderão usar o mesmo mecanismos os pesquisadores cadastrados que estiverem ingressando no País e as empresas de transporte que prestem esse tipo de serviço.
A deputada explicou que seu texto alternativo nasceu de sugestões colhidas da própria comunidade científica. Ela afirmou que esses procedimentos mais rápidos podem fazer toda a diferença para colocar o Brasil na linha de frente da pesquisa e da descoberta de remédios e tratamentos para doenças graves.
Competitividade
Mara Gabrilli afirma que a defasagem é grande demais. Nos Estados Unidos ou Europa, a demora por um insumo é de um dia. No Brasil pode ser de meses. “O maior entrave que a gente tem no Brasil hoje não é o financiamento das pesquisas, mas a burocracia para importar esses insumos de laboratório. Isso é que atrasa a pesquisa e o desenvolvimento científico do Brasil.”
A geneticista Mayana Zatz, do Centro de Estudos do Genoma Humano e Instituto Nacional de Células-Tronco em Doenças Genéticas da Universidade de São Paulo, explica que a demora dificulta o cientista brasileiro na competição com seus colegas de outros países. “Enquanto isso não puder ser mudado a gente não vai ser competitivo em fazer pesquisa no mesmo nível que o primeiro mundo porque, uma vez que você tem uma ideia. Se a ideia for boa, você tem que testar imediatamente porque senão um outro cientista, do primeiro mundo vai poder testar antes. Se não for uma ideia boa, é bom testar no dia seguinte e já mudar de rumo para não perder tempo.”
Mayana Zatz assinala que a importação facilitada poderia, por exemplo, dispensar o pagamento dos despachantes hoje necessários para desembaraçar as importações. Ela acrescenta que a importação rápida também dispensaria a necessidade de grandes estoques. “Isso acarreta um custo adicional enorme. Às vezes você diz: tenho todos os ingredientes para o bolo, mas falta o fermento. Aí vou importar só o fermento. No momento em que o fermento chegou, os outros ingredientes já caducaram, não servem mais.”
Tramitação
A proposta também será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Finanças e Tributação; e de Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Se aprovada, segue para o Senado.
Mais presenças confirmadas na programação do XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos. O evento, que será realizado entre os dias 1 e 4 de maio, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem como tema central a “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores”.
Paineis Simultâneos :: Quinta-feira – 1º de maio :: 14h-16h
Tema “Integração científica e tecnologica na América Latina” Convidados: Álvaro Maglia, Secretário Executivo AUGM, e Jaime Benvenuto Lima Junior, Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UNILA Tema “Avaliação da Pós-Graduação: eficiência e limites do sistema” Convidado: Jailson Bitterncourt de Andrade, da ABC e SBQ
Paineis Simultâneos :: Sexta-feira – 2 de maio :: 14h-16h
Tema “Internacionalização e mobilidade: CsF, sanduíches e PEC-PG” Convidado: Targino de Araújo Filho, Reitor da UFSCar Tema “Assedio Moral e outros abusos na relação acadêmica” Convidado: Guilherme Sales Soares de Azevedo Melo, Presidente da Comissão de Integridade do CNPq
Além desses, estão previstos debates sobre ciência e tecnologia, pós-graduação, educação e grupos de discussão sobre pautas importantes para os pós-graduandos como a campanha pela valorização das bolsas de pesquisa. Atividades culturais também compõem a programação. Confira a programação na íntegra aqui!
Presidenta da ANPG, Luana Bonone, durante votação do PNE, nesta terça-feira (8)
Por meio de acordo entre os integrantes do colegiado, a comissão especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) adiou para amanhã (quarta-feira, 9), às 13 horas, a votação do parecer do relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR).
O relator informou que vai apresentar uma complementação de voto, que terá como base os destaques apresentados: são oito destaques para votação em separado, apresentado por bancadas partidárias, e 18 destaques simples, apresentados por deputados individualmente.
Durante a reunião no plenário, os deputados Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e Marcos Rogério (PDT-RO) apresentaram requerimentos pedindo o adiamento da votação do projeto do PNE.
O projeto do PNE foi enviado pelo Executivo em dezembro de 2010. Foi aprovado na Câmara em 2012, tramitou no ano seguinte no Senado, onde sofreu modificações, e agora retornou à Câmara, para análise final.
No Senado, o texto do projeto sofreu a alteração de “10% do PIB para educação pública” para “10% do investimento público pata educação”. Vanhoni já avisou que vai manter no seu parecer a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) exclusivamente para a educação pública.
A ANPG defende o texto original de Vanhoni: 10% do PIB para Educação Pública. A presidenta da entidade, Luana Bonone, está acompanhando tudo de Brasília, onde esteve e estará presente na votação do PNE nesta quarta-feira (9). Polêmica
A votação estava prevista para a semana passada, mas foi adiada após intenso debate sobre a questão de gênero e de orientação sexual prevista em um dos artigos do PNE.
O inciso do artigo 2º do projeto que inclui, entre as diretrizes da educação, a superação das desigualdades educacionais. O texto que havia sido aprovado na Câmara definia que a superação dessas disparidades ocorreria “com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.
Os senadores mudaram o dispositivo e definiram que, na superação das desigualdades educacionais, teriam ênfase a promoção da cidadania e a erradicação de todas as formas de discriminação.
Por sua vez, Angelo Vanhoni alterou os dois textos e criou uma nova redação, colocando como meta a erradicação de todas as formas de discriminação. Em razão das divergências, Vanhoni informou que vai retomar o texto originalmente aprovado pela Câmara.
Hoje, não há dados oficiais sobre quantidade, corpo docente e projeto pedagógico dos cursos disponíveis
O CNE (Conselho Nacional de Educação) prepara um marco regulatório para especializações e MBAs ofertados no país. O objetivo é aumentar o controle sobre a oferta e a qualidade da pós-graduação “lato sensu”. Hoje, não há uma estimativa oficial sobre a quantidade de cursos disponíveis, assim como informações consolidadas sobre corpo docente e projeto pedagógico.
Neste mês, o Ministério da Educação lança um cadastro nacional para reunir informações de especializações presenciais e a distância ofertadas por instituições federais e privadas. A iniciativa é decorrente de resolução do CNE publicada em fevereiro.
“Esse é um processo. É por reconhecermos a importância e o peso da oferta desses cursos que estamos aperfeiçoando [o monitoramento]”, disse Jorge Messias, secretário de Regulação e Supervisão da pasta. Ele diz que essa é uma primeira etapa da regulação das especializações.
O CNE elabora ainda um outro documento com regras específicas para esse tipo de pós-graduação. Para Erasto Mendonça, conselheiro responsável pelo tema, há certos “vazios que precisam ser preenchidos”.
“Regular essa modalidade de pós-graduação sempre foi uma bandeira da ANPG. Aprovamos isso em nosso último congresso e apresentamos ao governo essa preocupação em diversas ocasiões. Vemos com bons olhos essa proposta do Conselho Nacional de Educação. Vamos acompanhar e discutir com o CNE essas novas regras paras as especializações no intuito de garantir a qualidade dos cursos ofertados”, comenta Roberto Nunes, Diretor de Comunicação da ANPG.
“A pauta da regulamentação do lato sensu sempre foi levantada pela ANPG em cada oportunidade de debate sobre o conjunto do sistema de pós-graduação. Apresentamos essa pauta por diversas vezes no Conselho Superior da Capes, em reuniões com a direção da agência, nos debates de cada Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG), e também em reuniões com o MEC. Na última reunião que tivemos, em 10 de março deste ano, este era um dos pontos que constava na carta entregue ao Ministro Paim. Esta movimentação do CNE é, sem dúvida, resultado de muito debate e pressão, e é hora de aumentar o tom: além da regulamentação, a fiscalização sobre esses cursos de especialização também deve aumentar, pois uma premissa fundamental a qualquer nível de ensino deve ser a garantia de qualidade, e o Estado é responsável por isso”, completa Luana Bonone, presidenta da ANPG.
MUDANÇAS
Uma das mudanças previstas é no perfil dos ofertantes: a intenção é estender essa possibilidade a institutos de pesquisa de reconhecida excelência, escolas de governo e instituições que oferecem mestrado e doutorado.
Segundo as regras atuais, apenas instituições de ensino superior podem ter especializações. Esse grupo, no entanto, também pode ser afetado: o conselho estuda exigir um desempenho mínimo da graduação ligada à área de especialização.
Para oferecer a pós, o curso correlato precisaria de nota 4 no CPC (Conceito Preliminar de Curso), indicador de qualidade que varia de 1 a 5. A previsão é que o novo modelo esteja em prática a partir do próximo ano -as regras não valem para instituições estaduais de ensino.
“As exigências do MEC são muito poucas e não dão garantia para o aluno da qualidade [do curso]”, avalia Armando Dal Colletto, diretor-executivo da Anamba (Associação Nacional de MBA). A entidade possui dois selos próprios para indicar o bom desempenho de MBAs.
Para ele, diante da ausência de um cadastro nacional ou de notas concedidas pelo MEC, questões como prestígio da instituição e indicação de colegas são considerados na análise da especialização.
Esses, de fato, foram fatores que pesaram na escolha de Rosana Hanada, 47, pelo MBA em Gestão Estratégica de Tecnologia da Informação.
“O conteúdo do curso é muito aderente ao meu trabalho e o corpo de professores tem boa qualificação e experiência de mercado”, diz.
Ela afirma que deu preferência à pós “lato sensu” pelo viés prático das aulas.
“Cursos muito acadêmicos são interessantes, mas é importante utilizar o conteúdo [aprendido] no dia a dia”, afirma ela, que concluiu o MBA este ano na FGV (Fundação Getúlio Vargas).
ERRATA DO EDITAL DA MOSTRA CIENTÍFICA DO XXIV CONGRESSO NACIONAL DE PÓS GRADUANDOS (publicado em 08/04/14)
‘VALORIZAÇÃO DA CIÊNCIA E DOS PESQUISADORES”
É com satisfação que a comissão organizadora da Mostra Científica do XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos da ANPG prorroga o prazo para envio de trabalhos científicos até 19.04.14, sendo uma oportunidade para aumentar a divulgação da ciência que vem sendo desenvolvida no país. Com uma proposta mais ousada reiteramos que, ainda, poderá ser feito o envio de artigos completos para a mostra. O Edital da mostra científica foi publicado no dia 10 de Março de 2014, convocando estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores de todos os estados e instituições de ensino e pesquisa do país a partilhar seus estudos, reflexões e relatos de experiência em formato de resumo simplificado nos dias 01 e 02 de maio de 2014. Contudo, a comissão avaliadora da mostra no ensejo da ‘VALORIZAÇÃO DA CIÊNCIA E DOS PESQUISADORES’ resolveu premiar 16 (dezesseis) resumos simplificados submetidos até o dia 19 de Abril, com o intuito de convidar autores participantes à publicação de artigo completo. Após a apreciação dos avaliadores da mostra, os autores receberão no endereço eletrônico o convite para deter seu trabalho completo em publicação eletrônica, com identificação do International Standard Bokk Number (ISBN). Serão premiados dois resumos de cada área situada no Edital (Biociências; Ciências exatas e da terra; Ciências humanas, letras e artes; Ciências da saúde; Ciências sociais aplicadas; Educação; Ciências tecnológicas; Valorização da Ciência e dos Pesquisadores), a fim de garantir a diversificação das áreas do saber e a amplitude dos debates. A publicação eletrônica dos trabalhos completos será um produto da ANPG, sem prejuízo de certificado de premiação e veiculação após o CNPG. A publicação e certificação dos resumos simplificados aprovados para a apresentação no CNPG serão entregues durante o evento. Sem mais para o momento,
Lenilton Silveira
Diretor Acadêmico-Científico da ANPG