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Terminada a Avaliação Trienal 2010 dos cursos de pós-graduação, referente ao período de 2007 a 2009, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) deu início ao processo de renovação dos mandatos de seus 46 Coordenadores de Área.

Indicações de nome serão recebidas até 26 de novembro e currículos serão analisados ao longo de dezembro. Calendário anexo à Portaria 207, que disciplina os procedimentos de escolha e foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 25, prevê a divulgação dos resultados do processo até 10 de março de 2011.

O mandato dos coordenadores de área é de três anos, sendo possível uma recondução. A escolha dos nomes cabe ao presidente da Capes, que recebe listas tríplices elaboradas pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES) para cada uma das 46 áreas. Também serão escolhidos os coordenadores-adjuntos, cujos nomes são indicados pelos coordenadores titulares, com a escolha final cabendo ao presidente da Capes.

O CTC-ES forma as listas tríplices a partir de indicações da comunidade acadêmica (programas de pós-graduação, associações e sociedades científicas). As indicações deverão ser feitas pelo site da Capes: www.capes.gov.br

Os cursos e programas de pós deverão indicar de três a cinco nomes que cumpram os pré-requisitos estabelecidos. Apenas um dos indicados poderá pertencer a seus quadros. Estão vedadas as indicações de profissionais cargos na administração central ou diretorias das respectivas instituições, "salvo casos excepcionais devidamente justificados".

Já as associações de programas pós-graduação e sociedades científicas poderão indicar somente até três nomes. Estão vedadas as indicações de pesquisadores que estejam exercendo cargos na diretoria ou de representação da própria associação ou sociedade científica.

Terminado o período de consulta, a Diretoria de Avaliação da Capes preparará uma lista com todos os indicados que atendem os pré-requisitos e seus respectivos números de indicações. A partir daí, o o CTC-ES trabalhará em dezembro e em janeiro de 2011 para analisar currículos e formar as listas tríplices.

Nessa fase, o CTC-ES poderá constituir Comitês Assessores "ad-hoc" para auxiliar na elaboração das listas. Esses comitês, formados preferencialmente por antigos Coordenadores de Área, poderão convidar os indicados para entrevistas.

Segundo a Portaria 207, o CTC-ES, na elaboração das listas tríplices, deverá levar em conta "a distribuição da representação entre instituições e regiões do país e a necessária renovação da participação da comunidade acadêmica junto à Capes".

Leia a íntegra a Portaria 207 em:
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=26&data=25/10/2010

 

Fonte: Jornal da Ciência, 25/10/10
 

Anísio Brasileiro é pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Artigo publicado no "Jornal do Commercio":

Na história das sociedades o conhecimento se constitui em um capital crucial para a integração das populações às riquezas geradas pelo trabalho. O combate à desigualdade social e à exclusão passa por investimentos públicos e privados no fortalecimento da pesquisa.

Uma vez que o capital humano e a inovação, aqui entendida enquanto desenvolvimento tecnológico, são fontes de crescimento econômico, é essencial fortalecer os Sistemas Nacionais de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação.

O Brasil conta com um consistente Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, elaborado em 2005, pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e com instituições nacionais (CNPq, Finep, Capes) que, com as fundações de apoio à pesquisa, a exemplo da Facepe, de órgãos como a Fundação Oswaldo Cruz e a Embrapa – o colocam entre os treze países que mais publicam no mundo.

Apesar desses avanços, um grande desafio se põe ao país: a apropriação dos benefícios sociais do conhecimento. E isso só é possível se o Brasil colocar como prioridade a inovação, em particular na sua dimensão tecnológica, que permite a criação de um novo produto ou processo oferecido à população com menor custo e maior qualidade. Daí a importância de estimular a parceria Universidade-Empresa e a proteção intelectual das invenções.

O Brasil tem feito esforços: são exemplos, a criação dos Fundos Setoriais (1990), a elaboração da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (1993), a criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (1994), a reestruturação do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (2004), as Leis de Inovação (2004), do Bem (2005) e das Micro e Pequenas Empresas (2006).

Nas universidades públicas temos feito grandes esforços para enfrentar esse desafio. Cite-se a criação da Agência de Inovação na Unicamp, da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico na UFRGS, da Inova na UFMG, da Agência de Inovação da UFSCar e da Agência USP de Inovação.

Na UFPE, data do ano 2000 a instalação e promoção do primeiro Núcleo de Inovação, para fomentar a proteção legal das criações na instituição. Posteriormente, na gestão do reitor Amaro Lins, foi reestruturado o núcleo de inovação e criada a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), para proteger e gerir a Propriedade Intelectual da UFPE, fortalecer as interações com empresas e órgãos públicos.

Esses esforços institucionais vêm sendo recompensados, pois a pesquisa na instituição vem tendo aplicações concretas, criando um ambiente favorável ao aparecimento de criações para a solução de problemas demandados pela sociedade. São exemplos as cooperações com a Petrobras, a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul, que resultaram na criação de um dos mais avançados laboratórios da América Latina, para testes de equipamentos usados em poços de petróleo: o Centro de Estudos e Ensaios em Risco e Modelagem Ambiental (Ceerma).

Estão ainda em elaboração os projetos dos Laboratórios de Geociências e Engenharia de Petróleo (Litpeg) e do Centro Nacional de Tecnologia de União de Materiais e Revestimentos (CNTM).

Na área da Saúde, destaca-se no Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) o desenvolvimento de vacinas terapêuticas para doenças infecciosas. Tendo sido realizada, a partir dessa pesquisa, a primeira fase de testes clínicos em 18 pacientes, demonstrando excelentes resultados em oito pacientes acometidos por infecção pelo vírus HIV – aids e, mais recentemente, o estudo de outras vacinas terapêuticas e métodos de diagnóstico para doenças virais, como dengue e HPV, metabólicas e câncer.

Temos também o Centro de Ensino e Pesquisa de Laser em Odontologia e projetos nas áreas de informática e medicina, estando hoje 100 cidades de Pernambuco ligadas por uma rede de telemedicina, para aumentar a cobertura do SUS.

No Hospital das Clínicas, destaca-se o fortalecimento do ambulatório de Oftalmologia que, através da aquisição de novos equipamentos, possibilita a realização de exames e cirurgias. Incentivos também são dados às pesquisas no setor de insumos prioritários para a saúde através do Núcleo de Inovação Terapêutica, com ênfase em fármacos e medicamentos, associando pesquisa básica e aplicada em Biologia, Farmácia, Química e Medicina. Destaca-se também a Informática, que constitui referência internacional na formação de recursos humanos e em aplicações inovadoras em hardware e software.

Sabemos que enfrentar o desafio de transformar a pesquisa em inovação como prática transformadora das realidades locais só é possível pela superação de barreiras culturais, do trabalho interdisciplinar através de redes de pesquisa e da formação de recursos humanos de qualidade. Essa é a missão que vem sendo cumprida pela UFPE no seu papel de contribuir para a justiça social.

(Jornal do Commercio, 24/10)
 

Paulino Franco de Carvalho Neto, chefe da Divisão de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e negociador do Brasil na COP-10 da Convenção sobre Diversidade Biológica, afirma que a principal reivindicação do país na reunião não é dinheiro. Para ele, o "crucial" é a transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento.

Leia a entrevista:

– Quais são os temas cruciais para o Brasil na COP-10?

Para o Brasil, os temas cruciais para esta COP são a adoção do Protocolo de Acesso e Repartição de Benefícios (Protocolo ABS), do novo Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica e de uma estratégia de mobilização de recursos que garanta recursos suficientes aos países para cumprir com as metas acordadas. Este último ponto é importante não apenas para o Brasil, mas para os países em desenvolvimento em geral. Isso nos auxiliará na valoração dos recursos genéticos e conhecimento tradicional associado, ou seja, aquele ligado a medidas, práticas e inovações de comunidades indígenas e locais, além de permitir que sejam colocadas em prática medidas contra a biopirataria. Por último, existe a questão dos recursos financeiros necessários aos países para que coloquem em práticas medidas eficazes de conservação e uso da biodiversidade.

– E quais são as posições defendidas pelo Brasil?

O Brasil defende a adoção de um documento eficaz e efetivo, que ajude os países no combate à biopirataria, valorizando seus recursos genéticos e conhecimento tradicional associado. O governo entende que a pesquisa e a agricultura, setores que utilizam intensamente recursos genéticos, deverão ser levados em consideração, contando com provisões especiais.

– Quais são as decisões que precisam ser tomadas para que a conferência não seja considerada um fracasso?

É preciso notar que a Conferência das Partes é feita pelos Estados, e as decisões são tomadas por consenso. A adoção de um tratado internacional é sempre um evento de grande importância. Mas, se ele não for de fato efetivo, o melhor é não termos instrumento. Além disso, a adoção de um Plano Estratégico com metas adequadas, acompanhada por uma estratégia de mobilização de recursos que garanta fluxos financeiros aos países em desenvolvimento, servirá para dar impulso à Convenção sobre Diversidade Biológica. Mesmo no Brasil, a biodiversidade ainda não está na agenda nacional como poderia.

– Quais são os principais entraves nas discussões?

Uma das principais preocupações do Brasil é garantir que haja repartição dos benefícios advindos da utilização dos recursos genéticos contidos em nossa biodiversidade e esses recursos sejam utilizados em cumprimento com nossa legislação nacional – e não inadequadamente apropriado ou patenteado, por exemplo. Ocorre que existe forte oposição de alguns países desenvolvidos, que se opõem à implementação de regime mais efetivo. Nesse caso, o Brasil poderia considerar uma alternativa regional, o que ainda precisa ser discutido.

– As negociações são polarizadas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, a exemplo do que ocorre nas negociações climáticas?

Existe polarização na medida em que os maiores detentores de biodiversidade são países em desenvolvimento, que, por sua vez, não contam com recursos suficientes para implementar programas de preservação e uso sustentável do meio ambiente. Isso se reflete nas discussões políticas. Não obstante, há outros componentes a serem levados em consideração, então não é apenas uma questão de aderir a uma discussão polarizada entre desenvolvidos versus em desenvolvimento. O Brasil tem sido cada vez mais singularizado, por ser um país de vasta biodiversidade, mas também um forte exportador agrícola e com pesquisa crescente em biotecnologia. Passa a assumir o papel não apenas de receptor, mas de promotor de cooperação.

– As ações do Brasil com relação à convenção estão condicionadas a apoio financeiro e tecnológico dos países ricos?

O Brasil sempre defendeu recursos adicionais aos países em desenvolvimento, mas a questão crucial que se coloca para o país não recai somente sobre fluxo financeiro, recai sobre a transferência de tecnologia.

– Qual o incentivo para que países cumpram as determinações?

A Convenção sobre Diversidade Biológica é um tratado internacional, de caráter obrigatório. As decisões da Conferência das Partes, de caráter político, são tomadas por consenso, mas não existem sanções para nações que não as cumprirem. Negligenciar o meio ambiente e negar o momento para a ação, para que se reverta a perda da biodiversidade, não parece ser uma saída razoável.

(Herton Escobar)

(O Estado de SP, 23/10)

Cerca de 2 mil pessoas participaram da Reunião Regional da SBPC em Boa Vista, na semana passada, de 19 a 22 de outubro, no campus da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Do total de participantes, 947 eram estudantes de graduação, 101 de pós-graduação, 162 professores do ensino superior e 68 eram professores da educação básica ou técnica.

 O evento teve o objetivo de discutir políticas públicas de ciência e tecnologia para disponibilizar conhecimentos que possam ajudar a promover o desenvolvimento sustentável da região. Entre o número de participantes por estado, a maior parte era de Roraima (1.330 inscritos).

No que diz respeito ao número de inscritos por cidade, participaram da reunião pessoas de 31 municípios de 17 estados da federação. Das 15 cidades de Roraima, 14 foram representadas. Apenas de Boa Vista, cidade que abrigou o encontro, foram 1.276 participantes.

A Reunião Regional da SBPC em Boa Vista foi realizada em parceria com a Fundação Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Femact), Universidade Estadual de Roraima (UERR), Embrapa-RR, Instituto Federal de Roraima (IFRR), Universidade Federal de Roraima (UFRR) e Faculdade Cathedral.

 O evento reuniu ainda 128 palestrantes em 12 mesas-redondas e 12 conferências. Entre os assuntos em discussão estavam políticas públicas nacionais e processos decisórios regionais, cooperação científica, doenças recorrentes, biocombustíveis, mudanças climáticas, conflitos étnicos e serviços ambientais.

Foram realizados ainda 31 minicursos para a formação complementar de estudantes de graduação, professores do ensino básico e pesquisadores.

(Assessoria de Imprensa da SBPC)
 

Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Ronaldo Mota, as empresas que atuam no país ainda são acanhadas no que diz respeito à inovação. Mas tem havido avanços.

 – Quais são os maiores desafios para fazer inovação no país?

 A ciência avançou muito no Brasil. No entanto, a inovação tecnológica em nossas empresas ainda é tímida. Essa situação decorre da carência de cultura de inovação no ambiente empresarial e da insuficiente articulação entre as políticas industrial e de ciência e tecnologia. O maior desafio é estabelecer pontes conectando nossa qualificada academia com o setor produtivo. Até recentemente, o principal instrumento para apoiar inovação era o crédito da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O quadro tem mudado rapidamente nos últimos anos.

 – O que mudou?

 A Lei do Bem, de 2005, concedeu incentivos fiscais para empresas que realizem atividades de pesquisa tecnológica. Em 2006, 130 empresas declararam investimentos de R$ 2,2 bilhões. Em 2008, o número de empresas saltou para 460 e os investimentos atingiram R$ 8,8 bilhões. Em apenas três anos, o incremento do número de empresas é da ordem de mais de 250% e o aumento dos valores, de 300%. No ano passado, 635 empresas se apresentaram.

– Em que áreas temos inovação relacionada à biodiversidade?

 Temos investido em áreas como fármacos, medicamentos e nanocosméticos dentro da rede Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). E há estudos sobre plásticos de cana-de-açúcar com promissor futuro.

(O Estado de SP, 24/10)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje, em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o Brasil ainda tem "várias batalhas à frente" para melhorar a competitividade do setor produtivo industrial. "Precisamos ainda fazer muito para melhorar a qualidade da infraestrutura do País, para reduzir a taxa de juros, para evitar a apreciação cambial lesiva aos interesses de criação de empregos e da capacidade exportadora brasileira", afirmou.

De acordo com Coutinho, o Brasil ainda tem muitas "frentes de avanços a conquistar", embora não seja possível esquecer que, sem a competitividade do setor empresarial, as companhias nacionais não poderão ampliar a presença nos mercados internacionais e resistir ao ingresso agressivo de produtos importados. "É preciso um grande esforço de inovação", disse.

O presidente do BNDES deu as declarações antes do lançamento do Núcleo de Inovação Paulista, em parceria com Sesi, Senai-SP, Sebrae-SP e Secretaria de Desenvolvimento do Estado. O objetivo do núcleo é "aumentar a competitividade dos produtos brasileiros e conscientizar 30 mil empresas a investirem em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação".

Fonte: IstoÉ Online

PROJETO DE LEI Nº 2315 DE 2003
Do Sr. JORGE BITTAR
 
 
Dispõe sobre os critérios para definição dos valores das bolsas de fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural e dá outras providências.
 
Art.1º – As bolsas de fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural, implementadas por agências do Poder Executivo, atendem dois objetivos principais:
 
I – apoiar a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, mediante bolsas de formação;
 
II – apoiar pesquisadores no desenvolvimento de suas atividades, mediante bolsas de pesquisa.
 
Art.2º – Os valores das bolsas de formação e de pesquisa terão como referência a remuneração dos docentes do sistema federal de ensino superior.
 
Art.3º – As bolsas de formação, no País, em nível de pós-graduação ou de graduação, obedecerão aos seguintes parâmetros:
 
I – A mensalidade das bolsas de pós-doutorado será equivalente a, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da remuneração total do Professor Titular, com titulação de doutorado, em nível I da carreira e em regime de dedicação exclusiva, incluídas as gratificações a que faz jus pelo exercício de suas atividades;
 
II – A mensalidade das bolsas de doutorado será equivalente a, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da remuneração total do Professor Assistente, com titulação de mestrado, em nível I da carreira e em regime de dedicação exclusiva, incluídas as gratificações a que faz jus pelo exercício de suas atividades;
 
III – A mensalidade das bolsas de mestrado será equivalente a, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da remuneração total do Professor Auxiliar, com titulação de especialização, em nível I da carreira e em regime de dedicação exclusiva, incluídas as gratificações a que faz jus pelo exercício de suas atividades;
 
IV – A mensalidade das bolsas de aperfeiçoamento da formação em pesquisa, destinada à recém graduados, será equivalente a 2/3 (dois terços) do valor da bolsa de mestrado.
 
V – A mensalidade das bolsas de iniciação à formação em pesquisa e de programas especiais de formação, destinadas a estudantes de graduação, será equivalente a 1/3 (um terço) do valor da bolsa de mestrado.
 
VI – A mensalidade das bolsas de iniciação à formação em pesquisa júnior, destinadas a estudantes de ensino médio, será equivalente a 1/3 (um terço) do valor da bolsa de iniciação à formação em pesquisa, destinadas a estudantes de graduação.
 
§ 1º – As gratificações a que os professores fazem jus e que dependam de pontuação para sua atribuição, deverão ser consideradas em seu percentual máximo para fins de cálculo do valor das bolsas.
 
§ 2º – O beneficiário da bolsa de formação fará jus a um auxílio adicional de no mínimo 30% (trinta por cento) do valor total de doze mensalidades da respectiva bolsa, pago mensalmente, e gerido sob seu controle e de seu orientador, com prestação anual de contas, destinado à aquisição de material eou atividades desenvolvidas pelo bolsista, estritamente relacionadas com o projeto de estudos.
 
Art.4º – As mensalidades das bolsas voltadas para o desenvolvimento da pesquisa obedecerão aos seguintes parâmetros:
 
I – as mensalidades das distintas bolsas de pesquisa, considerando a titulação de doutor e a experiência, serão equivalentes a percentuais da remuneração total das categorias de Professor Adjunto ou Titular, em nível I de carreira e em regime de dedicação exclusiva, incluídas as gratificações a que fazem jus pelo exercício de suas atividades.
 
II – as mensalidades das bolsas de apoio técnico à pesquisa, iniciação tecnológica e industrial e treinamento serão equivalentes a parcelas das bolsas de mestrado ou doutorado, considerando a titulação e experiência do beneficiário.
Parágrafo Único – As gratificações a que os professores fazem jus e que dependam de pontuação para sua atribuição, deverão ser consideradas em seu percentual máximo para fins de cálculo do valor das bolsas.
 
Art.5º – Em caráter de licença maternidade, será assegurada a prorrogação de prazos por um período de, no máximo, 120 dias, sem interrupção no pagamento da bolsa e com igual prorrogação de seu tempo de vigência.
 
Art.6º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
 
JUSTIFICAÇÃO
 
Os investimentos do Brasil em Pesquisa e Desenvolvimento equivalem a apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a média mundial alcança a 2,2% do PIB.
 
Para o Brasil buscar acesso à chamada sociedade do conhecimento e assim encontrar alternativas criativas e inovadoras para seus graves problemas estruturais, deverá investir adequadamente no desenvolvimento de Ciência, Tecnologia, Cultura e Arte, produzindo conhecimento e recursos humanos qualificados para que possamos, em futuro próximo, contar com cidadãos e cidadãs capazes de construir e conviver em uma sociedade cada vez mais dinâmica e sequiosa de inovações.
 
Nos últimos anos, no entanto, temos observado significativo retrocesso na política de formação de recursos humanos e de fomento ao desenvolvimento de pesquisa. Além de redução no número de bolsas e no apoio ao desenvolvimento de projetos, o congelamento dos benefícios, desde 1995, tem dificultado sobremaneira a retenção de estudantes e de pesquisadores.
 
Neste sentido, este projeto de lei tem o objetivo de contribuir para o estabelecimento de uma política para a área, definindo critérios estáveis e permanentes para a definição do valor da mensalidade de cada um dos diversos tipos de benefício oferecidos como estímulo à formação de ampla massa crítica, indispensável ao desenvolvimento de um País soberano e justo.
 
Nossa proposta adota as diretrizes que eram seguidas até 1995, que tomavam os salários dos professores das universidades federais como critério para estabelecimento dos valores das distintas modalidades de bolsas e de apoios à atividade de pesquisa.
 
Lamentavelmente, nos últimos anos, estes valores permaneceram congelados, desconsiderando aumentos de rendimentos, inclusive os decorrentes de gratificações introduzidas na carreira docente.
Nosso projeto de lei visa evitar tais injustiças, garantindo que os reajustes salariais e/ou gratificações dos docentes possam ter reflexo, automaticamente, no valor das bolsas. Propomos, também, que as bolsas de mestrado e doutorado passem a ser de 80 por cento dos salários docentes, representando um pequeno acréscimo em relação aos atuais 70 por cento.
 
Por outro lado, as diretrizes deste projeto de lei são bastante flexíveis. Estipulam um parâmetro basilador mínimo e, ao mesmo tempo possibilitam às agências de fomento a autonomia necessária para ampliar, dinamizar e diversificar as modalidades e os valores dos distintos tipos de apoios à formação de recursos humanos e à pesquisa.
 
A nosso ver, esta proposta contribui significativamente para o desenvolvimento científico, tecnológico, artístico, cultural do País mediante uma simples ação de garantir mínimas condições de trabalho para aqueles que se dedicam à árdua tarefa de ampliar as fronteiras do conhecimento e do desenvolvimento da tecnologia, da arte e da cultura.
 
É fundamental destacar, ainda, a necessidade de garantir, na legislação orçamentária, os recursos necessários para a efetiva implementação de uma consistente política de desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural para nosso País.
 
Pela relevância da matéria e pela viabilidade de sua implementação, espero contar com o inestimável apoio das senhoras e senhores parlamentares desta Casa.
 
Sala das Sessões, em de 2003.
Deputado JORGE BITTAR

O prazo para contribuição com o Blog do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 (PNPG) foi adiado para 6 de novembro. Até lá, podem ser enviados artigos, propostas, relatos de debates, adendos ou sugestões de alterações do documento disponibilizado ou qualquer outra forma de contribuição com o debate.

A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul já contribuiu com o PNPG. Faça como eles: envie também sua contribuição até o dia 6 de novembro para [email protected], com a linha de assunto “PNPG”, e ajude também na divulgação, para que mais pessoas possam colaborar.

Sobre o PNPG 2011-2020

Está em fase de elaboração o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020. O Plano é a referência em termos de diretrizes e metas para a implementação das políticas públicas relacionadas à pós-graduação brasileira e, por isso, não poderia ser elaborado sem a contribuição do segmento discente, representado na Comissão de Elaboração do PNPG pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), na figura do seu ex-presidente Hugo Valadares.

No próximo dia 6 (de novembro), haverá reunião da Comissão do PNPG para fechar o documento que irá a debate público. No intuito de agregar contribuições de estudantes, parceiros e sobretudos APGs de todo o país, a ANPG lança este Blog do PNPG, cujo documento de abertura do debate é um relatório produzido pelo Hugo, já com algumas propostas sobre em que pontos a ANPG deveria intervir neste debate.

Todos(as) que desejarem contribuir com o debate devem escrever comentários no blog e/ou enviar suas contribuições para o e-mail comunicaçã[email protected], com a linha de assunto PNPG. A proposta é que sejam enviados artigos, relatos de debates, propostas e outras contribuições a serem publicados e debatidos por meio de comentários neste blog.
 

Participe e ajude a apontar os rumos da pós-graduação brasileira!

Pós-graduandos visitam o estande da ANPG na SNCT, em Brasília

Sob a coordenação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), compõe o tema central da 7ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia  a valorização da biodiversidade e da relação entre o homem, a tecnologia e o meio.

Durante a solenidade de abertura da SNCT de Brasília, os componentes da mesa enfatizaram a preocupação crescente no mundo inteiro em associar crescimento econômico à proteção do meio ambiente e à qualidade de vidas das pessoas. Outros pontos ressaltados pelos presentes foram as ações que promovem a popularização da ciência e a importância dos projetos de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias no país.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2010 está sendo realizada de 18 a 24 de outubro em todo país. Uma das atividades teve início nesta terça-feira (19) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, DF.

Tamara Naiz recebe estudantes: ANPG em defesa da popularização da ciência

O uso da ciência para o desenvolvimento sustentável foi o ponto de partida para a participação. São 67 expositores além da ANPG, que contou com a participação da Associação de Pós-Graduandos da UNB em seu estande. Estão presentes na Feira de Ciência e Tecnologia várias entidades e órgãos da comunidade científica, entre eles, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a FIOCRUZ. Também há estandes sobre o programa espacial brasileiro, SESC, fundação zoológico de Brasília, universidades, escolas, etc. A feira abriga uma grande diversidade de atores e está tendo uma visitação diária de milhares de pessoas.

A Feira de Ciência e Tecnologia funciona até domingo, dia 24 de outubro, das 8h30 às 19h.

De Brasilia,

Tamara Naiz

Vice-Presidente Centro-Oeste da ANPG