Fora Weintraub! Não aos cortes de bolsas!

 

É com indignação que a Associação Nacional de Pós-Graduandos recebe a notícia de novo corte nas bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (CAPES), extinguido mais 2.724 bolsas de estudos. Dessa vez, serão atingidos “os cursos com duas avaliações nota 3 consecutivas (Avaliação Trienal 2013 e Avaliação Quadrienal 2017) e cursos avaliados com nota 4 na Avaliação Trienal 2013 e que caíram para nota 3 na Avaliação Quadrienal de 2017”.

Esse cenário é consequência direta da orientação ultraliberal da política econômica do governo Bolsonaro e implementado, em concordância, pelo ministro da Educação Abraham Weintraub, que anuncia ter virado ministro “para realizar os cortes na educação”. Em menos de um mês já se somam cortes de 6.198 bolsas de estudos de pós-graduação, 300 milhões do orçamento da CAPES, 30% do orçamento das universidades e institutos federais, além da perseguição política a professores, estudantes e trabalhadores que lutam pelo futuro do país. Esse fato evidencia que o projeto do governo Bolsonaro e de seu ministro é o desmonte da Educação, do Sistema Nacional de Pós-Graduação, assim como o de Ciência e Tecnologia.

A escassez e defasagem das bolsas de estudos, com seis anos sem reajuste, impacta a formação de mestres e doutores. Sem bolsa de estudos, não há pesquisa científica e, portanto, não há retomada de crescimento econômico. O número de mestres e doutores no país contribui para alavancar o desenvolvimento nacional. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), enquanto o Reino Unido possui um índice de 41 doutores para cada 100.000 habitantes, o Brasil possuía, em 2015, uma média de apenas 7,6 para mesma proporção populacional. Nos EUA formam-se 8,4 para cada mil habitantes!

Os cortes nas bolsas de estudos em programas com conceito 3 e 4 atingirão principalmente a pós-graduação nas regiões Nordeste e Norte do país. Essa lógica aprofunda ainda mais as assimetrias regionais na produção científica brasileira, além de tirar os instrumentos necessários para que esses programas possam progredir.

Diante do exposto, podemos perceber que o governo Bolsonaro e o ministro Weintraub destroem o patrimônio educacional e científico brasileiro, construído há mais de 50 anos, e condenam o povo brasileiro a um ciclo de desigualdades e subdesenvolvimento. Não nos resta outra opção a não ser continuarmos nas ruas em defesa da educação e da ciência no país. Dia 14 de Junho, voltaremos às ruas contra os cortes na educação e na ciência, pelo restabelecimento das bolsas da CAPES e pela demissão imediata de Abraham Weintraub, além de nos somarmos à grande Greve Geral dos trabalhadores brasileiros contra a reforma da previdência.

 

Associação Nacional de Pós-Graduandos.

 

 

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