por Joelson Souza*

Na última quarta-feira, sete de julho, estudantes pesquisadores estrangeiros, se manifestaram em Lisboa com o lema “Eu produzo ciência em Portugal”, durante o Encontro com a Ciência e Tecnologia ocorrido na capital portuguesa. As manifestações são contra medidas votadas no dia 24 de junho na Assembléia da Republica. As alterações da Fundação Ciência e Tecnologia (FCT – ligada ao ministério da Ciência e Tecnologia português) impedem que estudantes estrangeiros que vivem há menos de cinco anos em Portugal e não estão contemplados pelos programas de doutorado que envolvam parcerias com instituições não-portuguesas ou pertençam aos PALOPS (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesas), se candidatem às bolas individuais de doutorado da FCT.

Para Lidiane Carvalho, estudante brasileira que trabalha no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e é integrante do movimento “Mobilização Contra a Discriminação de Estudantes Estrangeiros” em Portugal, as manifestações são lúdicas e silenciosas sem interferir nas atividades do Encontro.

Um dado interessante ressaltado por ela é que boa parte dos estudos apresentados durante o evento, que pretende mostrar a ciência nacional nas diversas áreas,é produzida por estrangeiros.

Organizadores da manifestação explicam que o movimento defende que não exista descriminação entre os estudantes que são estrangeiros, e que as medidas aprovadas sejam revogadas.

A ANPG se solidariza com os estudantes cientistas brasileiros e estrangeiros, na luta pela defesa do seu reconhecimento e não discriminação pelo governo português.

 

Joelson Souza é Diretor de Relações Internacionais da ANPG.

 

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