Nesta quinta-feira, 14 de maio, será realizado o Dia de Mobilização Nacional em Defesa das Residências em Saúde, como forma de pressionar o poder público a regularizar o pagamento das bolsas dos estudantes, atrasadas há quase dois meses. Outras pautas do movimento são por condições adequadas de trabalho e direitos trabalhistas, a valorização do Sistema Único de Saúde e a revogação do teto de gastos.

A ANPG, que assina nota conjunta com o Fórum Nacional dos Residentes em Saúde (FNRS), denuncia o atraso no pagamento dos residentes desde o início de abril, além das jornadas extenuantes de 60 horas semanais e a falta de condições de trabalho e equipamentos de proteção individual, o que torna vulneráveis esses pós-graduandos que estão na linha de frente do enfrentamento à pandemia de COVID-19.

Os estudantes responsabilizam a negligência do Ministério da Saúde quanto à regularização dos pagamentos das bolsas-salários, o que afeta drasticamente esses profissionais de quem se cobra dedicação exclusiva. “Durante esse tempo, o Ministério da Saúde já colocou seis prazos, os quais não foram cumpridos desde então para resolução dessa questão”, afirmam.

O ministério, por sua vez, aponta para problemas cadastrais, versão que é considerada inconsistente pela FNRS. “O atual ministro da Saúde, Nelson Teich, justificou que o não pagamento era devido a “inconsistências de informações nos cadastros”, causadas pelo envio de dados errados ou fora do prazo. Consideramos que essa é uma razão não justificável à persistência do problema, pois neste período muitas instituições de ensino reenviaram os dados para cadastramento afim de corrigir qualquer informação equivocada”, denuncia a nota pública.

Paralisação Nacional e Tuitaço #PagueOsResidentes #EmDefesaDasResidências

Para dar visibilidade à situação vivida pelos residentes e pressionar o governo federal, a ANPG e o FNRS programam intervenções nas redes sociais, como um tuitaço, às 17h de 14/05, com as tags #  #ResidentesSemSalarios PagueOsResidentes #EmDefesaDasResidências.

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