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(Da esq. para a direita) Maria das Neves (UBM), Gislaine Caresia (OAB), Mariana Moura (APG), Vania Balera (USP), Dep. Sarah Munhoz (PCdoB), Márcia Campos (FDIM)

Na última quinta-feira (12), aconteceu um debate sobre direitos da mulher e assédio sexual dentro das instituições de ensino, organizado pela Associação de Pós-Graduandos (APG) da USP Capital, no auditório de Geografia da FFLCH. Estiveram presentes na mesa a Deputada Sarah Munhoz, da Assembléia Legislativa de São Paulo, a Secretária Geral da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Gislaine Caresia, a representante do Núcleo de Estudos e Ações em Direitos Humanos da Faculdade de Medicina da USP, Vania Balera, a Presidenta da Federação Democrática Internacional das Mulheres, Márcia Campos, e a Coordenadora de Juventude da União Brasileira de Mulheres (UBM), Maria das Neves. O debate foi mediado por Mariana Moura, Coordenadora Geral da APG USP. A Associação Nacional dos Pós-Graduandos esteve presente representada pelo Diretor de Cultura e Eventos Científicos, Phillipe Pessoa.

A deputada Sarah trouxe o resultado da CPI sobre questões de violência sexual nas universidades paulistas e desse debate a APG USP Capital apresentou à comunidade universitária o site do Grupo de Trabalho (GT) Contra Assédios na Pós-Graduação, que conta com uma plataforma de registro de denúncia e acompanhamento sobre os assédios moral e sexual sofridos pela categoria. Considerada como a primeira iniciativa do movimento de pós-graduandos no Brasil feita para registrar e poder levantar estatísticas reais e incontestáveis sobre assédio moral e sexual para os gestores da universidade, a ferramenta também poderá ser usada para promover ações preventivas e dar voz às pós-graduandas e pós-graduandos vítimas de assédio.

Segundo Fernanda Luccas, Doutoranda em Ciência Ambiental pela USP e uma das idealizadoras do projeto, o GT está desenvolvendo um aplicativo para smartphones que ajudará as pós-graduandas e pós-graduandos a registrar mais rapidamente a hora, o local e o tipo de assédio, podendo, ou não, identificar-se e identificar os/as agressores. “Com isso, vamos fazendo o constrangimento necessário aos gestores e empoderando nossa categoria a denunciar cada vez mais e sem medo. Acreditamos que poderemos construir, juntos, um ambiente que nos fortaleça e promova nossas reivindicações de maneira eficaz”, afirma Fernanda.

“Outra novidade é a categoria ‘Seja uma pessoa inspiradora’, na qual convidaremos pessoas de todas as identidades de gênero, que passaram por assédios e situações violentas para contarem suas experiências e mostrarem que, apesar das marcas e do sofrimento, é possível e é direito de todos darem a volta por cima, se transformarem em pessoas empoderadoras e inspirando a mesma coragem em quem está sofrendo o assédio nesse momento”, continua a pós-graduanda. Segundo ela, a grande arma dos assediadores é o silêncio dos assediados, e frise a importância de fazer com que a vítima se sinta acolhida, querida, respeitada e merecedora de sua dignidade. Ao longo do tempo, a APG pretende expandir e servir como exemplo para iniciativas similares nas diferentes categorias da USP e de outras universidades.

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Cartaz do debate promovido em 12 de março, pela APG USP Capital

Para conferir o site do Grupo de Trabalho contra Assédio na USP Capital, acesse o site http://elepsidr0.wix.com/gtcontraassedio.

Da Redação

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