A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) está presente no 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB), em Recife. Durante os dias 18 a 21 de Janeiro, a capital de Pernambuco permanecerá ocupada por estudantes todas as regiões do país, que seguem reunidos para debater os rumos da educação e avaliar as mudanças do último período. 
 
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A importância dos processos de inovação como fatores básicos para a transformação do modelo da sociedade e do ensino superior brasileiro foi o tema debatido na mesa  ‘Pesquisa e inovação tecnológica no ensino superior’, com a participação da Luana Bonone, presidenta da ANPG, José Luiz de Lima Filho, representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Celso Pinto de Melo, presidente da Sociedade Brasileira de Física e Emerson Leal, professor de fisica da UFSCAR.
 
De acordo com Celso de Melo uma ruptura com o passado colonial e a divisão da produção de conhecimentos se faz necessária. " Como pode um país ser considerado o 6° maior  na economia do mundo e não ser o 6° melhor em produção científica no mundo?" Ainda, segundo o profesor, a ciência não tem o prestígio devido. 
 
Luana Bonone apontou questões referentes a democratização e acesso ao conhecimento científico, através de duas bandeiras debatidas pela entidade que tratam da educação científica ainda na escola – com a promoção de feiras de ciências, olimpíadas e uso dos equipamentos públicos; visitas guiadas a museus, etc – e o fortalecimento da iniciação científica.  
 
Compactuando do mesmo pensamento,  José Luiz, representando a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, ilustrou com slides animados os desafios brasileiros para a promoção  de uma cultura de inovação. Segundo Luiz, o cerne da questão está no fortalecimento da ciência no ensino básico. 
 
O entendimento de que a inovação não se materializa só em produto, mas, também na inserção de novas práticas e projetos dentro e fora das universidade foi abordado nos diversos apontamento do público. Neste contexto, o consenso se dá na necessidade de uma profunda mudança cultural, tanto no empresariado brasileiro, quanto no meio acadêmico. 
 
Destacou-se ainda como estratégica a combinação entre a produção de conhecimento das universidades e os princípios inovadores que atendem às demandas de agentes externos, como o mercado e as demandas governamentais. 
 
 
Rafaela Muniz
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