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Na tarde de terça-feira (19) a Associação Nacional de Pós-graduandos, representada pelos seus Diretores de Pós-Graduação Lato Sensu e de Juventude, Túlio Gonçalves e Marcelo Arias, respectivamente, reuniu-se com o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), Prof. Dr. Evaldo Vilela.

Foi entregue carta aberta dos pós-graduandos ao presidente e lhe foram apresentados pontos importantes levantados pelos pesquisadores com relação aos direitos dos mesmos e os atrasos das bolsas concedidas pela agência, sobre as quais o Professor Evaldo afirmou “entender os prejuízos morais e financeiros que os atrasos têm causado aos bolsistas. Porém, a Fundação recebeu parcialmente a verba orçamentária”. Ainda segundo a agência de fomento, do montante recebido, grande parte foi utilizada para regularizar o pagamento das bolsas e que, com relação à proposta de ajuste de bolsas, a tendência é que se siga as agências nacionais, CAPES e CNPq.

A FAPEMIG afirma que o pagamento das bolsas do mês de junho está garantido e que a verba já foi liberada para ser repassada às fundações gestoras, mas completa afirmando que não recebeu a verba para as bolsas de julho, agosto e setembro.

Já o repasse de pagamento direto aos bolsistas tanto da bolsa quanto da taxa de bancada, foi negado uma vez que o presidente afirma que a FAPEMIG não possui “número de funcionários suficientes para gerenciar a folha de pagamento dos bolsistas e realizar, assim, os pagamentos direto em conta”. A agência afirma, porém, que continuam abertas as propostas de auxílio para participação em congressos, por meio do sistema Everest, bem como as solicitações de doutorado sanduíche, mantendo o apoio.

Com relação ao vínculo empregatício atrelado ao recebimento de bolsas, o presidente da instituição afirmou que se compromete com a revisão da permissão de recebimento de outra fonte de renda, além da bolsa. “Ainda sobre o problema de falta de bolsas que alguns programas de pós-graduação estão alegando, o Professor Evaldo ressaltou que alguns programas de pós repassaram para outros as cotas de bolsas que estavam em sobra, resultando assim, em falta de bolsas quando há aumento da demanda pelo programa”, diz o diretor Tulio Gonçalves. “Uma vez encerrada as atuais bolsas, as novas bolsas da FAPEMIG serão repassadas não mais por cotas e sim por editais, onde os programas de pós terão que propor um plano de formação para o aluno bolsista que não apenas o curso das disciplinas e manutenção do aluno em laboratórios”, completa.

Outro ponto importante da reunião foi a proposta de concessão de uma cadeira nas câmaras temáticas para ocupação por alunos de pós-graduação, a ser definido pela ANPG.

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“A reunião foi muito positiva e a FAPEMIG se mostrou aberta e disposta a dialogar com os pós-graduandos, bem como preocupada com o rumo das pesquisas nas instituições mineiras e o impacto negativo que o atraso das bolsas pode ocasionar para todos os beneficiados. A direção da entidade se mostrou atuante e engajada na luta pelo cumprimento e pagamento das bolsas e projetos de pesquisas aprovados nos editais anteriores. Entretanto, cabe ressaltar que se faz necessário maior interação e mobilização dos estudantes mineiros para que juntos possamos cobrar e alcançar nossos direitos junto à agência e ao Governo Estadual”, afirma Tulio Gonçalves.

Da Redação

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