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A ANPG participou, representada por sua diretora de Comunicação, Gabrielle Paulanti, da 1ª Reunião de Organização do 8 de março, que ocorreu na Casa do Professor, no centro de São Paulo. Essa reunião tem como objetivo organizar o ato que acontecerá no Dia Internacional da Mulher, unificando as pautas dos diversos movimentos de mulheres.
“O comando da Jornada Nacional de Lutas da Juventude dará a largada para Jornada da Juventude também no dia 8 de março, o que dá mais visibilidade para a necessidade de se pensar políticas públicas para as jovens mulheres e de renovar, através da juventude, a centralidade das pautas do feminismo e do movimento de mulheres”, diz Gabrielle.

Além de mulheres de diversos movimentos e organizações, também estiveram presentes na reunião representantes de outras entidades estudantis, como UPES, UBES e UEE-SP. “Tendo em vista o acirramento da luta política em curso, a disputa dos rumos do governo da presidenta Dilma, o avanço da onda conservadora no Congresso Nacional e o enfrentamento ao governo tucano, o ‘8 de março SP’ ganha grandes dimensões” diz Maria das Neves, também presente na reunião.

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Durante a reunião, muitas falas ressaltaram a importância da análise de conjuntura política nos âmbitos municipal, estadual e federal, tendo em foco a última eleição, cujo papel militante e eleitoral das mulheres foi definidor. As pautas das reformas estruturais, como a política e a urbana, foram ressaltadas, como de fundamental importância para a emancipação das mulheres, visto que essas são as mais prejudicadas pelos serviços públicos precários e são a esmagadora minoria nos espaços políticos representativos, como no Congresso e no Senado, representando menos de 10%.

As questões políticas tiveram centralidade nas falas, expondo a necessidade de mais representantes comprometidos com as pautas das mulheres, afim de aprofundar avanços, como a Lei Maria da Penha e o agravante de feminicídio no Código Penal, mas que evidenciam ainda um longo caminho no combate à violência contra as mulheres. Avanços nos direitos civis, como o aborto legal e a universalização do direito à creche, figuraram na reunião como prioridade das bandeiras feministas na atualidade.

Recentes atos foram lembrados como emblemáticos do momento atual, de maior elevação da consciência política das mulheres, como o Fora Bolsonaro, que revelam a urgente desnaturalização da violência e do estupro. Com o consenso de que a verdadeira luta é nas ruas, há o indicativo que essa reunião aconteça todas as quintas, até o 8 de março e a próxima já está marcada para dia 29.

Da redação

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