A presidenta da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Luana Bonone, participou nesta quarta-feira (23) da reunião com a presidenta Dilma e o ministro da educação, Aloizio Mercadante para tratar de diversos temas do movimento estudantil e, prioritariamente, da destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação. A União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Secretaria Nacional de Juventude também estiveram presentes na audiência. 

 
O governo posicionou-se favorável aos 10% e se comprometeu a defender que área da educação seja contemplada com 50% do Fundo Social do Pré-sal e 100% dos royalties, garantindo, assim, a vitória dos estudantes brasileiros.
 
Na reunião as entidades pautaram a greve nas universidades federais, as demandas de ampliação da assistência estudantil e todas as questões relativas à garantia de qualidade no processo de expansão das federais, exigindo que o governo federal se comprometa com  os avanços da educação brasileira. Luana Bonone aproveitou a ocasião para endossar a luta em defesa dos recursos destinados ao Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), questionando a presidenta Dilma sobre o orçamento destinado a pasta que, de 2010 até os dias de hoje, vêm sofrendo perdas significativas. Segundo a presidenta, em 2013 não haverá contingenciamento. 
 
A ANPG segue mobilizada para recuperar a defasagem dos recursos da educação e, acredita que o caminho rumo à conquista dos pós-graduandos depende da ampliação da campanha e do forte posicionamento político capaz de positivar os direitos dos pesquisadores. “Defender o 50% do Fundo Social do Pré-Sal e 100% dos royalties do petróleo é também lutar pela valorização permanente das bolsas de pesquisa. O dever agora é agitar o Brasil para garantir esse investimento estratégico.” afirma Luana. 
 
Neste sentido, o Ministro Mercadante confirmou que receberá a Associação Nacional de Pós-Graduandos no dia 29 para debater a política de bolsas. Na ocasião, será solicitado o encaminhamento pelo Executivo do PL que estabeleça uma política permanente de reajuste, para que não fiquem defasadas em 40% como ocorreu no último período.
 
Da redação
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