Representantes de diversas entidades reunidos em São Paulo, para debater os problemas e avanços da educação na América Larina. Créditos: Anderson Nogueira (Clique na imagem para ampliar)
No último dia 13 de novembro de 2012, foi realizada uma reunião com a presença de representantes das universidades e organizações regionais e/ou continentais da América Latina, em São Paulo. O encontro acontece com vistas a discutir os principais problemas e avanços da educação na América Latina, bem como buscar criar um marco regulatório na região, em especial, às Universidades.
 
Estavam presentes os reitores de diversas universidades da América Latina (Argentina, Colômbia, México, Bolívia, Uruguai Nicarágua e Brasil), organizações de caráter regional (Conselho de Reitores da América Central – CRAC, Associação do Grupo de Universidades Montevidéu – AUGM), representantes de governo (Secretário de Políticas Universitárias do Governo da Argentina), e organizações estudantis (Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes- OCLAE, União Nacional dos Estudantes – UNE e a Associação Nacional dos Estudantes – ANPG – representado pelo seu diretor de direitos – Anderson Nogueira).
 
Os representantes das universidades da América Latina e entidades estudantis, com destaque à ANPG e UNE (que também representava a sociedade civil) “deu os primeiros passos” para a criação de um marco regulatório para a educação na América Latina, bem como à homogeneização dos cursos universitários (graduação e pós-graduação) e pesquisa, nesta região.
 
É importante destacar que este marco regulatório é realizado não de forma unilateral entre os governos da América Latina ou Organizações Internacionais, mas sim entre as redes universitárias e das entidades estudantis e civis (com importante participação da ANPG), sendo que, neste evento, foram firmado os primeiros acordos entre as instituições presentes.
 
Memória
 
Desde a primeira reunião (Havana – Cuba), busca se criar um marco regional para a integração entre as universidades. Ademais, com o avanço de alguns governos progressistas na região nos últimos anos e com o aumento de alunos cursando graduação e pós-graduação nestes países, a discussão sobre um marco regulatório na América Latina ganhou ainda mais força. 
 
Com o aumento do “intercâmbio universitário”, encabeçado principalmente pelo programa “Ciência Sem Fronteiras” (Brasil), diversas universidades e órgãos regionais passaram a discutir, de forma multilateral, no sentido de criar um marco regulatório para o progresso da educacional na região. Neste diapasão, o Mercosul também tem feito esforços para uma atuação além do setor econômico, por isso, buscou-se o Estatuto Social do Mercosul.
 
Texto: Anderson Nogueira, Diretor de Direitos da ANPG
  
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