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As Universidades e Instituições federais estão organizando suas comissões para apresentarem uma proposta de uma política de inclusão de negros, indígenas e pessoas com deficiência nos programas de pós-graduação.
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) já protocolou sua comissão e o reitor, José Carlos Salies Pires da Silva, apresentou o documento. “A comissão pró-cotas criada pelo professor e reitor José Carlos Salies é bastante importante para a democratização do acesso de estudantes negros e negras no âmbito da pós-graduação na Universidade da Bahia. Esta iniciativa já foi construída desde 2015, quando eu, diretor da ANPG, e a presidenta da entidade, Tamara Naiz, fizemos uma reunião com reitor e o pró-reitor de ensino de pesquisa de pós-graduação, Olival Freire, apresentando a demanda por um debate, criação e instituição das cotas na pós-graduação. Naquele momento, um compromisso de avanço foi firmado”, explicou Flávio Franco de Santana de Jesus, diretor de relações internacionais da ANPG.
Para Flávio, a comissão formada é bem mista e conta com representantes de diversas áreas do ensino, incluindo Clara Lima, diretora da ANPG para Movimentos Sociais. “Esperamos que esta comissão possa refletir e fazer também uma avaliação sobre o perfil socioeconômico dos estudantes que estão na pós-graduação, já que os programas atuais não fazem este tipo de avaliação. Também é importante levar em consideração os direitos dos estudantes negros cotistas que vão ingressar na pós. Iremos acompanhar os 60 dias de debates na UFBA e contribuir para que se crie uma proposta que dialogue não só com os pós-graduandos, como também com outros setores do movimento negros pela cidade”, completou.
 

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