"Nas praças, nas ruas, quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil".
A Associação de pós-graduandos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) participou na tarde do último dia 25 de um grande ato público em frente à reitoria da UEM, o qual culminou com a ocupação do prédio da mesma, depois de uma longa jornada de negociações fracassadas.
 
As negociações e o ato foram conduzidos pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), de onde a comunidade estudantil partiu em caminhada rumo à reitoria, em busca de resposta do reitor diante das reivindicações. Como a resposta da reitoria foi evasiva e não determinou prazos para o atendimento das reivindicações, os estudantes decidiram, por aclamação, pela ocupação do prédio até que o governo estadual atenda às exigências. A UEM, assim como as demais universidades estaduais, sofre com uma medida de ajuste fiscal implementada pelo atual governo, o que reflete no dia-a-dia dos estudantes. Faltam professores, recursos e equipamentos, o Restaurante Universitário não comporta mais a demanda, o financiamento estudantil sofre ameaças. Diante de tantos problemas e da omissão da reitoria os estudantes garantem a ocupação até que sua pauta de reinvindicações seja atendida.
 
A APG-UEM apoia a manifestação e conclama os pós-graduandos a aderirem à luta.
 
Estas são as reivindicações feitas ao reitor, as quais não foram atendidas e motivaram a ocupação
 
1. Quanto ao Restaurante Universitário
a. Contratação de funcionários:
b. Política de isenção de taxas do RU: 
c. Opção Vegetariana:
 d. Construção do RU-II
e. RU nos Campus Regionais:
2. A financiamento das entidades estudantis: continuidade do repasse de recursos provindos dos Xerox e cantinas
 
Estas são as reivindicações apresentadas ao governo:
 
A pauta traz 23 itens de reivindicação, entre elas:
1) a construção de novos blocos e finalização dos já iniciados; 
2) a abertura de concurso para professores e técnicos; 
3) a transformação de bolsa de formação acadêmica em bolsas de pesquisa, ensino e extensão; 
4) a redução dos preços cobrados pelas copiadoras instaladas dentro da Universidade; 
5) a garantia de transporte para participação em congressos e visitas técnicas; 
6) a construção de espaços de vivência para a comunidade universitária em todos os câmpus; 
7) o fim da cobrança de todas as taxas, incluindo as de pós-graduação latu sensu, que são os cursos de especialização; 
8) a garantia de mais verbas para a conclusão das obras Casa do Estudante; 
9) a criação de um plano estadual de assistência estudantil, com rubrica específica de R$ 400 milhões; 
10) a reversão do corte de verbas para a educação, com destinação de 10% do PIB; 
11) o aumento no valor das bolsas; 
12) Garantia de não criminalização da ocupação, entre outros itens.
 
Por Josimar Priori, da APG-UEM
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