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A Pós-Graduação

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Seja em universidades públicas seja em particulares, o aluno pode pleitear a bolsas de estudo na pós-graduação, que servem portanto, de auxílio à pesquisa.

Órgãos de amparo à pesquisa como a Capes e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) há a possibilidade de o estudante ser pago para fazer sua pesquisa.

Como é a solicitação da Bolsa de Mestrado da CAPES?

Para exemplificar como funciona a requisição de bolsa de pesquisa, vamos pegar como exemplo o órgão de fomento CAPES. Entretanto, cada instituição tem seus próprios pré-requisitos.

A fim de pleitear essa bolsa o aluno precisa estar regularmente matriculado em um curso de pós-graduação (mestrado acadêmico/doutorado), ou seja, stricto sensu. Também é necessário que o projeto de pesquisa resulte em uma dissertação final.

A Capes não possui um processo de seleção próprio. Sendo assim, as bolsas de mestrado e de doutorado são distribuídas diretamente às instituições que possuem cursos de pós-graduação stricto sensu e que possuem nota igual ou superior a 3 na avaliação da própria Capes.

Por serem bolsas institucionais, elas são primeiro distribuídas às instituições de ensino superior (IES), que repassam aos alunos por meio de processo seletivo.

Apesar disso, é a Capes a responsável pelo pagamento da bolsa, que é realizado por meio de depósito diretamente na conta de cada estudante. Para os alunos que desejam receber uma bolsa da Capes, é necessário que procurem a coordenação do curso de pós-graduação em que pretendem ingressar e se informar sobre os processamentos e requisitos necessários para obtenção da mesma.

Os cursos são os únicos responsáveis pela seleção e concessão de bolsas de estudo da Capes aos candidatos que atendem aos requisitos estabelecidos em cada programa disponível. Sendo eles: o Programa para Instituições Públicas Estaduais e Federais; Programa de Demanda Social (DS) e o Programa para Instituições Privadas; Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Privadas de Ensino Superior (Prosup)

Qual o valor das bolsas da CAPES?

Mestrado: R$ 1.500,00

Doutorado: R$ 2.200,00

Pós-Doutorado: R$ 4.100,00

Professor Visitante Nacional Sênior: R$ 8.905,42

Exceções de atividades remuneradas aceitas

Tutores da Universidade Aberta do Brasil (UAB), professores da educação básica da rede pública e profissionais de saúde pública podem ter o vínculo empregatício previamente à bolsa e acumular as funções. Outra possibilidade é que o estudante já sendo bolsista, consiga algum emprego na área de seu estudo.

Em todas essas exceções é ainda necessário a permissão do orientador para o acúmulo. Também é necessário que os profissionais atendam ao requisito da anuência e aos demais requisitos de seleção de bolsa da instituição de ensino que oferta o curso de seu interesse.

Professores que podem receber bolsas de Mestrado Profissional

A Capes concede bolsas para professores da educação básica que lecionam em escolas públicas realizarem cursos de mestrado profissional. A iniciativa está formalizada nas Portaria nº 289 e Portaria nº 478 do Ministério da Educação (MEC).

Conhecida como Bolsa de Formação Continuada, o fomento exige que os docentes beneficiados continuem e exercício na rede público por um período de pelo menos cinco anos após a conclusão do mestrado profissional. Caso o aluno-bolsista com esse compromisso, terá que devolver os valores aplicados em sua formação pelo órgão de fomento. A bolsa em questão é no valor de R$ 1.200 mensais.

Esta é a maneira com que a CAPES trabalha, mas outros órgãos de fomento podem ter modos diferentes de selecionar seus candidatos, assim como os valores podem varias. Recomendamos que você visite o site dos órgãos de fomento disponíveis e se inteire sobre como cada bolsa funciona.

Sabemos que o mestrado é um momento muito importante na vida de quem quer seguir carreira acadêmica. Entretanto também é um momento em que várias dúvidas surgem sobre como fazer mestrado. Foi para sanar todas essas suas dúvidas que escrevemos este artigo, aproveite!

E não é só isso, para termos certeza que aqui você vai encontrar todas as informações que precisa sobre a pós-graduação; ainda falaremos desses assuntos:

Dica: você pode clicar no que quer ler para ir direto no conteúdo desejado.

O mestrado é a modalidade de pós-graduação que exige um projeto de pesquisa e na maioria das vezes esse é o primeiro momento que o aluno acadêmico vai se deparar com o desafio de escrever seu projeto de pesquisa.

A redação acadêmica vai se complexificando conforme você avança na carreira. Por isso, escrever um “trabalho de conclusão de curso” é bem mais simples do que escrever uma dissertação de mestrado ou mesmo uma tese de doutorado.

Posso fazer mestrado em área diferente da minha graduação?

Essa é uma questão que tem levantado muitas dúvidas entre os acadêmicos. O que acontece é que, apesar de ser permitido fazer pós-graduação em uma área completamente diferente da sua graduação, em algumas situações, talvez ela não seja tão aproveitável para a sua carreira. Mas não se apavore, vamos esclarecer essa questão.

Caso seu objetivo com o mestrado seja ser docente

Supondo que você fez uma graduação em “x”, e uma pós em “y”, você pode lecionar em “y”?

No caso de faculdades particulares sim, isso porque a legislação do MEC não é muito rígida quanto a isso. Dessa forma qualquer um com uma pós-graduação pode dar aulas de qualquer disciplina, em qualquer curso.

Já em concursos públicos para professores universitários, ou seja, para lecionar em universidades estaduais e federais, os editais são bem específicos. E não raras vezes, com vagas muito específicas, chegando a exigir por exemplo graduação em “x” com mestrado em “x” e doutorado em “x” quando não incluem ainda algo como “com tese defendida em um tema extremamente específico da área x”.

Dessa forma, quem tem graduação em “x” e pós em “y” pode ter sua inscrição indeferida em ambas áreas e não conseguindo lecionar nessas instituições.

Já no caso da educação básica (ensino fundamental e médio) é exigido que o profissional seja lecionado. Pois segundo o MEC “os cursos de bacharelado não habilitam o profissional a lecionar”. Dessa forma, caso profissionais formados por exemplo em engenharia, direito, administração, biomedicina; que são bacharéis, devem buscar fazer o curso de licenciatura em universidades que oferecem o curso separadamente.

No caso de você buscar uma visão ampla de duas áreas

Se você busca ter uma visão cruzada dos conhecimentos, pode optar fazer o seu mestrado em uma área diferente da de sua graduação. Por exemplo você pode ter graduação em letras e optar por fazer mestrado em psicologia, visando ter uma visão psicológica do texto ou do leitor.

Ou ainda se você é graduado em biologia e faz um mestrado em matemática na área de estatística, você pode trabalhar em áreas de tecnologia e business, como também em empresas voltadas ao negócio ambiental.

Além de escolher uma área que você se interesse e em que seu conteúdo seja aplicável você precisa encontrar um professor que aceite te orientar. Isso porque você terá que aprender um pouco mais dessa nova área a fim de conseguir aproveitá-la em sua pesquisa de mestrado.

Pré-requisitos para fazer Mestrado – quem pode fazer?

Por se tratar de uma pós-graduação, o pré requisito para poder entrar em um mestrado é ter concluído uma graduação. O requisito mais conhecido é a necessidade de um diploma de bacharel. Entretanto, o que nem todos sabem é que profissionais que cursaram tecnólogo ou licenciatura também podem fazer mestrado.

Licenciados podem fazer Mestrado?

A graduação licenciatura habilita o aluno para o exercício da docência em educação básica, ou seja, da educação infantil ao ensino médio. Se trata de uma graduação e portanto, o profissional formado pode fazer mestrado após ter concluído seu curso. É especialmente interessante para licenciados a modalidade de Mestrado Profissional, a qual detalharemos mais adiante.

Tecnólogos podem fazer Mestrado?

Os cursos considerados de graduação pelo MEC são: bacharelado, licenciatura e tecnólogo. Dessa forma, cursos técnicos não de encaixam na categoria, mas tecnólogos sim pois conduzem o estudante à obtenção de diploma de graduação. Segundo o MEC:

Muitos estudantes optam inicialmente por essa modalidade de ensino em razão da rapidez de ingresso na vida profissional. Voltados para a formação especializada e, consequentemente, para o mercado de trabalho, os cursos superiores de tecnologia representam 16% da oferta de graduação no país. Assim como os egressos de cursos de bacharelado e licenciatura, os tecnólogos recebem diploma de graduação e têm o mesmo direito de fazer cursos de especialização, de mestrado ou de doutorado e participar de concursos públicos. Podem também ingressar em curso de mestrado profissional.

Qual a diferença entre curso técnico e tecnólogo?

Cursos técnicos são programas de nível médio que têm como propósito o de capacitar o aluno proporcionando conhecimentos teóricos e práticos nas diversas atividades do setor produtivo. Enquanto que cursos tecnólogos classificam-se como de nível superior.

Como escolher uma universidade para o seu mestrado

A maioria das faculdades hoje em dia oferecem o curso de mestrado. Isso faz com que alunos da graduação continuem em sua instituição de ensino para fazer seus estudos de pós.

Entretanto, nem sempre a área desejada pelo aluno ou de repente o enfoque que ele pretende usar em sua pesquisa, é oferecido em sua faculdade de origem. Por exemplo, praticamente todas as faculdades federais possuem o curso de biologia; entretanto, apenas algumas oferecem o mestrado em genética humana. Isso se deve ao fato de, referido curso, precisar de uma estrutura que nem todos possuem e assim, o aluno que deseja estudar esta área precisa ir até a faculdade que dispõe do mestrado.

Mestrado em universidades federais como UFPE ou estaduais como a USP, sempre oferecem os seus cursos como gratuitos. Dessa forma eles são financiados diretamente pelo governo federal e o aluno não paga mensalidade.

Há cursos de mestrado em universidades particulares também, mas nesse caso as mensalidades devem ser pagas pelo pós-graduando. Apesar disso, o mestrando de instituição particular, assim o do de instituição pública, podem solicitar uma bolsa de estudos de órgãos de fomento à pesquisa acadêmica.

Qual é o valor de uma bolsa de estudo na Pós-Graduação?

Seja em universidades públicas seja em particulares, o aluno pode pleitear a bolsa de auxílio à pesquisa. Órgãos de amparo a pesquisa como a Capes e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) há a possibilidade de o estudante ser pago para fazer sua pesquisa.

Como é a solicitação da Bolsa de Mestrado da CAPES?

Para exemplificar como funciona a requisição de bolsa de pesquisa, vamos pegar como exemplo o órgão de fomento CAPES. Entretanto, cada instituição tem seus próprios pré-requisitos.

Para poder pleitear essa bolsa o aluno deve estar regularmente matriculado em curso de pós-graduação (mestrado acadêmico) ou seja, stricto sensu. Também é necessário que o projeto de pesquisa resulte em uma dissertação final.

A Capes não possui um processo de seleção próprio. Dessa forma, as bolsas de mestrado e de doutorado são distribuídas diretamente às instituições que possuem cursos de pós-graduação stricto sensu e que possuem nota igual ou superior a 3 na avaliação da própria Capes.

Por serem bolsas institucionais, elas são primeiro distribuídas às instituições de ensino superior (IES), que repassam aos alunos por meio de processo seletivo. Apesar disso, é a Capes a responsável pelo pagamento da bolsa, que é realizado por meio de depósito diretamente na conta de cada estudante. Para os alunos que desejam receber uma bolsa da Capes, é necessário que procurem a coordenação do curso de pós-graduação em que pretendem ingressar e se informar sobre os processamentos e requisitos necessários para obtenção da mesma.

Os cursos são os únicos responsáveis pela seleção e concessão de bolsas de estudo da Capes aos candidatos que atendem aos requisitos estabelecidos em cada programa disponível. Sendo eles: o Programa para Instituições Públicas Estaduais e Federais; Programa de Demanda Social (DS) e o Programa para Instituições Privadas; Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Privadas de Ensino Superior (Prosup)

Qual o valor das bolsas da CAPES?

Mestrado: R$ 1.500,00

Doutorado: R$ 2.200,00

Pós-Doutorado: R$ 4.100,00

Professor Visitante Nacional Sênior: R$ 8.905,42

Exceções de atividades remuneradas aceitas

Tutores da Universidade Aberta do Brasil (UAB), professores da educação básica da rede pública e profissionais de saúde pública podem ter o vínculo empregatício previamente à bolsa e acumular as funções. Outra possibilidade é que o estudante já sendo bolsista, consiga algum emprego na área de seu estudo.

Em todas essas exceções é ainda necessário a permissão do orientador para o acúmulo. Também é necessário que os profissionais atendam ao requisito da anuência e aos demais requisitos de seleção de bolsa da instituição de ensino que oferta o curso de seu interesse.

Professores que podem receber bolsas de Mestrado Profissional

A Capes concede bolsas para professores da educação básica que lecionam em escolas públicas realizarem cursos de mestrado profissional. A iniciativa está formalizada nas Portaria nº 289 e Portaria nº 478 do Ministério da Educação (MEC).

Conhecida como Bolsa de Formação Continuada, o fomento exige que os docentes beneficiados continuem e exercício na rede público por um período de pelo menos cinco anos após a conclusão do mestrado profissional. Caso o aluno-bolsista com esse compromisso, terá que devolver os valores aplicados em sua formação pelo órgão de fomento. A bolsa em questão é no valor de R$ 1.200 mensais.

Como escolher um orientador para o seu Mestrado

Uma vez que você sabe em qual área e assunto quer fazer seu mestrado, chegou a hora de localizar a universidade e, dentro dela, o orientador. Você pode também fazer o caminho contrário e primeiro encontrar o orientador que trabalha com o assunto que você deseja desenvolver e depois se inteirar sobre o processo seletivo dentro da universidade.

Assim, você pode entrar em contato com o docente que esteja atuando na linha de pesquisa de seu interesse e consultá-lo sobre a viabilidade e pertinência do seu pré-projeto (também conhecido como anteprojeto). A relação de docentes de cada instituição de ensino ficam disponíveis em sites de cada instituição.

A fim de obter mais informações sobre os orientadores disponíveis em sua área, você pode procurá-los na plataforma Lattes e observar o que eles vêm pesquisando ao longo dos anos.

O que é aluno especial?

É recomendável que antes mesmo de ser aprovado para o mestrado; você comece a cursar disciplinas da pós-graduação isoladas, e portanto, na condição de aluno especial. Os créditos obtidos dessa forma poderão ser computados após a aprovação no processo seletivo no prazo máximo de três anos após a conclusão da disciplina. Dessa forma, você ganha tempo para a elaboração da dissertação e pode ir adiantando suas obrigações como mestrando.

O que é Currículo Lattes e qual a sua importância

Se você não sabe o que é um lattes ou ainda não tem o seu nós vamos te ajudar. O currículo Lattes é indicado principalmente para profissionais acadêmicos,ou seja que estão na pós graduação ou que já sejam docentes. Porém, se você está visando entrar num mestrado, é importante já fazer o seu próprio currículo lattes. Nele você colocará eventuais eventos acadêmicos que fez parte ou artigos que escreveu. Mas se você ainda não teve essas experiências não se preocupe, você deve então colocar sua formação na graduação, como também outros conhecimentos como línguas estrangeiras.

O Lattes nada mais é que um currículo como você já conhece, porém direcionado á academia e feito na plataforma Lattes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A plataforma é intuitiva e possibilita ao pesquisador colocar todos os detalhes de sua trajetória acadêmica.

O currículo Lattes, visa a construção da imagem da vida e trajetória profissional do cadastrado, dando especial ênfase à vida acadêmica deste. Dessa forma, o Lattes é focado nas produções, áreas de atuação e experiência de pesquisa em ciência e tecnologia.

Currículo Lattes para entrar no Mestrado

Como dito anteriormente, o Lattes é a porta para a avaliação que precede a concessão de benefícios no meio acadêmico. Principalmente o mestrado, em que a análise do currículo lattes constitui uma das possíveis etapas para a seleção de candidatos. Além disso, os órgãos de fomento de maneira geral costumam consultar o Lattes do candidato para avaliar sua produção científica, um passo essencial para esse processo.

O currículo Lattes é necessário portanto para possibilitar a concessão de bolsas de pesquisa, participação em projetos acadêmicos e participação em eventos científicos.

A plataforma Lattes possibilita consultas de qualquer localidade e faz com que a produção do docente tenha mais visibilidade. É dessa forma que você pode encontrar o seu orientador e saber mais sobre a sua produção.

Programas como os de pós-graduação e os de iniciação científica e tecnológica podem contar com a eficiência do sistema lattes para avaliar docentes e discentes no âmbito de currículo, avaliando produtividade e relevância a fim de direcionar seus subsídios a determinados projetos e instituições.

O sistema Lattes é referência em armazenamento de dados, cruzamento de informações e de cadastrados. O sistema se tornou parte cotidiana do trabalho de quem se envolve com agências de fomento à pesquisa. Como também, daqueles que estão engajados em pesquisa e docência em instituições de ciência e tecnologia.

É uma ferramenta importante também para que se possa avaliar o trabalho da pessoa cadastrada enquanto pesquisador, já que todas as informações relevantes sobre sua carreira e suas produções devem estar constando nesse sistema.

Agora que você já sabe da importância do Lattes, vamos te ensinar como fazer um currículo lattes!

Passo a passo de como fazer seu Currículo Lattes

      • Acesse a plataforma lattes e clique em “cadastrar novo currículo”.
      • Na página seguinte insira a nacionalidade e o e-mail. Crie uma senha e digite os caracteres que vê na imagem.
      • O cadastro é feito por meio do CPF. Isso torna todo o processo mais seguro, pois evita duplicatas e garante sua legitimidade. Dados pessoais e profissionais devem ser incluídos assim como uma foto de perfil.
      • Será solicitado: Nome e Sobrenome; data e país de nascimento, sexo e cor, CPF, número de identidade e informações correspondentes, nome e sobrenome do pai e da mãe.

Atenção para a foto: por se tratar de um currículo é interessante colocar uma foto mais formal que condiga com o documento.

      • Apresentação: O texto inicial pode ser gerado automaticamente e de forma simples pelo sistema Lattes. Ou você mesmo, o autor, pode incluir sua apresentação. Como é personalizável, use esse espaço para destacar suas principais produções  e conquistas acadêmicas, assim como sua área de atuação.
      • Formação acadêmica: insira o nome da instituição, curso, ano de início e conclusão. No caso de já possuir uma graduação, mestrado ou doutorado, é preciso ainda informar o título da dissertação/tese e o nome completo do orientador.
      • Atuação profissional: neste campo insira suas informações profissionais caso já esteja atuando na área.
      • Por fim é necessário inserir a área de atuação e as habilidades linguísticas. Em cada idioma que cadastrar, insira também fluência na leitura, escrita, compreensão e fala.
      • Na confirmação dos dados realize uma leitura atenta a fim de conferir cada informação. Caso encontre algum erro é só editar. Após analisar todos os dados, clique em “enviar ao CNPq” que seu currículo estará no banco de dados em até 24 horas.
Tenha qualidade no texto do seu Lattes

Cuide do texto do seu currículo Lattes e não deixe a plataforma preencher todas as informações de forma automática. Preste atenção para não cometer erros de gramática e concordância ao longo do seu texto. Lembre-se de que ele pode ser o elemento que definirá seu futuro em uma pós-graduação ou em um evento acadêmico.

Outro ponto importante é sempre manter atualizado o seu texto. Sempre que participar de alguma banca; seminário, conferência, titulação, projeto de pesquisa, congresso, seminário, apresentação de trabalho, cursos complementares ou demais eventos acadêmicos e projetos de extensão, acrescente-os em seu currículo Lattes.

Para atualizar seu currículo lattes é apenas necessário acessar o endereço da plataforma Lattes e clicar no lado direito em “atualizar currículo”. Vai ser pedido CPF e senha para logar e então poder acrescentar informações. Não se esqueça de salvar e clicar em “enviar ao CNPq” quando terminar suas alterações.

O Processo Seletivo para entrar no Mestrado

Para entrar no mestrado seja ele qual área ou departamento da instituição, é necessário que seja aberto um edital, o que acontece uma vez por ano ou uma vez por semestre, na maioria das vezes.

Cada edital possui suas próprias exigências e especificações mas podemos fazer um esquema dos principais itens imprescindíveis para filtragem do candidato:

      • Prova de proficiência em língua
      • Avaliação do anteprojeto (caráter eliminatório)
      • Prova escrita de conhecimentos específicos (caráter eliminatório)
      • Avaliação oral do anteprojeto de pesquisa (caráter eliminatório).

Como cada instituição de ensino tem seu próprio edital e requisitos, pegaremos como exemplo a USP.

Nesta universidade há uma Comissão nomeada para a aplicação e correção do exame. Ela é responsável por emitir o parecer de seu julgamento, que por sua vez, indicará a nota final de cada um dos candidatos.

A nota final será calculada pela média aritmética entre as notas dadas pelo menos de dois membros da Comissão Examinadora. Dessa forma, serão considerados aprovados os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a 7 (sete). A nota 7.0 (sete), no entanto, não é garantia de ingresso no programa de mestrado. Isso porque o número de aprovados pode ser maior do que o número de vagas disponíveis, divulgadas em cada edital.

Nesse caso, as vagas disponíveis serão preenchidas pelos candidatos aprovados, respeitando-se a classificação da maior para a menor média final alcançada no processo seletivo (nota máxima 10.0 e mínima 7.0). A aprovação em cada uma das provas é válida por dois anos para os próximos processos seletivos. E assim o candidato pode tentar o ingresso nos próximos editais sem precisar novamente fazer a prova.

Uma das etapas para o mestrado: Prova Específica

A prova específica possui temas pertinentes à disciplina escolhida pelo candidato. O conteúdo dela pressupõe familiaridade com conceitos teóricos básicos da disciplina em que se insere o projeto do candidato, de acordo com a bibliografia selecionada e publicada com antecedência no site indicado em cada edital.

Nesta prova escrita, os candidatos devem responder perguntas pontuais ou realizar determinados comentários com relação a fragmentos extraídos de textos do campo extraídos de textos da disciplina escolhida.

Na formulação das respostas o candidato deve expor sua capacidade de refletir sobre questões relativas ao objeto de estudo, de forma tal que comprove que está habilitado para ingressar na pós-graduação e na área de pesquisa escolhida.

Como é feita a avaliação do pré-projeto e a arguição

Sendo de caráter eliminatório é feita uma análise dos projetos de pesquisas apresentados pelos candidatos. Essa análise visa aferir a pertinência da escolha e a exequibilidade da proposta do candidato. Também é avaliado a familiaridade do candidato com os procedimentos básicos de redação acadêmica, assim como de estruturação de trabalhos científicos, sua coerência, objetividade e clareza na organização e exposição das ideias.

Já a arguição nada mais é que uma análise oral do pré-projeto, feita juntamente do candidato. Tem a finalidade de conhecer o candidato, seus objetivos, seu nível de preparação para o ingresso e discutir o projeto proposto. Essa análise oral também visa analisar aspectos relacionados ao projeto. Sendo portanto, um momento importante para que a banca dê algumas dicas ao candidato que podem ser úteis para o futuro. Seja para tentar novamente um outro edital, seja para seguir com sua pesquisa no mestrado.

Documentos Exigidos para se inscrever no Mestrado

Para ingresso na seleção do mestrado é necessário que alguns documentos sejam previamente separados e entregues quando solicitados, normalmente já na inscrição online.

      • Formulário de inscrição devidamente preenchido
      • Diploma de Graduação (frente e verso na mesma folha) ou, na falta deste Certificado de Conclusão do Curso Superior, com data de colação de Grau (cópia simples, frente e verso na mesma folha). O candidato diplomado em curso de curta duração, ou em cursos livres, não terá direito à inscrição. O candidato que não tiver concluído Curso Superior no ato da inscrição para este processo seletivo deverá entregar, junto com a inscrição, Termo de Compromisso pelo qual se compromete a apresentar documento comprobatório de colação de grau até o último dia do período reservado de matrícula para os ingressantes na pós-graduação, previsto no Calendário Escolar. O descumprimento deste compromisso acarretará o cancelamento automático da inscrição;
      • Histórico escolar ou ficha de aluno ou boletim ou documento equivalente, emitido por secretaria de graduação/ ou Pós-Graduação, seção de alunos, ou órgão oficial equivalente.
      • CPF
      • Carteira de Identidade (RG) – não serão aceitos outros documentos de identidade;
      • Curriculum Vitae (sem comprovantes): de preferência o CV Lattes;
      • Comprovante do pagamento da taxa de inscrição (boleto disponível no site de cada instituição);

Agora você já sabe tudo o que precisa para fazer o seu tão sonhado mestrado. Te desejamos boa sorte na sua vida acadêmica!

Então finalmente chegou o momento da sua pós-graduação. Você finalmente terminou sua graduação – ou está em vias de terminá-la – e está ansioso pelo próximo passo. Talvez você tenha muitas dúvidas e não saiba ainda se o melhor caminho para você é um mestrado ou um MBA. Ou talvez você não saiba todas as opções que têm para a sua pós.

Seja qual for a cena em que você se encontra, tenha certeza que sairá daqui como um herói, com todas as armas necessárias para enfrentar esse dragão tão sonhado chamado “pós-graduação”.

E não é só isso, para termos certeza que aqui você vai encontrar todas as informações que precisa sobre a pós-graduação; ainda falaremos desses assuntos:

Dica: você pode clicar no que quer ler para ir direto no conteúdo desejado.

  1. MAS O QUE É A PÓS-GRADUAÇÃO?
  2. COMO FUNCIONA UMA PÓS-GRADUAÇÃO?
  3. QUAIS OS TIPOS DE PÓS-GRADUAÇÃO?
  4. QUAL A CARGA HORÁRIA DE UMA PÓS?
  5. QUAL É O MÉTODO DE INGRESSO?
  6. COMO É A DINÂMICA DAS AULAS?
  7. PODE FAZER PÓS GRADUAÇÃO EM QUALQUER ÁREA?
  8. QUAL O IMPACTO DA PÓS-GRADUAÇÃO NA SUA CARREIRA?
  9. QUAL O INVESTIMENTO NUMA PÓS?
  10. COMO O PROJETO DE PESQUISA DEVE SER APRESENTADO?
  11. COMO CONSEGUIR BOLSA PARA PÓS-GRADUAÇÃO EM INSTITUIÇÃO PARTICULAR?
  12. O QUE É CAPES E A QUAL SUA IMPORTÂNCIA PARA A PÓS-GRADUAÇÃO

 

Mas o que é a pós-graduação?

Ás vezes ficamos perdidos em meio à tantas opções de estudo. Ou pelo contrário, achamos que só há um caminho. Por isso vou te explicar com detalhes como funciona cada pós-graduação; a stricto sensu e a lato sensu, e você vai analisar qual é a melhor para você, combinado?

Como funciona uma pós-graduação?

Pela razão de haver tantas opções, muitas vezes acabamos por receber informações incompletas ou mesmo incorretas. Há quem acredite que MBA é a mesma coisa que mestrado, ou ainda, que não há diferença nenhuma entre ambos especialização e mestrado. Outros diferem MBA de especialização como se fossem coisas totalmente opostas.

Antes de mais nada é importante deixar claro que todo curso feito depois de concluir a graduação, é, como o próprio nome já diz, uma pós-graduação.

As diferenças que ocorrem são os segmentos em que ela é dividida. Stricto sensu e Lato sensu são os dois grandes grupos que dividem os cursos feitos após se formar.

Quais os tipos de pós-graduação?

Existem dois grandes grupos, a pós-graduação Lato Sensu e a Stricto Sensu. Elas diferem em quesitos como competências desenvolvidas ao longo do curso, carga horária e também o foco profissional do aluno.

Lato sensu

São cursos centrados no ganho de prática e no estudo de técnicas que ajudarão o profissional no cotidiano de trabalho. Dessa forma, são indicados para quem busca desenvolver suas experiências e conhecimentos e enriquecer o currículo.

Por concentrar alunos que já estão trabalhando inseridos em diferentes cargos do ambiente corporativo, cursos de lato sensu possuem uma carga horária mais flexível que não sobrecarrega o profissional.

A duração é de, em média 360 horas de aula. Metade dos professores devem ser mestres e doutores. Enquanto a outra metade dos professores devem ter pelo menos uma pós graduação ou lato sensu. Como titulação, o aluno recebe um certificado de conclusão que entretanto, não é válido como diploma.

  • MBA

Sigla para “Master of Business Administration” é indicado para os profissionais que já estão há algum tempo no mercado e que estejam visando a promoção a altos cargos.

Aliando network a aquisição de know-how acerca da gestão de pessoas, projetos e negócios, o aluno se desenvolve ao ponto de poder atuar em cargos vitais dentro de uma empresa e também, ser o responsável por tomadas de decisão dentro do trabalho.

  • Especialização

É um curso onde o aluno aprimora seus conhecimentos dentro de uma área específica do seu campo de atuação. Ele possibilita que o profissional alcance domínios ante as mais distintas abordagens, interpretações e execuções de problemas e soluções relacionadas ao conteúdo estudado. Pode inclusive ser feito por profissionais que recém entraram no mercado, ou mesmo pelos que nunca trabalharam. É um curso que visa afunilar e especializar o profissional.

Stricto Sensu

São cursos que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos teóricos de maneira que o aluno consiga desenvolver ideias originais e portanto, se tornar um pesquisador.

No stricto sensu, as discussões e análise de conceito, as teorias e os conhecimentos plurais de diferentes perspectivas e momentos históricos, servem de base para os estudos do aluno.

Geralmente, quem busca esses cursos tem o objetivo de ingressar na carreira acadêmica e desenvolver conhecimentos e produções científicas.

Todas as opções de cursos stricto sensu ajudam o aluno a se desenvolver em diferentes abordagens metodológicas e científicas. Dessa forma ele aprende a traçar linhas de investigação para o objeto de estudo que possui.

A duração média de um mestrado é de 2 anos e de um doutorado é de 4 anos. Quanto a formação dos professores, todos devem possuir diploma de pós stricto sensu. Ao final da formação, o aluno recebe um diploma e um título de mestre ou doutor.

  • Mestrado Acadêmico

Este mestrado é indicado para profissionais que queiram se tornar professores e lecionar, tanto em escola quanto em faculdade. Isso porque ao longo do programa do curso, o aluno se dedica a um assunto de seu interesse e aprende sobre práticas educativas

Ele também desenvolve competências necessárias para transmitir um conhecimento de grande complexidade intelectual dentro de sala.

  • Mestrado Profissional

Apesar de manter a mesma estrutura de tempo, metodologia de pesquisa e avaliação, o mestrado profissional se difere do tradicional em sua abrangência e aplicação. Sua abordagem vai além do aspecto acadêmico e inclui estudos, técnicas e conceitos que podem ser inseridas no mercado de trabalho. Assim, ao concluir o mestrado acadêmico, o profissional pode tanto se dedicar à docência quanto se capacitar profissionalmente para atuar em empresas públicas ou privadas.

A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) emitiu um artigo esclarecedor sobre o mestrado profissional, do qual destacamos o seguintes trecho:

“Antes de mais nada, o mestrado profissional (MP) é um título terminal, que se distingue do acadêmico porque este último prepara um pesquisador, que deverá continuar sua carreira com o doutorado, enquanto no MP o que se pretende é imergir um pós-graduando na pesquisa, fazer que ele a conheça bem, mas não necessariamente que ele depois continue a pesquisar. O que importa é que ele (1) conheça por experiência própria o que é pesquisar, (2) saiba onde localizar, no futuro, a pesquisa que interesse à sua profissão, (3) aprenda como incluir a pesquisa existente e a futura no seu trabalho profissional. Nada disso é trivial. O terceiro ponto é, por sinal, razoavelmente difícil. Por isso, o MP não pode ser entendido como um mestrado facilitado.”

  • Doutorado

O doutorado exige que o pesquisador já tenha um grande amadurecimento de ideias e métodos de pesquisa. Isso porque, o curso exige a defesa de uma tese de doutorado e não apenas uma dissertação de mestrado.

A tese envolve intimidade com o mundo acadêmico e um avanço considerável no desenvolvimento, produção, adequação e experimentação da pesquisa que será desenvolvida durante essa pós-graduação.

Por esse motivo, é comum os alunos fazerem mestrado para só então caminharem ao doutorado. Isso permite ao profissional crescer academicamente, assim como suas ideias de pesquisa.

No entanto, essa não é uma exigència pois não existe ordem para se fazer pós graduação, sendo esse inclusive, um conhecimento equivocado entre os alunos. O chamado Doutorado Direto é quando o aluno passa para o curso de doutorado sem fazer o mestrado. Apesar disso o curso é o mesmo e só muda a forma de ingresso.

Também é relevante que, ao seguir a sequência ‘tradicional’, o aluno pesquisador se sente mais seguro em elaborar seus conhecimentos e mais pronto para ofertar à comunidade acadêmica e social a sua tese e suas aplicações.

Qual a carga horária de uma pós?

Diferentemente das aulas da graduação, as aulas da pós não costumam ser diárias. Elas são realizadas em alguns dias úteis e em alguns casos têm uma carga horária mais intensa nos finais de semana.

Para as modalidades MBA e especialização a carga horária é de, no mínimo, 360 horas. Isso porque nos cursos Lato Sensu as aulas são desenhadas pensando nos profissionais que vão conciliar os estudos com o trabalho. Assim as atividades da pós graduação podem ser feitas nas horas livres sem comprometer a vida profissional.

Para ser aprovado no final do curso, o aluno deve elaborar uma monografia semelhante ao tcc da graduação. Ele receberá enfim, um certificado de conclusão e não um diploma.

Já para os cursos de mestrado e doutorado é diferente. A duração é de 18 a 24 meses para o mestrado e de 25 a 42 meses para doutorado. No entanto, no caso do mestrado profissional, a duração muda e vai de 12 a 18 meses.  Em todo caso, cursos Stricto Sensu exigem uma dedicação integral a princípio. Mas também não é impossível cursar juntamente do trabalho.

Nesse caso é indicado que você tenha uma maior flexibilidade no horário de trabalho e possa assim participar de congressos, palestras e aulas.

Ao final dos cursos de mestrado, o aluno deve entregar uma dissertação. Não obstante, para o doutorado, o aluno desenvolverá uma tese original para a sua conclusão. Nesses dois casos, o aluno recebe um diploma de mestre ou de doutor.

Qual é o método de ingresso?

Para cursos de especialização, o processo seletivo é mais simples. Consistindo em análise do currículo do candidato e ocasionalmente carta de apresentação. Isso acontece porque a especialização tem uma maior oferta de cursos e é mais popularizada entre as opções de pós graduação.

Para os cursos de MBA, a seleção é mais minuciosa e prioriza profissionais relevantes dentro de suas áreas de atuação ou que ao menos tenham afinidade com as matérias do curso. Por conseguinte, a presença desses profissionais enriquecerá o curso.

A escolha é feita por análise de currículo com especial atenção à carreira do profissional dentro do mercado de trabalho. A seleção também pode conter debates de cases onde se utiliza situações reais do mercado de trabalho.

A conversa muda para os cursos de mestrado e doutorado, em que a concorrência é acirrada. Assim, o processo seletivo envolve análise de currículo, prova escrita sobre a área de conhecimento do curso, prova de língua estrangeira, apresentação do projeto de pesquisa que será desenvolvida ao longo do curso e por fim, entrevista com uma banca de docentes da instituição de ensino.

Como é a dinâmica das aulas?

Contando com um modelo de aulas mais tradicional e semelhante ao da graduação, cursos de especialização costumam possuir seminários e aulas expositivas. Além disso eles também compreendem aulas práticas como parte da carga horária obrigatória. Isso porque um dos focos do curso é a aplicação do conteúdo aprendido no cotidiano laboral.

Nas aulas do MBA os orientadores lançam mão de ferramentas de gestão, junto aos alunos, a fim de buscar soluções para problemas reais das empresas.

O cenário é completamente diferente nos cursos Stricto Sensu (mestrado, mestrado profissional e doutorado). Nesses os alunos estudam ferramentas de pesquisa e seus esforços são direcionados a um aprofundamento teórico e desenvolvimento de ideias originais. Também contam com leitura de novos artigos e bibliografia básica, bem como discussões que elevem e fortaleçam o pensamento crítico.

Quais são os métodos de avaliação?

Dentro de um curso de pós-graduação, os métodos avaliativos podem variar bastante de acordo com a área de estudo e com a instituição. Entre as opções de aplicação estão provas orais e discursivas; debates, seminários, provas práticas, produção de artigos entre uma infinidade de métodos avaliativos que são escolhidos visando o melhor aproveitamento dos alunos.

Pode fazer pós graduação em qualquer área?

Você pode fazer uma pós graduação em uma área completamente diferente da sua formação, ou mesmo semelhante. Inclusive, os cursos feitos após a faculdade são uma boa opção para quem deseja mudar de área sem precisar fazer uma nova faculdade.

De acordo com o Ministério da Educação na resolução CNE/CES 1/2007:

“3° Os cursos de pós-graduação lato sensu são abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação ou demais cursos superiores e que atendam às exigências das instituições de ensino.”

Ou seja, qualquer pessoa que seja graduada está apta a fazer uma pós. E isso, independentemente da área original escolhida e da opção para pós graduação ser MBA, mestrado, mestrado profissional ou doutorado. Falaremos melhor sobre isso mais pra frente.

Note também que pessoas formadas em cursos tecnólogos também estão aptas para fazer pós graduação, seja qual for o curso de pós escolhido.

No entanto, vale notar que, a faculdade de ingresso à pós é quem vai determinar os requisitos, como por exemplo quais aulas o aluno deverá frequentar. Assim como, os termos a serem seguidos para a matrícula e o acompanhamento das aulas.

Vale se ater ao fato de que a pós-graduação em uma outra área não dá direito ao exercício de profissões regulamentadas como: engenharia, nutrição, e medicina por exemplo.

A pós graduação em outra área também é uma ótima opção para expandir seus horizontes e enriquecer seu trabalho. Isso porquê ter conhecimento de outras áreas e uma visão mais abrangente pode te ajudar muito a resolver problemas e a traçar novas estratégias no âmbito profissional.

Qual o impacto da pós-graduação na sua carreira?

Agora você já tem conhecimentos macro e micro sobre a pós-graduação e está apto para escolher com propriedade qual o melhor curso para a sua carreira. Chegou o momento de entender qual vai ser a relevância da pós-graduação na sua vida!

Destaque em processos seletivos

Uma das mais relevantes vantagens da pós, é o ganho que comentamos lá no começo do artigo. O profissional ganha mais destaque em processos seletivos e sai à frente de seus concorrentes, podendo conseguir mais facilmente o cargo que almeja.

Ademais, qualificação é exatamente o que as companhias têm procurado. Um diploma de graduação é considerado o básico aceitável para um profissional atuante. Mas quase nunca é o suficiente para que as empresas o queiram como parte do quadro de funcionários. Isso porque um currículo mais completo vai além de experiências anteriores e dos tradicionais cursos de informáticas e idiomas.

As companhias buscam profissionais que estejam em constante aprendizado e desenvolvimento. Para que estejam preparados em superar os desafios da empresa e entender a importância da atualização de conhecimentos.

Mais chances de promoções e de conquistar cargos de gestão

Ao fazer uma pós-graduação você se destaca no meio profissional por estar mais preparado para lidar com os desafios da profissão e aprende a atrelar o conhecimento prático ao conhecimento teórico.

Desta forma você passa a imagem de um especialista e não de um funcionário regular. Tal mudança te permite mais chances de bonificações e de promoções.

Já para alçar cargos de gestão, um MBA por exemplo é o melhor caminho. A formação te ensinará a lidar com situações que envolvem liderança e grandes decisões, formando você um gestor orientado a resultados.

  • Quanto uma pós aumenta o salário?

O aumento salarial não se dá apenas pelo que está escrito no currículo, mas também no desenvolvimento do profissional e em sua capacidade de aplicar no trabalho o que foi aprendido em sala de aula. Mas pragmaticamente, alguns dados interessantes podem ser apresentados.

Uma pesquisa feita pela empresa de recrutamento Catho em 2018, mostrou que no caso de profissionais em cargos de coordenação tiveram os salários aumentados em até 53,7% e 47,4% após concluir mestrado e doutorado, respectivamente. No cargo de analista, o mestrado ou doutorado pode aumentar o salário em 118%. A 54º edição da Pesquisa Salarial Catho foi feita com 2 milhões de profissionais, de mais de 25 mil empresas em 4.063 cidades de todo país.

Network mais amplo e desenvolvido

Ao estar em contato com profissionais de sua área você faz mais contatos e incrementa seu network. Principalmente em cursos lato sensu, o aluno tem a oportunidade de ter colegas de outras áreas e cargos, das mais variadas empresas e negócios, e que podem te instruir e trocar experiências sobre o mercado e sobre as empresas.

Isso também é um ponto muito relevante pois te permite saber de antemão quando algumas empresas estão contratando e também, orientações de profissionais que já trabalham nelas, te dando mais chances de contratação.

Atualização constante dos conhecimentos e das habilidades

Como já dissemos, as companhias buscam profissionais que estejam em constante movimento de ascensão profissional, ou seja, que busquem capacitação e desenvolvimento, que busquem inovação.

Assim, sair de sua zona de conforto e se “reciclar” é essencial para lidar com problemas corriqueiros da sua profissão, e também, para ter mais chances de promoção.

Formação contínua necessária para lecionar

Para lecionar, é necessário no mínimo uma graduação em licenciatura (ou pedagogia, no caso da educação básica, conforme a Lei nº 12014/09) de acordo com o MEC.

Mas a realidade é mais complexa, as escolas têm buscado profissionais cada vez mais capacitados e com pós-graduação para integrar o corpo docente.

No caso de faculdades isso é ainda mais relevante visto que, de acordo com a Lei nº 9.394/96 exige que pelo meno um terço de todos os que lecionam em ambiente acadêmico tenham titulação de mestre e/ou de doutor.

A razão para isso é que tanto o mestrado como o doutorado, têm a função de ampliar sua visão crítica e te possibilitar se aprofundar em questões mais complexas para serem abordadas em sala de aula. A pós stricto sensu ainda te fornece meios de se tornar um pesquisador com produção científica ativa e constante.

Qual o melhor momento para iniciar uma pós graduação?

Por mais ansioso que você esteja para se aperfeiçoar profissionalmente e estudar, é preciso calma e planejamento. Nos cursos de mestrado, mestrado profissional e doutorado é perfeitamente possível emendar um após o outro depois de finalizar a graduação.

Isso porque você será formado de modo ascendente na carreira acadêmica. Posto a isso, não é preciso uma vivência prévia em ambas áreas de docência e pesquisa, já que é justamente isso que você aprenderá a fazer.

No entanto para os cursos de MBA, é aconselhado que você tenha uma vivência no mercado de trabalho antes. Isso porque a cada aula serão levados cases para serem debatidos entre os alunos e professores.

Se você ainda não teve essas vivências no cotidiano de trabalho será difícil compartilhar da mesma visão lógica e do mesmo raciocínio crítico de quem passar pelos casos de mercado no dia a dia. É necessário que você desenvolva um entendimento de noções e termos ligados ao meio empresarial para estar apto a discutir os problemas e buscar soluções.

Qual o investimento numa pós?

Com tantas vantagens em se fazer uma pós-graduação, é de se prever que o investimento não seja dos menores. No entanto os valores variam muito entre as instituições. Em universidades públicas por exemplo, o MBA é pago, porém muito abaixo da variação particular que é de R$ 4.400 a R$ 19.800 no valor total.

Já em universidades públicas, o mestrado costuma ser gratuito assim como graduação. E em instituições privadas vão de R$ 33.937 a R$ 54.574. Você também pode buscar bolsas de estudos ou planos de financiamento estudantil.

Qual é o valor de uma bolsa de estudo na Pós-Graduação?

Em universidades públicas e particulares o aluno pode pleitear a bolsa de auxilio à pesquisa. Órgãos de amparo a pesquisa como a Capes e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) há a possibilidade de o estudante ser pago para fazer sua pesquisa. Nesses casos o estudante não pode ter vínculo empregatício de nenhuma espécie. Para conseguir a bolsa, o estudante deve submeter o projeto de pesquisa à avaliação do órgão de amparo.

Bolsas regulares FAPESP Valores vigentes a partir de 01/09/2018 Valores vigentes até 31/08/2018
Iniciação Científica (IC) R$ 695,70 R$ 676,80
Mestrado I (MS-I) e Doutorado Direto I (DD I) R$ 2.043,00 R$ 1.988,10
Mestrado II (MS-II) e Doutorado Direto II (DD II) R$ 2.168,70 R$ 2.110,20
Doutorado I (DR-I) e Doutorado Direto III (DD III) R$ 3.010,80 R$ 2.929,80
Doutorado II (DR-II) e Doutorado Direto IV (DD-IV) R$ 3.726,30 R$ 3.626,10
Pós-Doutorado (PD-BR) R$ 7.373,10 R$ 7.174,80

(FONTE) Site Fapesp acessado em 23-04-19

Como é a solicitação da Bolsa de Mestrado da FAPESP?

Para exemplificar como funciona a requisição de bolsa de pesquisa, vamos pegar como exemplo o órgão de fomento Fapesp. Entretanto, cada órgão tem seus próprios pré-requisitos e editais.

Para poder pleitear essa bolsa o aluno deve estar regularmente matriculado em curso de pós-graduação (mestrado acadêmico) ou seja, stricto sensu. Também é necessário que o projeto de pesquisa resulte em uma dissertação final e também deve ser cursado em instituição localizada no Estado de São Paulo.

Quanto ao orientador também há pré requisitos, ele deve ter o título de doutor ou qualificação equivalente avaliada por sua súmula curricular. Porém a verificação da regularidade da situação de credenciamento do orientador fica de responsabilidade da instituição de ensino

O aluno pode solicitar a Bolsa de Mestrado antes mesmo do término do curso precedente (graduação), respeitando-se os prazos definidos pela FAPESP. Porém a apresentação dos comprovantes correspondentes à sua conclusão da graduação é imprescindível para que ele possa confirmar interesse na bolsa.

É interessante notar que a FAPESP prioriza candidatos recém-formados e que tenham concluído o curso de graduação dentro do prazo normal de sua duração, além de possuírem excelente histórico escolar e preferencialmente com estágio bem sucedido de iniciação científica. Isso porque as bolsas de pós-graduação visam principalmente a formação de profissionais para o sistema de pesquisa do Estado de São Paulo e por isso o seu sistema de filtragem acaba sendo mais rígido.

Como o projeto de pesquisa deve ser apresentado?

O projeto deve ser apresentado de forma clara e resumida, ocupando assim, no máximo, 20 páginas digitadas com espaçamento duplo. No caso de as propostas serem encaminhadas através do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe), o formato deve ser tipo DOC ou PDF e ter até 5Mb.

O projeto submetido deve conter:

  • resumo (no máximo 20 linhas);
  • introdução e justificativa, com síntese da bibliografia fundamental;
  • objetivos;
  • plano de trabalho e cronograma de sua execução;
  • material e métodos;
  • forma de análise dos resultados

A responsabilidade pelo projeto é do orientador, porém o candidato deve estar preparado para discuti-lo e analisar os resultados. É assim esperado que o candidato participe intensamente da redação do projeto.

É interessante notar que para bolsas de mestrado, doutorado e doutorado direto, o valor vai crescendo conforme o tempo de pesquisa avança. São portanto colocados como níveis [MS-I (mestrado nível 1 para o primeiro ano) e MS-II (mestrado nível 2 para o segundo ano e portanto, conta com um acréscimo na bolsa)]. A bolsa de mestrado tem duração máxima de 24 meses (dois anos).

No caso do doutorado direto, no primeiro ano de pesquisa (DD I) o aluno ganha o mesmo que um mestrando em seu primeiro ano de mestrado (MS-I). No segundo ano de doutorado direto (DD II) o aluno ganha o mesmo que um mestrando em seu segundo ano (MS II).

No terceiro ano no doutorado direto (DD III) o aluno ganha o mesmo que o um doutorando “regular” em seu primeiro e segundo anos. Finalmente no quarto ano do doutorado direto (DD IV) o aluno ganha o mesmo que um doutorando “regular” em seu terceiro e quartos anos de pesquisa. Isso acontece para que não haja uma diferença injusta entre quem entrou no doutorado sem fazer mestrado (doutorado direto) e quem começou o doutorado após o mestrado, como é mais comum e usual.

A solicitação de bolsas não depende de abertura de edital, podendo ser feita durante todo o ano.

E em caso de intercâmbio durante o mestrado?

Uma vez que o aluno não pode acumular dois benefícios ao mesmo tempo, ou seja, bolsa de mestrado e de intercâmbio, a bolsa de mestrado deve ser interrompida enquanto a outra estiver vigente. Entretanto essa interrupção pode ser feita por até 6 meses.

Para que essa substituição de bolsas ocorra, o orientador deve solicitar autorização à Fapesp, e incluir uma justificativa circunstanciada. Caso o órgão de fomento autorize a interrupção, o tempo utilizado para a atividade no exterior não será descontado do tempo total da bolsa concedida.

A interrupção da bolsa de mestrado para que o aluno use a Bolsa de Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) é feita automaticamente assim que é aprovada a proposta BEPE. Para ser reativada a bolsa, o aluno deve fazer uma solicitação assim que retornar do estágio de pesquisa do exterior.

A reativação da bolsa de mestrado, com início no dia seguinte ao retorno do bolsista ao Brasil, deve ser solicitada no processo de bolsa no país, indicando o estágio da pesquisa e a previsão de sua conclusão.

Para processos que funcionem eletronicamente via SAGe (sistema online da Fapesp) o pedido deve ser feito no sistema através da submissão de Solicitação de Mudança do tipo “Reativação de Processo”, que deve ser elaborada pelo bolsista e submetida pelo orientador.

Para processos submetidos à FAPESP em formulário impressos, a solicitação deve ser enviada pelo orientador. No caso de processos submetidos à Fapesp em formulários impressos, a solicitação deve ser enviada pelo orientador, através de correspondência assinada ou via sistema Agilis.

É recomendado que a solicitação de reativação da bolsa seja encaminhada 30 dias antes da data prevista para o término da vigência da BEPE, indicada no Termo de Outorga.

Como conseguir bolsa para pós-graduação em instituição particular?

É possível conseguir bolsa de estudos em instituições privadas que podem chegar até 100%, nesse caso cada instituição particular tem sua própria seleção e oferecimento. Nesses casos o aluno fica isento – ou paga um valor reduzido – da mensalidade do curso de pós-graduação.

  • FGV

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) por exemplo possui duas modalidades de bolsa de estudo para a pós-graduação. Por financiamento próprio da instituição, chamado Fundo de Bolsas. Funciona da seguinte forma, o aluno deve pedir o financiamento semestralmente, podendo também ser solicitado logo no ato da matrícula ou durante o decorrer do curso. O critério para aprovação é apenas econômico e financeiro.

O financiamento de bolsas, com ressarcimento futuro obrigatório e sem juros, é viável graças à colaboração de empresas e pessoas físicas (alunos, ex-alunos, ex-bolsistas, professores e funcionários) e pelo próprio ressarcimento que é corrigido pela variação IGP-M de ex-bolsistas. Atualmente, segundo dados da instituição, cerca de 17% dos alunos de graduação em Administração são atendidos pelo programa.

A FGV dispõe portanto de dois tipos de bolsa, no caso de bolsa restituível o aluno tem as opções: Bolsa de Estudo (que vai de 20% a 100% do valor da mensalidade), Bolsa Material Escolar (auxílio semestral para compra de livros e material escolar), Bolsa Alimentação (auxílio semestral para alunos residentes fora da cidade e São Paulo) e Bolsa Transporte (auxílio semestral para alunos residentes fora da cidade de São Paulo).

Também há a opção da bolsa de estudo não restituível, ou seja, que o aluno não precisa pagar ao final de seu curso. É a Bolsa para Alunos com Dificuldade Econômica, que entretanto, são aplicáveis apenas para alunos da graduação. A instituição pode ainda conceder outras bolsas não reembolsáveis considerando quesitos como diversidade e talentos; que são definidos segundo critérios da FGV/EAESP.  As escolas de administração, direito e economia da FGV de São Paulo não cobram mensalidade, mas exigem dedicação integral.

  • Anhembi Morumbi

Já a Anhembi Morumbi chega a oferecer bolsas de 100% aos 5 primeiros colocados no edital de mestrado e de 50% para os cinco seguintes. No doutorado há bolsas institucionais para todos os alunos desde que façam um programa de atividades extras com carga de 12 horas semanais.

  • ESPM

A ESPM oferece bolsas para mestrado profissional baseada em critérios sociais e de mérito acadêmico. O financiamento da instituição é próprio e sem taxa fixa para alunos de pós lato sensu. Na unidade Rio de Janeiro, pode ser parcelado de 12  a 36 meses e em São Paulo de 17 a 35 meses.

  • Mackenzie

Na Mackenzie os quatro primeiros colocado para doutorado não pagam a mensalidade. Para a stricto sensu há o fundo de pesquisa próprio da instituição, chamado Mackpesquisa.

O que é CAPES e a qual sua importância para a pós-graduação

CAPES é a sigla de “Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior” e é uma fundação do MEC (Ministério da Educação). Tem como missão a expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu em todos os estados brasileiros.

Entre as atividades da Capes estão:

  • avaliação da pós-graduação de todas as instituições de ensino,
  • acesso e divulgação de produção científica nacional,
  • investimentos na formação de recursos de alto nível no país e exterior,
  • promoção da cooperação científica internacional,
  • indução e fomento da formação inicial e continuada de professores para a educação básica nos formatos presencial e a distância.

Pós-graduando de instituições particulares também pode solicitar bolsa de pós

O que nem todos sabem é que estudantes de instituições educacionais particulares também podem pleitear uma bolsa de estudos em órgãos de fomento à pesquisa como Capes; o programa em questão chama-se PROSUP (Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares).

Poderão solicitar o apoio do programa instituições de Ensino Superior particulares que mantiverem programas de pós-graduação stricto sensu aprovados pela Capes, tendo portanto nota igual ou superior a 3.

Os alunos interessado em obter uma bolsa de pós-graduação do PROSUP devem entrar em contato com as Pró-Reitorias de Pós-Graduação de suas respectivas instituições. Isso porque as bolsas de estudos e taxas escolares são gerenciadas pelas pró-reitorias.

Já o exame de solicitações dos candidatos bem como a seleção e o acompanhamento das bolsas e das taxas escolares são atribuições da Comissão de Bolsas Capes no Programa de Pós-Graduação.

A dissertação de mestrado trata-se de um trabalho acadêmico cuja finalidade é a de contribuir com reflexões ou análises sobre um tema específico. Partindo dessa premissa, a dissertação de mestrado não precisa ser inédita, como é o caso da tese de doutorado. No mestrado é aceito que se aborde temas que já são debatidos na esfera acadêmica, mas que traga um novo olhar sobre o tema tratado.

Por se tratar de um trabalho científico a dissertação de mestrado deve seguir uma certa metodologia comprovada de análise e sempre trazendo dados e argumentos que corroborem a hipótese levantada

Entretanto note que não apenas de argumentos que se alinhem à suas hipóteses vive uma dissertação de mestrado. É também necessário que você apresente ideias que contradiga seu ponto de vista tanto quanto às que o suportam.

Itens necessários para a sua Dissertação de Mestrado

  • Defina o tema a ser abordado e a área mais ampla que você vai explorar ao longo da pesquisa;
  • Delimite o tema, faça um recorte de um assunto específico que você queira investigar;
  • Analise a relevância desse recorte tanto para a sociedade quanto para a academia, verificando se ele está alinhado às linhas de pesquisa da universidade na qual você pretende ingressar. Em outras palavras, caso precise de equipe e suporte, se a instituição tem estrutura para atendê-lo.
  • Defina os objetivos da sua dissertação de mestrado. Destacando os gerais e específicos;
  • Elabore suas hipóteses, que são as possíveis respostas ao problema que você deseja investigar;
  • Defina sua metodologia de análise de dados, a fim de comprovar a veracidade da sua pesquisa;
  • Faça um resgate de todos os teóricos que já falaram sobre o assunto para montar seu referencial bibliográfico;
  • Defina seu cronograma de trabalho, indicando as etapas da pesquisa e a data provável da conclusão.

E não se esqueça das famosas Normas da ABNT!

 

O artigo científico está presente na vida do acadêmico seja para ser entregue como conclusão de alguma disciplina seja para ser publicado em alguma revista da área estudada. Este é inclusive um dos grandes anseios do jovem estudante que pretende continuar sua vida acadêmica em pesquisas.

Um currículo lattes que contenha artigos publicados é muito importante para que o aluno tenha mais chances de ser escolhido para mestrado, doutorado, congressos e demais eventos da academia.

Mas afinal o que é um artigo científico e qual a sua importância?

O artigo é um trabalho acadêmico científico que visa expor uma pesquisa. Na prática é como um relatório, já que contem o que foi estudado pela autora(o) e sua análise.

Ele pode ser um artigo de revisão bibliográfica, ou seja, que comenta e aprofunda o que já foi escrito sobre algo. Como por também ser um estudo de caso e que tenha uma abordagem mais própria do aluno.

Além disso o artigo científico também enriquece os seus conhecimentos já que você estudará temas relevantes à sua área de estudo e que lhe interessem. Mais que isso, a divulgação de artigos próprios divulga seu nome e garante credibilidade à sua formação.

Primeiro estabeleça o tema e o problema de pesquisa

É altamente recomendável que você pesquise e escreva sobre um tema que realmente seja o de seu interesse. Isso porque trabalhos acadêmicos costumam exigir muita dedicação do acadêmico, sendo assim é aconselhável que você tenha afinidade com o que vai estudar já que ficará um bom tempo debruçado sobre ele.

O problema de pesquisa é um pouco mais completo que o tema, pois exige que você olhe para o tema e busque um aspecto particular dentro deste campo que seja relevante. Ao estudar sobre o objeto e conhecê-lo melhor é natural que apareçam questões, dúvidas e pontos não esclarecidos. Use estes insights para formular seu problema de pesquisa.

Estruture o seu artigo e sua argumentação

Uma vez com tema em mãos, comece a fazer alguns rascunhos de desenvolvimento e levante algumas hipóteses. Nesse ponto uma boa dica é listar o argumentos  que conseguiu encontrar para sustentar a pesquisa. Cada item dessa lista pode se tornar uma seção do seu artigo.

Depois de feito esse rascunho você deve elaborar cada uma das partes. Inclua dados que você encontrou na pesquisa, embasamentos teóricos de autores relacionados ao seu tema, e caso necessário, imagens e gráficos e siga na sua argumentação com muita densidade.

Cuidado com a coerência e com a linguagem

Ao pesquisar muito é comum que os conceitos pareçam um pouco confusos e você acabe se perdendo na argumentação. Adicionando informações que ainda não havia contextualizado ou deixando de explicar algum conceito muito essencial. Portanto preste muito atenção no encadeamento de ideias, na coesão e na coerência.

Por fim revise muito bem todo o artigo científico.Deixe para revisar alguns dias depois de concluído assim sua mente estará mais descansada e será mais fácil identificar erros. Você também pode pedir para um amigo ler e ver se consegue compreender o que você está querendo dizer. Quanto à linguagem, ela deve sempre ser muito clara e objetiva.

Submeta a um periódico

As revistas científicas normalmente tem um certo período para aceitar admissões de artigos para publicação então uma vez que já escolheu o periódico se atente a isso. Caso não conheça uma boa revista científica peça auxílio ao seu professor/orientador.

Quanto á formatação propriamente dita, algumas revistas podem exigir elementos diferentes ou formatos próprios para que o artigo seja escrito. É altamente aconselhável que você leia as edições mais recentes para se adequar ao formato e à linguagem.

Fique atento à repercussão que seu artigo terá

Os comentários que virão, tanto críticos quanto elogiosos são importantes e fundamentais para a sua evolução acadêmica. Por isso peça opiniões sobre o seu trabalho e esteja aberto as críticas que virão; assim nós próximos textos você perceberá o retorno que as opiniões alheias deram ao seu desempenho.

 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é uma agência do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Até 1974 se chamava Conselho Nacional de Pesquisas e manteve a sigla original até a atualidade. A agência tem como função fomentar a pesquisa científica e tecnológica, dessa forma, incentivando a formação de pesquisadores do Brasil.

Junto à CAPES formam as maiores instituições públicas de fomento à pesquisa. São elas as responsáveis por conceder bolsas que dão suporte à pesquisa. Dessa forma os cientistas podem se dedicar exclusivamente à pesquisa.

Mas porque a pesquisa é tão importante para o país?

Bom vamos lá, as bolsas concedidas ao estudantes ajudam o conhecimento a ser desenvolvido e a pertencer a sociedade. Isso evita que empresas privadas financiem a pesquisa feita no país; a patenteie, e torne o conhecimento muito caro á todos. Isso é especialmente complicado especialmente no caso de medicamentos que, apesar de desenvolvido dentro do território nacional e por brasileiros, pode ser patenteado e vendido no exterior, ou ser vendido dentro do país por preços muito altos.

É importante saber que todo o dinheiro público investido em universidades públicas e em pesquisa e tecnologia acabam por serem revertidos em benefícios para a própria sociedade. Isso aumenta o desenvolvimento do país e é inclusive benéfico para a imagem do país no exterior.

Como foi a criação do CNPq

A partir da Segunda Guerra Mundial, os avanços da tecnologia bélica: aérea, farmacêutica e principalmente a energia nuclear, despertaram os países para a importância da pesquisa científica. A bomba atômica era a prova real e assustadora do poder que a ciência poderia atribuir ao homem. Com isso, diversos países começaram a acelerar suas pesquisas ou mesmo a montar estruturas de fomento à pesquisa, como no caso do Brasil. Apesar de detentor de recursos minerais estratégicos, o país não tinha a tecnologia necessária para seu aproveitamento.

Em maio de 1946, o Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva (engenheiro de formação), representante brasileiro na Comissão de Energia Atômica do Conselho de Segurança da recém-criada Organização da Nações Unidas (ONU), propôs ao governo, por intermédio da ABC ( Academia Brasileira de Ciências), a criação de um conselho nacional de pesquisa. “Em maio de 1948 um grupo de cientistas e de amigos da ciência decidiu fundar, no Brasil, uma Sociedade para o Progresso da Ciência sem fins lucrativos nem cor político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. ” (* Trecho extraído da Publicação nº 3 da SBPC, de 1951: “SBPC – Fundação, evolução e atividades”, reproduzidos nos Cadernos SBPC Nº 7, 2004.) A criação da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, veio reforçar os ideais da necessidade de aparatos institucionais para o desenvolvimento da Ciência no Brasil.

Álvaro Alberto tinha como empreitada a criação de uma instituição governamental, cuja principal função seria incrementar, amparar e coordenar a pesquisa científica nacional. Ainda em 1948, o projeto da criação do conselho era apresentado na Câmara dos Deputados, mas foi somente em 1949 que o Presidente Eurico Gaspar Dutra nomeou uma comissão especial para apresentar o anteprojeto de lei sobre a criação do Conselho de Pesquisas. Reunião da Comissão nomeada pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra para elaborar o projeto que resultou na lei de criação do CNPq, em Abril de 1949. A partir da esquerda, em primeiro plano, Álvaro Osório de Almeida, José Carneiro Felipe, Jorge Latour e Álvaro Alberto. Depois de debates em diversas comissões, finalmente em 15 de janeiro de 1951, dias antes de passar a faixa presidencial a Getúlio Vargas, o Presidente Dutra sanciona a Lei de criação do Conselho Nacional de Pesquisas como autarquia vinculada a Presidência da República. A Lei nº 1.310 de 15 de Janeiro de 1951, que criou o CNPq, foi chamada por Álvaro Alberto de “Lei Áurea da pesquisa no Brasil.”

A lei de criação do Conselho estabelecia como suas finalidades promover e estimular o desenvolvimento da investigação científica e tecnológica, mediante a concessão de recursos para pesquisa, formação de pesquisadores e técnicos, cooperação com as universidades brasileiras e intercâmbio com instituições estrangeiras. A missão do CNPq era ampla, uma espécie de “estado-maior da ciência, da técnica e da indústria, capaz de traçar rumos seguros aos trabalhos de pesquisas” científicas e tecnológicas do país, desenvolvendo-os e coordenando-os de modo sistemático.

(Texto extraído diretamente do site do CNPq)

Quais os usos da plataforma CNPq

A plataforma Lattes do CNPq tem diversos usos. Ela disponibiliza além de currículos, dados e estatísticas da produção científica no Brasil por região; instituição, sexo e idade. A plataforma também divulga informações valiosíssimas sobre programas de incentivo à pesquisa como bolsas; auxílios e prêmios.

O currículo Lattes inclusive, recebeu este nome em homenagem ao físico brasileiro Césare Mansueto Giulio Lattes. Esse estudioso foi um dos responsáveis por desenvolver pesquisas que contribuíram significativamente para o avanço da ciência em relação à estrutura atômica

As competências do CNPq são: promover acordos, convênios e intercâmbios entre entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais. Também de prestar assistência na compra de equipamentos para atividades de pesquisa; entre outras funções;. Ou seja, sem o CNPq, nem o currículo Lattes nem a plataforma Lattes funcionam.

Você sabe as diferenças entre currículo vitae e currículo lattes? Sabe em quais situações um ou o outro são indicados? É isso o que vamos esclarecer neste artigo.

Na realidade, ambos currículos buscam servir como um mapa da trajetória profissional do especialista. No entanto, são produzidos de maneiras bem diferentes!

CNPq Currículo Lattes

Todo currículo Lattes é feito na plataforma Lattes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). É um site intuitivo e que possibilita ao pesquisador colocar todos os detalhes de sua trajetória profissional. Ele também é mais longo que o currículo vitae.

O currículo Lattes, visa a construção da imagem da vida e trajetória profissional do cadastrado, dando especial ênfase à vida acadêmica deste. Dessa forma, esse currículo não é focado em experiências profissionais e suas habilidades, mas sim nas as produções; áreas de atuação e experiência no sentido do âmbito de pesquisa em áreas de ciência e tecnologia.

A diferença mais gritante entre o currículo Vitae e Lattes é o objetivo principal de cada um.. O primeiro é o currículo profissional que é geralmente solicitado no mercado de trabalho. Já o segundo é mais direcionado para pesquisadores e profissionais da área acadêmica.

Quanto ao tamanho final de um Lattes depende muito da experiência do profissional. Para aqueles que estão ingressando na pesquisa e tem pouca experiência, o ideal é um Lattes de duas a quatro páginas. Já para um profissional bastante experiente e com uma produção acadêmica mais robusta, o comum é que seu Lattes contenha até sete páginas, lembrando que não deve exceder dez páginas.

Apesar de ser um currículo indicado para profissionais na área de pesquisa acadêmica, nada impede que possa ser feito por qualquer pessoa mesmo porque muitas empresas vêm solicitando este tipo de currículo.

Para que serve o Currículo Lattes

O currículo Lattes é necessário também para possibilitar a concessão de bolsas de pesquisa, participação em projetos acadêmicos e participação em eventos científicos. Ele é  a porta para a avaliação que precede a concessão desses benefícios no meio acadêmico, além disso, os órgãos de fomento de maneira geral costumam consultar o Lattes do candidato para avaliar sua produção científica, um passo essencial para esse processo.

O sistema Lattes é referência em armazenamento de dados, cruzamento de informações e de cadastrados e se tornou parte cotidiana do trabalho de quem se envolve com agências de fomento à pesquisa e daqueles que estão engajados em pesquisa e docência em instituições de ciência e tecnologia.

O sistema Lattes é referência em armazenamento de dados, cruzamento de informações e de cadastrados e se tornou parte cotidiana do trabalho de quem se envolve com agências de fomento à pesquisa e daqueles que estão engajados em pesquisa e docência em instituições de ciência e tecnologia.

A plataforma Lattes possibilita consultas de qualquer localidades e faz com que a produção do docente tenha mais visibilidade, promovendo um maior intercâmbio entre pesquisadores e grupos de pesquisa. Pela razão de que no Lattes é possível registrar outros pesquisadores que fazem parte de algum projeto e construir um comunidade científica.

Programas como os de pós-graduação e os de iniciação científica e tecnológica podem contar com a eficiência do sistema lattes para avaliar docentes e discentes no âmbito de currículo, avaliando produtividade e relevância a fim de direcionar seus subsídios a determinados projetos e instituições.

Por exemplo, é possível traçar uma imagem institucional através do conhecimento sobre o volume de produções, pesquisas, projetos, instituições e orientações em andamento na mesma.

O currículo Vitae e sua inerente importância no mercado

O termo “curriculum vitae” é proveniente do latim e tem como significado “trajetória de vida”. Dessa forma, é um documento de estilo histórico que relata o caminho educacional e/ou acadêmico e as experiências profissionais da pessoa.

Também conhecido como “CV” ou simplesmente “currículo”, o documento visa apresentar o perfil do candidato às empresas. Portanto é uma síntese de qualificações e aptidões onde o profissional descreve suas vivências profissionais, sua formação acadêmica, dados pessoais e até mesmo suas qualidades. Atualmente, o currículo é o mais pedido entre as empresas e funciona como um cartão de visita entre o empregado e o empregador.

Como fazer um Currículo Vitae notável

Não há uma modelo certo para um currículo e nem mesmo uma plataforma oficial como é o caso do currículo lattes. Entretanto, alguns elementos são essenciais como: dados para contato, experiências profissionais do candidato, formação acadêmica, cursos realizados (exemplo; cursos de idiomas, de informática, programas de computador que domina, entre outros).

O currículo vitae é o ideal para profissionais que desejam encontrar um emprego, e isso independentemente da quantidade de experiência ou capacitação do profissional. Um currículo é sempre bem vindo e obrigatório em todo processo seletivo.

Visualmente, o currículo deve ser simples e clean, portanto, nesse momento tenha em mente que menos é mais. O ideal é papel branco, fonte comum (como Arial ou Times New Roman), margens fixas e tamanho bem legível  de letra. Evite cores, floreios e fontes de difícil leitura.

A estrutura do currículo deve ser:

  • Objetivo
  • Formação
  • Experiência
  • Outras Atividades
  • Referências.

Entretanto, no caso de um profissional que esteja há mais tempo no mercado, é interessante que as experiências profissionais venham antes da formação acadêmica.

Isso porque o foco principal do entrevistador será na experiência prévia do candidato. Já para candidatos no começo de carreira, é aconselhado que sua formação esteja em primeiro lugar, isso porque as vivências são majoritariamente acadêmicas e merecem destaque.

  • Objetivo

O primeiro espaço relevante do seu currículo deve contar com seu objetivo de forma breve e clara. Não use adjetivos como por exemplo “analista de marketing com boas relações sociais” esse não é o momento de se auto-avaliar, quem fará isso é o entrevistador.

  • Formação

Este campo deve conter todas as suas informações educacionais como escolas, universidades e outros cursos acadêmicos como especialização, extensão e intercâmbios.

Nesse momento é bom ser sucinto, apenas incluindo nome da instituição, tipo de diploma, curso, cidade e ano de conclusão. Também é nesse espaço onde você deve colocar sua experiência com outros idiomas, Mas atenção, assim como em todo o currículo, não minta o seu nível de proficiência ou o exagere.

Lembre-se de que tudo o que você colocar no currículo pode e irá ser conferido e testado, não apenas no momento da entrevista como na sua trajetória dentro da empresa.

  • Experiência

A ordem cronológica deve ser inversa, ou seja, do seu emprego mais recente (ou atual) até o mais antigo. Coloque nesse espaço uma breve síntese das suas ações dentro das empresas em que trabalhou e como você contribuiu para o crescimento da mesma. Se tiver números que atestam isso é melhor ainda!

É bom ter em mente que as empresas só contratam alguém porque estão com algum problema para resolver. E quem irá resolver esse problema? Sim, você mesmo! Pesquise antes sobre a empresa, o que ela faz eo que você pode contribuir para ela. Guie suas falas na entrevista de modo a mostrar a diferença que você pode fazer dentro da empresa e como pode ajudá-la no seu desenvolvimento.

Para quem está em busca do primeiro emprego ou ainda está no comecinho da carreira, esse tópico de “experiência” pode parecer assustador. Afinal, são muitas vagas que estampam na primeira chamada o pré requisito “com experiência” e isso acaba por intimidar o candidato ao construir o seu currículo.

A fim de contornar isso, é interessante acrescentar à “experiência” atividades como voluntariado, estágio de férias, ou mesmo projetos pessoais que de alguma forma colaboraram para o seu desenvolvimento. É essencial mostrar que, mesmo sem um emprego, você teve uma postura proativa e foi atrás de conhecimento, bem como os que colocou em prática.

Se tiver números que mensuram a diferença que você fez nesses projetos, será ainda mais interessante. Como você fez a diferença? Quais metas atingiu? Lembre-se de que é mais importante descrever suas conquistas do que suas responsabilidades. São as conquistas que irão mostrar do que você é capaz e como, assim, fará diferença na empresa.

  • Outras atividades

Nesse campo você deve colocar experiências que colaboraram para a sua formação. Você pode citar algum evento que tenha organizado ou vivências esportivas e acadêmicas. Por exemplo, se você fez um documentário no YouTube e ele teve um bom engajamento, é interessante citá-lo no currículo. Se você foi líder do time de basquete da faculdade, por exemplo, fale sobre isso e sobre como a sua postura de liderança e de motivação à equipe ajudou a todos.

Essa seção não é obrigatória mas é interessante para mostrar a sua personalidade e postura em outros aspectos. É especialmente útil se você não tem experiência para adicionar ao currículo.

  • Habilidades

Dependendo do cargo almejado, talvez seja interessante um espaço exclusivo para as suas habilidades. Ou seja, para os programas que você domina (exemplo: Photoshop e Excel), as línguas que domina (bem como exames de proficiência ou diploma). Coloque itens que sejam úteis e façam a diferença dentro do cargo pretendido.

  • Referências

Antes de preencher esse campo com o contato do seu orientador, primeiro peça permissão e o deixe ciente de para qual empresa e cargo você está aplicando e talvez precise de uma recomendação.

Esse espaço serve como uma carta de recomendação, você deve colocar pessoas relevantes e que realmente conheçam a sua produção profissional e possam atestar sua competência caso seja necessário. Deve conter portanto, um ou mais contatos com nome, cargo, telefone e e-mail de cada um. Caso não tenha quem possa te referenciar não se desespere, esse é apenas um campo opcional.

Agora você já sabe como montar um currículo vitae e um currículo lattes e qual a diferença entre ambos. Chegou a hora de agir rumo ao seu sucesso profissional. Comece com o seu currículo!

CNPq Currículo Lattes

O currículo Lattes é indicado principalmente para profissionais acadêmicos,ou seja que estão na pós graduação ou que já sejam docentes. Ele é feito na plataforma Lattes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A plataforma é intuitiva e possibilita ao pesquisador colocar todos os detalhes de sua trajetória acadêmica.

O currículo Lattes, visa a construção da imagem da vida e trajetória profissional do cadastrado, dando especial ênfase à vida acadêmica deste. Dessa forma, o Lattes é focado nas produções, áreas de atuação e experiência de pesquisa em ciência e tecnologia.

Para quem o Lattes é indicado?

Apesar de ser um currículo indicado para profissionais na área de pesquisa acadêmica, nada impede que possa ser feito por qualquer pessoa. Até mesmo porque, muitas empresas vêm solicitando este tipo de currículo.

Quanto ao tamanho final de um Lattes depende muito da experiência do profissional. Para aqueles que estão ingressando na pesquisa e tem pouca experiência, o ideal é um Lattes de duas a quatro páginas. Já para um profissional bastante experiente e com uma produção acadêmica mais robusta, o comum é que seu Lattes contenha até sete páginas.

Para que serve o Currículo Lattes

O Lattes é a porta para a avaliação que precede a concessão de benefícios no meio acadêmico, além disso, os órgãos de fomento de maneira geral costumam consultar o Lattes do candidato para avaliar sua produção científica, um passo essencial para esse processo.

O currículo Lattes é necessário também para possibilitar a concessão de bolsas de pesquisa, participação em projetos acadêmicos e participação em eventos científicos.

A plataforma Lattes possibilita consultas de qualquer localidade e faz com que a produção do docente tenha mais visibilidade. Isso promove um maior intercâmbio entre pesquisadores e grupos de pesquisa. No Lattes é possível registrar outros pesquisadores que fazem parte de algum projeto, bem como orientadores e colegas da área que tenham trabalhado juntos.

Programas como os de pós-graduação e os de iniciação científica e tecnológica podem contar com a eficiência do sistema lattes para avaliar docentes e discentes no âmbito de currículo, avaliando produtividade e relevância a fim de direcionar seus subsídios a determinados projetos e instituições.

O sistema Lattes é referência em armazenamento de dados, cruzamento de informações e de cadastrados. O sistema se tornou parte cotidiana do trabalho de quem se envolve com agências de fomento à pesquisa. Como também, daqueles que estão engajados em pesquisa e docência em instituições de ciência e tecnologia.

É uma ferramenta importante também para que se possa avaliar o trabalho da pessoa cadastrada enquanto pesquisador, já que todas as informações relevantes sobre sua carreira e suas produções devem estar constando nesse sistema.

Agora que você já sabe da importância do Lattes, vamos te ensinar como fazer um currículo lattes!

Passo a passo de como fazer seu Currículo Lattes

  • Acesse a plataforma lattes e clique em “cadastrar novo currículo”.
  • Na página seguinte insira a nacionalidade e o e-mail. Crie uma senha e digite os caracteres que vê na imagem.
  • O cadastro é feito por meio do CPF. Isso torna todo o processo mais seguro, pois evita duplicatas e garante sua legitimidade. Dados pessoais e profissionais devem ser incluídos assim como uma foto de perfil.
  • Será solicitado: Nome e Sobrenome; data e país de nascimento, sexo e cor, CPF, número de identidade e informações correspondentes, nome e sobrenome do pai e da mãe.

Atenção para a foto: por se tratar de um currículo é interessante colocar uma foto mais formal que condiga com o documento.

  • Apresentação: O texto inicial pode ser gerado automaticamente e de forma simples pelo sistema Lattes. Ou você mesmo, o autor, pode incluir sua apresentação. Como é personalizável, use esse espaço para destacar suas principais produções  e conquistas acadêmicas, assim como sua área de atuação.
  • Formação acadêmica: insira o nome da instituição, curso, ano de início e conclusão. No caso de já possuir uma graduação, mestrado ou doutorado, é preciso ainda informar o título da dissertação/tese e o nome completo do orientador.
  • Atuação profissional: neste campo insira suas informações profissionais caso já esteja atuando na área.
  • Por fim é necessário inserir a área de atuação e as habilidades linguísticas. Em cada idioma que cadastrar, insira também fluência na leitura, escrita, compreensão e fala.
  • Na confirmação dos dados realize uma leitura atenta a fim de conferir cada informação. Caso encontre algum erro é só editar. Após analisar todos os dados, clique em “enviar ao CNPq” que seu currículo estará no banco de dados em até 24 horas.

Tenha qualidade no texto

Cuide do texto do seu currículo Lattes e não deixe a plataforma preencher todas as informações de forma automática. Preste atenção para não cometer erros de gramática e concordância ao longo do seu texto. Lembre-se de que ele pode ser o elemento que definirá seu futuro em uma pós-graduação ou em um evento acadêmico.

Outro ponto importante é sempre manter atualizado o seu texto. Sempre que participar de alguma banca, seminário, conferência, titulação, projeto de pesquisa, congresso, seminário, apresentação de trabalho, cursos complementares ou demais eventos acadêmicos e projetos de extensão, acrescente-os em seu currículo Lattes.

Para atualizar seu currículo lattes é apenas necessário acessar o endereço da plataforma Lattes e clicar no lado direito em “atualizar currículo”. Vai ser pedido CPF e senha para logar e então poder acrescentar informações. Não se esqueça de salvar e clicar em “enviar ao CNPq” quando terminar suas alterações.

Como colocar Iniciação Científica no currículo Lattes

Não existe ainda um campo específico para colocar iniciação científica no currículo Lattes. Portanto você pode colocar essa produção bibliográfica em “formação acadêmica” e “graduação”. Em “detalhamento” basta incluir o título do trabalho e o nome completo do orientador (mesmo o sistema denominado “monografia” esse é o campo mais indicado para colocar IC).

Esperamos que este artigo tenha sido esclarecedor e tenha te ajudado a fazer seu currículo Lattes!

O doutorado é uma titulação que exige mais do que outras pós-graduações como; mestrado, MBA ou especialização. No entanto, um curso de doutorado vai muito além da obtenção do diploma de doutor em determinada área. Vamos te explicar neste artigo como o doutorado funciona, em quais situações ele é uma pós vantajosa e também os benefícios que ele traz a quem o conclui.

Como o doutorado funciona?

O curso oferece um conhecimento extremamente aprofundado e ainda dá ferramentas para que o aluno desenvolva coisas novas. É nessa fase em que  o pesquisador se encontra mais maduro e apto para conduzir seus projetos com mais independência.

Ele é voltado para quem quer desenvolver conhecimento científico, inovação e tecnologia. Também para aqueles que desejam lecionar em universidades, sendo portanto, um intelectual altamente capacitado e especializado.

No mestrado, que normalmente foi feito anteriormente ao doutorado, o aluno teve contato com os caminhos teóricos e as principais produções intelectuais de sua área de pesquisa. No doutorado, por sua vez, o profissional deve apresentar conhecimentos inovadores adicionando mais conhecimento ao que será discutido na academia.

Quanto tempo dura um curso de doutorado?

O curso dura de 4 a 5 anos e possui uma carga horária bem reduzida nas salas de aula. Entretanto a maior parte do trabalho é feito em casa e isoladamente. Este consiste majoritariamente na leitura dos textos, pesquisa e dissertação da tese.

Como é o processo para entrar no doutorado?

Apesar de ser raro, alguns profissionais acabam entrando para o doutorado sem passar pelo mestrado. Mas são ocasiões mais isoladas, já que as próprias instituições não costumam aceitar.

Em parte isso acontece devido ao principal requisito. O aluno deve apresentar logo no começo uma tese original que será desenvolvida no doutoramento, além de contar também com um orientador. Isso pressupõe uma grande intimidade com a pesquisa acadêmica e maturidade para conduzir os estudos.

Entre os requisitos para o doutorado estão: ter um currículo exemplar mostrando claro interesse em seu objeto de pesquisa, além de comprovar ser um exímio pesquisador. Também é necessário comprovar proficiência em pelo menos dois idiomas fora sua língua mãe. Isso pode ser comprovado através de certificados ou provas aplicadas na instituição.

Como saber se o doutorado é indicado para você?

Não adianta fazer um doutorado apenas para ter o título de doutor. Esse é um curso muito aprofundado, complexo e que tomará grande parte do seu tempo, talvez até impedindo que você continue a trabalhar fora da pesquisa.

  • Determinação e foco

Essas são duas palavrinhas essenciais e que irão te acompanhar ao longo do curso. Afinal, você passará, no mínimo, quatro anos lendo sobre o mesmo assunto. Por isso é essencial que você realmente goste de sua pesquisa e tenha interesse em desenvolvê-la mais ainda pelos próximos anos.

  • Aptidão para a ciência

Se você logo no mestrado teve ideias originais sobre o tema e quer apresentá-las ao mundo, ou se quer lançar uma nova perspectiva sobre o seu objeto de pesquisa, então o doutorado é o curso certo para você.

  • Visa lecionar

Todas as universidades devem ter em sua maioria do corpo docente, professores doutores. Tendo a titulação, é mais fácil se destacar nos processos seletivos e conseguir a cadeira na faculdade pretendida

Como é o trabalho de conclusão?

O trabalho final que será avaliado é a tese. Ela é submetida a uma banca examinadora e deve conter um ponto de vista inédito, que também contribua para o avanço do conhecimento. O pós-graduando é submetido a uma sabatina por especialistas da banca. Se aprovado, o aluno recebe o título de doutor.

Por que fazer um doutorado?

Além das vantagens claras apresentadas anteriormente, algumas oportunidades são mais viáveis dentro de um doutorado, são elas:

  • Oportunidades de intercâmbio

Muitas universidades, sobretudo as públicas, oferece intercâmbios para que o pesquisador passe um tempo no exterior, são os chamados “bolsas sanduíches”. Além de morar alguns anos no exterior, você ainda irá receber uma ajuda de custo e poder ter novas vivências e entrar em contato com pessoas de outros países que estão desenvolvendo projetos semelhantes ao seu.

  • Aumento salarial

De acordo com o estudo Mestre e Doutores, realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações (MCTIC) os doutores ganham em média, por mês, R$ 13.861,00 isso é bem mais que média daqueles que não possuem pós-graduação, que é de R$ 2.449,00.

  • Desenvolver o pensamento crítico

Todo estudo desenvolve a capacidade analítica e intelectual do ser humano, formando pessoas com uma compreensão de mundo mais apurada e ampla. Com o doutorado é a mesma coisa, ele abre a visão para novas perspectivas e ideias.

  • Melhorar o domínio em línguas estrangeiras

Ao entrar em contato com, no mínimo, 2 idiomas estrangeiros, o profissional tem a oportunidade de desenvolver cada vez mais o domínio no idioma. Isso é ainda mais relevante caso o doutorado inclua intercâmbio para fora do país.

O governo incentivava o doutoramento

Um estudo foi feito em 2010 pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o chamado “Doutores 2010” e mostrou que existia no Brasil menos de dois doutores para cada mil habitantes. Essa proporção era muito baixa se comparada com países desenvolvidos, como Canadá (6,5), EUA (8,4), Alemanha (15,4) e Suíça (23).

Por esse motivo, uma meta do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020 era o de duplicar o número de doutores para que o Brasil viesse a exercer um papel de maior destaque na produção global do conhecimento científico e no desenvolvimento de tecnologia de ponta. Para aumentar esse índice foi distribuída mais bolsas de doutorado. Entretanto atualmente, no ano de 2019,  as bolsas tem sofrido vários ataques do governo atual e sido drasticamente cortadas, como vemos nos noticiários.

Cada pós-graduação tem um propósito que se encaixa na personalidade do aluno e nos seus objetivos profissionais. Por isso formulamos um guia absolutamente completo do mestrado.

O que é Mestrado?

Também conhecido como mestrado acadêmico, é um curso da modalidade stricto sensu. Ou seja, tem uma carga horária bem maior que uma especialização e tem como objetivo formar um profissional como mestre no assunto estudado, inclusive concedendo a ele esse título.

Ele é um curso que aprofunda conhecimentos da graduação, tendo como objetivo ampliar e pesquisar sobre determinado assunto acadêmico e estimular a reflexão teórica. Em princípio é indicado para os profissionais que queiram lecionar e crescer no meio acadêmico como pesquisador e professor.

No entanto, profissionais que atuam no mercado também podem fazer mestrado. O profissional pode ver no mestrado acadêmico meios de se aprimorar e adquirir competências relevantes para a sua profissão e aperfeiçoamento.

Qual o perfil de profissional ideal para fazer mestrado?

Por iniciar oficialmente o aluno na pesquisa, é essencial que o profissional que optar por essa pós-graduação goste de estudar, seja curioso sobre os temas de seu conhecimento e tenha em mente que deve agir como um pesquisador. Isso envolve fazer muita coisa sozinho, inclusive o projeto de mestrado que será submetido à avaliação posteriormente.

O aluno também deve ser organizado e estar disposto a estudar diariamente. É possível trabalhar juntamente de cursar o mestrado se a instituição onde o aluno trabalha for flexível em seus horários. É essencial que o aluno frequente as aulas e também; os congressos, palestras, conferências e demais eventos que contemplam a pós-graduação e enriquecem a formação do profissional.

Também é necessário que o aluno tenha uma certa fluência em inglês e ainda, conhecimento de uma terceira língua. Esse conhecimento diversificado de idiomas é importante para um mais efetivo aproveitamento dos materiais estudados e também será testado por meio de avaliações.

Quanto dura um curso de mestrado?

Em média um curso de mestrado dura 2 anos (18 a 24 meses). A carga horária não é muito alta – costuma exigir mais do aluno quanto ao estudo em casa. As aulas não são diárias como na graduação, mas a carga horária por dia de aula pode ser maior que a da graduação.

Do que vive um mestrando?

Infelizmente a pesquisa e o desenvolvimento científico tem sofrido ataques e sido colocado em segundo plano. A conciliação entre vida acadêmica e financeira é um tema complicado para os mestrando. Mesmo as bolsas de pesquisa oferecidas não suprem todas as necessidades dos alunos. Além disso, os que recebem bolsa de mestrado não podem trabalhar também, uma saída que complementaria a renda do estudante.

Quem opta por não receber a bolsa de pesquisa pode trabalhar paralelamente ao mestrado. No entanto é importante se ater ao fato de que a pós graduação exige muita dedicação e esforço, portanto é necessário haver um equilíbrio do aluno para manter trabalho e mestrado concomitantemente.

Como os profissionais são selecionados?

Cada curso de formação de mestres tem processo e regras diferentes, não possuindo um sistema unificado como são para os cursos de graduação. Normalmente é aconselhado primeiro que o aluno já procure um professor para ser seu orientador. Essa pesquisa pode ser feita usando-se da Plataforma Lattes. Através dela é possível pesquisar mais sobre a carreira do docente e quais são da área desejada para a pesquisa do aluno. É necessária essa conversa com o docente e reuniões para que conversem sobre o projeto de pesquisa e acertem encontros e grupos de estudos.

Após isso, o que costuma ocorrer para a seleção é análise do currículo,  prova sobre a área do mestrando, prova de língua estrangeira e por fim, a arguição, que nada mais é que uma entrevista com uma banca de docentes da instituição que irão analisar a pertinência do projeto de pesquisa e aceitá-lo ou não. Caso seja recusado por alguma incoerência ou falta de aprofundamento teórico, por exemplo, o aluno pode refazer seu projeto e submetê-lo para análise posteriormente.

Mestrado Profissional

O mestrado profissional é diferente do mestrado “tradicional”. Apesar de manter a mesma estrutura de tempo, metodologia de pesquisa e avaliação, o mestrado profissional se difere do tradicional em sua abrangência e aplicação.

Sua abordagem vai além do aspecto acadêmico e inclui estudos, técnicas e conceitos que podem ser inseridas no mercado de trabalho. Assim, ao concluir o mestrado acadêmico, o profissional pode tanto se dedicar à docência quanto se capacitar profissionalmente para atuar em empresas públicas ou privadas.

A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) emitiu um artigo esclarecedor sobre o mestrado profissional, do qual destacamos o seguintes trecho:

“Antes de mais nada, o mestrado profissional (MP) é um título terminal, que se distingue do acadêmico porque este último prepara um pesquisador, que deverá continuar sua carreira com o doutorado, enquanto no MP o que se pretende é imergir um pós-graduando na pesquisa, fazer que ele a conheça bem, mas não necessariamente que ele depois continue a pesquisar. O que importa é que ele (1) conheça por experiência própria o que é pesquisar, (2) saiba onde localizar, no futuro, a pesquisa que interesse a sua profissão, (3) aprenda como incluir a pesquisa existente e a futura no seu trabalho profissional. Nada disso é trivial. O terceiro ponto é, por sinal, razoavelmente difícil. Por isso, o MP não pode ser entendido como um mestrado facilitado.”

Mestrado a Distância (EAD)

Para ser válido, o mestrado a distância deve ser reconhecido e seguir a legislação do MEC, que inclui: atividade e provas presenciais, qualificação presencial para a defesa de dissertação, apresentação presencial da dissertação, sendo que pelo menos um professor da banca deve ser de fora da instituição.

Para poder oferecer um curso de mestrado a distância, a instituição de ensino deve ser reconhecida pelo MEC. Também deve submeter o programa do curso à autorização da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e comprovar que mantém um grupo de pesquisa na mesma área de conhecimento do curso oferecido.

O aluno deve ter um diploma de ensino superior para poder cursar a pós-graduação. Quanto aos documentos exigidos e ao processo seletivo, eles variam de acordo com a instituição, podendo incluir: análise de Currículo Vitae, provas presenciais ou virtuais, entrevista virtual ou presencial.

A metodologia dos cursos de mestrado EAD também varia de acordo com a instituição. É interessante perguntar previamente sobre o tipo de atividade e o tempo de dedicação exigidos a fim de organizar melhor seu tempo de estudo.

Como é a Dissertação de Mestrado

A dissertação de mestrado deverá ser apresentada para concluir a pós-graduação e obter o título de mestre. É uma monografia, normalmente com mais de 30 páginas, em que há um aproveitamento da bibliografia propostas no projeto de pesquisa  e conexões mais originais entre as teorias.

Segundo Margarida de Andrade em Introdução à Metodologia do Trabalho Científico:

Os projetos de dissertação não precisam abordar necessariamente temas e/ou métodos inéditos. O aluno de mestrado deve demonstrar a habilidade em realizar estudos científicos e em seguir linhas mestras na área de formação escolhida.

Bolsa de Mestrado para fazer mestrado de graça

Um mestrado não costuma ser barato quando é pago, mas existem alguns órgãos de fomento à pesquisa, do governo e particulares, que podem bancar seu ensino em universidades particulares, ou te conceder bolsa de estudos em universidades públicas – em que o mestrado já não é pago.

Entre as opções de instituições que te proporcionam o mestrado gratuito estão a Capes (sigla para Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.) É uma fomentadora governamental da pós graduação gratuita exclusivamente para stricto sensu. Pelo CAPES é possível conseguir bolsas de estudos para desenvolver pesquisas e fazer mestrado e doutorado.

Também o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq) é uma via do governo para o desenvolvimento científico. As bolsas de estudo do CNPq para pós-graduação gratuita tem valores parecidos com os da Capes. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo também tem o propósito de amparo à pesquisa como as demais instituições supracitadas. No entanto, se limita ao estado de São Paulo.

A Financiadora de Estudos e Projetos, a FINEP, fomenta o desenvolvimentos tecnológico, científico e empresarial e realiza o financiamento para instituições e para estudantes em diversas modalidades. Neora é uma empresa privada que oferece bolsas de estudos parciais. Não permite a pós-graduação inteiramente grátis mas financia parte dos estudos. Ela estabelece parcerias com faculdades e universidades particulares.

Além dessas a grande maioria dos bancos tem programas de financiamento estudantil. Funciona da seguinte forma: eles pagam parte ou toda a pós-graduação do aluno, que ao final devolve o dinheiro com juros quando já estiver exercendo a profissão.

Esperamos que esse artigo tenha te sanado suas dúvidas sobre o mestrado!