O Dia Nacional de Mobilização pelo reajuste das bolsas de estudo, realizado pela ANPG no último 10 de fevereiro, ganhou ampla adesão nas redes sociais e ampliou a pressão sobre as agências nacionais de fomento à ciência e tecnologia. As bolsas não recebem correção desde 2013 e já tiveram cerca de 67% de seu poder de compra corroído pela inflação.

Diante do cenário, a ANPG tem feito uma intensa campanha pela recomposição. O abaixo-assinado virtual já conta mais de 65 mil adesões e a tag #SOSCIENCIA, impulsionada nas redes sociais, ficou entre as 10 mais mencionadas no Twitter, o que possibilitou que o tema repercutisse na televisão, no programa da apresentadora Fátima Bernardes, veiculado pela Rede Globo.

Entre as ações realizadas pela entidade, há um conjunto de articulações com as fundações de amparo à pesquisa dos estados, que vem obtendo conquistas. Já concederam reajuste os governos de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Maranhão, Amazonas e Rondônia, além de outros estados que assumiram compromisso de recompor os valores. O CONFAP (Conselho Nacional de Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa) tem sido um aliado fundamental na campanha e na relação com as agências estaduais.

“Vivemos uma situação de desmonte da ciência brasileira e os pós-graduandos sentem isso no cotidiano. Não há país que se desenvolva sem investimento público em ciência. É inaceitável que estejamos perdendo cérebros, jovens talentos, que saem do Brasil por falta do mínimo necessário para produzir ciência. A ANPG tem lutado para reverter esse quadro e o reajuste de bolsas é parte central para isso”, aponta Flávia Calé, presidenta da entidade.

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