A Revista Juventude.br, publicada desde 2006, terá três edições especiais este ano: julho, setembro e dezembro. Cada dossiê abordará um tema específico da juventude

O resgate e a preservação das informações da juventude brasileira é o pilar central do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ), que reúne pesquisadores de todo o país. E a Revista Juventude.br, publicada desde 2006, é o instrumento essencial para contar esta história.
Para 2022, o CEMJ organizou a edição de três Dossiês, que mesmo com diferentes datas de publicação, já estão com a sua submissão aberta. A primeira (Edição 20), será publicada em julho e receberá artigos até 29 de maio, o tema será “Juventudes Brasileiras e o Direito à Educação: Perspectivas em Análise”.
Segundo o organizador e professor Euzébio Jorge Silveira de Sousa (FEA-USP), para este primeiro dossiê estão sendo aguardados artigos que abordam desde da disputa pelo reconhecimento das juventudes como sujeitos do direito humano à educação, análise das desigualdades educacionais, correlações entre diretrizes de organismos internacionais para a educação dos jovens e as expressões de políticas educacionais para jovens no Brasil, a construção histórica e os desafios contemporâneos do ensino médio brasileiro até a produção e implementação em curso da Reforma do Ensino Médio.
A segunda edição (Edição 21), que será publicada em setembro, receberá artigos até 21 de agosto. O tema será “Juventudes Brasileiras e as Desigualdades na Pandemia: Vulnerabilidades, Territórios e Direitos Sociais”. Os anos de 2020 e 2021, devido a pandemia de Covid-19, geraram impactos significativos na experiência social das juventudes, considerando as trajetórias múltiplas de desigualdade presentes na sociedade brasileira. “Nesta edição pretendemos receber artigos que abordem e análise as condições nas quais as juventudes brasileiras vivenciaram a vulnerabilidade social no contexto da pandemia e/ou as restrições em direitos sociais (saúde, educação, trabalho, proteção social, cultura, esporte e lazer, entre outros)”, explica o professor Alexsandro Santos.
Já a última e terceira edição (Edição 22) de 2022 será publicada em dezembro e receberá artigos até 11 de novembro. O tema será “Juventudes Brasileiras e o Racismo Estrutural no cruzamento das opressões: Gênero, Raça e Classe”. A abordagem deste dossiê será a intersecção entre as opressões de gênero e classe diante do racismo estrutural no contexto das juventudes brasileiras; as desigualdades produzidas e reproduzidas pelo racismo estrutural; as dimensões subjetivas do racismo estrutural e seus efeitos em perspectiva multidimensional, entre outros.
As três edições são organizadas pelos professores Alexsandro do Nascimento Santos (Escola do Parlamento) e Euzébio Jorge Silveira de Sousa (FEA-USP). Ainda fazem parte do Comitê Editorial as doutoras Elisangela Lizardo de Oliveira e Karen Regina Castelli. O trabalho está sendo organizado por Ergon Cugler, Mestrando em Administração Pública e Governo na Fundação Getúlio Vargas, com apoio de Aline de Souza Lima, Luana Menegelli Bonone e Marcos Paulo Silva de Jesus.

Submissões para Revista Juventude.br

Edição 20 – Juventudes Brasileiras e o Direito à Educação: Perspectivas em Análise”
Abordagem: disputa pelo reconhecimento das juventudes como sujeitos do direito humano à educação; análise das desigualdades educacionais; correlações entre diretrizes de organismos internacionais para a educação dos jovens e as expressões de políticas educacionais para jovens no Brasil; a construção histórica e os desafios contemporâneos do ensino médio brasileiro ; a produção e implementação em curso da Reforma do Ensino Médio.
Prazo final: 29 de maio

Edição 21 – Juventudes Brasileiras e as Desigualdades na Pandemia: Vulnerabilidades, Territórios e Direitos Sociais”
Abordagem: análise das condições nas quais as juventudes brasileiras vivenciaram a vulnerabilidade social no contexto da pandemia e/ou as restrições em direitos sociais (saúde, educação, trabalho, proteção social, cultura, esporte e lazer, entre outros)

Prazo final: 21 de agosto

Edição 22 – “Juventudes Brasileiras e o Racismo Estrutural no cruzamento das opressões: Gênero, Raça e Classe”
Abordagem: a intersecção entre as opressões de gênero e classe diante do racismo estrutural no contexto das juventudes brasileiras; as desigualdades produzidas e reproduzidas pelo racismo estrutural com as juventudes na sociedade brasileira; as dimensões subjetivas do racismo estrutural com as juventudes brasileiras e seus efeitos em perspectiva multidimensional; o acesso e as limitações de acesso a direitos e garantias fundamentais pelas juventudes brasileiras diante do racismo estrutural; a interdisciplinaridade da temática do racismo estrutural com discussões em outros campos, tal como educação, esporte, lazer, cultura, segurança, saúde e outros vivenciados pelas juventudes brasileiras; e vulnerabilidades sociais e/ou institucionais enfrentadas pelas juventudes brasileiras diante do racismo estrutural e suas opressões relacionadas.
Prazo final: 11 de novembro

Para informações sobre submissão de artigos escreva para: [email protected]
Veja as regras para a submissão: https://bit.ly/juventudebr
Submissão: https://juventudebr.emnuvens.com.br/juventudebr/about/submissions

Sobre o CEMJ
O Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ) é uma entidade voltada para a juventude. A entidade aglutina historiadores, cientistas sociais, jornalistas e outros profissionais para trabalhar o tema na sua abrangência.

O CEMJ tem atuado principalmente no registro da participação da juventude brasileira e na produção de estudos e cursos, buscando subsidiar tanto os movimentos juvenis quanto os gestores públicos em nível executivo e legislativo. Trata-se de uma iniciativa ímpar no país, que busca com base nos esforços dos próprios jovens entender os fatores que condicionam a relação da juventude com o restante da sociedade.

Saiba Mais:
https://www.cemj.org.br

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