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 Na última sexta-feira, 28, diretores da ANPG se reuniram em Brasília com o Ministro da Educação, Fernando Haddad e com o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Jorge Almeida Guimarães.

Na pauta da reunião estavam a instituição da licença-maternidade para as pós-graduandas, o aumento das bolsas em todos os níveis e a necessidade da regulamentação da pós lato sensu.







Foto: Mauricio de Freitas Scherer.

 

Haddad garantiu agilidade junto a CAPES quanto à implementação de licença maternidade para bolsistas de pós-graduação. Com tom simpático, o ministro reconheceu o valor dessa pauta histórica da ANPG afirmando que o ministério já possui estudos estratégicos sobre o tema e que o governo tem condições de enfrentar o impacto imediato no orçamento. Segundo ele é preciso iniciar o processo de garantia da licença maternidade sem prejuízo seja da avaliação do programa, da recepção das bolsas ou ainda da produção intelectual das pós-graduandas brasileiras. Haddad garantiu encaminhamento imediato do estudo a CAPES.

 Aumento de Bolsas

Considerando que as bolsas não tiveram reajustes durante os anos de governo FHC, os dois aumentos ocorridos durante o governo Lula, embora representem um avanço, ainda estão longe de compensar as perdas dos pós-graduandos. Por isso, a entidade também levantou esse tema durante o encontro. Além da compreensão de que o investimento na pós-graduação representa um investimento do Estado pretendendo evitar o êxodo de pesquisadores, tanto para o mercado como para agências internacionais.

 Foto: Mauricio de Freitas Scherer.

A ANPG defende que os pós-graduandos brasileiros sejam tratados como patrimônio nacional.

 Haddad , assim como o Ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, garantiu a possibilidade de aumento de bolsas para o próximo orçamento. O que deve começar a ser delineado a partir da abertura de uma mesa de negociações envolvendo MCT, CNPq, MEC e CAPES junto à ANPG, já no próximo período.

lato sensu

O MEC também concordou com a preocupação apresentada pela presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, quanto à necessidade de se instaurar um processo de regulamentação da pós-graduação lato sensu.

 Foto: Mauricio de Freitas Scherer.

As pós-graduações lato sensu compreendem programas de especialização e incluem os cursos designados como MBA – Master Business. Possuem a  duração mínima de 360 horas e ao final do curso o aluno obtém certificado, e não diploma.

Da redação, com colaboração de Mauricio de Freitas Scherer.

 

Ocorreu nesta sexta-feira (28/5) à tarde, durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), a etapa nacional da Caravana de C,T&I da ANPG. A atividade percorreu o Brasil para consolidar as contribuições dos pós-graduandos, intelectuais, estudantes e sociedade em geral acerca do Novo Plano Nacional de Pós-Graduação, que estabelecerá diretrizes e metas para o Sistema Nacional de Pós-Graduação no decênio 2011-2020.

Leia também: 
Caravana de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG percorreu as 5 regiões do país

A mesa "A Universidade Brasileira, a Pós-Graduação e a Pesquisa" reuniu a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, o presidente da CAPES, Jorge Guimarães, o presidente do CNPq, Carlos Aragão e o Professor Luiz Bevilacqua, da UFRJ. Os palestrantes abordaram as experiências exitosas da ciência brasileira, como o modelo de avaliação, o Portal de Periódicos, a Plataforma Lattes e o alcance, em 2008, do 13º lugar na produção científica mundial. Os desafios para o avanço das políticas de C,T&I também foram pautados pelos membros da mesa.

Pós-graduandos pela soberania

Durante sua intervenção inicial no debate, que foi transmitido em tempo real pela página da conferência, a presidente da ANPG foi aplaudida pelo plenário ao defender que “os pós-graduandos possuem posição estratégica na elaboração da Ciência e Tecnologia brasileira”. Elisangela também empolgou os participantes quando defendeu que a defesa dos pós-graduandos brasileiros não se reduz a questões corporativistas, mas de soberania nacional, “com conteúdo popular e democrático”.

Foto: ACS/Capes
Da esquerda para a direita: Carlos Aragão (CNPq), Elisangela Lizardo (ANPG), Jorge Guimarães (CAPES) e Luiz Bevilacqua (UFRJ)

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES), Jorge Almeida Guimarães, citou exemplos de avanços, como o aumento de formação de doutores nos últimos 13 anos. O país partiu de 2.830 doutores titulados em 1996 para 10.705, em 2008. “Recomendo a leitura do livro recém-lançado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) – Doutores 2010. Nele, vocês vão identificar esses e outros avanços da pós-graduação brasileira”.

Pesquisa deve começar no ensino fundamental 

Já o presidente do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, apresentou algumas necessidades de avanço da pesquisa brasileira, ressaltando que ela deve começar no ensino fundamental. Defendeu que na graduação haja mais participação dos alunos em seminários, eventos, e que haja menos horas-aula e mais incentivo à pesquisa e à leitura.

No ponto de vista da pós-graduação, Aragão salientou a necessidade do fim da cultura de departamentos e o estímulo à mobilidade de estudantes. “Precisamos ainda internacionalizar os nossos padrões de avaliação, mas também adequar formatos e nos modernizar para contemplar o futuro.”

Professor Luiz Bevilacqua, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFR), sugeriu que as duas agências – Capes e CNPq – criem programas de apoio à capacitação, na área de gestão, para o corpo técnico das universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de “desafogar” os professores, que utilizam parte de seu tempo com tarefas dessa natureza. Bevilacqua sugeriu ainda que as agências estimulem novas experiências.

De São Paulo, Luana Bonone, com CAPES

 

 

A etapa nacional da Caravana de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG foi nesta sexta-feira (28/5), durante a mesa "A Universidade Brasileira, a Pós-Graduação e a Pesquisa" da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). A caravana percorreu as cinco regiões do Brasil para sistematizar as contribuições de pós-graduandos, intelectuais e estudantes sobre o Novo Plano Nacional de Pós-Graduação, que estabelecerá diretrizes e metas para o Sistema Nacional de Pós-Graduação no decênio 2011-2020.

A diretora da ANPG Tamara Naiz, com os membros da mesa

Etapa Centro-Oeste: Goiás

No dia 21 de maio deste, cerca de 120 pessoas participaram, no auditório da Pontifícia Universidade Católica de Goiânia, do Debate: A formação de recursos humanos no desenvolvimento científico, educacional e tecnológico.

José Clecildo, da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Goiás(FAPEG), e João Francisco da Silva Mendes, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) foram algumas das presenças no debate. Além de representantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), da PUC e da União Goiana dos Estudantes Secundaristas (UGES).

Uma atividade dessa importância deve servir também para aproximar a academia da sociedade. A opinião de todos os setores é bem-vinda, disse Tamara Naiz, vice-presidente regional Centro-Oeste da ANPG.

150 estudantes participaram do debate na PUC de Goiânia. O presidente da UGES, Diego "Catraca", coordenou a mesa junto com a diretora da ANPG Tamara Naiz

Algumas das questões debatidas:

– a necessidade de absorção dos doutores e mestres pela indústria;
– a importância da ciência e tecnologia para um novo projeto nacional de desenvolvimento que ajude a desenvolver a economia do país, mas que também contribua significativamente para a redução das desigualdades;
– inclusão social e popularização da ciência;
– importância de se fortalecer os sistemas estaduais de ciência, tecnologia e inovação.

Os diretores da ANPG Vasco Rodrigo e Gabriele Gottlieb, com estudantes e o prof. Dante Barone

Etapas Sul e Norte: Rio Grande do Sul e Pará

No dia 20 de maio ocorreram duas etapas da Caravana de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG. Em Porto Alegre, o professor Lívio Amaral, diretor de avaliação da CAPES e o coordenador do CENAPET, Dante Barona, participaram da etapa sulista da atividade. Lá, o debate foi o Seminário de Desenvolvimento de Recursos Humanos em Ciência e Tecnologia. O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, vasco Rodrigo, coordenou as atividades em conjunto com a vice-presidente regional Sul da entidade, Gabriele Gottlieb.

Confira abaixo as fotos da atividade no Rio Grande do Sul.

No Pará, a mesa relaizada na Universidade do Esatdo do Pará (UEPA) foi composta pelo ex-presidente da ANPG, Hugo Valadares, por Franceinei Monteiro, da Coordenação de Tecnologia Aplicada a Educação (CTAE), órgão da Secretaria de Educação (Seduc) e pelo representante da União Acadêmica Paraense (UAP), Henos Silva. Francinei falou dos projetos de popularização da ciência junto à educação básica e os estudantes presentes ao debate pautaram a demanda de bolsas para a especialização, visto que atualmente só existem bolsas para estudantes que cursam mestrado ou doutorado.

Etapa Nordeste: Pernambuco

A Formação de Recursos Humanos no Projeto de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Nacional foi o tema da etapa pernambucana ocorrida no dia 25 de março, compondo a programação da 1ª CECTI de Pernambuco. Organizada em conjunto com a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), a atividade contou com a presença de reitores e representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), além da secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Luciana Santos.

Leia mais sobre a caravana em Pernambuco

 

O debate em Minas Gerais ocorreu na Assembleia Legislativa do estado.   (Fotos: Willian Dias/ALMG)


Etapa Sudeste: Minas Gerais

Na segunda-feira, 17, estudantes, professores, parlamentares e cidadãos se reuniram na Assembléia Legislativa, na capital mineira. O debate público "Ciência, Inovação para o Desenvolvimento Nacional – Perspectivas e Contribuições de Minas para a IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação" e o Painel: Pesquisa e Desenvolvimento contemplaram a proposta da Caravana.

Leia mais sobre a caravana em Minas Gerais

 
De São Paulo, Eleonora Rigotti e Luana Bonone

Nesta terça-feira (25/5), a nova diretoria da ANPG tomou posse em ato realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Na mesma data, a diretoria realizou a Caravana da ANPG em defesa dos direitos dos pós-graduandos, cujo ponto alto foi a audiência com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Durante a reunião, o Ministro anunciou que está consolidada uma vaga para a ANPG no Conselho Deliberativo do CNPq. A vitória foi comemorada pelo diretor do Instituto Nacional do Semiárido e ex-presidente da ANPG Roberto Germano.

Foto: Ricardo Lemos
A diretoria da ANPG participou em peso da audiência com o Ministro Sérgio Rezende (MCT)

 

O Conselho Deliberativo (CD) é a maior instância de poder decisório do CNPq . Ele é formado pelo presidente e vice-presidente da Instituição; pelos presidentes da Finep e da Capes; Secretário Executivo do MCT e por representantes das comunidades de C&T, empresariais e dos servidores do CNPq. Dentre outras questões, esse conselho trata principalmente da aplicação de recursos, da definição do orçamento, além de ações concernentes às políticas da Instituição.

A ANPG já possui assento no Conselho Superior e no Conselho Técnico Cientifico da CAPES, no Conselho Nacional de Juventude e no Conselho Nacional de Saúde. Entretanto, o CD do CNPq sempre foi o espaço mais almejado pelas diversas diretorias que já estiveram à frente da entidade, pelo peso que joga nas definições das políticas para Ciência e Tecnologia no país.

Reivindicação histórica

A ANPG reivindica esta vaga pelo menos desde a gestão do então presidente da ANPG Roberto Germano (1994-1995). “Os pós-graduandos vêm debatendo os temas e os rumos da Ciência no Brasil. A ANPG, que é ao mesmo tempo incentivadora e fruto desses debates, precisava estar contemplada neste espaço tão importante que é o Conselho Deliberativo do CNPq. Estamos otimistas e certos de que o trabalho será de muito proveito, tanto para nós como para os demais conselheiros, no próximo período”, disse Elizangela Lizardo, presidente da ANPG.

Nesta quarta (26/5), Roberto Germano, que é atualmente Diretor do Instituto Nacional do Semiárido, conheceu a nova presidente da ANPG, durante as atividades da 4ª CNCTI e expressou a opinião de que a coisa mais importante para a ANPG era garantir uma vaga no CD do CNPq. Foi imediatamente informado que se tratava da vitória mais recente da entidade.

Roberto Germano, ex-presidente da ANPG

"Isso é uma bandeira muito antiga. Em 1995 conquistamos a cadeira no Conselho Superior da CAPES e começamos então a lutar por uma vaga no Conselho Deliberativo do CNPq. Na época, conseguimos apenas participar como ouvintes das reuniões. Esta estruturação mostra a representatividade da ANPG e a visibilidade que vem adquirindo, pois o CD é a instância que estabelece as maiores políticas científicas e tecnológicas no Brasil. É muito importante que a ANPG passe a subsidiar este debate". Como bom ex-presidente, além de comemorar a vitória, Roberto Germano também pautou o appel que a ANPG deve jogar no próximo período: "Agora o desafio da ANPG é, junto à SBPC, pautar as grandes bandeiras para o avanço da ciência e da pesquisa no país", finalizou o diretor do INSA.

 

Foto: Ricardo Lemos
Durante a audiência, os documentos foram entregues ao Ministro

Ao Exmo. Sr. Ministro

Durante a audiência com o Ministro Sérgio Rezende, a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, entregou uma carta com reivindicações da entidade e o documento Contribuições da ANPG à 4ª CNCTI, onde consta o conjunto de resoluções aprovadas no último congresso da ANPG.

Por Luana Bonone e Thiago Custódio, diretores da ANPG














Durante audiência com diretores da ANPG, o Ministro disse ainda que se há alguém no Brasil que defende a Ciência e a Tecnologia, esse alguém é o Presidente Lula.

 

Na terça-feira, 25, além da posse da ANPG em Brasília, a entidade participou também de uma reunião com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. A atividade faz parte da Caravana da ANPG pelos direitos dos pós-graduandos, que levou ao Ministério a carta programa consolidada em meses de construção pelo Brasil, com três reivindicações principais: aumento em 30% dos valores das bolsas; ampliação em 50% do número de bolsas de mestrado e doutorado; garantia de licença maternidade às pós-graduandas.

Em resposta a essas pautas, o ministro garantiu uma mesa de negociações composta por representantes do MEC, MCT, CAPES e ANPG. Outra grande vitória anunciada pelo Ministro foi a garantia de assento da ANPG no Conselho Deliberativo do CNPq para o próximo período. Leia mais

Questionado a respeito dos cortes no orçamento e qual seria a extensão do impacto na área, Sérgio Rezende, descontraindo o tom formal do encontro, disse que se há alguém que defende a Ciência e a Tecnologia no Brasil, esse alguém é o Presidente Lula. Contando aos presentes que está previsto o anúncio, nos próximos meses, do aumento do valor das bolsas, a ser implementado a partir do início de 2011.

Aumento de investimentos em C, T&I

Confirmando o tom da reunião de terça-feira, no primeiro dia da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), quarta-feira, 26, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado um pacote de investimentos para a área de C, T&I. Ao todo, deverão ser disponibilizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) até R$ 2,5 bilhões em programas de cooperação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e em chamadas públicas voltadas para universidades, instituições de ciência e tecnologia e empresas.

Na ocasião, o presidente declarou-se um "cúmplice" da ciência e tecnologia. Em seu discurso garantiu que a proposta de Orçamento para 2011, que tem que ser enviada para o Congresso Nacional até agosto, vai prever mais recursos para ciência e tecnologia. "Até agosto, teremos que apresentar o Orçamento de 2011. Então, quem estiver disputando as eleições, que dispute, porque na lei orçamentária nós vamos colocar um pouquinho mais para ciência e tecnologia. Queremos exportar inteligência, conhecimento", disse Lula.

 

O áudio completo do discurso pode ser acessado no Blog do Planalto: blog.planalto.gov.br/

Durante a cerimônia Lula assinou mensagens de envio de três projetos de lei do executivo para o Congresso. Os projetos preveem a criação de três institutos de ciência e tecnologia – um no Nordeste, outro no Pantanal e um terceiro focado em estudos da água.

 Aproveitando a oportunidade também foram lançados a chamada da Subvenção Econômica do ano de 2010 e um edital para apoio a pós-doutorado. Foi firmado também um protocolo de intenções para uma parceria entre FINEP e BNDES na área de inovação, além de autorizações para lançar editais focados no apoio a tecnologias associadas à exploração de petróleo na camada pré-sal e de recuperação da infraestrutura em universidades públicas.

 

Da redação, com informações do Portal Vermelho, Jornal da Ciência e Portal Andifes.







Formar uma cultura científica é um dos desafios do governo federal para os próximos anos.

No primeiro dia de debates da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação(CNCTI), cerca de 300 pessoas participaram da sessão paralela “Construção da Cultura Científica”.

Os palestrantes defenderam a criação de uma Rede Nacional de Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta é que a rede seja coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e tenha participação de outros ministérios, como o da Educação e o da Cultura. Formar uma cultura científica é um dos desafios do governo federal para os próximos anos.

Na opinião de Luana Bonone, diretora da ANPG "O envolvimento dos Ministérios da Educação e da Cultura nesse debate é de fundamental importância, pois eles estão diretamente ligados ao processo de educação e conseqüente popularização da Ciência no país.”

 O antropólogo do Museu Nacional e vice-presidente da SBPC, Otávio Velho, afirma que o diálogo é fundamental para o processo científico. "Muitos cientistas acreditam que a pesquisa deles não é questionável. É uma obrigação de todos [pesquisadores] conversar com a sociedade. A partir dessa discussão podem surgir pontos importantes para o estudo", disse.

 Os eventos realizados para a sociedade em geral são oportunidades para que haja esse diálogo. "A semana Nacional de Ciência e Tecnologia é um bom exemplo. Foram mais de 20 mil atividades em mais de 500 municípios no ano passado. As pessoas conhecem mais sobre C&T e como ela é importante para o dia-a-dia", disse o diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do MCT, Ildeu de Castro Moreira.

Popularização da Ciência foi, inclusive, o tema do 1ª Salão Nacional de Divulgação Científica realizado pela ANPG em outubro de 2009, como parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Organizado em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Comissão Executiva Nacional do Programa Tutorial (CENAPET).

 

Da redação, com informações da Assessoria de Comunicação do MCT.

 




Discussão mobilizou a mesa Propriedade Intelectual para a Promoção da Inovação, em uma das sessões temáticas sobre Ambiência para a Inovação, realizadas no primeiro dia (26) da 4ª CNCTI

Patentes polêmicas de fármacos e produtos químicos contrapuseram a ideia difundida entre gestores de CT&I e em outros setores industriais de que a proteção intelectual é condição para a inovação.

O secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Francelino Grando, coordenou a sessão ressaltando a importância da ampla discussão do tema perante a sociedade.

O vice-presidente de Estudos e Planejamento da Associação Brasileira das Indústrias de Química Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), Marcos Oliveira, advertiu que as análises dos pedidos de patentes devem ser mais rigorosas e duvidar do mérito de depósitos que só bloqueiam o acesso ao conhecimento.

Luis Carlos Wanderley Lima, coordenador de Propriedade Intelectual da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi mais categórico: "o fortalecimento das patentes não leva necessariamente à inovação, particularmente na indústria farmacêutica, onde se perpetua o monopólio sobre o uso da informação científica".

Lima destacou que pouco existe nesta área em termos de registros de novas moléculas ou novos princípios ativos, limitando-se os novos pedidos a novas formulações e aplicações terapêuticas requeridas com o exclusivo intuito de prolongar a validade da patente original.

O advogado Denis Borges Barbosa, relator da mesa, também chamou a atenção para a artimanha jurídica que só visa impedir o progresso da concorrência e, com isso, prejudica o consumidor e a livre circulação da informação científica. Além disso, Barbosa chamou a atenção para a relação custo-benefício entre processos de patenteamento e royalties de inovação. Segundo ele, em muitos casos as patentes não trazem compensações para o negócio, sendo duvidosa sua eficácia direta para a inovação.

O presidente do Instituto Nacional de Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Jorge Ávila, foi convidado a compor a mesa, destacando a importância de aperfeiçoar mecanismos para favorecer a patente como instrumento de geração de ativo do conhecimento.

 

(Justo D´Ávila, da Assessoria de Comunicação do INT)

 

Fonte: Jornal da Ciência 







Roberto Germano, ex-presidente da ANPG 1994-1995, e atualmente diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), disse na 4ª CNCTI que estão garantidos R$ 12,5 milhões para as bolsas de pesquisa e capacitação

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) deve lançar, em junho, um edital para financiar pesquisas e formação de recursos humanos na região do Semiárido. A informação foi dada na quarta-feira (26) pelo ex-presidente da ANPG 1994-1995 e hoje diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Roberto Germano, durante palestra na 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

 De acordo com Germano, as linhas de pesquisa deverão tratar do processo de desertificação, do potencial econômico e cultural da região, da recuperação de áreas degradadas, da educação voltada para a convivência com o Semiárido e do mapeamento de recursos naturais.

 O diretor do Insa – instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia – defendeu fontes específicas para o desenvolvimento do Semiárido. "O Brasil não é só Amazônia. Temos também a Caatinga para a promoção do desenvolvimento nacional", disse.

 Segundo Germano, estão garantidos R$ 12,5 milhões para as bolsas de pesquisa e capacitação. O Semiárido abrange oito estados da Região Nordeste, o Vale do Jequitinhonha (MG) e parte do norte do Espírito Santo.

 

Da redação, com informações da Agência Brasil.