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Lideranças científicas adiantaram questões que serão debatidas no Fórum Mundial de Ciência, que será realizado no Rio de Janeiro, em novembro
A ciência para o ambiente e a justiça social foi o tema discutido durante dois dias, no sétimo e último Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência (FMC), realizado no auditório da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), no campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), e que termina hoje. Pesquisadores e lideranças científicas de várias instituições do país, entre elas a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, fizeram um balanço dos seis encontros anteriores e adiantaram questões que serão debatidas durante o FMC, que será realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 24 e 27 de novembro.
 
A SBPC faz parte do comitê de organização do FMC, que reunirá cientistas importantes de várias partes do mundo. Nesse sentido, Helena ressaltou dimensão do Fórum que será realizado no Rio. "O que vai acontecer em novembro é um megaevento, que não é grande no número de pessoas, mas na densidade de participação de pessoas do mais alto nível científico mundial", declarou. É a primeira vez que FMC vai ocorrer fora da Hungria, seu país de origem. Para a presidente da SBPC isso demonstra a maturidade da ciência brasileira e o respeito internacional que ela já conquistou.
 
Durante o evento de Brasília, Helena adiantou alguns temas que deverão ser discutidos no Fórum do Rio. Entre eles, a ciência básica e a aplicada e como as duas devem dialogar; a ética e a integridade na ciência, que deverá ter uma sessão especial no FMC; a questão do envelhecimento, assunto que foi debatido no 1º Encontro Preparatório, realizado em agosto de 2012 em São Paulo e coordenado pela presidente da SBPC; as ciências do mar; a engenharia; entre outros. Além disso, serão debatidos também o financiamento da ciência e a divulgação científica. "Essa é uma questão global", disse Helena. "Quais são os desafios e as perspectivas, como é que nós nos comunicamos para mostrar que a ciência é importante."
 
Para o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, que também participou do encontro de Brasília, a realização do FMC deve ajudar na percepção da capacidade da ciência de corrigir assimetrias do mundo em desenvolvimento, bem como impulsionar países africanos e latino-americanos a um novo patamar dentro da geopolítica internacional. "Com esse movimento, esperamos de fato perceber que ciência é conhecimento, mas também é acesso, inclusão, produtividade, porque nos permite ser mais capazes na nossa economia, com um interesse público por trás", disse Elias.
 
Coordenador do encontro, o decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB, Jaime Santana, ressaltou o caráter plural do evento. "Talvez seja o mais interdisciplinar dos sete encontros preparatórios para o fórum", observou. "Não temos nenhuma mesa sem mistura de sociólogos, biólogos, engenheiros. O que importa é a abordagem de um tema. Entendemos que, na unidade acadêmica do futuro, o diálogo existe em todas as áreas do conhecimento."
 
O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) cumprimentou a organização do evento pelos tópicos escolhidos. "Não haveria tema mais propício para o momento e para o futuro que ambiente e justiça social", afirmou. "As manifestações de junho trouxeram pautas fundamentais, e precisamos do apoio da ciência para construir políticas públicas eficientes em mobilidade urbana, saúde, educação e redução da violência nas nossas cidades."
 
Segundo o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, o FMC vai colocar o Brasil no centro do panorama científico internacional. "Essas reuniões preparatórias regionais realmente mobilizaram o país. Isso é de uma extraordinária importância", observou. "E o governo brasileiro tem dado todo o incentivo para que esse fórum seja memorável."
 
Na opinião do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, o fórum é uma "oportunidade única para não apenas refletirmos sobre os temas discutidos no evento em si e nos encontros preparatórios, mas principalmente para nos encontrarmos com a ciência mundial mais uma vez, expondo os grandes avanços que a gente tem alcançado, e especialmente os grandes desafios que temos pela frente."
 
A importância da interação entre instituições de pesquisa foi o foco da palestra da professora Mercedes Bustamante no 7º Encontro Preparatório para FMC. Ela falou sobre o tema "Conciliando conservação e desenvolvimento: o papel de redes regionais de pesquisa e pós-graduação". "A partir do momento em que você favorece essa interação, ela traz um diversidade de olhares e de conhecimentos que permite elaborar novas ferramentas de análise, novas abordagens que o grupo isolado talvez demorasse mais tempo para encontrar", disse a docente do Departamento de Ecologia da UnB.
 
Durante a apresentação, em que abordou as mudanças ambientais globais, Mercedes destacou a estratégia do MCTI de incentivo às interações institucionais na troca de conhecimentos capazes de gerar novas soluções para problemas comuns entre os cientistas. Ela foi diretora do Departamento de Políticas e Programas Temáticos da pasta.
 
A professora citou como outra frente fundamental a formação de recursos humanos na geração de profissionais capazes de integrar diferentes campos do conhecimento. "Nada mais natural que esses programas de pesquisa estejam associados a programas de capacitação de recursos humanos em alto nível, como os programas de pós-graduação multi-institucionais", comentou.
 
Também ontem, a professora Maria Stela Grossi Porto, do Departamento de Sociologia da UnB, foi responsável pelo painel "Organização social e violência urbana: alguns desafios". Ela apontou questões a enfrentar para a superação do problema e defendeu a necessidade de instaurar a cultura da paz. "As crianças se socializam na e pela violência", disse, citando desenhos animados em que agressões são corriqueiras e se estabelece a ideia de que é interessante tirar vantagem de todas as situações.
 
De acordo com a pesquisadora, é importante valorizar contextos mais solidários em detrimento daqueles baseados em brutalidade, "A cultura da paz deve estar no processo civilizador das crianças", defendeu Maria Stela. Ela lembrou as formulações do sociólogo Max Weber e destacou que a polícia é quem detém o monopólio do uso da violência legítima. Ela não se posicionou contrariamente à detenção de poder por parte do Estado, mas ressaltou que é necessário estabelecer uma nova imagem para o policial, dissociada da "ideia da polícia armada para a guerra, para combater". 
 
(Com informações da Ascom/MCTI)


(Jornal da Ciência)
 
Artigo de Gustavo Biscaia de Lacerda* para o Jornal da Ciência
 
A proposta da professora Suzana Herculano, da UFRJ, de criar a profissão de "cientista" no Brasil parece interessante e sensata. Em apoio a sua proposta, ela apresenta uma série de argumentos: em primeiro lugar, no país o cientista geralmente está vinculado ao aluno pós-graduando e/ou ao professor universitário, o que confunde institucionalmente as condições de cada qual; em segundo lugar, no caso dos estudantes, a pesquisa é encarada como subproduto da formação individual ao mesmo tempo que o pesquisador mantém-se por vezes eternamente como um "estudante", o que na prática infantiliza-o; em terceiro lugar, no caso dos professores universitários, eles têm que fazer pesquisa ao mesmo tempo que praticam a docência, o que resulta em que pesquisam nos momentos livres deixados pelas aulas; além disso, em outros países – sua referência básica, pelo que percebo, são os Estados Unidos – não há essa confusão institucional, ou seja, professor(-pesquisador) é uma coisa, cientista é outra. Ela tem outros argumentos, mas esses, expostos rapidamente, parecem a mim os principais.
 
Não comentarei a situação dos pós-graduandos. Não porque discorde, mas, exatamente ao contrário, em princípio concordo com os argumentos da professora Herculano: as condições de pesquisa e de trabalho são bastante precárias e os alunos-pesquisadores são submetidos a condições que os infantilizam. (Evidentemente, digo-o por experiência própria.) Também não comentarei a existência, ou inexistência, da profissão de cientista em outros países, Estados Unidos à frente, por pura ignorância a respeito.
 
O que desejo comentar é a condição dos professores-pesquisadores das universidades brasileiras. Para que uma instituição seja "universidade" no Brasil, além de evidentemente oferecer inúmeros cursos de graduação, ela tem que desenvolver pesquisas (e, se puder, realizar alguma atividade de "extensão"). A maior parte das universidades particulares limita-se ao ensino, concentrando a pesquisa em pouquíssimos cursos de mestrado e doutorado, de pouquíssimas áreas (o que, por oposição, relega dezenas de outras áreas à condição de penúria absoluta, no quesito "pesquisa"). De qualquer forma, é senso comum no país, confirmado por inúmeros estudos empíricos, que a pesquisa brasileira concentra-se nas universidades públicas, mormente as estaduais paulistas e as grandes federais.
 
Ora, a concepção que se tem no Brasil de "universidade" é a do famoso "tripé", que postula a "indissociabilidade" entre o ensino, a pesquisa e a extensão. Isso equivale a dizer que os professores têm que ser pesquisadores, que os pesquisadores têm que ser professores, que os professores-pesquisadores têm que interagir com a sociedade. A lógica subjacente a esse modelo é que, lecionando ao mesmo tempo em que pesquisam, os professores-pesquisadores estarão sempre no limiar do conhecimento e transmitirão aos seus alunos o que há de mais atual, de mais inovador, de mais importante em cada área do conhecimento; em outras palavras, evitando-se a cisão entre aquele que leciona e aquele que pesquisa, permite-se o avanço do conhecimento nos laboratórios e nas salas de aula. Simplificadamente, esse é o chamado "modelo Humboldt" de universidade, proposto pelo famoso naturalista prussiano no início do século XIX.
 
Quando a professora Herculano reclama de só poder fazer pesquisa nas horas vagas deixadas pelo exercício da docência, ela está reclamando, em última análise, do modelo Humboldt de universidade, do mesmo modelo que, no Brasil, permite-lhe ao mesmo tempo ostentar o título de "professora" e de "doutora", com as obrigações impostas pelas agências de fomento caso integre algum programa de pós-graduação (o que, aliás, é precisamente o caso da Professora Herculano).
 
No Brasil, nas universidades brasileiras, os professores efetivos têm a obrigação de serem professores e também de serem pesquisadores. Se a docência deixa pouco tempo para a pesquisa, isso pode ser um sério problema administrativo (devido, entre outras coisas, à falta de professores para lecionar, à falta de pessoal dedicado à burocracia, ao excessivo rigor de uma burocracia), mas o fato é que é um ônus com que qualquer professor de universidade federal ou estadual tem que arcar: é sua obrigação profissional, pelo qual é pago, pelo qual tem enorme prestígio, pelo qual tem uma série de privilégios no interior das universidades e pelo qual pode candidatar-se a financiamento junto às agências de fomento.
 
Assim, reclamar da situação dos professores-pesquisadores não é muito razoável; a irrazoabilidade dessa reclamação fica mais evidente quando se lembra que as universidades federais – que são as que conheço com um pouco mais de intimidade – possuem em seus quadros dezenas de milhares de servidores técnico-administrativos de nível superior, contratados precisamente para fazerem pesquisas(científicas, tecnológicas e/ou artísticas, puras e/ou aplicadas). Repito: esses servidores são contratados apenas para serem pesquisadores, o que, no caso daqueles vinculados a áreas científicas, poderiam e deveriam ser denominados corretamente de "cientistas".
 
Ora, os servidores cientistas das universidades federais, com uma freqüência assustadora, terrível, lamentável, não são reconhecidos como pesquisadores ou, em casos mais específicos, como "cientistas". A eles são relegadas as categorias gerais, freqüentemente empregadas em tom infamante, de "servidores" e/ou de "técnicos". Mas "servidores" são todos aqueles contratados pela União para trabalharem nas universidades: os servidores técnico-administrativos são tão "servidores" quanto os servidores docentes, embora os últimos com freqüência esqueçam-se de que também são servidores (e, portanto, submetidos à legislação que rege o serviço público civil federal). Já a expressão "técnicos", quando usado no ambiente universitário, costuma ter o claro sentido de "cumpridores de tarefas", diminuindo-os como seres humanos e como profissionais de nível superior concursados e especializados.
 
Os servidores técnico-administrativos de nível superior das universidades públicas federais abrangem carreiras tão díspares entre si quanto maestros e administradores, enfermeiros e sociólogos, engenheiros e psicólogos, economistas e médicos, além de dezenas mais. Nas universidades eles sofrem profundamente ao não serem reconhecidos como pesquisadores. Não deixa de ser bastante revelador que a Professora Herculano não os considere ao tratar da profissão de "cientista": os merecedores dela são apenas os pós-graduandos e os professores. Em outras palavras, mesmo sem querer (e suponho que a professora Herculano não cometa esse equívoco por má vontade), reafirma-se a concepção de que nas universidades apenas os professores podem pesquisar. O privilégio da pesquisa associa-se, como sugeri há pouco, a diversos outros: apenas professores podem ser indicados reitores (mesmo que haja "técnicos" com doutorados e pós-doutorados nos quadros funcionais); o acesso a recursos das universidades e também das agências de fomento é extremamente mais fácil e ágil para os professores que para os "técnicos"; o salário dos professores (por mais que reclamem de que ganham pouco) é muito maior que o dos "técnicos" – sem falar do prestígio acadêmico e intelectual. Esse prestígio, aliás, é sempre ciosamente realçado e reafirmado, muitas vezes ou por meio do desvio de função "para baixo" (isto é, em que o "técnico" deixa de realizar suas tarefas de pesquisa e assume as funções burocráticas de secretaria) ou por meio da acusação, feita por servidores docentes e (pasmem!) também por servidores técnico-administrativos de nível secundário, de que os servidores técnico-administrativos de nível superior "não se vêem como técnicos" e "querem fazer pesquisa".
 
Assim, o debate suscitado pela professora Herculano parece importante e relevante, mas alguns dos termos e dos argumentos por ela aventados estão muito deslocados. Deixando de lado a condição dos estudantes dos cursos de pós-graduação stricto sensu, parece-me completamente equivocada sua queixa de que só consegue pesquisar nos momentos vagos deixados pela docência. Nas universidades federais brasileiras, a pesquisa é percebida institucional e corporativamente como privilégio exclusivo dos servidores docentes ("professores"); aos servidores técnico-administrativos de nível superior, a despeito das descrições formais dos cargos, cabe no máximo o apoio aos pesquisadores "de verdade".
 
Gustavo Biscaia de Lacerda é doutor e concluinte de pós-doutorado em Sociologia Política (UFSC) e sociólogo da UFPR
 
 (Jornal da Ciência)

 

 
A questão foi debatida no 9º Encontro Nacional da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, informa a Agência Brasil
 
Caso o Plano Nacional de Educação (PNE) não seja aprovado a tempo da Conferência Nacional de Educação (Conae), as discussões no encontro nacional podem ser prejudicadas. A questão foi debatida ontem (20) no 9º Encontro Nacional da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A Conae ocorre entre 17 e 21 de fevereiro de 2014, em Brasília. A intenção é que se discuta no evento, entre outras questões, as repercussões de um PNE aprovado.
 
O PNE estabelece 20 metas para melhorias na educação que devem ser cumpridas nos próximos dez anos. Entre elas, a universalização do ensino fundamental e do ensino médio e a oferta de creches e ensino integral. O projeto passou pela Câmara dos Deputados e tramita no Senado Federal, onde passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e atualmente, está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Depois, o projeto passa pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado antes de ser votado em plenário.
 
Esta é a segunda conferência nacional, a primeira, em 2010, foi feita para que se definissem as diretrizes do PNE. "Se o PNE não for aprovado, o palco da discussão vai ser o Congresso Nacional, vamos nos organizar para ocupar esse espaço. É inaceitável que o plano não seja aprovado. Já que é consenso que a educação é uma prioridade, não dá para aceitar que o país fique sem um plano. O último terminou em 2010", diz o presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), José Marcelino de Rezende Pinto.
 
Rezende diz que a Conae deve servir para envolver não apenas movimentos sociais, mas professores, estudantes, pais e a sociedade como um todo. Segundo ele, deve-se ser um espaço para discutir a educação, mas também de sair às ruas e mostrar a importância do tema. Nesse sentido, Rezende defende como um dos elementos centrais a discussão dos próximos passos após a aprovação do PNE. "Na [segunda] Conae devemos pensar em planos estaduais e municipais de educação e não retomar a definição de diretrizes, porque isso foi feito em 2010 [e deu origem ao PNE]".
 
O tema central da Conae reforça o que diz o presidente da Fineduca: O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação: Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração. A conferência está em fase de preparo. A partir do dia 27, encerra-se a etapa municipal e começa a etapa estadual.
 
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede composta por mais de 200 organizações em todo o Brasil, defende a aprovação do PNE, mas ressalta que deve ser um PNE que garanta a qualidade do sistema público de educação e que destine os recursos públicos à educação pública.
 
A coordenadora geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Madalena Guasco Peixoto, diz que desde a última conferência foram feitas conquistas. Ela está otimista com o maior envolvimento dos municípios na fase preparatória. O diretor de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo Filho, também reconhece os avanços, mas diz que ainda é preciso implementá-los.
 
O debate ocorreu no 9º Encontro Nacional da Campanha Nacional pelo Direito à Educação – Educação e Ação Política no Brasil Hoje: Perspectivas para a Incidência da Sociedade Civil, que começou ontem (18) e vai até quinta-feira (22) em Brasília. À tarde, os integrantes da campanha foram ao Senado Federal pressionar os parlamentares pela aprovação do PNE, em tramitação na Casa.
 
 
 
O IV Seminário de Desenvolvimento e Políticas Públicas está discutindo o desenvolvimento brasileiro no longo prazo. O evento está ocorrendo hoje (21/08) e amanhã (22/08), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no auditório do DEF. No dia 22 haverá palestras envolvendo os temas "Economia e ética", "Sociedade e ética" e "Política e ética", todos acompanhadas, previamente, de mesa redonda. 
 
O presente tema preenche uma lacuna no debate acadêmico sobre desenvolvimento – sempre muito focado no exame da dinâmica econômica e social e passando ao largo de questões relevantes, como a arena dos interesses políticos e os valores éticos da sociedade. Saiba mais. 
 


Confira a agenda de encontros com a participação da ANPG em Mato-Grosso e São Paulo 

Folder do 39º Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos 

A Associação Nacional de Pós-Graduandos estará presente em alguns eventos importante que antecedem o 39º Conselho Nacional de Pós-Graduandos. O primeiro deles, o I Seminário Mato-Grossense de Pós-Graduação, ocorrerá ainda nesta semana, entre os dias 22 e 23 de agosto. Em seguida, nos dias 5 e 6 de setembro, virá o IV Encontro da Pós-Graduação do Instituto de Química, da USP.  Entre os dias 14 e 18 de outubro, estaremos no XXII Congresso de Pós-Graduação da Universidade Federal de Lavras.  Em todos esses eventos, discutiremos políticas de direitos dos pós-graduandos e levantaremos questões referentes ao 39º Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (39º CONAP), como a pauta sobre o Estatuto de Direitos dos Pós-Graduandos. 
 
O I Seminário Mato-Grossense de Pós-Graduação (organizado pela APG UFMT) terá como foco a questão da concentração da produção científica no sudeste e a necessidade de se desenvolver a região Centro-Oeste e Amazônica, fomentando a pesquisa e a produção científica nessa área. 
 
O IV Encontro de Pós-Graduandos do Instituto de Química da USP, que teve a sua primeira edição em 2009, tem contribuído no debate sobre a formação e vivência acadêmica dos pós-graduandos e pesquisadores. Nesta edição irá debater, entre outras questões, a proposta de “carreira” do cientista e a pauta de Direitos para o Pós-Graduando.
 
A perspectiva político-profissional do pós-graduando e suas condições de preparação e competição para o mercado de trabalho serão questões centrais no XXII Congresso de Pós-Graduação organizado pela APG-UFLA
 
Essas atividades também serão preparatórias para o 39º CONAP, que ocorrerá entre os dias 25 e 27 de outubro, e terá como tema “A pós-graduação brasileira e os direitos dos pós-graduandos”. O objetivo do encontro – que será sediado na cidade de Ouro Preto (MG) – será aprovar eixos para a criação de um Estatuto de Direitos dos pós-graduandos. 
 
A ANPG irá contribuir com as discussões e inserir questões comuns a todos esses eventos – que dizem respeito às diretrizes dos pós-graduandos no país.  Este é o momento de integrar os estudantes para a organização e o debate sobre as condições de estudo, direitos, reconhecimento acadêmico e profissional e o fortalecimento da pesquisa.   
 
 

 

O IV Encontro da Pós-Graduação do IQ-USP ocorrerá nos dias 05 e 06 de setembro de 2013. Trazendo um novo formato, com enfoque na participação ativa do público, o espaço do evento está sendo montado para a integração e interação entre pesquisadores das mais diversas áreas. 

O Encontro de Pós-graduação do Instituto de Química iniciou-se em 2009, no 75º aniversário da Universidade de São Paulo com o objetivo de discutir temas de amplo interesse da comunidade científica. Desde então, tem contribuído para a formação e vivência acadêmica dos pós-graduandos e pesquisadores em geral.
 
Esta edição IV terá discussões orientadas, mesas redondas e a sessão de painéis estruturadas. Faça a sua incrição  no site do encontro!
(IQ-USP)
 


Na famosa guerra de Troia, depois de mais dez anos de combates, os gregos tiveram uma ideia genial: construíram um cavalo de madeira e ofereceram como presente simbolizando o fim da guerra. Os troianos aceitaram (conta a lenda que o cavalo era muito bonito) e transpuseram o presente para dentro de sua muralha. Durante a madrugada, os guerreiros gregos, escondidos dentro do cavalo, saíram e conseguiram destruir a cidade de Troia. A proposta de profissionalização do cientista, que tem ganhado repercussão a partir da proposta da neurocientista e professora da UFRJ Suzana Herculano-Houzel, é assim: bonita e promete um monte de coisas boas, mas assemelha-se bastante ao famoso cavalo de Troia, ou, como se diz no bom português popular: um verdadeiro presente de grego.

Participamos na última terça-feira (13/08) do seminário sobre a profissionalização do cientista na Câmara dos Deputados, organizado pelo deputado federal Glauber Braga (PSB/RJ) para debater a proposta de profissionalização da carreira de cientista. Com certeza, a professora teve o grande mérito de trazer a discussão da desvalorização do pós-graduando para um patamar elevado, alcançando mídia e atenção de parlamentares. O debate foi rico e qualificado. O grande consenso foi que a situação do pós-graduando não reflete sua importância para a pesquisa, e o encaminhamento do seminário seguiu para elaboração de um projeto de lei que combata essa ausência de direitos. Contudo, consideramos importante debater a proposta da Dra. Houzel, pois acreditamos que ela não consegue resolver os problemas identificados.

A proposta apresentada pela neurocientista, embora tenha um reconhecido caráter mobilizador, é na verdade bastante vaga e um tanto ingênua. Ao final, apenas facilita a contratação (e demissão) de auxiliares de pesquisa pelos laboratórios, privatizando nesses espaços a decisão de utilização da verba pública, hoje distribuída pelas agências de fomento em uma política consolidada de bolsas de pesquisa – ainda que insuficiente.

A proposta é vaga porque não responde dezenas de questões a respeito das consequências da profissionalização. Como diz a própria dra. Suzana, “primeiro tem que regulamentar, para depois discutir os detalhes”. Ora, que regulamentação é essa em que os “detalhes” não são explícitos e só serão discutidos depois? O resultado disso pode ser transformar a atual verba de bolsas para mestrandos e doutorandos em verbas a serem disputadas por laboratórios já existentes para contratar auxiliares de pesquisa. Como consequência, teríamos uma quantidade muito menor de vagas que o atual número de bolsas para a pós-graduação.

Ademais, a proposta é também ingênua ao supor que a criação da profissão resolverá os problemas de valorização do jovem pesquisador no país. Pelo que foi descrito, as consequências serão a criação de uma profissão que já nasce precarizada e o aprofundamento da elitização da pós. 

A criação da profissão de cientista significa que aquele que tem uma graduação pode ser contratado pelos laboratórios institutos de pesquisa. De acordo com esta proposta, a pós-graduação e a profissão de cientista são duas coisas diferentes (portanto, NÃO É uma proposta de profissionalização dos pós-graduandos). Sabemos, desde 1988, que a forma de ingresso no serviço público é através de concurso. Ser contratado para trabalhar na universidade pública sem concurso significa terceirização ou contrato temporário (precário) de trabalho via fundações. É justamente nesse perfil que se encaixarão os jovens “cientistas”: serão trabalhadores com contratos precários em algum laboratório e que ingressaram por indicação de alguém. Esse alguém é um docente/pesquisador, que tem um regime de trabalho estável e que pode lhe demitir caso você não cumpra aquilo que ele determinar. Em resumo: um laboratório, duas classes totalmente distintas de pesquisadores. Assim, o jovem cientista não terá nenhuma garantia de formação. Isso nos lembra de uma campanha dos estudantes secundaristas que criticavam os rumos do ensino técnico: “queremos mais que apertar parafusos”. Se a proposta ora apresentada se viabilizar, é exatamente o que faremos: apertar parafusos (e pipetas) laboratórios para sustentar a pesquisa de alguém conceituado, sem opinar sobre os rumos desta pesquisa. 

Mas fica muito pior quando a professora fala sobre a pós-graduação. Este docente/pesquisador que indicou a sua contratação será o chefe de laboratório ou pesquisador sênior de onde você irá trabalhar. Apenas ele poderá lhe indicar para fazer a pós-graduação
stricto sensu, que será necessariamente doutorado – a proposta é acabar com o mestrado. Isso mesmo: para fazer pós-graduação (stricto sensu) você precisa antes ser contratado e depois ter um QI (quem indica). Ah, mas e se eu não quiser (ou não conseguir, ou não tiver vagas, ou não tiver ninguém que indique…) ser contratado como cientista, não poderei fazer pós-graduação? Sim, mas apenas lato sensu. Mestrado será coisa do passado e doutorado será reservado apenas para quem tiver QI, e isso será institucionalizado (ironicamente, a proposta diz querer acabar com as “panelas” na universidade).

Ressalte-se que o doutorando continua trabalhando no laboratório, então terá que dar conta da sua pesquisa de doutorado e também das horas trabalhadas como auxiliar de pesquisa ao mesmo tempo. Não é preciso dizer o que acontece se o pós-graduando pensar de uma maneira diferente do chefe de laboratório ou do orientador a respeito dos rumos da pesquisa. Assim, se você acha que hoje o seu orientador mais parece um patrão, bem, com essa proposta de profissionalização ele efetivamente o será.

Ficam
, então, algumas perguntas: só será possível entrar no doutorado com QI e após ter trabalhado alguns anos como auxiliar de pesquisa? Quando o jovem cientista terá liberdade de pesquisa, ou seja, direito de escolher o tema a ser pesquisado neste formato? Vale a pena acabar com o mestrado no Brasil só para aplicar mecanicamente modelos internacionais? Como se dará a expansão e interiorização da pós-graduação e/ou da prática científica no país? No caso de uma inovação, quem fica com a patente? Por que reduzir as vagas da pós-graduação? A única forma de termos direitos é transformando o orientador em patrão?

A profissionalização do cientista não só não melhora em nada a pós-graduação brasileira, como piora bastante, na medida em que restringe o acesso apenas aos contratados (indicados). Trata-se de uma velha visão: “somos poucos, mas somos bons”, que permeia a cabeça daqueles que são contra a expansão do ensino superior (incluindo a pós-graduação), pois acreditam que isso vai afetar a qualidade da formação. O que afeta a qualidade não são a expansão e popularização do acesso à universidade, mas a falta de investimento em estrutura e a pouca contratação de quadros qualificados. Consideramos um enorme avanço a recente expansão da pós-graduação e defendemos que é preciso expandir muito mais, interiorizando e combatendo assimetrias, para promover desenvolvimento regional, aproveitando a riqueza do território e do povo brasileiro.

A proposta define ainda a dissociação entre as carreiras de docente e de cientista: um dá aula e
 outro faz pesquisa. Considero tal proposição um empobrecimento das duas atividades. Em um ambiente acadêmico, a dissociação entre ensino e pesquisa é arbitrária, artificial e um prejuízo tanto para a pesquisa quanto para a docência.

A proposta de profissionalização apresentada pela professora pode afetar também outro fator que defendemos com veemência: a diversidade da formação na pós-graduação. Não se pode olhar para a pós-graduação a partir de uma única área do conhecimento, nem voltada a um único tipo de profissional, é preciso compreender a complexidade e riqueza do nosso sistema
, que forma quadros qualificados não apenas para a docência/pesquisa no ensino superior, mas também para pesquisa aplicada na indústria, para a gestão (pública ou privada), para a educação básica e para atuação em diversas áreas na sociedade, contribuindo com a formação onde quer que o indivíduo decida (ou consiga) trabalhar. Penso que o debate que é urgente é a inserção dos recém- mestres e doutores no mercado de trabalho.

Além disso, em muitas áreas não há como determinar as “horas trabalhadas”, pois não existe laboratório. A pesquisa é feita em bibliotecas, salas de estudo, em campo (seja com entrevistas,
surveys, pesquisa etnográfica, revisão bibliográfica ou qualquer outro método), e até mesmo em casa. 

Acrescenta-se, ainda, o argumento de que não sermos reconhecidos como trabalhadores nos expõe àquela famosa pergunta: “mas você só faz pós-graduação e não trabalha?”. Tal situação demonstra uma incompreensão das nossas atividades pelo senso comum, mas
, será mesmo que esse é o principal problema que temos? Tenho convicção de que o principal problema, que aflige as centenas de milhares de pós-graduandos no país, é o fato de não termos direitos estabelecidos que nos permitam uma condição de vida satisfatória para o exercício das nossas atividades – e acredito que não é necessário criar uma profissão (com todos esses malefícios que ela irá acarretar) para tanto.

Fazemos, então, a última sequência de perguntas: a quem interessa a profissionalização dos cientistas? Ao pós-graduando? Ou ao cientista sênior, que terá auxiliares que ele poderá selecionar, definir as atribuições e facilmente demitir?

Por fim, cabe dizer que o conjunto de deveres dos pós-graduandos já está muito bem estabelecido em diversas normas e regulamentações, inclusive, no caso dos bolsistas, no contrato de bolsa. Cabe estabelecer, institucionalizar e divulgar DIREITOS. Somos profissionais que decidiram estender seu período de formação, precisamos ser valorizados enquanto tal: uma categoria híbrida que produz pesquisa e estuda, que desenvolve artigos, dissertações, teses, inovações, projetos, seminários, participa de congressos, feiras, colóquios, assiste aula e ainda se vira com uma bolsa (quando tem) desvalorizada em pelo menos 50% do seu valor real ao longo da história. Queremos melhores contratos de bolsas e bolsas para todos. Queremos um valor deste benefício que dê tranquilidade para o desenvolvimento da pesquisa e informação para ter acesso aos direitos já existentes. Queremos, enfim, direitos equivalentes aos deveres que já temos.

O que a ANPG defende, portanto, e vem discutindo com Associações de Pós-Graduandos de diversas universidades do Brasil, é a criação de um Estatuto de Direitos do Pós-Graduando que defina claramente regras da relação Orientando/Orientador e estabeleça um conjunto de direitos, tais como taxa de bancada, auxílio-tese, auxílio insalubridade e periculosidade (para aquelas atividades que necessitam), férias, valorização permanente das bolsas de pesquisa, assim como sua universalização, e que esse tempo possa contar também na previdência – como já acontece para quem serve ao Exército, por ser considerada uma atividade de interesse da soberania. Dessa forma, conseguimos abarcar os diversos campos da pós-graduação e dar conta das diversas expectativas de quem se dispõe a fazer pesquisa. É uma proposta em construção e que será aprovada no nosso 39° Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos,
a ser realizado nos dias 25, 26 e 27 de outubro, na cidade de Ouro Preto (MG). A partir daí, iniciaremos a luta para que seja aprovada no Congresso Nacional.

Convidamos todos os pós-graduandos para construírem conosco uma proposta que realmente tenha como foco a valorização do pós-graduando no Brasil. Participe!

* Por Luana Bonone e Roberto Nunes Junior

Luana Bonone é presidenta da ANPG e mestranda em comunicação e semiótica pela PUC-SP

Roberto Nunes Junior
é diretor de comunicação da ANPG e mestrando em filosofia pela Universidade Federal Fluminense


Atividade discutirá políticas de apoio aos pós-graduandos e outros temas referentes ao 39º CONAP
A pós-graduação nos últimos anos tem apresentado uma grande expansão em Mato Grosso, sendo fundamental hoje discutir as políticas de apoio à pesquisa e inovação científica no estado. 
A grande maioria da produção cientifica do Brasil está concentrada na região sudeste do país. O desenvolvimento regional e cientifico estão diretamente ligados, sendo extremamente necessário se discutir políticas e ações nos estados da região centro-oeste e Amazônia legal, para que se possa possibilitar a formação de novas tecnologias que levem ao fortalecimento social e econômico. É, justamente, por causa dessas questões que a Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Mato Grosso realizará o I Seminário Mato-Grossense de Pós-Graduandos. A ANPG estará presente no encontro no qual, entre outras questões, divulgará o 39º Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos
 
A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Mato Grosso propõe realizar um amplo debate entre os pós-graduandos das mais diversas instituições de ensino do estado visando fortalecer a pesquisa e propor soluções para os desafios existentes atualmente. 
 
É necessário se debater as politicas de apoio aos pós-graduandos e aos pesquisadores, a política de bolsas, a assistência estudantil, o fortalecimento das fundações de apoio e a criação de políticas minimizem as diferenças regionais. Venha participar deste importante debate sobre o desenvolvimento cientifico do nosso estado e da nossa região! 
 
Programação: 
 
Dia 22/08
 
8h – Abertura
 
9h – Palestra magna: Pós Graduação no Brasil: onde estamos e para onde vamos? 
 
10 às 12h Mesa 1 – Financiamento da pesquisa: de onde vem para onde vão?
 
14 às 16h Mesa 2 – Função e importância da Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de Mato Grosso
 
16 às 18h Mesa 3 – Politica nacional de pesquisa e as diferenças regionais.
 
 
Dia 23/08
 
8 às 10h Mesa 4 – Graduação e pós-graduação! Incentivo a formação de pesquisadores no Brasil.
 
10 às 12h Mesa 5 – Politicas para pós graduação: Assistência estudantil, intercionalização e mercado de trabalho;
 
14h Inicio da assembleia geral dos Pós-Graduandos da UFMT. 
Pauta: Eleição da nova diretoria

 
 
 
Email:
 

 


Por Davi Lira/ Porvir

Para melhorar o nível de qualidade na elaboração de artigos científicos por pesquisadores brasileiros, a Universidade de São Paulo – líder em produção científica no país -, lançou o curso de Escrita Científica: produção de artigos de alto impacto. Formatado para a web e oferecido gratuitamente, o curso tem como objetivo auxiliar pesquisadores e estudantes de pós-graduação na elaboração de artigos de maior relevância acadêmica.
A redação de trabalhos científicos, elaborados para serem publicados em revistas de alto impacto (como a Science, Nature e a Clinics) é um dos gargalos para o crescimento da produção científica das universidades, incluindo a própria USP, afirmou o pró-reitor de pesquisa da instituição Marco Antonio Zago, em reunião recente com dirigentes da universidade. ”A técnica não é dominada amplamente, em especial pelos pesquisadores principiantes e alunos de pós-graduação”, disse  Zago.
 
É por isso que o curso on-line de escrita científica foi pensado de forma didática e intuitiva. Desenvolvido pelo professor Valtencir Zucolotto, do Instituto de Física de São Carlos, o curso é dividido em oito módulos e conta com videoaulas que explicam, passo a passo, cada uma das partes que compõem o paper (títulos, introdução, resultados, conclusões). Há um tópico especial sobre a elaboração de textos científicos em inglês.
 
Além das videoaulas – que podem ser consultadas a qualquer momento -, os interessados ainda contam com apostilas explicativas e materiais didáticos extras, que trazem indicações de obras de referência recomendadas por Zucolotto. Todos os materiais podem ser baixados livremente. O curso, no entanto, não disponibiliza a emissão de certificados.
 
Inovação
 
O baixo índice de repercussão internacional de parte da pesquisa produzida nacionalmente é um dos principais problemas que impactam diretamente na inovação do Brasil. No ranking do Índice Global de Inovação 2013 produzido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, por exemplo, o país ficou em 64ª lugar entre 142 países.
 
A análise de problemas na qualidade dos artigos científicos foi um dos destaque nas reuniões do último encontro realizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife, no final de julho. Na ocasião, representantes de agências de fomento apontaram a necessidade de estimular a qualidade dos trabalhos publicados por cientistas brasileiros, especialmente quando os artigos são feitos em inglês.
 
(publicado em 06/08/13, no Porvir)


Inscrições vão até 30/09 e cursos trazem duas linhas de pesquisa “Informação, Comunicação e Inovações em Saúde” e “Informação, Comunicação e Mediações em Saúde”

O Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde – PPGICS/Icict está com inscrições abertas para os cursos de mestrado e doutorado. A área de concentração é “Configurações e dinâmicas da Informação e Comunicação em Saúde”, que traz duas linhas de pesquisa: “Informação, Comunicação e Inovações em Saúde” e “Informação, Comunicação e Mediações em Saúde”.  Veja aqui o folder do programa. 
Os cursos, que se destinam a profissionais que atuam nos campos da Informação e Comunicação em Saúde ou correlatos, têm por objetivo a formação de pessoal qualificado para o desenvolvimento das atividades de pesquisa, ensino e profissionais relacionadas à Informação e Comunicação no campo da saúde. 
Para inscrever-se o candidato deverá acessar o sítio da Plataforma SIGA (www.sigass.fiocruz.br), seguindo os links: inscrição > Informação e Comunicação em Saúde – Icict. As chamadas para seleção pública também podem ser acessadas no site do Programa de Pós-Graduação do Icict.  
As inscrições vão até 30/09/2013 e os editais também estão disponíveis no site do Icict. Outras informações poderão ser obtidas na Gestão Acadêmica, que fica no Prédio da Expansão do Campus, na Av. Brasil, 4.036, sala 210, em Manguinhos, pelos telefones 3882-9063 ou 3882-9033, ou pelo e-mail [email protected]  
 
Serviço
 
Evento: Pós-graduação Stricto Sensu do PPGICS – Seleção 2014
 
Período: 15/08/2013 a 30/09/2013
 
Inscrições: Plataforma SIGA
 
Informações: Gestão Acadêmica do Icict – Prédio da Expansão do Campus, na Av. Brasil, 4.036, sala 210, em Manguinhos, pelos telefones 3882-9063 ou 3882-9033, ou pelo e-mail [email protected]