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A Associação dos Pós-Graduandos da Universidade Federal de Lavras, juntamente com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e a Universidade Federal de Lavras, promoverá o XXII Congresso de Pós-Graduação de 14 a 18 de outubro de 2013, na Universidade Federal de Lavras. 

Essa edição apresentará à comunidade discente interessada, uma visão da pós-graduação pelo âmbito político-profissional. Visão esta que, unida ao âmbito científico-educacional, torna o pós-graduando mais preparado e competitivo para o mercado de trabalho.

Mesas-redondas com palestras informativas e proveitosas serão ambientes propícios para o aprimoramento de ideias e o estabelecimento de novas relações.

Convidamos os Pós-Graduandos, graduandos e profissionais a participarem do evento e enviarem seus trabalhos para a apreciação do público acadêmico. Clique aqui para se inscrever. 

(APG-UFLA)

Callegari diz que modelo atual de ensino não atende as necessidades. Prefeitura espera que evasão escolar diminua, apesar da exigência (G1) 
 
 O secretário municipal de Educação de São Paulo, Cesar Callegari, disse nesta quinta-feira (15) que o quadro atual da rede de ensino na cidade é um "fracasso disfarçado". Entre as principais medidas que contribuem para o mau desempenho dos alunos está a adoção da aprovação automática, de acordo com o secretário.
 
"O quadro hoje é um fracasso escolar disfarçado. As pessoas, só tardiamente, vão descobrir que não aprenderam o que tinham que aprender na hora certa. Então, o que nós pretendemos é tomar um conjunto de providências que cada necessidade, no momento em que ela se apresenta em uma criança ou em um jovem, possa ser atendida por professores e com um apoio pedagógico complementar", afirmou o secretário.
 
Na tentativa de mudar o cenário, a Prefeitura de São Paulo lançou um programa de reforma no ensino que inclui mudanças como a substituição da aprovação automática pela progressão continuada, a divisão do ensino fundamental em três ciclos, em vez dos dois atuais, e a retomada da obrigatoriedade da lição de casa, boletins e provas bimestrais.
 
"Ninguém quer o fim da aprovação automática com o aumento da repetência, o que a gente quer é acabar com a aprovação automática com o acompanhamento fino aluno por aluno, com provas bimestrais, boletim, recuperação no período letivo, recuperação de férias, se for necessário, para evitar trocar uma coisa por outra que não vai resolver o problema", declarou o prefeito Fernando Haddad.
 
Ele citou que pretende evitar dados negativos como os que mostram que 38% dos alunos da capital paulista que cursam entre o 4º e 9º ano não estavam totalmente alfabetizadas até os 10 anos.
 
Entre as outras medidas que serão implantadas no início do ano letivo de 2014 consta a possibilidade de repetência em cinco estágios do ensino básico e criação de um sistema de dependência, quando o aluno é reprovado em algumas disciplinas, mas passa de ano e, na série seguinte, tem que cursar aulas de recuperação específicas. O programa será avaliado pelos profissionais da educação e população através de uma consulta pública até o dia 15 de setembro através do envio de sugestões pelo site www.maiseducacaosaopaulo.com.br.
 
Evasão Escolar
De acordo com Callegari, o índice de evasão escolar, que hoje gira em torno de 2,5% no final de cada ciclo, deve diminuir, apesar do aumento do nível de exigência dos estudantes. "Ao contrário do que algumas pessoas pensam que possa haver repetência e evasão, nós acreditamos que haverá muito mais aprendizado, o programa que está sendo proposto vai envolver muito mais disciplina de estudos."
 
O secretário destacou que o novo modelo vai exigir mais dedicação dos estudantes. "Se não estudar, não vai para frente", disse. "A lição de casa não é uma coisa à toa, é algo muito importante em uma estratégia de formação integral da criança e do jovem paulistano."
 
Callegari também destacou que os pais devem participar do processo educacional dos seus filhos. "Não adianta mais pensar e achar que uma escola resolve tudo. Se um pai e uma mãe não acompanham a vida escolar dos seus filhos, eles terão poucas chances de se desenvolver", concluiu.
 
Ideias velhas e novas
Em conversa com jornalistas na quarta-feira (14), Haddad afirmou que, desde a campanha eleitoral e o início de sua gestão, sua equipe de governo analisou a realidade das escolas municipais e o diagnóstico para todos os níveis de ensino apontava a pouca "exposição" que os moradores de São Paulo têm à educação.
 
Ele diz que o governo adotou "ideias velhas e boas e ideias novas e boas" para encontrar soluções ao problema. "É um resgate de uma escola que está presente na memória de muita gente, e que passou por um suposto processo de modernização que deixou muita coisa de fora que era importante", explicou Haddad.
 
Segundo o secretário César Callegari, o objetivo da proposta é transformar a rede municipal e integrá-la a outras iniciativas, além de tornar as escolas "mais autônomas, mais fortes e mais responsáveis". Ele afirmou que a proposta inclui maior repasse às escolas e apoio da prefeitura à preparação dos professores para as mudanças na grade horária e no currículo. Uma das medidas é abrir o banco de questões das avaliações municipais para que os professores possam elaborar provas, e criar um sistema informatizado para os pais e alunos acessarem os boletins escolares.
 
A assessoria de imprensa da secretaria afirmou que todos os comentários enviados por meio do site serão privados. Após o período de consulta, Callegari explicou que o governo municipal precisará produzir decretos e outros atos administrativos, incluindo a alteração do regimento comum das escolas, para que as mudanças saiam do papel a partir de 2014.
 
(Tatiana Santiago, G1)

Proposta destina 75% dos royalties para educação e 25% para a saúde e segue, agora, para a sanção presidencial

A Câmara dos deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), o projeto 323/2007, que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. O resultado é uma grande vitória para o movimento estudantil – do qual a ANPG tem orgulho de participar – e a população em geral que, juntos, saíram às ruas para manifestar insatisfação com o sistema público de educação. A próxima etapa da tramitação é a aprovação da presidenta Dilma Rousseff.

Os deputados também aprovaram a destinação de 50% do capital principal do Fundo Social do pré-sal para a educação – até que sejam cumpridas as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) – e para a saúde.  O PNE contém uma das principais bandeiras da ANPG e das outras entidades estudantis estabelecendo um investimento mínimo equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional para a educação.

Para a presidenta da ANPG, Luana Bonone, "essa conquista é muito importante para todo o movimento educacional e, especialmente, para os estudantes, protagonistas dessa luta". 
Segundo a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, o projeto vai permitir injetar mais R$ 100 bilhões na educação pública. A meta agora, segundo ela, é que o Congresso aprove o investimento de 10% do PIB para a educação, um dos pontos em discussão do Plano Nacional de Educação que está há dois anos e meio em tramitação.
"Temos de universalizar o acesso à educação em todos os níveis de qualidade em pautas concretas, com mais investimento em assistência estudantil, valorização dos profissionais de educação, contratação de novos professores e mais investimentos em pesquisa", diz Virgínia. Ela explicou que é preciso que o investimento destes recursos seja feito "de forma transparente e eficiente", e reforça a ação de entidades sociais em fiscalizar a aplicação da verba em projetos educacionais.
A ANPG, juntamente com a UNE e a UBES, permanece na luta em defesa da Educação, e da Ciência e Tecnologia como vetores do Desenvolvimento Nacional.
 

Presidente da ANPG, Luana Bonone, vê a proposta com ressalvas e defende a aprovação de um estatuto de direitos para a categoria


Na mesa, Suzana Herculano, deputado Glauber Braga, Luana Bonone (ANPG), Miguel Mitne Neto,diretor do CNPq Guilherme Sales de Melo. Foto: ANPG


Na última terça-feira (13), ocorreu na Câmara dos Deputados em Brasília o seminário sobre a regulamentação da profissão de cientista. A mesa foi composta pela professora Suzana Herculano, que apresentou a proposta de profissionalização, a presidenta da ANPG, Luana Bonone, o diretor do CNPq, o professor Guilherme Sales de Melo, o diretor científico da ABrELA/SP, Miguel Mitne Neto e o deputado federal Glauber Braga (PSB/RJ), que a presidiu. 
 
No debate, foi consenso entre os participantes a difícil situação do pós-graduando que, atualmente, não encontra estímulos para fazer pesquisa devido à sobrecarga de trabalhos e à falta de regulamentação dos direitos e deveres da categoria. Esses fatores fazem com que a opção pela pós-graduação se torne uma tarefa árdua. A presidenta da ANPG, Luana Bonone, acrescentou: “No Brasil falta uma legislação específica que consiga estabelecer os direitos pertinentes ao pós-graduando, que o valorize e entenda o seu papel fundamental na pesquisa do país”.
 
No entanto, a proposta apresentada pela professora Suzana Herculano suscita bastante preocupação para a representante da ANPG: “Considero fundamental a participação da professora nesse debate sobre a situação dos pós-graduandos, porém, o projeto que ela apresenta deixa margem a tantas interpretações que é difícil saber exatamente o que está sendo proposto.” O deputado Glauber Braga comprometeu-se a fazer uma proposta que contemple o que foi consensual no debate. 
 
Ainda segundo Luana Bonone, “o ideal para conquistarmos a valorização de fato dos pós-graduandos é a criação e aprovação de um Estatuto de Direitos que contemple as diversas áreas e especificidades da pós-graduação. Precisam conter nele questões como férias, valorização permanente e universalização das bolsas, auxílio insalubridade e periculosidade para áreas que assim necessitam, taxa de bancada e diversas outras questões fundamentais tanto para a manutenção do indivíduo que faz pós-graduação quanto para o ciência e o desenvolvimento do país”.  
 
Essa proposta está sendo discutida por Associações de Pós-Graduandos de diversas universidades do país e será debatida com mais profundidade em um encontro nacional a ser realizado nos dias 25,26 e 27 de outubro, na cidade de Ouro Preto (MG). Clique aqui para saber mais sobre o CONAP. 
 

 


Os estudantes também elegeram novos representantes discentes para os conselhos centrais da universidade

Nos dias 6, 7 e 8 de agosto os estudantes de pós-graduação da Universidade de São Paulo realizaram eleição para compor a nova diretoria da Associação dos Pós-graduandos capital Helenira "Preta" Rezende. A eleição possuiu apenas uma chapa, a “Política contra a barbárie”.  Na eleição para os representantes discentes, por sua vez, concorreram duas chapas, a “Unindo Forças”, que conquistou 13 cadeiras, e a Política contra a barbárie, com 9 cadeiras.

Ex-diretora da APG capital Helenira "Preta" Rezende, Maria Caramez Carlotto – que participou da comissão eleitoral – comentou em entrevista ao Jornal do Campus a situação das atuações políticas dos pós-graduandos na USP? "Há algum tempo, existem dois grupos claros na pós-graduação. Um primeiro grupo, representado na chapa ‘Política contra a Barbárie’, é formado por alunos que se envolveram muito na greve de 2012 e contra a presença da polícia militar no campo. Se engajaram, também, na campanha pela Comissão da Verdade e na aprovação das Cotas."

Phillipe Pessoa, da chapa “Unindo Forças”, eleito representante discente no Conselho Universitário da USP destacou o caráter "transdisciplinar" do grupo. “Ele se constrói a partir de três pontos principais” diz Pessoa. “Prioriza as demandas dos estudantes em detrimento das demandas individuais, promove a integração entre os alunos da pós-graduação com a dos outros estudantes da USP e busca preparar espaço público para discussão. O grupo é formado por todas as APGs do interior e unidades importantes da capital, trabalhando em uma plataforma mais diversificada e menos ideologizada. Justamente pela natureza desta composição, este coletivo é muito mais acostumado a dialogar as diferenças e trabalhar em plataformas democráticas.” Pessoa também destacou a importância de os conselhos centrais discutirem pautas locais para corrigir as deficiências estruturais dos campi fora da capital. 

 

Vivemos recentemente um momento ímpar em nosso país, no qual a população saiu às ruas para reivindicar seus direitos e questionar modelos e espaços de decisão política instituídos. Dentre as muitas pautas apresentadas, podemos destacar a saúde como uma das questões centrais no bojo da reivindicação dos cidadãos brasileiros. No grito, o pedido de ampliação do acesso, mais estrutura, mais profissionais, um atendimento digno. A solução para estas ausências sentidas cotidianamente não reside em medidas simples, mas em ações radicais que sejam capazes de transformar nossa forma de conceber, organizar e produzir saúde.

A institucionalização do Sistema Único de Saúde certamente significou uma mudança na concepção ao introduzir os princípios doutrinários como norteadores do cuidado e procurou a partir dos princípios organizativos e seus desdobramentos influenciar a organização e produção do mesmo. Contudo, apesar desta importante guinada precisamos ter em perspectiva que uma cultura assentada num olhar completamente distinto se fazia presente e ainda se faz, de modo que muitas questões ainda não foram enfrentadas de forma forte, a exemplo, o financiamento e a formação de pessoas, fazendo com que cotidianamente precisemos reafirmar nossa crença e luta em defesa deste novo modelo, a partir das mais diversas trincheiras do movimento social.

É por este entendimento que a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) assume o debate da formação em saúde e marca sua entrada com a realização do I Seminário de Formação de Pós-Graduação em Saúde. Somos uma entidade plural, que representa pós-graduandos de diversas áreas, todavia, dentre as pautas específicas que por vezes encampamos, podemos dizer que somos familiarizados a saúde há certo tempo, uma vez que, possuímos assento no Conselho Nacional de Saúde e este espaço de construção sempre nos manteve conectados às demais entidades representativas dos usuários e profissionais e às questões efervescentes da política. Esta aproximação nos faz levantar junto com outras entidades bandeiras fundamentais para a qualidade da saúde no Brasil, especialmente as de financiamento, expressa em movimentos como o Saúde+10 e em debates como o da taxação de grandes fortunas e a da desoneração do imposto de renda para serviços de saúde.

No último período para além do engajamento da ANPG na agenda geral do movimento de saúde, temos buscado a partir do nosso segmento de representação e atuação – os pós-graduandos e o ensino superior – levantar questões que ao mesmo tempo em que possam criar em nossa entidade uma referência, possibilitem aderência e aprofundamento de nossa base de representação através do comprometimento e participação junto a uma questão que nos seja identitária e relevante. Considerando isto, destacamos o debate da formação, especialmente a formação de pós-graduação em saúde.

Avaliamos que apesar dos esforços realizados com relação à reorientação da formação e dos significativos recursos e políticas destinadas a esta agenda, atinge-se em parte a formação inicial (graduação) e a formação dos trabalhadores do SUS. Neste debate geralmente a formação de pós-graduação possui papel coadjuvante. É importante destacar também que os debates são realizados de forma dissociada e que hierarquiza as modalidades, elemento que contribui para uma desarticulação do ensino e ações políticas relacionadas.

Este seminário mostrou-nos que há um grande potencial latente não apenas no segmento dos pós-graduandos, que podem vir a contribuir conjuntamente com outros atores sociais para que a formação de pós-graduação também se conecte e se responsabilize de forma importante com a consolidação do SUS. Somando-nos a professores, gestores e estudantes de graduação o seminário se constituiu de nosso primeiro esforço de reunir essa força social para o debate em torno de alguns eixos, operacionalizados nas mesas de formação stricto sensu, formação lato sensu e as residências médicas e em saúde, a formação docente, a educação permanente e o financiamento, todas com grandes contribuições.

Foi uma grande e grata experiência a realização deste seminário, que reforça o acerto da ANPG em levantar esta pauta através de um espaço de articulação próprio, o Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde. Esperamos a partir desta iniciativa, consolidar um novo espaço de debates em nossa entidade, assim como contribuir para a construção de propostas para a resolução de lacunas no que tange as potenciais contribuições da pós-graduação e dos pós-graduandos para a consolidação do SUS. Novos desafios se descortinam para nossa entidade.

Associação Nacional de Pós-Graduandos/ Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde.

Recife, 24 de julho de 2013.

 

No domingo do dia 11 de agosto, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) comemorarão o dia do estudante com um Festival Estudantil.  O festival ocorrerá no Vale do Anhagabaú, e terá início às 14h.  Em sua programação, estão inclusos shows – entre eles, DJ Malboro, Falamansa e Negritude Jr –, atividades culturais e esportivas.  Para comemorar os 65 de existência e atuação da UBES e da UPES, no evento também haverá uma exposição sobre a história das entidades estudantis.

Clique aqui para ver detalhes sobre o festival.  

A UBES também está estreando o seu novo site: http://www.ubes.org.br/

 

 

A ANPG estará presente no debate para falar em defesa dos direitos dos pós-graduandos e pesquisadores

Na próxima terça-feira (13 de agosto) a Câmara dos Deputados realizará o Seminário “Regulamentação da Profissão de Cientista”, iniciativa mobilizada pelo deputado Glauber Braga (PSB). O encontro para o seminário ocorrerá às 9h30, no Auditório Freitas Nobre. A Associação Nacional de Pós-Graduandos estará presente no seminário, representada por sua presidenta, Luana Bonone. Outros especialistas que comparecerão ao encontro : Miguel Mitne Neto, doutor em genética pela USP.), Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e Jorge Almeida Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A mesa de abertura será composta pelo vice-presidente Nacional do PSB e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, além dos deputados Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), Ariosto Holanda (PSB/CE) e Paulo Teixeira (PT-SP). 

Veja detalhes sobre o seminário aqui.

Leia a opinião de dois diretores da ANPG sobre o tema, clicando aqui. 

 

 
 

Diretores da ANPG defendem outros caminhos para salvaguardar os direitos dos pesquisadores e pós-graduandos

Por Roberto Nunes Junior e Hercília Melo*

No dia 13 de agosto, às 09h30, será realizado, na Câmara dos Deputados, seminário sobre a possível criação da profissão de cientista no Brasil.

Organizado pelo deputado federal Glauber Braga (PSB-RJ), o seminário tem o objetivo de debater a proposta da professora Suzana Herculano (UFRJ) de criação da profissão de cientista. Será uma oportunidade de aprofundarmos o debate com a professora, tendo em vista que não obtivemos sucesso nas tentativas de dialogar à respeito.

Com 27 anos de história, a ANPG tem lutado nos seus espaços de atuação pela valorização da pesquisa e pelo fortalecimento da pós-graduação, conquistando apoiadores de suas pautas e acumulando muitas vitórias junto ao movimento nacional. Consideramos fundamental a valorização cada vez maior dos pós-graduandos e temos clareza que somos atores essenciais na produção científica brasileira e no cenário internacional.

A conclusão de um curso de pós-graduação no Brasil não é uma tarefa fácil, contudo enxergamos muito compromisso e dedicação dos pós-graduandos, que desejam contribuir nos seus espaços de inserção com os frutos de sua formação. Mas, infelizmente, os direitos que temos ainda estão longe de serem condizentes com essa importância.

No entanto, temos que ter muito cuidado para, ao tentar caminhar na direção da valorização, não dar passos que possam trazer recuos em conquistas importantes e carregar novas dificuldades para enfrentamento. O atual desenho da pós-graduação já nos demanda deveres e carga horária extenuante. Atendemos exigências não só de agências de fomento, mas da nossa instituição, do programa e/ou orientador. Criar uma profissão já com o pressuposto de que isso também acarretará na “demissão por justa causa” do pesquisador é preocupante para quem luta cotidianamente contra diversos casos de desligamentos arbitrários e de sofrimento por assédio moral.

A proposta de criação de fundações para gerir os recursos, que hoje são provenientes das agências de fomento para a concessão de bolsas de pesquisa e a contratualização realizada a partir da indicação de nichos de pesquisadores, nos traz mais reflexões. Preocupa-nos a possibilidade de que as pesquisas acabem sendo cerceadas pelas demandas que as fundações possam identificar como prioritárias, quando sabemos que algumas áreas de conhecimento já sofrem com poucos incentivos. Dessa forma, poderíamos reforçar as assimetrias e a ciência poderia não estar a serviço das necessidades do povo.

Oportunidades para a juventude e a ampliação do acesso à educação básica ao ensino superior são frentes de trabalho da ANPG e por isso não compactuamos com nenhuma forma de elitização da pós-graduação. Ao defender o desenvolvimento da pesquisa nacional, defendemos a valorização de todos os pós-graduandos, seja especialista, residente, mestre ou doutor.

Consideramos que a saída concreta para a valorização dos pós-graduandos passa pela conquista e efetivação de mais direitos, não de acordo com as instituições de nossa vinculação, mas numa condição de dignidade e que discuta políticas de absorção para os quadros que estão sendo formados. É nesse sentido que a ANPG pretende aprovar no seu 39° Encontro Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP), que será realizado entre os dias 25 e 27 de outubro na cidade Ouro Preto, eixos para a criação de um Estatuto de Direitos dos Pós-Graduandos.

Participaremos do seminário no dia 13 de agosto e vamos continuar defendendo a educação permanente com a importância que ela traz para a soberania do nosso país, debatendo com o movimento nacional de pós-graduandos sobre o que queremos estabelecer como direitos. Esperamos chegar ao CONAP com uma proposta bem amadurecida, construída coletivamente e que consiga sensibilizar a sociedade brasileira para a necessidade de sua aprovação no congresso nacional.

Roberto Nunes Junior é mestrando em filosofia pela Universidade Federal Fluminense e diretor de comunicação da ANPG

Hercília Melo é mestranda em educação pela Universidade Federal de Pernambuco e diretora de ciência, tecnologia e inovação da ANPG

*título original:

Aprovação do Estatuto da Juventude garante marco legal de direitos a toda população brasileira com idade entre 15 e 29 anos
 
07/08/2013

Presidenta Dilma afirmou que o enfrentamento da violência contra a juventude negra será umas das prioridades
 
Escrito por: William Pedreira com informações
 
O Estatuto da Juventude, primeiro marco legal com direitos específicos a toda população brasileira com idade entre 15 e 29 anos, foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff na última segunda-feira (5).
 
Participaram da solenidade entidades que compõem o Conjuve (Conselho Nacional de Juventude), como a CUT, UNE, ABGLT e demais organizações juvenis.
 
De acordo com Alfredo Santos Jr., secretário nacional de Juventude da CUT, a presidenta Dilma reconheceu em sua fala que um dos maiores problemas da sociedade é a violência acometida sobre a juventude negra e da periferia.
 
Hoje, os homicídios são a grande causa de morte de jovens, em sua maioria negros e do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos.
 
Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em 2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino. 
 
Em resposta, Dilma afirmou que o enfrentamento da violência será umas das prioridades na implementação do Estatuto e assinou um convênio com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para fomentar renda nas regiões onde há maior incidência de casos de violência.
 
“É um compromisso da presidenta, além daqueles cinco pactos já estabelecidos, buscando combater um grave problema da nossa sociedade”, assinalou Alfredo.
 
Presente ao ato, o rapper Genival Oliveira Gonçalves (Gog), cobrou dos parlamentares a aprovação do Projeto de Lei 4471/12 do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) que deve ir a voto nos próximos dias.
 
O PL garante mais transparência ao uso dos autos de resistência, possibilitando que todos os policiais envolvidos em assassinato de jovens sejam investigados.
 
Carta de direitos- O Estatuto que reúne 48 artigos é a primeira legislação a estabelecer o direito ao trabalho decente e garantir o respeito a livre orientação sexual.
 
Por ele, cria-se também o Sistema Nacional de Juventude responsável por implementar as políticas públicas para os/as jovens.