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Cidadãos e organizações sociais divulgaram, nesta terça-feira (28), um Manifesto contra a redução da maioridade penal.  O manifesto anuncia preocupação com a recente campanha da grande mídia para criar um clima de terror e tentar abafar o problema da segurança pública por meio de uma única medida. Ele destaca ainda que “reduzir a maioridade penal é inconstitucional e representa um decreto de falência do Estado brasileiro, por deixar claro à sociedade que a Constituição é letra-morta e que as instituições não têm capacidade de realizar os direitos civis e sociais previstos na legislação.” A Associação Nacional de Pós-Graduandos, que participa da marcha da juventude, assinou o manifesto.

Veja alguns cidadãos e organizações que também assinaram:
 
Fábio Konder Comparato- Professor Emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
Marilena Chauí, Professora titular de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP)
Alberto Silva Franco – desembargador TJSP e membro-fundador do IBCRIM – Instituto Brasileiro de Ciências Criminais
Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia
Rui Falcão, presidente do PT
Altamiro Borges, jornalista e membro do Comitê Central do PCdoB
Andreza Lima de Menezes – advogada
Ângela Konrath – Juíza do Trabalho – Santa Catarina
Sérgio Mazina Martins, Juiz de Direito da 2a Vara, Especial da Infância e Juventude de São Paulo, Prof.
de Direito Penal na UNIFIEO/SP, Membro da AJD
Siro Darlan Oliveira – Desembargador do TJ Rio de Janeiro
Wagner Hosokawa – Mestre em Serviço Social pela PUC/SP e Coordenador de Juventude da Prefeitura de Guarulhos
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)
UNE
UBES
CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
AJD – Associação dos Juízes pela Democracia
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
APIB – articulação dos povos indígenas do brasil
UJS- União da Juventude Socialista
UNEGRO
Via Campesina Brasil
 


Nesta terça-feira (28), ocorreu uma assembleia geral dos pós-graduandos na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul, para a criação da Associação de Pós-Graduandos da UFGD. Durante o debate de fundação, formou-se uma comissão diretora da associação para reformular o modelo prévio do Estatuto, bem como divulgar uma minuta de estatuto na próxima assembleia. A comissão também organizará um processo de eleição da primeira diretoria da APG. A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Luana Bonone, também esteve presente na reunião, durante a qual falou sobre a história e o papel da ANPG e das APGs.

Um dos membros da comissão diretora, João Henrique da Silva, destacou os principais motivos que levaram os pós-graduandos da UFGD a criarem uma APG: “Ela vem como uma representação política dentro da universidade, no sentido de melhorar e fortalecer a pós-graduação.” João da Silva mencionou a importância da APG tanto internamente, para pedir melhoras na infraestrutura da universidade e nas condições de pesquisa, quanto na busca por parcerias e projetos externos. “Nos informaremos melhor sobre os direitos dos pós-graduandos, as questões em debates na ANPG e os projetos das outras instituições."

A versão final do estatuto será aprovada na próxima assembleia, que ocorrerá no dia 25 de junho.
 

Na foto, a presidente da ANPG e os membros da comissão: Fabiano, Dhiones,
 Ilsyane Kmitta, Jaqueline Campos, Ronise Nunes, Ellen Almeida, Wilker e João Henrique.

 

O Núcleo de Consciência Negra (NCN), entidade engajada no movimento pela igualdade étnica e racial, finalmente conquistou status de instituição, por meio da aprovação – pela Comissão de Cultura e Extensão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP) – do Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária (NACE). Por ser uma entidade autônoma, anteriormente, o NCN não era considerado parte integrante da USP. Agora, o conselho poderá promover suas políticas de inclusão social e educacional com o apoio da universidade. 

A aprovação do núcleo ocorreu, justamente, em maio, o Mês da Abolição Interrogada II – reconhecendo que o fim da escravidão marcou, meramente, o fim da utilização da mão de obra negra forçada, e abandonou a população liberta em condições de exclusão e desigualdade.

Como podem ser observados, os dados também revelam que a abolição da escravidão está inconclusa. O ingresso dos estudantes negros na USP está muito aquém do percentual desta população na sociedade, sobretudo, nos cursos de maior demanda social. Apesar de o Censo apontar a existência de 34,6% da população de São Paulo é composta por pretos e pardos, em 2013, houve apenas um calouro preto nos cinco cursos mais disputados da USP.

Este braço institucional do NCN é resultado da luta do movimento estudantil e negro, organizado por meio de seminários, saraus e mostras de arte este mês por toda USP. Dentre outras coisas, o núcleo promove, por meio de cursos gratuitos, educação e formação com o foco voltado paras as questões étnicas.

As reinvindicações do NCN não terminam por aqui.  Conforme explica o coordenador do núcleo, Leandro Salvatico, o movimento ainda precisa conquistar espaço na USP. “A USP quer demolir o barracão do Núcleo de Consciência Negra”, diz o coordenador, “por isso estamos na luta pela Casa de Cultura Negra.” Salvatico conta que esse espaço servirá para o estudo e entendimento acadêmico e cultural da população negra brasileira, e futura sede do Núcleo de Consciência Negra na USP.  Para aderir à campanha, clique aqui. 

 
 

21/05/2013

Educação
Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília – O governo vai criar uma universidade de artes, que vai oferecer cursos de graduação e pós-graduação voltados para as artes e a cultura. De acordo com o ministro da Educação Aloizio Mercadante, a pasta, em conjunto com o Ministério da Cultura, terá 100 dias para apresentar um projeto. A universidade estará entre as quatro que o Ministério da Educação (MEC) vai criar em 2014.
 
"Queremos reunir na universidade todas as expressões da cultura: a música clássica, a dança clássica, a música popular, a dança popular, as artes plásticas, a pintura, a poesia, tudo em cursos de graduação, mestrado, doutorado, em uma única instituição", disse Mercadante.
 
A universidade não tem lugar definido. O ministro explica que os governadores e prefeitos devem enviar propostas. "Quem apresentar o melhor espaço, o espaço mais interessante, culturalmente mais rico, a melhor arquitetura, seguramente levará o projeto. Vamos fazer uma seleção pública para a localização da universidade", diz.
 
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, acrescenta que a universidade poderá ganhar outros campi. "A universidade de artes pode começar como uma primeira e depois ser ampliada. Poderemos ter um celeiro de talentos e especializações em áreas que ainda não temos. O brasileiro é criativo, vai muito longe, mas se tiver instrumentos na jornada, poderá alcançar um grau de excelência. Pode ser um marco bastante importante para a cultura no Brasil".

Edição: Beto Coura

 
(Agência Brasil)

 

Alguns temas em pauta são: royalties do petróleo para a educação, comissão da verdade da UNE, ensino público e privado, maioridade penal e democratização da mídia
 
A 53ª edição do Congresso da UNE (Conune) – encontro mais importante do movimento estudantil – ocorrerá entre 29 de maio e 2 de junho.  A entidade estima que receberá cerca de 10 mil estudantes para eleger a nova diretoria da UNE, incluindo o presidente, e discutir seus  próximos rumos e posicionamentos na capital de Goiás.  A Associação Nacional de Pós-Graduandos é parceira da União Nacional dos Estudantes e apoia suas causas – sobretudo, na defesa por mais verbas para a educação pública e ampliação do acesso ao sistema universitário. 
 
De acordo com a união, durante os cinco dias, os delegados e observadores terão a oportunidade de debater e trocar opiniões sobre os rumos do país, avaliar as políticas públicas, a ação dos movimentos sociais, os avanços na área da educação, esporte, meio ambiente, direitos humanos e outros assuntos importantes do universo da juventude. O congresso assumirá forma de celebração da diversidade entre estudantes de diversas regiões, com atividades culturais, shows, intervenções artísticas, trocas e vivências diárias. As atividades do encontro serão concentradas em torno da tradicional Praça Universitária da capital goiana, na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e na Universidade Federal de Goiás (UFG). 
Paralelamente ao congresso, haverá o 3º Encontro Nacional de Estudantes Cotistas e Prounistas, que deve contar com a presença da presidenta Dilma Rouseff e do ministro da Educação Aloizio Mercadante para discutir críticas e pontos positivos das políticas de acesso à educação.  
 
A programação também incluirá a apresentação do primeiro relatório de trabalho da Comissão da Verdade da UNE, que está investigando o caso do ex-presidente da entidade, o goiano Honestino Guimarães. Sua família receberá um novo atesto de óbito, reconhecendo a responsabilidade do Estado brasileiro por seu desaparecimento, tortura e morte.
Outra discussão proposta pelos estudantes enfatizará uma das grandes bandeiras levantadas pela UNE, “o papel do petróleo no desenvolvimento socioeconômico do país”.  A urgência da democratização da mídia, a educação como mercadoria no ensino privado, a questão da segurança pública e da maioridade penal, juntamente com o debate sobre a expansão e qualidade de ensino nas universidades federais também conduzirão as discussões. 
 
Nos dias do evento, a taxa de inscrição custará R$ 125, que incluirá alojamento, transporte em Goiânia e alimentação durante os dias do evento. Para saber mais, acesse a programação do congresso.
 

 

A Escola Nacional dos Farmacêuticos realizará, nos dias 20 e 21 de junho deste ano, o I Seminário Farmácia, com o tema “Ciência e Tecnologia a favor da Vida”.  O evento, que pretende colocar em pauta as inovações do setor da saúde em benefício da população,  será sediado no Hotel Umuarama Plaza, no Setor Central de Goiânia (GO). 
 
No primeiro dia, haverá uma mesa redonda às 20h, que discutirá o “Desenvolvimento econômico, científico e tecnológico orientado pelas necessidades do povo brasileiro”, que terá, entre seus convidados, a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O segundo dia, terá como proposta debater “O farmacêutico, o medicamento e a farmácia no desenvolvimento econômico, cientifico e tecnológico do Brasil”, e contará com a presença do Conselho Federal de Farmácia (CFF), da  Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico (Abenfar), da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH) entre outros. 
 
O evento é co-organizado pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar). Inscreva-se no site da Escola Nacional dos Farmacêuticos. 

 
O Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), presidido por Alessandro Melchior, divulgou, na sexta-feira (17), uma nota pública sobre a redução da maioridade penal e as propostas de retrocesso no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).  A nota comunica repúdio à PEC 33/2012, proposta pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), que altera a redação dos arts. 129 e 228 da Constituição Federal a partir de um parágrafo que prevê a possibilidade de desconsideração da inimputabilidade penal de maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos por lei complementar.

Dentre outras coisas, a nota diz: “O Conjuve chama atenção para a visão distorcida e preconceituosa que tem justificado as propostas voltadas para o rebaixamento da maioridade penal, amplamente massificada pelos principais meio de comunicação do país. As justificativas puramente repressivas, que desconsideram a importância das políticas sociais e de medidas de caráter preventivo condizentes com a trajetória de desenvolvimento desses adolescentes escondem que quem tem majoritariamente morrido pelas armas da violência são os jovens pobres e negros das cidades brasileiras.”

A ANPG participou do debate somando-se aos defensores dos direitos da criança e do adolescente, destacando que a questão da segurança pública não será resolvida por meio de uma única medida. “É uma medida simples e ineficaz”, declarou o representante da ANPG na Conjuve, Marcelo Arias. “Devemos investigar a origem do problema: a exclusão social e a desigualdade”.  Clique aqui para ler a nota na íntegra.

Recentemente, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, voltou a afirmar, durante audiência pública, no Senado, que a maioridade penal é impedida por uma das cláusulas pétreas da Constituição.

Atualmente, há três propostas de emenda à Constituição (PECs 33/2012, 74/2011 e 83/2011) que regulam a possibilidade de punição de infratores menores de 18 anos tramitam em conjunto na CCJ.

Encontro será realizado em São Paulo nos próximos dias 23 e 24, na Fapesp e Hotel Blue Tree Faria Lima
O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) reúne, na próxima edição do Fórum Nacional de CT&I, as principais entidades brasileiras do setor. Participam do encontro instituições como CNPq, Embrapa, Capes, Finep – Agência Brasileira de Inovação e Instituto Nacional da Prosperidade Industrial (INPI). O fórum vai ocorrer em São Paulo (SP) nos próximos dias 23 e 24, na Fapesp e Hotel Blue Tree Faria Lima. 

De acordo com o presidente do Confap, professor Sergio Gargioni, as ações de apoio à ciência, tecnologia e inovação passam, necessariamente, pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Faps), seja por sua capacidade gerencial, pelo conhecimento genuíno das demandas regionais e sua articulação com as agências de financiamento. "Por esse motivo é importante estar atento às ações desenvolvidas pelas fundações, parte importante da programação do fórum", ressalta. 

Gargioni também chama atenção para os importantes acordos de cooperação entre entidades brasileiras e estrangeiras, que serão discutidos no Fórum. "Durante o evento será apresentado um painel com as possibilidades de relacionamento entre instituições de pesquisas da comunidade européia e brasileira. Ainda no campo internacional, destaco o lançamento do edital do Instituto Nacional Francês para a pesquisa em Ciências Computacionais (Inria)". 

Outro ponto importante será a abertura do evento, agendada para o dia 23, às 9 horas, que vai contar com palestra do diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz. Ele vai falar sobre os desafios de obter mais impacto para a ciência brasileira. Dando sequência ao fórum, pesquisadores vão conduzir outras exposições que abordam a avaliação do Programa de Pesquisa para o SUS, ministrado pelo diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Campos de Carvalho; a ampliação da parceria entre Embrapa, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e Fundect para outras Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa; avaliação dos trabalhos conjuntos entre CNPq e fundações estaduais; e análise das possibilidades de relacionamento entre INPI e Faps. 

Para mais informações sobre o Fórum Nacional de CT&I do Confap envie um e-mail para [email protected]

(Confap)

 
(Jornal da Ciência)

 

CTC/PUC-Rio, IFRJ e Colégio Pedro II organizam competição estadual destinada a alunos do ensino médio

Estão abertas as inscrições para 8ª edição da Olimpíada de Química do Rio de Janeiro (OQRJ), voltada para alunos que estejam cursando qualquer um dos três anos do ensino médio. Desde 2010, o Departamento de Química do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) é um dos organizadores da competição estadual, sendo responsável pela elaboração e correção das provas. Junto dele estão o IFRJ (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro) e o Colégio Pedro II. A primeira fase será realizada no dia 16 de agosto, na própria escola do aluno, e a segunda fase será no dia 05 de outubro, no Campus Gávea da PUC-Rio.

 
A competição tem como objetivo despertar o interesse dos estudantes pela Química, influenciar na melhoria do ensino e aumentar o contato desses jovens com as universidades. Além disso, a competição regional visa identificar os alunos talentosos em Química e prepará-los para a Olimpiada Brasileira de Química (OBQ). Vale ressaltar que não há um limite máximo de alunos que podem ser inscritos por cada escola, mas cada instituição deve, obrigatoriamente, inscrever um professor representante. Em 2012, cerca de 2.500 alunos participaram da primeira fase e aproximadamente 300 passaram à etapa seguinte.
 
Os professores que representarão suas escolas na OQRJ e os alunos interessados podem se inscrever pelo site http://www.dctc.puc-rio.br/olimpiadasquimica/ até 9 de agosto.
 
Na segunda fase, como a competição é realizada simultaneamente com a prova "Desafios em Química" da PUC-Rio, com provas rigorosamente iguais, os dois primeiros colocados entre os competidores do 3º ano do ensino médio, se inscritos no vestibular da universidade, ganharão também bolsa integral para estudar Química na PUC-Rio.
 
Olimpíada Estadual é a primeira etapa para chegar à competição internacional
 
Os 20 melhores de cada uma das categorias EM1 e EM2 (alunos do 1º e 2º ano do ensino médio, respectivamente) da OQRJ 2013 poderão participar da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) 2014.
 
Além disso, os alunos da EM1 poderão também se beneficiar do projeto "PUC por um semestre", promovido pelo PIUES (Programa de Integração Universidade Escola Sociedade), que os preparará para a etapa nacional.
 
Aqueles que conquistarem uma medalha na OBQ têm ainda uma boa notícia: a chance de fazer um curso preparatório para a última prova nacional que seleciona os três brasileiros que representam o País na Olimpíada Internacional de Química.
 
Este ano, pela primeira vez, o Estado do RJ teve alunos neste curso. Após uma longa e intensiva preparação, os cariocas Nathan de Souza Mateus, Pedro Henrique Fonseca Duque e Thiago Silva Viana, medalhistas de prata e bronze na OBQ e alunos do "PUC por um Semestre" em 2012, já estão prontos para a prova, agora em abril, que vai selecionar os brasileiros que irão para a edição internacional da competição, agendada para o mês de julho, em Moscou.
 
(Assessoria de Imprensa do CTC/PUC-Rio)


(Jornal da Ciência)
De acordo com reportagem da Agência Câmara, presidente da SBPC questionou por que o país tem um regime diferenciado de contratações para obras da Copa do Mundo, mas engessa a pesquisa científica
 
Representantes da comunidade científica brasileira foram unânimes em afirmar que a Lei de Licitações (8.666/93) é hoje um dos maiores entraves ao desenvolvimento da pesquisa no País. Reunidos em audiência pública da comissão especial que analisa a proposta do Código de Ciência e Tecnologia (PL 2177/11), dirigentes de entidades nacionais afirmaram que os órgãos de controle desconhecem os detalhes da atividade científica e oferecem diferentes leituras da legislação, causando grande insegurança jurídica.
 
O presidente do Fórum de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Rúben Dario Sinisterra, afirmou que os pesquisadores não são contra o controle, mas que, da forma como é feito hoje, as instituições estão devolvendo dinheiro porque têm medo de ter problemas legais. "Ninguém quer ser hoje diretor de núcleo de inovação tecnológica nesse País. Ninguém, por causa do medo do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União."
 
Flexibilização das contratações
 
O projeto propõe a flexibilização das regras de contratações para a área de Ciência e Tecnologia. Essa mudança foi defendida por todos os pesquisadores que advertiram que o Brasil está competindo com gente do mundo todo, onde as regras são outras e permitem a rapidez que é necessária hoje.
 
A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Náder, questionou por que o País tem um regime diferenciado de contratações (RDC) para obras da Copa do Mundo, mas engessa a pesquisa científica. "É preciso um olhar diferenciado. Senão, esquece ciência, esquece tecnologia e muito mais inovação. Vamos continuar comprando pacotes, vamos continuar sem uma indústria verdadeira, nacional. E vamos comprar da China!"
 
A única participante que defendeu a manutenção da Lei de Licitações como o vetor da fiscalização das contratações e compras foi a secretária de Controle Externo de Desenvolvimento Econômico do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Paula da Silva. Ela acredita que a lei pode ser modificada e adaptada às necessidades de agilidade do setor.
 
A secretária defendeu ainda a aproximação dos órgãos de controle da comunidade científica e a atualização dos auditores e fiscais para evitar os casos de conflito de interpretação da lei apontados pelos convidados. "A interpretação das normas pode gerar algumas dúvidas para aqueles que estão operando o Direito, mas a participação em seminários, a interação entre os órgãos de controle, entre as procuradorias, isso tudo pode contribuir para um entendimento mais convergente."
 
Relatório
 
O relator da proposta, deputado Sibá Machado (PT-AC), afirmou que deve aproveitar em seu parecer a sugestão de adotar o regime diferenciado de contratação para Ciência e Tecnologia. "Na hora de fazer compras, o critério da 8.666 não é qualidade, mas o princípio do preço. E na área de pesquisa não é isso que importa, o que importa é qualidade."
 
A comissão ainda vai realizar audiências públicas no Rio de Janeiro e em São Paulo antes de o relator apresentar seu parecer. Ele acredita que os trabalhos estarão concluídos até julho.
 
(Agência Câmara)
 
(Jornal da Ciência)