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O uso de recursos tecnológicos e de entretenimento também pode ser um enorme aliado para motivar jovens nos estudos, principalmente aqueles que vivem em áreas mais pobres, como favelas da região metropolitana do Rio – onde o índice de evasão escolar é maior. O projeto Difusão e popularização da ciência e tecnologia através de mídias digitais contextualizadas para a inclusão sócio-produtiva de adolescentes pobres da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, coordenado pela professora Gilda Helena Bernardino de Campos, da Coordenação Central de Educação à Distância (CCEAD), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), criou, há cerca de dois anos, uma série de programas de rádio que abordam temas na área de ciência e tecnologia, comuns ao cotidiano destes jovens, como a questão do lixo urbano, poluição atmosférica, alimentos mais saudáveis, reciclagem de embalagens e conservação de alimentos, entre outros.
 
Reunido em uma rede social na internet, voltada para uso exclusivo de professores, esse material vem sendo disponibilizado nos telefones celulares de adolescentes que fazem parte dos Cursos Comunitários Pré-Técnicos (CCPTs). Aulas preparatórias gratuitas para escolas técnicas e profissionalizantes, esses cursos em geral são ministrados por professores voluntários, em espaços cedidos por instituições religiosas ou associações de moradores das comunidades. A iniciativa conta com auxílio da FAPERJ através do edital Apoio à Difusão e Popularização da Ciência no Estado do Rio de Janeiro.
 
Gilda ressalta que, como esses cursos acontecem aos finais de semana, é extremamente importante usar metodologias de ensino que motivem os alunos a participar. "Na CCEAD, já disponibilizamos vídeos e matérias voltados para a temática de C&T, mas ainda não tínhamos desenvolvido um modo de torná-los mais atraentes para difundi-los em espaços comunitários", explica. Foi então que, em conjunto com o professor José Carmelo, do Departamento de Educação da PUC, conhecido por sua experiência com CCPTs, e com a pedagoga Cileia Fioroti, da mesma universidade e que também já vem trabalhando com classes comunitárias, ao lado de Carmelo, o projeto foi elaborado. "Cileia passou a me ajudar fazendo contato com as equipes nas favelas", acrescenta.
 
Batizado de Almanaque Sonoro de C&T, o site, que funciona como uma rede social de acesso exclusivo para professores, foi elaborado pelo designer do CCEAD Claudio Perpétuo. Ali estão disponibilizados os programas de rádio, com cinco minutos de duração cada,que  são apresentados nos CCPTs das favelas de Vila Kennedy e Sulacap, Zona Oeste do Rio, e na favela Perfeita Alegria, em Nilópolis, município da Baixada Fluminense. Na universidade, Gilda prepara os professores voluntários que aplicarão o método nas comunidades. Durante as aulas, o site é exibido e um dos programas é apresentado para que os alunos possam ouvir e debater. O arquivo do programa também é disponibilizado nos celulares dos alunos para que, durante a semana eles possam escutar outras vezes seu conteúdo. "Na semana seguinte, debatemos o assunto e propormos trabalhos em grupo, em geral, fazendo com que eles produzam pequenos vídeos sobre o que escutaram. O material produzido por cada turma é disponibilizado na internet para que os professores dos CCPTs possam discutir e trocar informações", explica Gilda. "No site, que funciona como uma rede social, ainda há espaço para blogs, material disponível para professores, além de fotos, notícias sobre eventos e chats para professores", acrescenta.
 
Segundo Gilda, um dos pontos mais importantes dos CCPTs é complementar os estudos desses jovens. Segundo dados do Ministério da Educação, apenas 2% dos jovens moradores de favelas da região metropolitana do Rio têm acesso ao ensino médio (antigo segundo grau). "Metade dos que concluem o ensino fundamental domina apenas conteúdos curriculares de matemática e português correspondentes apenas ao quarto ano. Nosso projeto tem funcionado como um grande aliado para facilitar o ensino de ciência entre este jovens e contribuir para a diminuição da evasão escolar", conclui.
 
Fonte: Jornal da Ciência

O ponta pé inicial da campanha de bolsas 2013, protagonizada pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) em parceria com as Associações de Pós-Graduandos das cinco regiões do país, promove hoje o twittaço pelo projeto de lei dos pós-graduandos e o reajuste das bolsas de pesquisa: #reajusteja

Marcado para às 17 horas, a ANPG convoca todo o movimento de pós-graduação do Brasil, para levantar a bandeira nas redes sociais e, através de uma grande mobilização, chamar a atenção do governo a essa pauta que se faz tão necessária aos pesquisadores brasileiros. 
 
Uma série de atividades estão previstas para o próximo período. Veja a programação:
 
 
Agenda da Campanha de Bolsas 2013: Reajuste já! Pelo PL dos Pós-Graduandos!
 
FEVEREIRO 


Dia 5 – TWITTAÇO pelo reajuste imediato das bolsas e pelo PL dos Pós-Graduandos (a data é próxima do dia de pagamento das bolsas)
 
18 a 28 – Nas aulas inaugurais com novos pós-graduandos, as APGs devem divulgar a campanha de bolsas e o calendário de mobilização.
 
Dia 20 – Compartilhaço da campanha de bolsas e lançamento do material impresso e online (arte) da campanha de bolsas 2013.
 
Dia 23 – Plenária Nacional dos Movimentos de Juventude para Organizar a Jornada de Mobilizações 2013. A pauta da valorização da pesquisa e dos pesquisadores deve ser apresentada dentre as bandeiras. A plenária será em São Paulo e reunirá diversas organizações e movimentos.
 
MARÇO
 
Dia 05 – Paralisação Nacional pelo reajuste de bolsas, com atividades e debates em todas as universidades.
As APGs organizarão atividades locais pautando a valorização das bolsas de pesquisa. Ações propostas:
 
1. Distribuição do material impresso da campanha nas universidades;
 
2. Produção de pequenos vídeos caseiros (podem ser irreverentes, mais formais ou com tom de denúncia) para divulgar a campanha;
 
3. Aprovação de moções favoráveis ao reajuste das bolsas de pesquisa e pela implementação de uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa em Conselhos Universitários, Câmaras Departamentais, Colegiados e Conselhos de Pesquisa e Pós-Graduação de cada universidade;
 
4. Acionar veículos de comunicação para divulgar a campanha para o conjunto da sociedade;
 
Seguindo a tradição de todos os anos, no período do Carnaval, a SBPC-Regional de Pernambuco e o Espaço Ciência lançam oficialmente a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cujo tema deste ano é: "Ciência, saúde e esporte".
 
Nessa ocasião, a população tem a oportunidade de acompanhar o bloco "Com Ciência na Cabeça e Frevo no Pé", além de assistir a experimentos relacionados com a química e desfile de bonecos, representando cientistas que prestaram relevantes contribuições para a Ciência & Tecnologia, tanto para o Brasil como para o mundo.
 
O desfile está marcado para 6 de fevereiro, a partir das 19 h. A concentração será na Praça do Arsenal -Torre Malakoff – Recife Antigo \ Recife-Pe.
 
Para aqueles que desejam participar do Bloco, as camisas e leques (abanos) serão distribuídos na sede da SBPC – Regional de Pernambuco, localizada na Biblioteca Central da UFPE. AS reservas podem ser feitas pelos telefones  81-21268435 e 81-96189000.
 
Fonte: SBPC
 

A Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade Federal de Ouro Preto realizará o I Encontro Mineiro de Pós-Graduandos, com o tema “Desafios da pós-graduação em Minas Gerais”, entre os dias 01 e 03 de maio, de 2013, na cidade de Ouro Preto/MG.

Esse encontro tem por objetivo atualizar e complementar a formação social e política dos pós-graduandos, levando a fundamentadas discussões sobre os problemas, desafios e soluções da pós-graduação, além de difundir novos conhecimentos através da divulgação de trabalhos científicos, favorecendo a troca de experiências entre os participantes.

 
 Veja a  programação:
 
 
Dia 01 de maio
 
14h –  Título da Mesa: Palestra de Abertura Tema: O papel das associações discentes na Pós-Graduação. 
16h30 – O papel do pós-graduando no desenvolvimento científico do país. Tema: Qualidade x Quantidade Ofício 2012.002 
16h30 – O papel do pós-graduando no desenvolvimento científico do país. Tema: A importância da produção científica para o pós-graduando 
 
Dia 02 de maio
 
09h –  Divulgação Científica. Tema: A divulgação científica na Ciência Hoje
09h –  Divulgação Científica. Tema: O alcance das publicações em revistas científicas na sociedade. 
11h –  Palestra: Ciências Inovação e Tecnologia em Minas Gerais
16h30 – Assistência Estudantil para pós-graduandos. Tema: A experiência da UFOP em assistência estudantil
16h30 – Assistência Estudantil para pós-graduandos. Tema: As perspectivas da ANPG para assistência estudantil aos pós-graduandos. 
 
Dia 3 de maio
 
9h – Pós-Graduação: Estudo ou Trabalho? Tema: Os deveres dos pós-graduandos
11h – Mesa de Discussões – Políticas de Bolsas.
 
 
 
Da redação
Até 23 de Março, as Instituições Federais, Estaduais e Municipais de Ensino Superior e o Centro de educação tecnológica (Cefet) poderão apresentar propostas ao Programa de Extensão Universitária 2014.
O PROEXT 2014 – MEC/SESu é um instrumento que abrange programas e projetos de extensão universitária, com ênfase na formação dos alunos e na inclusão social nas suas mais diversas dimensões, visando aprofundar ações políticas que venham fortalecer a institucionalização da extensão.
As IES poderão concorrer ao financiamento de até R$ 50.000,00 por projeto e de até R$ 150.000,00 por programa. A divulgação do resultado final será acontece em 21 de Junho.
Leia o edital aqui
Da redação
Pesquisadores, estudantes, representantes da sociedade e autoridades se reunirão no início de abril em Recife, durante o 5º. Encontro Preparatório para o Fórum Mundial da Ciência. O objetivo é discutir propostas que serão levadas à edição 2013 do Fórum Mundial da Ciência, que será realizado em novembro, no Rio de Janeiro, sob o tema "Ciência para o desenvolvimento global".
 
O Fórum Mundial de Ciência é realizado a cada dois anos na Hungria e, pela primeira vez, acontecerá em outro país. No Rio, estarão reunidos reconhecidos nomes da área científica que debaterão o papel da ciência para o desenvolvimento global.
 
O encontro de Recife faz parte da programação de reuniões temáticas realizadas em sete capitais para promover uma ampla discussão nacional, tendo como temas transversais: Educação em ciência; Difusão e acesso ao conhecimento e interesse social; Ética na ciência; e Ciência para o desenvolvimento sustentável e inclusivo.
 
O primeiro encontro aconteceu em São Paulo, no mês de agosto passado, e teve como principais discussões a importância da ciência básica, os desafios da educação científica e as perspectivas para aprimorar a relação entre universidades e indústrias. A reunião contou com a participação do diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Carlos Henrique de Brito Cruz, do professor Luiz Davidovich, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dos pesquisadores Fernando Galembeck, da Academia Brasileira de Ciências, e Marcelo Knobel, da Universidade Estadual de Campinas, e do professor Roberto Lotufo, da Agência de Inovação da Unicamp.
 
A capital mineira sediou a segunda reunião preparatória no mês de setembro e teve como principais discussões a importância dos museus e dos centros de ciência como espaços alternativos para difusão e acesso ao conhecimento; a necessidade do aumento dos investimentos em ciência e tecnologia para melhorar o processo produtivo e elevar a competitividade no exterior; e a defesa de uma maior fatia na distribuição dos royalties do petróleo da camada pré-sal para ser investida em educação, ciência, tecnologia e inovação.
 
Com o objetivo de discutir temas ligados à "Diversidade tropical e ciência para desenvolvimento", o terceiro encontro preparatório foi realizado no final de novembro em Manaus e contou com a participação de diversos pesquisadores da região amazônica. Os cientistas enfatizaram a importância da qualificação da educação básica como questão inicial para se pensar na qualidade dos futuros doutores do Brasil, bem como a integração das populações tradicionais para que as decisões sejam tomadas em diálogo com esse grupo social.
 
A quarta reunião foi realizada em Salvador, no mês de dezembro, e abordou as fontes alternativas e os desafios e perspectivas em energia e sustentabilidade. Entre os participantes estavam os professores João Tavares Pinho, da Universidade Federal do Pará, Carlos Alberto Dias, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, o coordenador de Materiais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Carlos Graeff, e o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Florival Carvalho.
 
A SBPC integra a Comissão Executiva Nacional do Fórum, criada no final de 2011 e que tem funções ligadas à participação do governo brasileiro na preparação, programação e coordenação institucional do Fórum. Também integram a Comissão o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Academia Brasileira de Ciências, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Financiadora de Estudos e Projetos, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I, Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e Escritório da UNESCO no Brasil.
 
Ao final dos debates sobre o papel da ciência para o desenvolvimento global realizados nas reuniões preparatórias será editada uma publicação com a consolidação das proposições e principais conclusões e lançada antes do FMC.


Fonte: Jornal da Ciência 
A Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde – Reciis, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict)/Fiocruz, já está recebendo artigos inéditos, resenhas de livros e vídeos, e pesquisas em andamento para a sua próxima edição, que terá como tema “As tecnologias de Informação e Comunicação no setor Saúde: potencialidades e desafios para a gestão do SUS”.
 
O assunto é o desdobramento do Seminário realizado na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio – EPSJV no período de 14 a 15 de julho de 2011, sob a coordenação de profissionais da EPSJV/Fiocruz, do Icict/Fiocruz e do DATASUS/ MS.
 
A publicação da Reciis visa a incentivar e ampliar a produção técnico-científica sobre a temática ao discutir os dilemas e as perspectivas da subárea de Informação e Informática em Saúde, contribuindo para o seu desenvolvimento teórico como um dos campos da Saúde Coletiva, e ainda debater os desafios da formação de trabalhadores para a área de Informações em Saúde do SUS, incluindo o uso de novas tecnologias de informação e comunicação.
 
Os itens a serem cobertos por esta edição são: 
– Aspectos teórico-conceituais da Informação e Informática em Saúde
– Experiências de disseminação da Informação para a gestão do SUS
– Uso do software público na gestão do SUS
– Formação profissional na área de Informação e Informática em saúde para o SUS
– Registros Eletrônicos em Saúde
– Utilização das informações oriundas das bases de dados/SUS para: análises epidemiológicas, apoio à gestão, e para o Controle Social
 
O prazo limite para o envio é até o dia 15 de março e para outras informações, os interessados deverão acessar o site da Revista no endereço http://www.reciis.cict.fiocruz.br/index.php/reciis


Fonte: Ascom Icict 
Os estudantes e pesquisadores participantes do Ciência sem Fronteiras (CsF) estão realizando suas atividades de estudo nas melhores instituições disponíveis, prioritariamente entre as mais bem conceituadas para cada grande área do conhecimento, de acordo com os rankings internacionais disponíveis. Tais instituições são caracterizadas pela excelência na produção científica e tecnológica e na formação de recursos humanos para o mercado de trabalho.
 
Entre os rankings internacionais adotados pelo Programa, citamos:
 
1. Times Higher Education (http://www.timeshighereducation.co.uk/world-university-rankings)
Trata-se de um ranking desenvolvido pela Thomson Reuters (http://thomsonreuters.com/about) que visa classificar as principais universidades do mundo quanto aos seguintes aspectos: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional. Este ranking é atualizado anualmente, trazendo uma lista de cerca de 400 universidades em todo o mundo, divididas por regiões geográficas e áreas do conhecimento.
 
2. QS World University Rankings (http://www.topuniversities.com/university-rankings)
É um ranking com as 700 melhores universidades do mundo, segundo SymondsQuacquarelli (http://www.qs.com), publicado desde 2004. O QS Ranking toma como base 6 indicadores de desempenho, tais como reputação acadêmica, empregabilidade e produção científica e tecnológica das instituições avaliadas. Com atualização anual, este ranking traz também a possibilidade de comparar-se instituições por grande área do conhecimento.
 
Na eventualidade de uma instituição não constar em um destes rankings, mas apresentar cursos em áreas contempladas pelo CsF que se suponham de excelência, as agências podem fazer consulta à especialistas sobre a qualidade daqueles cursos, podendo apoiar a ida de estudantes caso confirme-se a excelência dos mesmos.
 
Adicionalmente, no caso da graduação-sanduíche, o programa tem sempre uma instituição parceira em cada país, escolhida pela sua indiscutível representatividade do que há de melhor em educação superior. Por exemplo, nos Estados Unidoshá o InstituteofInternationalEducation, uma organização sem fins lucrativos fundada em 1919 e que esta entre as maiores e mais experientes organizações atuantes em educação internacional. No Reino Unido a instituição parceira é o Universities-UK, a associação que reúne todas as universidades britânicas, fundada em 1918 e que tem por missão precípua promover a excelência das universidades britânicas pelo mundo. Na Alemanha o parceiro é o DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico), fundado em 1925 e considerado a maior organização promotora de intercâmbio acadêmico e científico do mundo. Ninguém melhor que estes parceiros para conhecer com detalhe quais são os melhores cursos em cada país, independentemente do fato da instituição estar no ranking ou não.
 
Alguns exemplos notórios podem ser citados: (i) a Universidade da California em Davis, embora na posição 100 no ranking mundial (QS) é a melhor instituição de ensino e pesquisa na área das ciências agrárias; (ii) a Universidade do Porto, em Portugal, classificada na posição 401-450 no ranking mundial (QS) tem uma das melhores escolas de Engenharia Civil na Europa; (iii) a Universidade Técnica de Munique está na posição 105 no ranking QS, mas tem os melhores cursos de engenharia de automação e controle do mundo; (iv) a Universidade de Montana, nos Estados Unidos, sequer está classificada nos rankings internacionais, mas hospeda um dos melhores cursos de Engenharia Florestal naquele país, fato diretamente relacionado a que Montana é o maior produtor de papel e celulose americano; (v) um dos melhores centros de pesquisa em câncer nos Estados Unidos, o MD Anderson Cancer Center, é ligado à Universityof Texas em Houston, que não aparece entre as 200 melhores universidades do mundo (THE).
 
Portanto, não é suficiente utilizar os rankings internacionais na classificação da excelência de um dado curso ou programa. É fundamental utilizar o conhecimento de experts sobre cada área, e esta é a razão da importância de contar com as instituições parceiras em cada país que auxiliam no "placement" dos estudantes, especialmente os de graduação.
 
Para os bolsistas de pós-graduação e pós-doutorado, as instituições de destino são avaliadas por comissões de especialistas (peerreview) das duas agências, considerando as propostas apresentadas pelos candidatos. Nestes casos, o mais importante não é somente a instituição, mas principalmente a excelência do Grupo de Pesquisa e do orientador escolhido para supervisionar o aluno brasileiro. Assim, toda solicitação de doutorado ou pós-doutorado é avaliada pelos Comitês de Assessoramento das Agências, compostospelos melhores especialistas de cada área no país (são 48 Comitês diferentes, todos com mandatos de 3 anos, escolhidos entre os melhores pesquisadores brasileiros, à partir de listas nas quais votam todos os pesquisadores bolsistas de produtividade em pesquisa e também as sociedadescientíficas brasileiras).A avaliação da proposta de solicitação de bolsa pelo CA compreende vários itens, incluindo aqualidade do projeto proposto, a qualidade do candidato e seu desempenho demonstrado na pós-graduação,a qualidade da instituição de destino e do orientador/laboratório onde o aluno pretende trabalhar.Se o comitê não avaliar positivamente, a bolsa não é concedida, e no parecer o candidato fica sabendo os motivos, podendomelhorar a proposta numa próxima submissão.
 

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No último dia 23, durante a 8° Bienal da UNE, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) lançou o seu Fórum de Educação Básica. A reunião, ocorrida na Faculdade de Olinda, contou com a presença de estudantes de diversas áreas, além de professores ligados ao tema. Na mesa estavam: Estevão Cruz, diretor de políticas públicas da UNE, Alfredo Gomes, vice-coordenador do Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação da ANPED e Fabio Paiva, doutarando em educação pela UFPE. 

 
A reunião foi a primeira de uma série que a ANPG se propôs a fazer, rumo a concretização do Fórum, que se constitui para discutir práticas e políticas educacionais, lançando luz a esse debate tão importante para a sociedade e para a formação de cidadãos comprometidos com o desenvolvimento do país.
Fábio Paiva fez um apanhado histórico do caminho percorrido pelo sistema educacional, além de chamar a atenção para a necessidade de aproximação com a realidade escolar, com vistas a propor indicações no ponto de vista da construção de um novo modelo. 
 
A presidenta da ANPG, Luana Bonone, em sua fala destacou a necessidade de articular os pontos que prioritariamente devem ser repensados, como, por exemplo, o alto índice de evasão escolar. “A evasão está diretamente relacionada à emancipação dos jovens na vida adulta. Precisamos entender a realidade desse conjunto de cidadãos”. Afirma. 
 
Roberto Nunes, diretor de comunicação da ANPG e professor da rede pública estadual do Rio de Janeiro, relatou sua experiência. “Existem professores dispostos a novas práticas, porém, o sistema pedagógico das instituições de ensino está engessado num modelo arcaico. A escola tem uma caraterística muito importante, que inclusive a diferencia da universidade, pois ela é, muitas vezes, o elo mais próximo da comunidade com o estado.” Ressaltou.
 
Próximos Passos
 
O objetivo é promover atividades em diversas regiões do país, reunindo programas de pós-graduação voltados para o tema da educação, gestores e professores da rede pública de ensino, bem como todos aqueles interessados em discutir alternativas que levem à construção de um ensino básico público, de qualidade e que consiga promover uma formação humana e crítica. 
 
Leia mais aqui 
 
Rafaela Muniz
 
A Associação Nacional de Pós-Graduandos entregou um conjunto de reivindicações para Aloízio Mercadante, Ministro da Educação, na ocasião do Ato da UBES sobre reserva de vagas, dentro da programação do o 2º Encontro Nacional de Grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), em Recife.
 
                                                                 clique na imagem para ampliar
 
 

A carta entregue discorre essencialmente sobre os atrasos em pagamentos de bolsas no Brasil e no exterior, o Reajuste imediato das bolsas de pesquisa e o reajuste das bolsas de pesquisa em 30%, para cumprir o PNPG 2005-2010. Além do documento, os estudantes de pós-graduação levaram faixas e bandeiras solitando um posicionamento do Ministério.
 
Leia a carta aqui
 
Em 2012, houve um acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia para um aumento de 40% no valor das bolsas. No segundo semestre do ano passado, houve um reajuste de 10%. Os estudantes pedem a complementação do percentual.
 
O diretor de Políticas Educacionais da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e mestrando em História Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lucas Machado, afirma que "sem que o pesquisador seja valorizado não tem como o Brasil projetar e organizar o seu desenvolvimento. A valorização do pesquisador é questão fundamental para pensar estrategicamente a situação brasileira".
 
O valor da bolsa de estudos é R$ 1.350, para mestrado, e R$ 2 mil, para estudantes de doutorado. "Qualquer pessoa em início de carreira pode ganhar mais do que o valor da bolsa, o que nos estimula a continuar na universidade? Tem que gostar muito mesmo de pesquisar", afirma Tamara Naiz da Silva, tesoureira da ANPG.  
 
Da redação, com informações da Agência Brasil