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Organizada pelo Núcleo de Experimentação de Tecnologias Interativas (Next), do Icict/Fiocruz, a "I Conexão Internacional de Saúde e (Ciber) Cultura: Práticas e ações culturais nas Redes" é um dos três eventos que compõem a Semana Nacional Ciência, Cultura e Saúde, que se realiza entre os dias 11 de Novembro a  5 de Dezembro. 
 
A característica mais marcante desse congresso é que ele será feito de forma online, em rede, e tem como objetivo mapear, registrar e discutir atividades culturais que podem contribuir para a promoção da saúde e do bem estar social, com informações registradas, divulgadas ou armazenadas na Internet.
 
Mais do que um evento acadêmico, a “I Conexão” será um evento de experimentação, que possibilitará interações entre os participantes. A ideia é fazer uma intensa discussão dos trabalhos desde o dia da submissão até a realização das atividades presenciais da semana no dia 3/12. Os inscritos que participam da discussão receberão certificado de participação.
 
Serão válidas as participações e submissões de produções de ciberativistas, artistas, designers, pesquisadores, curadores, curiosos, profissionais de saúde, gestores, todo aquele que colabora ou pretende colaborar com novas práticas culturais na saúde. Embora, seja dada preferência para os trabalhos de línguas íbero-americanas, o evento aceitará também submissões em inglês.
 
Serão aceitas produções próprias, artigos, publicações eletrônicas, áudios, vídeos, animações, fotografia ou desenho digital, posts de blogs, redes ou o que possa ser expressão de "Práticas e ações culturais nas Redes". Indicações de produções de terceiros, desde que citadas corretamente a fonte e a autoria, ou seja, qualquer pessoa que encontre algum material que considere relevante para contribuir neste evento pode inscrever o trabalho a título de “curadoria de material cibercultural”. Uma vez inscritos, os trabalhos serão organizados de modo a viabilizar a sua discussão através de comentários no site do congresso.
 
As inscrições serão encerradas no dia 30/11 e a submissão de trabalhos deverá ser feita até às 23h59 do dia 2/12, conforme o horário de Brasília. O evento está aberto ao público para comentários, críticas e debates.
 
Para se inscrever para a “I Conexão”, clique aqui
 
Para submeter os trabalhos, clique aqui
 
Para saber mais sobre a “I Conexão Internacional de Saúde e (Ciber) Cultura:  Práticas e ações culturais nas Redes” e que tipos de trabalhos poderão ser submetidos, clique aqui 
 
Para saber mais sobre a Semana Nacional Ciência, Cultura e Saúde, clique aqui 
 
Fonte: ASCOM Icict/Fiocruz
 
Os vencedores do 26º Prêmio Jovem Cientista, nas categorias Estudante do Ensino Médio, Estudante do Ensino Superior, Graduado, Mérito Institucional e Menção Honrosa, tiveram os nomes divulgados na terça-feira (27) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O tema deste ano foi Inovação Tecnológica nos Esportes.
 
Na categoria Ensino Médio, o prêmio foi para Pedro Wieland, aluno do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele desenvolveu um aplicativo para atletas capaz de selecionar as músicas arquivadas em um celular e reproduzi-las durante uma corrida, relacionando a velocidade média alcançada pelos corredores ao ritmo da melodia. O aluno conseguiu provar a relação da música com o desempenho dos atletas.
 
Na categoria Ensino Superior, a vencedora foi Priscila Ariane Loschi, da Universidade do Estado de Minas Gerais. A aluna criou um revestimento têxtil para tecido termorregulador de roupas de atletas. O tecido mantém a temperatura do corpo do atleta, para que não haja desconfortou e afete o rendimento do esportista.
 
Rodrigo Gonçalves Dias, da Universidade de São Paulo (USP), venceu na categoria Graduado. O pesquisador descobriu uma mutação genética capaz de comprometer o mecanismo de vasodilatação muscular durante a prática esportiva e, consequentemente, o desempenho do atleta. O estudo indica que portadores do gene com o código alterado podem ser mais suscetíveis a doenças cardíacas.
 
O homenageado na categoria Menção Honrosa foi Luiz Fernando Martins Cruel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Os prêmios Mérito Institucional Ensino Médio foi para o Centro Educacional Adalberto Valle, de Manaus, e do Ensino Superior para Universidade de São Paulo.
 
O Prêmio Jovem Cientista deste ano teve mais de 2 mil inscritos em todo o país. Os vencedores receberão os prêmios das mãos da presidenta Dilma Rousseff em cerimônia no Palácio do Planalto, em dezembro. A lista completa com os ganhadores pode ser acessada no portal do prêmio: http://www.jovemcientista.org.br/


Fonte: Agência Brasil 
 
 
 
 
 
 

A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Ouro Preto (APG/UFOP) realizou uma entrevista com as cinco chapas candidatas a reitoria da universidade. Todas as questões vão de encontro com os interesses e debates latentes da pesquisa e pós-graduação. 

A votação na UFOP para a escolha do novo reitor e vice-reitor acontece nos dias 5 e 6 de dezembro de 2012.

 

 

Conheça as chapas:

Chapa 1: Jaime Antônio Sardi e Hernani Mota de Lima

Chapa 2: Marcelo Eustáquio Silva e Guilherme Paolielli

Chapa 3: Marta de Lana e José Geraldo Arantes de Azevedo Brito

Chapa 4: Marcone Jamilson Freitas Souza e Célia Maria Fernandes Nunes

Chapa 5: Ernani Carlos de Araújo e Luis Antônio Rosa Seixas
 
 
Os links de cada pergunta e respostas encontram-se abaixo. 
 
 
Pergunta 1:
Quais os principais aspectos da proposta da chapa relacionados à pesquisa e pós-graduação na UFOP?
 
Chapa 1: 
Investir nos novos professores via fornecimento de uma infraestrutura de pesquisa para que o mesmo possa se capacitar, via ampliação das publicações e continuidade de suas pesquisas, para compor as equipes dos Programas de Pós-Graduação já existentes.
Criação de um programa via Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação em formato semelhante ao jovens doutores da Fapemig com editais direcionados para os jovens/novos professores da Ufop.
Firmar uma parceria com o Departamento de Letras da Ufop para criação de um banco de revisores de texto. Esta parceria possibilitar que todas as Dissertações/Teses geradas na Ufop passem por um revisão antes da publicação final pela Ufop.

Chapa 2:
No bloco 2 da nossa carta programa – Políticas de Fortalecimento Acadêmico, temos compromisso,
com:
– Promover esforços com vistas a viabilizar o aumento de recursos financeiros, oriundos de recursos próprios, para financiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária.
– Incremento à integração acadêmica entre a graduação, a pós-graduação a pesquisa e a extensão.
– Fortalecimento dos colegiados de cursos de graduação e pós-graduação através do gerenciamento de uma política de integração para extensão, ensino e pesquisa.
– Apoiar a criação de novos cursos de pós-graduação, estimulando as iniciativas de caráter interdisciplinar e nacional e internacional.
– Apoiar e fortalecer a representação da UFOP nas câmaras e comitês externos de gestão da pesquisa e da pós-graduação – entre outras, FAPEMIG, CAPES, CNPq.
– Apoiar o funcionamento dos Comitês de Ética em Pesquisa da UFOP: ética em pesquisa com seres humanos, ética em pesquisa com animais, biossegurança e criar a comissão de destinação do resíduo sólido.
– Elaborar e implementar um sistema eletrônico de submissão, tramitação e gerenciamento dos cursos de pós-graduação lato sensu.
– Traçar um Plano Diretor de estruturação das bibliotecas.
– Aperfeiçoamento dos processos de aquisição e gestão, valorizando os serviços de biblioteca e os gestores de informação, com vistas à ampliação e atualização do acervo das bibliotecas.
– Fortalecimento, incentivo e ampliação de Programas de Mobilidade Acadêmica nacional e internacional para os servidores da UFOP e discentes dos cursos de graduação e de pós-graduação,
presencial e a distância.
 
Chapa 3:
Incentivar a elaboração de planos estratégicos de desenvolvimento dos cursos e programas de pós-graduação visando a excelência na pesquisa científica e no ensino de pós-graduação bem como fomentar a criação de parcerias interdepartamentais, interinstitucionais e internacionais paralelamente à criação de novos programas de pós-graduação (lato sensu e stricto sensu) além de parcerias com atores públicos e privados para assim colocarmos a UFOP com melhor visibilidade no cenário nacional e internacional e preparada para encarar os desafios do século XXI.
 
Chapa 4:
Na pesquisa e pós-graduação teremos como foco a busca pela excelência. É preciso formar profissionais qualificados, capazes de contribuir para produção de conhecimento e a geração de inovações sociais e tecnológicas. A Universidade desta forma assumirá um de seus papéis e contribuirá para que o país consolide sua vocação de grande centro irradiador de conhecimento nos mais variados níveis. 
 
O crescimento vivido pela nossa Universidade nos últimos anos, com a ampliação do número de cursos, de docentes, de técnico-administrativos e de estudantes indica uma tendência de ampliação no número de cursos de pós-graduação. O fortalecimento da pósgraduação já existente, e em expansão, e a criação de condições para a criação de novos cursos é algo que deverá receber a atenção no próximo período, buscando sempre a  melhoria das condições de oferta e, consequentemente, a avaliação dos cursos. 
 
Alguns desafios que colocamos para a nossa atuação nessa área são os seguintes: 
– Organizar uma Câmara de coordenadores de cursos de pós-graduação stricto sensu como fórum permanente de debate sobre os desafios da pesquisa e pós-graduação na UFOP, garantindo transparência e ampla participação na formulação de políticas para a área; 
– Ampliar os recursos destinados à pesquisa e pós-graduação dentro dos limites das possibilidades orçamentárias da instituição, e estimular e apoiar uma postura mais agressiva no que se refere ao financiamento externo via projetos; 
– Discutir mecanismos que estimulem os pesquisadores a apresentarem projetos e formas de apoiá-los na gestão desses projetos – evitando a sobrecarga atual com a parte burocrática que é, com justiça, alheia aos conhecimentos de muitos membros de nossa comunidade acadêmica e que rouba tempo precioso para aquilo que os proponentes fazem de melhor: a pesquisa; 
– Estimular a criação de novos cursos de pós-graduação stricto sensu, a partir de núcleos consolidados de pesquisadores vinculados a cursos de graduação ou núcleos interdepartamentais ou interinstitucionais;
-Apoiar a consolidação os atuais programas de pós-graduação com a criação dos seus respectivos cursos de doutorado e a expansão de suas atividades de forma a alcançar a internacionalização; 
– Avaliar com cada coordenação de curso quais ações concretas podem ser realizadas para a melhoria da avaliação pela Capes, significando a conquista de mais recursos e mais bolsas. Conduzir essa discussão para o Fórum de Coordenadores de forma a consolidar a política com vistas a mais publicação de artigos em periódicos qualificados; 
– Fortalecer os grupos de pesquisa, estimulando a internacionalização, e também a atração de bolsistas recém-doutores, pós-doutorandos e estudantes em mobilidade; 
– Criar uma política de apoio à pesquisa aos recém-doutores e aos novos docentes da UFOP; 
– Manter uma política transparente e construída coletivamente para o financiamento do sistema como um todo, desde a distribuição das bolsas até a participação em eventos; 
– Apoiar os cursos de pós-graduação com bolsas próprias da instituição; 
– Perseguir o atendimento equilibrado às demandas de bolsas para a graduação e pós-graduação com recursos da UFOP; 
– Discutir a construção de uma política de pós-doutoramento do corpo docente crescentemente articulada a uma política de internacionalização; 
– Buscar recursos visando ao aumento do número de bolsas destinadas aos diversos programas de iniciação científica, procurando sempre atender a todas as demandas qualificadas; 
– Fortalecer os comitês de pesquisa enquanto definidores dos critérios de julgamento e distribuição das bolsas de iniciação científica; 
– Consolidar a Semana de Iniciação Científica no âmbito do Encontro de Saberes como uma grande vitrine nacional para a pesquisa na UFOP, atraindo jovens talentos para nossos Programas; 
– Apoiar os grupos de excelência e emergentes, assim como a formação de novos grupos de pesquisa; 
– Ampliar a infraestrutura da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PROPP), de modo que possa acompanhar o crescimento atual e futuro da pesquisa na UFOP; 
– Incentivar a maior integração entre os Programas e a Editora da UFOP, em iniciativas que visem à publicação em livros, inclusive eletrônicos. 
– Criar na PROPP um Núcleo de Apoio a projetos estratégicos para orientar os Programas quanto a formas mais eficazes de captação de recursos e financiamento de iniciativas de médio e grande porte;
– Reforçar o sistema de apoio à publicação de artigos em periódicos nacionais e internacionais qualificados, disponibilizando recursos para pagamento de despesas de publicação e tradução; 
– Tornar mais ágil e dar maior visibilidade ao repositório digital de teses e dissertações no Sisbin; 
– Apoiar a criação e fortalecer os laboratórios multiusuários já existentes; 
– Reforçar a infraestrutura de informática e internet, apoiando a incorporação pelos Programas de novas tecnologias de ensino e colaboração; 
– Reforçar a infraestrutura das secretarias de pós-graduação;
– Implantar bolsa pró-ativa como apoio a ações de melhoria das condições de ensino, pesquisa e gestão na pós-graduação; 
– Criar estratégias e plataformas para melhorar a visibilidade dos nossos cursos de pós-graduação, seja para ampliar seu campo de ação, seja para atrair jovens talentos em nível nacional e internacional; 
– Estimular a integração das atividades de pesquisa, ensino e extensão, de sorte a realizar o ideal da Universidade, que é a indissociabilidade entre essas três esferas do fazer acadêmico; 
– Destinar um espaço para a sede da Associação dos Pós-Graduandos.
 
Chapa 5:
 
Vamos fomentar dentro do sistema de pesquisa e pós-graduação na UFOP ambientes de solidariedade, cooperação, maturação de ideias, de projetos e buscar a definição compartilhada de estratégias de aprimoramento e crescimento. O sistema de pesquisa e pós-graduação vem mobilizando parcela importante da comunidade acadêmica, e todos os esforços devem ser feitos no sentido de permitir e incentivar a inclusão e o engajamento do corpo docente, técnico e discente com essas atividades.
 
Pergunta 2:
 
 
Pergunta 3:
 
 
Pergunta 4:
 
 
Pergunta 5:
 
 
Pergunta 6:
 
 
Pergunta 7:
 
 
Da redação, com informações da APG/AFOP
 

Os estudantes da pós-graduação, em assembleia geral realizada na segunda-feira (26), deliberaram sobre a participação na greve da Pontífica Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Na ocasião estavam presentes cerca de 50 alunos de 12 programas de pós-graduação, a Associação de Pós-Graduandos e Luana Bonone, presidenta da ANPG, mestranda em comunicação e semiótica da universidade.

Leia mais: Pós-graduação adere à greve na PUC

Abaixo a íntegra da nota da ANPG de apoio à greve

ANPG em defesa da democracia na PUC-SP

 
“O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros”.
(Santo Agostinho)
 
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) apoia a decisão da assembleia dos pós-graduandos da PUC-SP de se incorporar à greve geral que se instala na universidade em repúdio à nomeação de Anna Cintra para a reitoria da instituição – terceira colocada no processo de consulta realizada junto à comunidade acadêmica.
 
O movimento de greve que ora toma conta da universidade é um grito de indignação diante do desrespeito à Comunidade Acadêmica. É, ainda, um grito em defesa dos valores de democracia e solidariedade que marcam a tradição da PUC-SP – expressa nas paredes queimadas do TUCA (Teatro da Universidade Católica de SP) e manifesta na ação dos estudantes, técnicos e professores que ora se mobilizam.
 
Assim, apoiamos a greve e nos colocamos à disposição para qualquer ação que possa fortalecer a luta em defesa da democracia diante da ilegítima decisão da Fundação São Paulo, absolutamente anacrônica com o momento atual do país e na contramão das ações de fortalecimento da democracia no ensino superior brasileiro que marcam o último período da nossa história.
 
ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos
 
Foto Capa: Democracia na PUC-SP

Entra na pauta da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional nesta quinta-feira (27), o Projeto de Lei 399/2011 de autoria do senador paranaense Roberto Requião (PMDB), que prevê a revalidação automática de diplomas oriundos de instituições de ensino superior estrangeiras. A ANPG estará em Brasília acompanhando os trabalhos da comissão, junto a entidades da comunidade científica contrários a tal medida.

A ANPG lança hoje um ofício  direcionado aos senadores que compõem a comissão, solicitando o diálogo com a comunidade científica antes da conclusão da votação. Baixe aqui (Clique aqui e veja a relação dos senadores componentes da comissão).

De acordo com Luana Bonone, presidenta da ANPG, a aprovação do PL seria um atestado contra o atual sistema de avaliação do ensino superior e contra a própria qualidade da universidade brasileira. “Atuaremos em Brasília para que o Senado Federal ouça as reinvindicações da comunidade cientifica e rejeite tal projeto. É fundamental que sejam valorizadas as cooperações e parcerias em vigor. O estabelecimento de revalidação para uma instituição deveria exigir, ao menos, uma avaliação dessas instituições com o mesmo rigor que a CAPES avalia a Pós-graduação brasileira, e não é o que o PL prevê."

Hoje, o estudante tem seu diploma de curso estrangeiro validado no Brasil através dos parâmetros estabelecidos na Lei nº 9.394/96, chamada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que determina que tais diplomas devam ser reconhecidos em alguma universidade brasileira que ministre curso na mesma área de conhecimento e em nível de titulação igual ou superior.
 
As entidades do movimento científico brasileiro reconhecem os benefícios existentes na experiência internacional, bem como, nas instituições sérias que acolhem estudantes do mundo inteiro. A defesa pela não aprovação do texto do PL, trata dos aspectos qualitativos que os cursos de ensino superior devem oferecer e da situação mercadológica que a alteração do sistema atual proporcionará. 
 
Educação não é Mercadoria
 
Para a ANPG, educação não é mercadoria. Na internet é possível encontrar ofertas de cursos no território do Mercosul, com curta duração, associados à pacotes de férias e/ou turismo.  Veja exemplo: http://www.imesmercosur.org.br/
 
Segundo Luana Bonone, o governo brasileiro não pode ser flexível a essas práticas, "especialmente neste momento em que a formação de recursos humanos tem sido um tema tão importante, digno de investimentos ousados, como o Programa Ciência Sem Fronteiras".
 
Em julho deste ano, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou um nota contrária a revalidação automática do diploma. Leia aqui.
 
Ajude a pressionar os senadores, encaminhando o texto por  e-mail e/ou dialogando nas redes sociais. 
 
 
Da redação
 
Representada pelas diretoras Tamara Naiz e Hercília Melo, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) esteve presente na última reunião da comissão que acompanha as ações do MEC, realizada dia 20 de Novembro, em São Paulo.  
 
(Desde Agosto, a ANPG tem representação neste fórum. Leia mais aqui)
 
A reunião foi presidida pelo secretário de ensino superior, Amaro Lins, que ouviu as propostas e sugestões das entidades participantes, e sinalizou-se comprometimento em encaminhá-las rumo a efetivação. 
 
Como representante do movimento da pós-graduação, a ANPG tem pautado nos fóruns de debate da comissão, os temas relevantes e as bandeiras históricas da pós-graduação brasileira. Neste sentido, a necessidade da inclusão dos pós-graduandos nas ações e objetivos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) é tema recorrente entre os pós-graduandos. 
 
Através da consulta pública realizada no site da ANPG,  uma proposta  foi elaborada e apresentada na comissão. Recebida de forma positiva, a medida obteve apoio dos representantes e deve ter desdobramentos no próximo período. 
 
Segundo Tamara Naiz, o PNAES é um importante instrumento para a permanência e inclusão com sucesso dos estudantes de baixa renda nas Universidades Federais, “ Possibilita ao estudante a postergação da entrada no mercado de trabalho e uma maior dedicação aos estudos, assim ele deve ser fortalecido ano a ano. “ Afirma. 
 
A necessidade de compreender a assistência estudantil em sua totalidade, também foi tema de debate. As diretoras da ANPG pontuaram que não se trata apenas de bolsas. “Há de se pensar com mais comprometimento nas demandas relacionadas à estrutura física,  RU’s, moradias e benefícios, acompanhamento pedagógico para os estudantes que vão entrar pelas cotas,  auxílio saúde e creche.” Pontua Tamara.
 
A bolsa permanência para os estudantes de baixa renda de cursos integrais que serão incluídos em um novo programa, também foi apresentada em reunião. Provavelmente estas bolsas terão um valor fixado nacionalmente, e sua quantidade aumentará consideravelmente. 
 
Sobre as atuais 10.231 bolsas do Reuni para pós-graduandos, que serão extintas, a ANPG posicionou-se contrária a tal medida, apresentando a proposta de permanência do benefício.  A comissão acredita que as bolsas devem permanecer, sendo mantidas pela CAPES.
 
O secretário de ensino superior do MEC, Amaro Lins, afirmou que defenderá a permanência das atuais bolsas REUNI junto ao MEC/CAPES, mesmo que em uma outra modalidade (como bolsa tutoria ou bolsa demanda social)
 
A ideia de um programa de bolsas para estudantes de graduação de cursos integrais foi apresentada pelo próprio MEC, e a previsão é que o programa se inicie em 2013.
 
Da redação
 

Os estudantes da pós-graduação, em assembleia geral realizada na segunda-feira (26), deliberaram sobre a participação na greve da Pontífica Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Na ocasião, cerca de 50 alunos de 12 programas de pós-graduação, produziram um documento de adesão à greve geral na universidade. O documento conta com o apoio da Associação de Professores da PUC (APROPUC) e do Comando Geral de Greve. 

Protagonista no movimento da pós-graduação, a Associação de Pós-Graduandos da PUC e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), representada por Luana Bonone, mestranda em comunicação e semiótica pela universidade, estiveram presentes e também assinaram o documento. Os estudantes, professores e técnicos da PUC/SP encontram-se em greve após a nomeação de Anna Cintra para o cargo de reitora da universidade. 

Em assembleia realizada também na segunda-feira (26), os  mestrandos e doutorandos do Programa de Educação: História, Política, Sociedade lançaram uma carta aberta em defesa da democracia e da autonomia. Leia aqui.

De acordo com Vanessa Furtado, articuladora da assembleia geral dos pós-graduandos e mestranda em psicologia social, é importante e necessário que a pós-graduação esteja presente na luta por uma universidade democrática. “Notamos que a maioria dos pós-graduandos estavam fora das atividades de greve. Convocamos a assembleia, reunindo 12 cursos de pós-graduação e as entidades representativas, APG e ANPG, e decidimos por aderir a greve. Os cursos de pós-graduação estão sendo monitorados para que não ninguém seja coagido, nem prejudicado por participar da greve.” Afirma Vanessa.

Estudantes em greve, reunidos no Tribunal Popular na PUC/SP (clique na imagem para ampliar)

Após a assembleia, os pós-graduandos juntaram-se aos demais estudantes, técnicos e professores no ‘Tribunal Popular: A fundação São Paulo e Anna Cintra no bancos dos réus’, organizado pelo comando de greve. 

O movimento protesta contra a nomeação de Anna Maria Marques Cintra para o cargo de reitora da universidade. Cintra foi escolhida pelo cardeal dom Odilo Scherer, grão chanceler da PUC, apesar de ter ficado em terceiro lugar em uma eleição realizada entre alunos, professores e funcionários. Na consulta feita à comunidade acadêmica em Agosto, o atual reitor, Dirceu de Mello, foi o mais votado.

 

 

Calendário de Greve 

(clique na imagem para ampliar)

Leia abaixo a nota dos estudantes da pós-graduação.

 

 PÓS GRADUAÇÃO EM GREVE!!!

À Comunidade da PUC-SP,

Nós, estudantes da pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo deliberamos, em Assembleia Geral realizada no dia 26/11/2012 no campus Monte Alegre, às 19h, pela entrada na greve geral, em razão da nomeação da última colocada no processo eleitoral para a reitoria da PUC-SP. Em respeito aos 32 anos de tradição democrática na PUC-SP, consideramos tal nomeação ilegítima e desrespeitosa com a comunidade acadêmica. 

Foi deliberado também que os estudantes de pós-graduação interrompam suas atividades acadêmicas (provas, aulas, trabalhos e seminários) até o fim da greve ou decisão tomada em contrário nesta mesma Assembleia. Estando a categoria dos professores também em greve, definida em Assembleia Geral dos professores, orientamos aos estudantes de pós-graduação que denunciem ao comando de greve prontamente qualquer tentativa de coação.

A paralisação não prejudicará as atividades de defesas de tese, exames de qualificação já agendados, bem como as entregas de relatórios às agências de fomento. Os casos especiais serão analisados pela Comissão de Greve.   

Por último, deliberamos pela participação nas Assembleias regularmente realizadas pelos estudantes de graduação.  

 

Estudantes da Pós Graduação da PUC-SP

Associação dos Pós Graduandos da PUC–SP – APG

Luana Bonone – Presidente da Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG

 
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) através do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) agradece a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) pela participação no seu 10º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. Destacamos aqui, um agradecimento pela participação dos doutorandos David Soeiro (ENSP/FIOCRUZ) e Lúcia Guerra (FSP/USP) em todos os momentos e espaços de construção do evento e, principalmente, na comissão organizadora do Abrasco Jovem. Este espaço que consideramos uma iniciativa importante e inovadora de integração científica e debate político da graduação e pós-graduação, entendendo que não há ciência, ensino e formação em saúde sem a presença dos discentes nos espaços que interceptam professores, pesquisadores, gestores e profissionais dos serviços de saúde.
 
Agradecemos ainda, o espaço concedido para a realização do Encontro Nacional de Pós-graduandos em Saúde, no dia 16/11, que incluiu a mesa redonda: “Formação da Pós-Graduação em Saúde para consolidação do SUS” que teve a participação do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES), Mozart Sales; da professora Dra. Marina Atanaka (UFMT), coordenadora do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva; do professor Dr. Ricardo Burg Ceccim (UFRGS), da Rede Unida; da professora Carla Salvaterra, vice-reitora da Universidade de Bolonha e coordenadora da Secretaria Técnica do Programa Ciência sem Fronteiras na Itália; e dos diretores da ANPG, Jouhanna Menegaz e Marcos Pedrosa. E, em seguida foi realizada a “Plenária do Encontro Nacional de Pós-Graduandos em Saúde” conduzida por David Soeiro (ENSP/FioCruz), Lúcia Guerra (FSP/USP), Jouhanna Menegaz e Marcos Pedrosa (ANPG), com a publicação da Carta de Porto Alegre
 
O resultado da importante participação e diálogo entre estes atores da saúde, em espaços como o Abrascão foi visto na reunião entre graduandos e pós-graduandos em saúde coletiva, realizada na Tenda Victor Valla, no dia 17 de novembro de 2012. Nesta reunião contamos com a ilustre presença de Luís Eugenio Portela (Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco), Prof. Dr. Roberto Medronho(UFRJ) e Ricardo Burg Ceccim (UFRGS), além de estudantes da graduação e pós-graduação em saúde, das diversas instituições brasileiras de ensino superior. Na oportunidade, debatemos o campo profissional, o ensino e a pesquisa em saúde coletiva, e questionamos esta formação desconectada às demandas e necessidades da população. Foi sugerida a construção de teses para o próximo congresso e a permanente participação dos estudantes em espaços de diálogo dentro da Abrasco para contribuição no debate da formação e ensino em saúde coletiva.
 
Deixamos aqui, um agradecimento especial aos Profs. Luis Augusto Fachinni e Lígia Bahia, pela oportunidade e permanente apoio colocado nesta proposta de construção de um congresso democrático com a participação dos estudantes de graduação e pós-graduação para além do caráter científico do evento.
 
Por fim, colocamos que os espaços de debate político que tivemos a oportunidade de construir e participar do congresso foram extremamente importantes e que os frutos desta participação se consolidam na aproximação maior com diferentes atores/instituições e na agregação/articulação de novos militantes para o movimento da saúde coletiva.
 
 
Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG)
Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS)


Representantes de diversas entidades reunidos em São Paulo, para debater os problemas e avanços da educação na América Larina. Créditos: Anderson Nogueira (Clique na imagem para ampliar)
No último dia 13 de novembro de 2012, foi realizada uma reunião com a presença de representantes das universidades e organizações regionais e/ou continentais da América Latina, em São Paulo. O encontro acontece com vistas a discutir os principais problemas e avanços da educação na América Latina, bem como buscar criar um marco regulatório na região, em especial, às Universidades.
 
Estavam presentes os reitores de diversas universidades da América Latina (Argentina, Colômbia, México, Bolívia, Uruguai Nicarágua e Brasil), organizações de caráter regional (Conselho de Reitores da América Central – CRAC, Associação do Grupo de Universidades Montevidéu – AUGM), representantes de governo (Secretário de Políticas Universitárias do Governo da Argentina), e organizações estudantis (Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes- OCLAE, União Nacional dos Estudantes – UNE e a Associação Nacional dos Estudantes – ANPG – representado pelo seu diretor de direitos – Anderson Nogueira).
 
Os representantes das universidades da América Latina e entidades estudantis, com destaque à ANPG e UNE (que também representava a sociedade civil) “deu os primeiros passos” para a criação de um marco regulatório para a educação na América Latina, bem como à homogeneização dos cursos universitários (graduação e pós-graduação) e pesquisa, nesta região.
 
É importante destacar que este marco regulatório é realizado não de forma unilateral entre os governos da América Latina ou Organizações Internacionais, mas sim entre as redes universitárias e das entidades estudantis e civis (com importante participação da ANPG), sendo que, neste evento, foram firmado os primeiros acordos entre as instituições presentes.
 
Memória
 
Desde a primeira reunião (Havana – Cuba), busca se criar um marco regional para a integração entre as universidades. Ademais, com o avanço de alguns governos progressistas na região nos últimos anos e com o aumento de alunos cursando graduação e pós-graduação nestes países, a discussão sobre um marco regulatório na América Latina ganhou ainda mais força. 
 
Com o aumento do “intercâmbio universitário”, encabeçado principalmente pelo programa “Ciência Sem Fronteiras” (Brasil), diversas universidades e órgãos regionais passaram a discutir, de forma multilateral, no sentido de criar um marco regulatório para o progresso da educacional na região. Neste diapasão, o Mercosul também tem feito esforços para uma atuação além do setor econômico, por isso, buscou-se o Estatuto Social do Mercosul.
 
Texto: Anderson Nogueira, Diretor de Direitos da ANPG
  

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Jouhanna do Carmo Menegaz é mestre em Enfermagem; Secretária Geral da Associação Nacional de Pós-Graduandos e membro do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde.

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das maiores e mais impactantes políticas sociais do Brasil. Quiçá poderia constar dentre as políticas sociais mais impactantes do mundo. Com princípios doutrinários e organizativos que refletem o desejo de anos de construção dos movimentos acadêmicos e populares (em especial o da reforma sanitária) por mais justiça social, se expressa como uma política que para além de bela em essência é concretamente garantidora de direitos, uma vez que, dentre outros feitos importantes, paulatinamente garante o acesso aos serviços de saúde em diferentes níveis de atenção em saúde a milhões de brasileiros nestes vinte e dois anos de institucionalizado. 
 
Acredito ser importante ao falar de SUS, para além disso, considerá-lo também na perspectiva de promotor de guinada na compreensão acerca das formas de conceber e produzir saúde, movimento o qual demandou e demanda até os dias de hoje esforços colaborativos de diferentes atores para sua consolidação dado o tamanho da mudança implicada. Esforços estes que envolvem o campo da gestão, do cuidado, da pesquisa e da formação em saúde, tema particular sobre o qual desejo discorrer neste texto. 
 
O tema da formação em saúde, em especial no que tange a concepção e a ordenação, é uma reivindicação basal do movimento da reforma sanitária, uma vez que a educação dos sujeitos é, no bojo deste debate, compreendida como pilar de sustentação de toda e qualquer proposta de mudanças, sejam estas progressistas ou não; institucionalizadas em escolas e universidades ou compreendidas como permeáveis a outros cenários sociais. E considerando o cenário de mudanças proposto pelo SUS, certamente a formação inicial e permanente foi e é constantemente entendida como fundamental para o êxito do SUS e de uma infinidade de políticas de saúde que se desdobram a partir dele. 
 
Tanto o é, que atualmente são significativos os recursos e políticas destinadas a esta área, em particular sob a condução da Secretária de Gestão da Educação do Trabalho em Saúde (SGTES), espaço criado com o intuito de consolidar e operacionalizar nas áreas de trabalho e formação a aproximação política entre os ministérios da Educação e da Saúde com vistas a auxiliar na consolidação de formação para o SUS. Esta movimentação que adquiriu solidez em grande medida em virtude da orientação de substituição de currículos mínimos por diretrizes curriculares nacionais e das necessidades cotidianas de formação apresentadas pelos serviços e pelas escolas com a vigência da nova política, impulsionou a construção de bom número de táticas de reorientação da formação inicial e permanente na direção do SUS e de seu processo de consolidação. Contudo, neste debate geralmente a formação de pós-graduação possui papel coadjuvante, fato que poderia ser explicado por diversos motivos, mas que não abordarei aqui.
 
Compartilho da avaliação de significativa parte dos pesquisadores e profissionais que vivenciam e estudam a formação em saúde de que a SGTES vem cumprindo papel estratégico e tem atuado de forma importante na reorientação da formação inicial e na formação dos trabalhadores do SUS, já acumulando impactos positivos. Todavia, tem tido ainda tímidas e recentes iniciativas com relação a formação docente e de pós-graduação na modalidade stricto sensu, deixando existir por conta disso lacunas importantes neste movimento de reorientação. Tímidas se comparadas ao programa Nacional de Reorientação da Formação em Saúde (PRÓ-SAÚDE), ao Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-SAÚDE), a política de educação permanente e aos programas de residências médica e de saúde encampados pela secretaria.  
 
Estas lacunas são produto de uma desarticulação do debate. É comum a percepção de que algumas políticas relacionadas não apenas à saúde, mas a formação de pessoas, em geral, não tem sido debatidas e introduzidas de forma sinérgica em todos os níveis e modalidades de ensino, como deveriam se apresentar e articular partindo da compreensão ou ainda do desejo de existência de um Sistema Nacional Articulado de Educação. Na área de saúde isto pode ser exemplificado se considerarmos a debate da formação para graduação dissociado do de pós-graduação, assim como a marcante diferença de compreensão acerca de contribuições para a consolidação do SUS expressas pela SGTES, grande agente das mudanças de formação para o SUS e a política para a área delineada no Plano Nacional de Pós-Graduação, (PNPG) 2011-2020 norteador da política de pós-graduação stricto sensu brasileira.
 
Ao passo que a SGTES expressa e materializa em suas ações um movimento de reorientação de formação para o SUS com o intuito de formar profissionais capazes de atuar no sistema, conhecedores das políticas de saúde, com perfil mais voltado ao trabalho no cotidiano dos serviços de saúde, destacando para tal o papel das escolas e da gestão dos serviços neste processo, o PNPG destaca a importância da contribuição da pós-graduação stricto sensu essencialmente no que tange à inovação e ao desenvolvimento tecnológico com capacidade responsiva a questões de saúde humana, distanciando-se desta importante discussão e fazendo com isso com que que pouco existam encaminhamentos e diretrizes sobre a formação nesta modalidade.
 
Ainda que com pertinentes enfoques, entendo que, nesta toada, ambos compreendem seu espaço de atuação e elaboração de forma limitada, os quais poderiam no que diz respeito à saúde, inclusive, ter elaboração e atuação mais partilhados, cujo elemento de unidade seria ainda e como já o parece ser, a consolidação do SUS. Limitadas porque me parece inconcebível que a formação para o trabalho em saúde deva se dar essencialmente de forma instrumental como por vezes se compreende a formação por competências e demasiadamente focada no ensino fornecida na graduação e conduzida por alguns programas de reorientação, sem possibilitar ao estudante atividades de extensão comunitária, contato com a iniciação científica, com a militância em saúde e muitos outros potenciais espaços de aprendizagem e maciçamente na modalidade lato sensu para os trabalhadores da rede e da gestão.
 
Nesse âmbito, não se pode pensar ainda a formação para os que já estão no trabalho de forma doutrinária, cuja intenção é a de apenas prepara-los para operacionalizar as políticas de saúde em curso – sendo para tal quase sempre o caminho de escolha de pós-graduação a modalidade lato sensu, aqui centrada na ênfase nas residências. Da mesma forma não se pode pensar no âmbito stricto sensu que a contribuição para a consolidação do SUS se dará através essencialmente da produção, partindo do pressuposto de que temos estrutura humana e material para isso, fato que demanda inclusive uma formação essencialmente centrada na pesquisa, sem considerar que também há necessidade de vivência na docência e a interface com o próprio serviço para a formação de bons professores e gestores, elemento este tão importante e enfatizado na formação inicial. É interessante destacar que mesmo que neste texto se optasse por defender a primazia da pesquisa na formação de pós-graduação, teria de reconhecer que muito do que é produzido hoje na academia, produções de grande relevância, elaboradas por profissionais que atuam na rede, sequer são absorvido pela gestão, pelo ensino, pelo serviço. 
 
No fim das contas, parece existir na área de saúde a necessidade de revisões de concepção e forma. Uma vez que, por mais que as modalidades de pós-graduação tenham intencionalidades diferentes e percebam suas contribuições também de forma diferente (algo saudável do ponto de vista formativo, visto que as demandas por profissionais de saúde são de ordens e perfis diferenciados, de forma que um único modelo, seja ele essencialmente centrado na pesquisa ou essencialmente centrado no ensino ou no próprio trabalho, não parece ter condições de responder sozinho às necessidades de consolidação do SUS, em especial as necessidades de formação de pessoas) estas modalidades para dar conta dos desafios do SUS não deveriam centrar-se exclusivamente em perspectivas unilaterais. Nem só ensino, nem só pesquisa. Não introduzirei a extensão neste bojo porque ela apesar de ser fundamentalmente importante pouco habita a formação de pós-graduação.
 
Precisamos entender que algumas das razões para as limitações sinalizadas residem em questões mais de fundo do que podem parecer à primeira vista, não dizendo respeito apenas ao entendimento da necessidade de que há de se partilhar atribuições para este ou aquele órgão. São limitações que dizem respeito a concepção e criação destes espaços, ao já naturalizado distanciamento entre graduação e pós-graduação; a antiga dicotomia entre o fazer e o pensar imbricada nas modalidades de formação, do ensino técnico e graduação, da pós-graduação lato e stricto sensu e que dizem respeito ainda ao nosso modelo de estado, baseado num modelo clássico e burocrático de administração que impede muitas vezes a intersetorialidade e o diálogo coletivo para a resolução das mesmas questões. 
 
Entendo que nos que diz respeito a uma vinculação mais direta ao SUS, hoje a SGTES se destaca, pois se constitui de agente com potencial ordenador, cujo instrumento para tal são as diretrizes curriculares, os programas de reorientação conduzidos pela secretaria e a política de educação permanente, enquanto que a CAPES não possui para a área da saúde nenhum elemento concreto para além do desejo de constituição de uma frete vultuosa de inovação em saúde cujo instrumento para tal é basicamente a abertura de editais de fomento a grupos e linhas de pesquisa (que em maioria são abertos por outras agências como o CNPq, por exemplo) para dar consequência e resposta a sua intencionalidade. Dito isso, me parece que a SGTES possui maior acompanhamento e capacidade de aferir o retorno do que propõe e fomenta.
 
Entretanto, é preciso somar esforços e potencialidades da SGTES e da CAPES na direção de uma atuação unificada. Para tanto, a formação direcionada a consolidar o SUS é elemento estratégico e precisamos compartilhar elaboração e atuação política para que ampliemos horizontes e assentemo-nos em uma compreensão de que a pós-graduação stricto sensu não é superior por formar mestres e doutores e tem condições de contribuir para a além de sua produção cientifica para com a formação inicial, de gestores, docentes e profissionais de saúde que atuam na ‘ponta’, assim como a formação lato sensu possui papel essencial na formação no e para o trabalho em saúde, partilhando ambas do grande desafio de formar profissionais que farão do SUS o sistema que profissionais, gestores e usuários desejam. Ambas necessitam estar assentadas na qualidade e no compromisso partilhado de consolidação do SUS, ambas necessitam estabelecer diálogo por parte dos órgãos competentes por sua execução.