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 A Associação Nacional de Pós-Graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG-UFBA) organizou a Semana Nacional de Mobilização pelo PL dos Pós-Graduandos para a primeira semana de Dezembro, tendo em vista que até o dia 21 de novembro os estudantes encontravam-se em recesso. As atividades abrangem panfletagens e debates sobre a pauta nacional dos estudantes no que se refere às bolsas de Pós-Graduação, política permanente de valorização das bolsas, PL dos pós-graduandos, a Pós-Graduação no Brasil, na Bahia e na UFBA e as pautas estudantis locais.

 
Leia abaixo a carta de divulgação da Semana: 

SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO
APG-UFBA/ ANPG

“40% de Reajuste Já! Por uma Política Permanente de Valorização das Bolsas” 

Colegas estudantes da pós-graduação da UFBA, 
 
Sabemos que o desenvolvimento da ciência e tecnologia é fundamental para um país soberano e que o caminho para conquista desta soberania começa pela valorização dos pesquisadores e pela garantia das condições dignas de pesquisa. 
Entretanto, o que se viu nos últimos anos é contraditório com essa necessidade: corte da bolsa “auxílio defesa”, não garantia da 13º bolsa, exclusão dos pós-graduandos do direito à assistência estudantil (vagas nas creches, residências e acesso aos restaurantes universitários), acrescido do fato de que apenas 30% dos estudantes de pós-graduação são bolsistas no Brasil! 
 
Somada a essa situação calamitosa, chegamos a 2012 completando 4 anos sem nenhum reajuste no valor das bolsas de pesquisa, com um déficit inflacionário de 40% !! Este quadro levou a estudantes de pós-graduação de todo país, junto a suas entidades representativas (APG´s e ANPG) a iniciarem uma forte mobilização na luta pelo reajuste imediato de 40% no valor das bolsas de pesquisa e por melhores condições de estudo e pesquisa, mobilização essa que já conquistou a licença-maternidade para as pós-graduandas, bem como permitiu o reajuste de 10% das bolsas em julho de 2012, e ainda arrancou o compromisso do MEC de um novo reajuste de mais 10% para o início de 2013. 
 
Tais conquistas mostram sim a força do movimento estudantil da pós-graduação, porém, essas foram vitórias parciais! É preciso que o governo federal inverta sua prioridade: recomponha os cortes de 2012 que atingiram diretamente o MEC e o MCTI e pare de destinar o dinheiro da União para o Superávit Primário! 
 
Na UFBA a situação da pesquisa e da pós-graduação não é diferente! As condições das salas de aula e laboratórios é ruim, faltam professores, faltam bolsas, nosso acesso a assistência estudantil é ínfimo e ainda temos nossa autonomia enquanto movimento estudantil atacada! 
 
Colegas! Em novembro, a Associação Nacional de Pós-Graduandos realizou uma série de atividades em todo o Brasil para colocar na mesa do governo federal a necessidade imediata de reajustar em 40% as bolsas e valorizar a pesquisa e o pesquisador no Brasil. Como estávamos de férias em novembro, agora chegou a nossa vez de levantar as bandeiras dos estudantes da UFBA. 
 
Participe conosco da Semana Nacional de Mobilização da ANPG – APG UFBA 
 
Confira a programação aqui
 
Saiba mais pelo site: apgufba.blogspot.com.br
 
 
Da redação com informações da APG/UFBA
 
 
Palestra do Márcio Castro Filho, Diretor de Programas da CAPESCrédito: Tiago Matsushita (clique na imagem para ampliar)

Durante o Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (FROPOP) foi anunciado o aumento do número de bolsas do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), que são distribuídas pelas universidades confessionais (PUCs e similares).  De acordo com a palestra do Márcio Castro Filho – Diretor de Programas da CAPES o número de bolsas será expandido de 3730 alunos contemplados para 9068. Segundo o relato, a meta é investir cerca de R$ 116.384.900,000 no próximo ano.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos considera esta uma importante conquista do movimento. Protagonista da luta dos pós-graduandos, a ANPG tem defendido em seus fóruns de debate a expansão das bolsas de pesquisa no país, bem como, o fortalecimento dos mecanismos capazes de subsidiar e garantir a qualidade das pesquisas e dos pesquisadores brasileiros. 
 
Desde Agosto de 2012, a associação tem acento na comissão que acompanha as ações do ministério da educação. No bojo das diversas reivindicações apresentadas pelos pós-graduandos, a necessidade da ampliação dos projetos de expansão é pauta recorrente. 
 
Diante deste novo cenário que diz respeito ao ensino privado, a luta por um Fundo de Investimento Estudantil (FIES) que beneficie também os pós-graduandos – oportunizando a entrada, a permanência e as condições de estudo e pesquisa – está sendo analisada pelo MEC, em decorrência do comprometimento dos estudantes em conquistar tal medida. 
 
Flexibilização da Licença
 
Outra conquista importante anunciada na reunião, trata-se da suspensão temporária da bolsa em casos específicos, em que tal licença se faz necessária como, por exemplo, em casos de saúde. A minuta em debate prevê a suspensão pelo período de até seis meses.
 
Da redação
Confira a íntegra da carta enviada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no dia 9 de novembro.
 
Senhor Ministro,
 
A competitividade de um país, em um mundo no qual os mercados são globalizados e a velocidade da geração de conhecimento e da disseminação das informações é enorme, está associada ao desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação. A existência de um marco legal moderno e desburocratizado de modo a fomentar a pesquisa e o desenvolvimento em patamares de excelência é uma das condições para que esse desenvolvimento ocorra.
 
Há no Brasil um conjunto de legislações fundamentais para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), tais como a Lei de Licitações, a Lei de Inovação e a Lei do Bem, que representam avanços legais, mas, no entanto estão aquém do dinamismo e da realidade do setor.
 
A inovação, a criação de novas tecnologias, o desenvolvimento de novos produtos e processos são importantes para aumentar a competitividade brasileira no cenário internacional, mas também, e em especial, para beneficiar toda a população brasileira, contribuindo com o aumento do IDH regional e nacional, com a geração de novos empregos, com a circulação de riquezas e, em consequência, com o aumento de arrecadação que se reverte em prol de todas as demais políticas públicas.
 
Investimentos consistentes nas ações específicas e na valorização dos atores que compõem o Sistema Nacional de CT&I, tais como universidades, institutos e centros de P&D, agências de fomento federais e estaduais, secretarias gestoras de CT&I nos Estados, empresas que executam projetos inovadores, pesquisadores, são essenciais para consolidar tal Sistema.
 
A proposta de um Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que tramita concomitantemente na Câmara dos Deputados (PL 2177/2011) e no Senado Federal (PLS 619/2011) objetivou tornar mais célere e descomplicada as regras para aquisições e contratações, no âmbito da CT&I.
 
No entanto, está desnecessariamente longo e burocratizado. A ciência e a inovação cursam na fronteira do conhecimento, e necessitam de uma base legal que atenda às frequentes mudanças dos quadros locais e mundial. Os decretos e portarias ligados à ciência e inovação devem ter como base um código abrangente que norteie conceitos. Este código tem que prever possibilidade de mudanças de forma a assegurar as atividades na fronteira do conhecimento.
 
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência acredita que o Código deve conter princípios e não um conjunto detalhado de procedimentos operacionais e linhas punitivas. Não deve conter regramento, mas sim dar as bases para um regramento mais facilmente mutável, de acordo com as necessidades e aprimoramentos decorrentes da evolução dos fatos. As atividades de CT&I envolvem uma dinâmica que requer contínuas atualizações nas regras e controles, baseadas em um código de princípios legais mais permanentes, mas também estes atualizáveis periodicamente. 
 
Abaixo pontuamos alguns aspectos que, no entendimento da SBPC, devem ser reconsiderados na proposta existente ou não devem constar na proposta legal. Não nos esquecemos de também apontar os aspectos positivos.
 
Para continuar lendo, clique aqui
 
Fonte: Jornal da Ciência 
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 O Centro de Estudos do Icict – Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde – CEIcict,  realiza no dia 26/11, o seminário “Linha de Pesquisa: discussão conceitual e prática institucional”, onde será abordado como as linhas de pesquisa se aplicam na prática do dia-a-dia de instituições e empresas público-privadas.
 
A abertura será feita pela vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Claude Pirmez, o diretor do Icict, Umberto Trigueiros, o vice-diretor de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico, Christovam Barcellos, e o coordenador do CEIcict, Antonio Marinho.
 
O evento será realizado no auditório do Museu da Vida, das 10 horas às 13 horas, e terá duas palestras. A primeira – ‘Em busca do conceito de linha de pesquisa’, será ministrada pelo professor da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em Sistemas Institucionais, Jairo Andrade. A segunda é ‘Panorama institucional e o conceito de linha de pesquisa’, dada pela pesquisadora do Icict e chefe do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces), Alice Ferry, e pelo pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, Eduardo Martins.
 
O evento é voltado para pesquisadores de programas de pós-graduação – professores e alunos. Durante as palestras, será discutida a importância de se ter linhas de pesquisas que sejam de natureza institucional e não individual, tornando-as pertinentes às linhas de seus programas de pós-graduação ou grupos de pesquisa.
 
Não há inscrições e não serão distribuídos certificados. Os interessados devem chegar 15 minutos antes do horário para garantir o seu lugar. O Museu da Vida fica dentro da Fiocruz, na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos.
 
 
Serviço:
 
Evento: “Linha de Pesquisa: discussão conceitual e prática institucional”
Data e horário: 26/11, segunda-feira, de 10h as 13h
Local: Museu da Vida/Fiocruz, na na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos.
 
Entrada franca (não haverá emissão de certificados)
 
Fonte: ASCOM 

 

 

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade, no período de 25/09/2012 a 26/11/2012, referente a teses e dissertações defendidas em 2011.

O Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade premiará teses de doutorado e dissertações de mestrado que tragam ideias, soluções e processos inovadores para questões como redução do consumo de água e energia, redução de gases do efeito estufa (GEE), aproveitamento, reaproveitamento e reciclagem de resíduos e/ou rejeitos e tecnologia socioambiental com ênfase no combate à pobreza. O prêmio se refere às teses e dissertações defendidas no Brasil em 2011 e foi criado a partir de uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Vale, firmada durante a conferência Rio +20.

O vencedor do Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade de Tese de Doutorado receberá R$ 15 mil e uma bolsa para realização de estágio pós-doutoral de até três anos em instituição nacional, podendo converter em um ano fora do país em uma instituição de notória excelência na área de conhecimento do premiado. Já o ganhador de Dissertação de Mestrado receberá R$ 10 mil e uma bolsa para realização de doutorado em instituição nacional de até quatro anos. Os orientadores também serão prestigiados, recebendo auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional e internacional, relacionado à área temática da tese. No caso de mestrado, o orientador vai receber R$ 3 mil e o de doutorado, US$ 3 mil.


Acesse o edital aqui
 
Fonte: Capes 
Luana Bonone, presidenta da ANPG, compõe a mesa da audiência pública na UFMG Crédito: Guilherme Dardaham (clique na imagem para ampliar)

Em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia de Minas Gerais, realizada na tarde de quarta-feira (21), a Associação Nacional de Pós-Graduandos e representantes das Associações de Pós-Graduandos do Estado, debateram junto aos parlamentares, pautas importantes defendidas pelo movimento da pós-graduação brasileira. 

Luana Bonone discorreu sobre o quadro atual dos pós-graduandos e  suas principais demandas: aumento do número de bolsas de estudo, reajuste no valor, acesso a garantias trabalhistas e o PL dos pós-graduandos.  A presidente da ANPG afirmou que a política de valorização dos pesquisadores passa também pelo acesso a benefícios dados aos trabalhadores formais, como direitos à previdência social e à licença-maternidade. “Hoje, o pós-graduando que precisa se afastar para tratamento de saúde se encontra desamparado”, afirmou.

Também foi debatido na reunião a Portaria Conjunta Capes/CNPq nº 01/2010, que autoriza os pós-graduandos a acumularem as bolsas com outras atividades remuneradas, desde que contribuam para sua formação acadêmica, científica e tecnológica. 

O representante do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, João Roberto de Mattos, disse concordar com as demandas, mas apontou alguns obstáculos. “Estamos trabalhando junto ao Ministério da Educação para aumentar o número de bolsas, que em 2011 somaram 180 mil. Mas as contingências são muitas. Para dar um reajuste de 20% até 2013 tivemos que cancelar a concessão de novas bolsas”, declarou.

O deputado Paulo Lamac e o presidente da comissão, deputado Bosco (PTdoB), se comprometeram a formalizar as reivindicações das associações de pós-graduandos por meio de requerimentos a serem apresentados em reunião posterior.

Veja as fotos da atividade aqui

Fonte: Da redação com informações da ASCOM ALMG 

 

 

Texto de Luana Bonone, presidenta da Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG), publicado na edição de 20 de Novembro do Jornal da Ciência
 
 
O Brasil alcançou no ano passado o 13º no ranking de produção científica. Trata-se de uma conquista meritória, digna de elogios. Entretanto, a demanda de desenvolvimento do país exige uma agenda de diversificação dos modelos de pós-graduação e das modalidades de bolsa no país, assim como na própria formação escolar. Os pós-graduandos brasileiros têm algumas propostas que buscam dialogar com o momento de efervescência em termos de políticas de educação e ciência e tecnologia que vive o país.
 
O Brasil nos rankings científicos
 
O Brasil é hoje o 13º país em termos de produção científica no mundo. Tal posição foi conquistada por meio da implementação de políticas importantes para o desenvolvimento da nossa pós-graduação, como o próprio processo de expansão do número de programas, de discentes, de docentes e de bolsas de pesquisa (acompanhando o processo de expansão das universidades federais), assim como um importante esforço de abrir as universidades brasileiras para um virtuoso processo de internacionalização. Embora haja um debate importante sobre o nível de produtivismos exigido de docentes e discentes, há que se ressaltar que os mecanismos de avaliação da pós-graduação também jogam um papel importante neste processo, até pela centralidade que a pesquisa assume nos cursos de pós-graduação brasileiros.
 
Tal mérito não deve ser desconsiderado ou menosprezado como um resultado meramente estatístico. Trata-se de uma conquista importante a um país que busca se posicionar de forma estratégica no cenário internacional. Entretanto, a demanda de desenvolvimento das forças produtivas e também a urgente necessidade de desenvolvimento social do país impõem uma agenda de aceleração deste processo de expansão da educação superior e de reavaliação dos próprios modelos de educação e de formação de recursos humanos na pós-graduação. A palavra de ordem deve ser diversificação, na pós-graduação e também na escola, embora a forma deva ser diferente nos dois casos.
 
Diversificar a formação de recursos humanos
 
A pesquisa de base é fundamental para o desenvolvimento de qualquer projeto e deve ser valorizada, mas a universidade precisa fornecer muito mais do que pesquisadores acadêmicos e professores universitários à sociedade: nossa pós-graduação precisa formar gestores públicos, pesquisadores capazes de atuar no setor produtivo, educadores preparados para a realidade concreta das escolas e universidades brasileiras, profissionais qualificados/especializados nas mais diversas áreas e uma infinidade de outros perfis que dêem conta de participar da consecução de um projeto de nação democrática e soberana.
 
Tal objetivo pode ser cumprido com medidas como a diversificação da formação na pós-graduação (por meio de mestrados profissionais, especializações, mestrados e doutorados sanduíche ou doutorados plenos no exterior, como faz o ousado Programa Ciência Sem Fronteiras, entre outros). Redefinir o papel dos Institutos de Pesquisa também é uma medida importante, como vem debatendo o MCTI. Tais medidas apontam um caminho importante que vem sendo trilhado pelas instituições de C,T&I no país.
 
Mas o Estado ainda precisa conseguir promover políticas de integração do próprio setor produtivo com a pesquisa, um grande desafio a ser enfrentado e cujas melhores respostas até agora vêm das incubadoras de empresas inovadoras e parques tecnológicos. Acredito, ainda, que um mesmo programa de pós-graduação pode ser capaz de formar perfis diferenciados de pesquisadores e profissionais e, sem dúvida, a diversificação das modalidades de bolsas de pós-graduação também pode ser uma resposta interessante a essa demanda.
 
É neste contexto que vem sendo debatida e maturada nos debates entre os pós-graduandos brasileiros a ideia da diversificação de modalidades de bolsas. Uma proposta que venho apresentando em espaços como os encontros preparatórios para o Fórum Mundial de Ciência é a ideia de uma modalidade de bolsa de pós-graduação e financiamento de projetos voltados à extensão em programas de mestrado e doutorado.
 
Durante toda a década de 1990 e início dos anos 2000 a extensão foi pouco ou nada valorizada dentro das universidades públicas e praticamente inexistente nas instituições privadas. Ocorre que a extensão é justamente a prática voltada a implementar junto à sociedade o conhecimento produzido dentro dos altíssimos muros que cercam a Academia. Trata-se da aplicação deste conhecimento por meio de projetos que, muitas vezes, interferem em realidades locais. Apenas no último período tal assunto voltou a ganhar relevo, por interesse do ministério da Educação e convencimento da própria presidente Dilma Rousseff. A pós-graduação deve jogar um papel importante neste sentido, visto que a prática da extensão pode ser uma forma revolucionária de promover a divulgação científica no Brasil (na prática).
 
Bolsa tutoria
 
Um exemplo concreto é a proposta apresentada pela ANPG e muito bem recebida pelo Ministro Aloizio Mercadante de implementação de uma bolsa tutoria, cujo objetivo é promover o processo de melhor integração dos estudantes que entram na universidade com o novo ambiente de aprendizado, promovendo até mesmo uma espécie de nivelamento quando se fizer necessário. Tal debate foi estimulado pela mais importante ação de democratização do acesso à universidade desta década que foi a aprovação da Lei da Reserva de Vagas nas universidades públicas, defendida pelas entidades do movimento educacional há décadas, tendo como primeira propositora a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).
 
Os chamados estudantes cotistas já provaram ser aqueles com as melhores médias nas universidades em que ingressam, entretanto, a qualidade da educação básica no país ainda precisa avançar muito e no processo de implementação de uma nova política de tão grande vulto, é prudente pensar ações que visem dar todo o suporte a este novo público que finalmente terá acesso à universidade pública no Brasil. Isso vai desde políticas de assistência estudantil até o necessário apoio acadêmico, como é a proposta da bolsa de tutoria, onde pós-graduandos fariam uma espécie de estágio-docência que, agregado às atividades de pesquisa que desenvolve no seu programa, justificariam uma nova modalidade de bolsa; e os estudantes de graduação que assim desejassem cumpririam atividades ministradas por esses pós-graduandos no intuito de serem inseridos ao processo de aprendizado e desenvolvimento de conhecimento que marcam a vida universitária, em grupo sempre coordenado por um professor-pesquisador.
 
Educação científica na escola
A experiência da extensão poderia contribuir, ainda, para uma das diretrizes previstas no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2011-2020), de engajar os programas de pós-graduação brasileiros na melhoria da educação básica no país.
 
O investimento nas escolas brasileiras é urgente e a demanda grandiosa. Uma contribuição que venho apresentando nas reuniões junto à Capes e ao CNPq é a proposta de aproveitarmos melhor os equipamentos públicos de Ciência e Tecnologia existente no país para incrementar a qualidade da educação básica. Isso pode ser feito por meio da associação de institutos de pesquisa com instituições educacionais de ensino básico, como é o caso do Instituto de Ciência e Tecnologia Renato Archer, em Campinas, que se prepara para abrigar um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo em suas dependências . A ANPG é uma entusiasta do projeto e foi convidada a participar dos debates que darão origem ao projeto pedagógico desta ousada empreitada.
 
Apresentamos, ainda, como proposta, a utilização dos espaços de museus, bibliotecas, planetários, observatórios e outros equipamentos públicos, em geral sub-utilizados, para aulas práticas a turmas da educação básica, o que poderia ser feito no contra-turno, aproximando nossas escolas do objetivo apresentado pela presidenta Dilma de implementar a educação integral e, ao mesmo tempo, promovendo a educação científica como um elemento importante que pode agregar qualidade à educação básica no Brasil. A escola brasileira deveria oferecer aulas nesses espaços e também nos equipamentos públicos de esporte e cultura existentes, aumentando a utilização de tais equipamentos e promovendo uma vivência diferenciada do(a) estudante, o que poderia ajudar inclusive no processo do jovem se identificar mais com a escola, um importante fator de evasão no ensino médio.
 
Tal ação poderia ser implementada também por projetos de extensão que ainda agregassem metodologias, estudos sobre currículo e desenvolvimento psicológicos e social de criança e jovens e curso, de forma que a aplicação da pesquisa retornasse como uma contribuição da pós-graduação brasileira de forma efetiva à melhoria da nossa escola.
 
Se o desenvolvimento que buscamos é para dar impulso aos inúmeros potenciais ainda não revelados do continente chamado Brasil, então a aposta na diversificação é uma aposta na maior riqueza que possuímos, o nosso povo. Apenas agregando conhecimento e método à já rica sabedoria e criatividade do povo brasileiro conseguiremos encontrar algumas das respostas que o país procura no rumo de um desenvolvimento que seja para melhorar a vida das pessoas. E precisamos descobrir nossa própria maneira de fazer isso, sem modelos pré-fabricados ou pacotes de medidas pasteurizados e embalados para consumo. A resposta para o nosso desenvolvimento está na nossa própria constituição enquanto nação e é na superação dos gargalos históricos que encontraremos o rumo mais justo.
Mesa ‘Formação da Pós-Graduação em Saúde para consolidação do SUS` (Clique na imagem para ampliar)

Na última sexta-feira (16), a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) realizou debate no espaço da programação do Congresso da associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), em Porto Alegre, cujo tema ‘Formação da Pós-graduação em Saúde para consolidação do SUS’, foi debatido pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES), Mozart Sales; pela professora Dra. Marina Atanaka, coordenadora do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva; pelo professor Dr. Ricardo Burg Ceccim, da Rede Unida; pela professora Carla Salvaterra, pró-reitora da Universidade de Bolonha; e pelos diretores da ANPG, Jouhanna Menegaz e Marcos Pedrosa. Realizou ainda uma plenária de pós-graduandos em saúde na sequência desta atividade. 

Os doutorandos Lúcia Guerra (FSP/USP) e David Soeiro (ENSP/APG/Fiocruz), membros do Fórum Nacional de Pós-Graduandos da ANPG, participaram da comissão organizadora do evento. 
 
A ANPG vem defendendo por meio do Fórum a opinião de que há necessidade de uma diversificação da formação de pós-graduação e de maior compromisso das modalidades com a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em sua fala, a secretária geral da ANPG, Jouhanna, parabenizou o trabalho da SGTES e pontuou a necessidade de equilíbrio entre a política da secretaria que se sustenta na ênfase do fomento da formação para o trabalho centrada na modalidade lato sensu com uma política de aproximação do stricto sensu da secretaria e das necessidades do SUS, necessitando para tanto de maior diálogo com as agências de fomento, em especial a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
 
O debate foi de grande nível e permeabilidade, durante a mesa de debate e durante a plenária do Fórum que aprovou a Carta de Porto Alegre, sinalizando uma ampliação do espectro organizativo do Fórum e de novo encontro a ser realizado em janeiro de 2013 na cidade de Recife, junto a Bienal de Cultura e Arte das Entidades Estudantis. Para além dos encaminhamentos desta carta, a plenária indicou a associação institucional da ANPG a ABRASCO e a solicitação de participação no Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Foi acertada também para o mês de dezembro uma reunião entre ANPG e SGTES, no intuito de fortalecer o debate acerca das contribuições da pós-graduação para a consolidação do SUS.
 
A ANPG participou ainda de assembleia da Rede Unida onde apresentou a proposta de encontros de pós-graduandos em saúde nos encontros regionais preparatórios do congresso da Rede, a realizar-se em 2014. 
 
 
 
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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) participará na quarta-feira (21) da audiência pública que visa discutir os valores das bolsas de pesquisas dos pós-graduandos de Minas Gerais.
 
Luana Bonone, presidenta da entidade, participará do debate juntamente com os convidados:  ministro de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp; e os reitores de todas as universidades do estado de Minas Gerais, os presidentes do CNPQ, Capes, Fapemig, Associação Nacional dos Pós-Graduandos, Associação de Pós-Graduandos da UFMG e da UFV, Federais de Ensino Superior, entre outros.
 
Também será discutida na reunião a Portaria Conjunta Capes/CNPq nº 01/2010, que autoriza os pós-graduandos a acumularem as bolsas com outras atividades remuneradas, desde que contribuam para sua formação acadêmica, científica e tecnológica. 
 
Requerida pelo deputado Paulo Lamac – que faz parte da comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Asssembleia Legislativa de MG, – a reunião acontecerá às 14h30, na Escola de Engenharia da UFMG, sala 1.014, Campus da Pampulha (Avenida Antônio Carlos, nº 6.627).
 
 
 
 
Foto: Divulgação UNE 
 
A entidade acaba de lançar uma nova frente na sua campanha pelos 10%, que recebe o nome de #regulamentadilma, para que a presidenta regulamente a destinação de 100% roylaties da União para a educação e 50% do Fundo Social do Pré-sal para o setor.
 
Reforçando a agenda do movimento estudantil no debate dos royalties, lideranças da UNE, UBES e ANPG reuniram-se ontem (13/11), em Brasília, com o ministro da educação, Aloízio Mercadante, para alinhar as estratégias do governo e do movimento estudantil para aprovar os royalties.
 
Durante o encontro, os estudantes apresentaram a proposta da campanha #regulamentadilma, que propõe que Dilma regulamente o PL de modo que fiquem reservados 100% royalties da União para a educação. Ficaria faltando, então, os royalties dos municípios e dos estados. ” A UNE sugere a construção de uma carta compromisso a ser assinada pelos novos prefeitos e governadores dizendo que eles destinem, no mínimo, 50% dos royalties dos seus estados e municípios para educação”, explicou Daniel Iliescu.
 
De acordo com Iliescu, as duas propostas apresentadas pelo movimento estudantil ao ministro, a campanha #regulamentadilma e a Carta-compromisso aos governadores e prefeitos, foram recebidas com muito entusiasmo pelo ministro, uma vez que ele acredita que “a decisão de vincular os royalties a educação é a mais importante do Brasil dos últimos e próximos 20 anos”.
 
VAMOS À LUTA!
 
A UNE tem construído essa grande batalha nacional por maiores investimentos em educação ombro a ombro com as outras entidades do movimento educacional, como CNTE, Undime, Fasubra e Campanha Nacional pelo Direito a Educação e prepara uma agenda intensa de mobilizações por todo o Brasil durante os próximos 15 dias, que prevê atos locais nas escolas e universidades do Brasil para discutir a campanha. e dois grandes atos em Brasília e no Rio de Janeiro.
 
“A hora é agora! Vamos arregaçar as mangas e levar nossa campanha para as ruas e para as redes! #regulamentadilma“, convocou Iliescu.
 
 
 
Fonte: UNE