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Ao longo da semana de 16 a 22 de setembro, aproximadamente 50 jovens com menos de 35 anos, de diferentes países, participarão de debates e apresentações da Universidade de Verão, enfocando diferentes temas, como  a situação econômica e a crise financeira mundial; a questão das grandes e pequenas/médias cidades, as organizações não governamentais e o desenvolvimento sustentável, entre outros.  Esses jovens são líderes no seu espaço de atuação, com domínio de inglês, que estejam relacionados aos membros da AICESIS.

Para a representante brasileira, Luana Meneguelli Bonone (presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos), compreender a atuação dos jovens internacionalmente, perante os temas debatidos, será uma valiosa oportunidade de formação. Luana integra o Conjuve, conselho com ampla representação da sociedade civil que tem entre suas atribuições o objetivo de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas e promover o intercâmbio entre organizações nacionais e internacionais.
 
 
Veja as fotos do primeiro dia de atividade:
(Clique na imagem para ampliar) 
 

 

  
4 coordenadoras dos grupos formados na escola, representante da França, Itália, Alemanha, Holanda e Uruba 
Luana Bonone, presidenta da ANPG, com representantes de diversos países

Cerimônia de abertura da Universidade Internacional de Verão 2012
Cerimônia de abertura da Universidade Internacional de Verão 2012
Li Xueming, Deputado Secretário Geral do CESC
Foto Oficial
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A Associação Nacional dos Pós-Graduandos, a União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas organizaram uma marcha pela Educação na Esplanada dos Ministérios, no dia 26 de junho de 2012. Após o ato, representantes das entidades foram recebidos pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A ANPG aproveitou a oportunidade para entregar ao Ministro uma pauta que concentrava as principais reivindicações dos estudantes de pós-graduação que, em todo país, se encontravam em greve ou em estado de mobilização em defesa de melhores condições de estudo e pesquisa.

Durante a caravana de pós-graduandos a Brasília por uma política permanente de valorização e reajuste de 40% das bolsas de pesquisa, realizada nos dias 28, 29 e 30 de agosto, fruto do 23º Congresso Nacional dos Pós-Graduandos, houve uma reunião com o Ministro da Educação na manhã do dia 29, na qual a ANPG solicitou repostas e atendimento aos pleitos do documento anteriormente defendido. Esta nota visa, portanto, tornar públicas as respostas do Ministro sobre os pontos de pauta presentes no documento protocolado.
 
Respostas aos PONTOS 1, 2 e 3:
1) Investimento de 10% do PIB brasileiro em Educação e 2% em
Ciência e Tecnologia;
2) Investimento de 50% do Fundo Social e dos royalties do Pré-sal em Educação
e Ciência e Tecnologia;
3) Recomposição do corte de fevereiro de 2012 de 1,93 bilhões do orçamento.
 
Mercadante respondeu que a luta verdadeira pela educação, em todos os seus níveis, suscita o direcionamento de 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal. “O petróleo é a grande receita futura” afirmou o ministro, com vistas ao desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Da mesma forma, disse o ministro, é importante também lembrar que o pré-sal não é um recurso renovável, portanto o Brasil deve se preparar para a era pós-petróleo, e o caminho é o investimento pesado e maciço em educação, ciência tecnologia e inovação. Ainda, em relação aos incrementos na receita da educação, como os 10% do PIB previstos no Plano Nacional de Educação, o ministro alegou que a atual conjuntura econômica não suporta aumento da carga tributária ou de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, ponderando que outras áreas não podem sofrer cortes, como saúde, segurança e transporte. A ANPG defendeu a recomposição do orçamento do MEC, em virtude do decréscimo de 7,5% já presenciado e do seu engajamento na luta contra o contingenciamento anunciado para 2013, afirmando que continuará pressionando o Congresso Nacional acerca dos investimentos em Educação, Ciência e Tecnologia.
 
Resposta ao PONTO 4: Reajuste imediato de 40% no valor das bolsas de pesquisa
No que concerne ao reajuste imediato de 40% no valor das bolsas de pesquisa, foi garantida a previsão orçamentária de mais 10% em 2013, com pagamento no primeiro trimestre. Segundo Mercadante, os pós- graduandos teriam o 3º melhor reajuste no atual cenário de negociações com diversas categorias, considerando também o reajuste ocorrido em julho de 2012. A diretoria da ANPG, presente na reunião, ressaltou que o valor do novo reajuste não pode ser estancado em 10%, visto que tal percentual corre o risco de sequer repor as perdas inflacionárias desde 2008 e reapresenta a pauta de ampliação para atingir os 40% com base nas metas do PNPG 2005-2010. Desse modo, pós-graduandos de diversas APG’s se reuniram em plenária, ao final do dia 29, reafirmando a importância na continuidade da campanha pelo reajuste de 40% nos valores das bolsas, já que o aumento oferecido para 2013 não contempla as necessidades do processo formativo, assim como pela construção de um Projeto de Lei que assegure uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa e,consequentemente, contribua para fortalecer a pós-graduação e o desenvolvimento nacional.
 
Resposta ao PONTO 5: Ampliação no número de bolsas de pesquisa
O Ministro respondeu que no ano de 2012 estão sendo oferecidas 35 mil bolsas de mestrado e 25 mil
de doutorado. O número de matrículas em pós-graduação stricto sensu passou de 112 mil para 173 mil, atualmente. Apresentou dados onde o orçamento para a pós-graduação teria passado de 800 milhões para 2,7 bilhões em 2011, considerando o desconto da inflação. Ainda segundo o ministro, o número de bolsas da CAPES vem sendo ampliado de 10% a 15% ao ano, contudo a ANPG levantou a necessidade de universalização das bolsas, o problema das assimetrias regionais vivenciadas e a necessidade de melhores condições de estudo e pesquisa.
 
Resposta ao PONTO 6: Ampliação de concursos públicos para professores e técnicos-administrativos:
não ao uso dos pós-graduandos como professores substitutos. O ministrou justificou que precisaria de outro momento para transcorrer sobre esse ponto da pauta.
 
Resposta aos PONTOS 7 e 8:
7) Inclusão dos pós-graduandos no Plano Nacional de Assistência
Estudantil: aumento de vagas nas creches e residências universitárias e acesso dos pós-graduandos
aos restaurantes universitários e outros instrumentos de permanência na universidade;
8) Melhores condições de estudo e pesquisa: melhoria da infra-estrutura de laboratórios e salas de aula e ampliação do acervo nas bibliotecas.
 
Reconhecendo o protagonismo e autonomia do movimento estudantil, foi assumido o compromisso que a ANPG terá duas representações na comissão que acompanha o Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni), juntamente com a UNE, a Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e membros do MEC. Para a ANPG, o Plano Nacional de Assistência Estudantil, contemplando também os pós-graduandos, deve ser prioridade no processo de expansão das universidades federais.
 
Resposta aos PONTOS 9 e 10:
9) Em defesa da autonomia do movimento estudantil da pós-graduação: o MEC deve reconhecer o direito de mobilização e greve dos pós-graduandos e adotar medidas contra o assédio moral que os pós-graduandos vêm sofrendo nas universidades;
10) Dilatação dos prazos, inclusive com extensão do período das bolsas, para os estudantes da pós-graduação nas universidades atingidas pelas greves, acompanhando os calendários de reposição decididos pelas universidades.
 
O ministro avaliou a greve dos docentes dos institutos federais como precipitada e afirmou que a categoria teve o melhor acordo oferecido pelo governo. Para ele, a proposta do Andes desvaloriza a titulação, o que prejudica a excelência acadêmica. A ANPG reiterou solidariedade ao movimento grevista, solicitou a reabertura das negociações, inclusive ressaltando que muitos pós-graduandos estão participando dos comandos de greve, embora tenha defendido a titulação como um instrumento importante de progressão na carreira. O ministro assegura à ANPG que não haverá prejuízo aos estudantes na reposição do calendário acadêmico-administrativo e destaca que a dilatação de prazos deve ser tratada diretamente com a CAPES e o CNPq. O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, em audiência no dia 28 de agosto, já havia respondido que pós-graduandos das universidades atingidas pela greve devem requerer prorrogação de prazos e bolsas, cabendo ao programa de vínculo avaliar a solicitação. Caso haja algum abuso e/ou indisposição do programa, a ANPG deve acionar a CAPES e o CNPq.
 
Diante do exposto, os pós-graduandos, APGs e a ANPG, que também realizaram audiências com o CNPq e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação durante a caravana, decidiram, em plenária, continuar em luta pelo atendimento de suas reivindicações, a começar pela realização de uma Semana Nacional de Mobilização entre 11 e 17 de novembro de 2012, em defesa do reajuste de 40%, por uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa (PL dos Pós-Graduandos) e contra o contingenciamento do orçamento de 2013. Para tanto, a ANPG convoca APG´s espalhadas por todo país a realizar atividades, debates e panfletagens na Semana Nacional de Mobilização, no sentido de valorizar a pesquisa e os pesquisadores no Brasil.
 
Associação Nacional de Pós-Graduandos 

 

Em nota, a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, comemora a mobilização que resultou no envio direto do PNE ao Senado. 

Confira a íntegra da nota:
 
Após forte mobilização em favor da educação no Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifesta-se positivamente sobre a exclusão do recurso apresentado pelo deputado Arlindo Chinaglia, líder do PT, para que o Plenário apreciasse a proposta do novo Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), antes de ir para o Senado.
 
Agora a proposta, que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para o progresso da educação no decênio 2011-2020, segue para o Senado e corre o risco de retornar à Câmara caso o texto seja alterado pelos senadores. Dos 80 deputados que apresentaram recursos para o retorno do PL, 49 retiraram suas assinaturas do pedido.
 
A pré-vitória da diretoria desta Sociedade e dos 190 milhões de brasileiros é a resposta do esforço do País para reduzir as taxas de analfabetismo, já que um terço da população não consegue utilizar o conhecimento da língua para se inserir nas práticas sociais de uso da leitura e da escrita.
 
Espera-se que os senadores apreciem com cautela o novo texto do PNE, que foi discutido, debatido e conclusivo pela Comissão Especial no Legislativo a pedido do próprio presidente da Câmara. A proposta faz o Governo comprometer-se a investir pelo menos 7% do PIB do País nos primeiros cinco anos e 10% ao final de dez anos.
 
Neste árduo caminho, a SBPC acompanha a tramitação da matéria no Senado Federal para garantir aos milhões de brasileiros o direito à educação com mais qualidade. É nosso papel: defendermos uma política forte e atual para o setor. Somente assim conseguiremos alcançar excelência no ensino em todos os níveis. Este é o nosso compromisso.
 
Helena Nader, professora da Unifesp e presidente da SBPC.
 
 
A reunião do Forúm Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) será realizada dia 16 de Outubro, como parte das atividades que compõem a Mostra Nacional de Divulgação Científica da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Com o tema: Que formação é essa para a saúde? Modalidades, financiamento e disparidades na formação de pós-graduação em saúde no Brasil, o fórum é aberto a todos os pós-graduandos interessados no debate acerca do desenvolvimento da eduação, ciência, tecnologia e inovação brasileira na área da saúde.
 
O objetivo principal da reunião é promover o intercâmbio de pós-graduandos de diversas áreas, bem como, propiciar o debate sobre pautas latentes da pós-graduação em saúde. O fórum é uma atividade preparatória para a plenária que será realizada no congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), em 16 de Novembro, em Porto Alegre. 
 
O Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) foi constituído por estudantes de pós-graduação da área da saúde de todo o país, a partir de um espaço promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduandos durante o XXII Congresso Nacional da entidade e retomado no XXIII Congresso, realizado em maio deste ano na cidade de São Paulo.  Trata-se de um movimento permanente de discussões e ações direcionadas aos temas que englobam saúde, alinhados ao Plano Nacional de Pós-Graduação.
 
Memória
 
Desde sua criação, o FNPGS tem realizado diversas atividades descentralizadas, tendo a ANPG como percussora de suas ações.  A defesa de um sistema de saúde com acesso universal à população brasileira é pauta recorrente entre os integrantes do Fórum. 
 
Durante o Congresso da Rede Unida realizado também em maio de 2012, os pós-graduandos apresentaram suas contribuições ao debate em carta aberta, reiterando o compromisso do coletivo em aprofundar o debate.  Leia a matéria aqui.
 
Serviço
 
Reunião do Fórum de Pós-Graduandos em Saúde (Diretoria de Saúde da ANPG)
Tema:  Que formação é essa para a saúde? Modalidades, financiamento e disparidades na formação de pós-graduação em saúde no Brasil
Data: 16 de outubro de 2012
Horário: 17 horas
Local: UFRJ
 
 
Da redação 
De 17 a 21 de setembro acontece o II Seminário dos Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da ANPG e da Fundação Maurício Grabois. O evento, que será realizado no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS/UFRJ, tem como objetivo principal integrar os pesquisadores da área, possibilitando um intercâmbio.
 
A atividade contará com quatro mesas redondas e 29 grupos de trabalhos. No primeiro dia do evento, a abertura solene contará com a presença dos coordenadores dos Programas de Pós-Graduação participantes do II SEPOCS-Rio, do presidente do Sindicato dos Sociólogos, Nilton Soares, e do membro da Fundação Maurício Grabois, Carlos Henrique Tibiriçá Miranda.
 
A mesa redonda de abertura intitulada "Conjunturas e Perspectivas para a Pós-Graduação no Brasil" terá a presença do presidente da ANPOCS, Marcos Costa Lima, do presidente da FAPERJ, Ruy Garcia Marques, e dos diretores da ABCP e ANPG, Carlos Milani e Roberto Nunes, respectivamente.
 
As mesas redondas abordarão os temas "Conjunturas e Perspectivas para a Pós-Graduação no Brasil", "Participação política e cenário eleitoral", "O legado social dos mega eventos no Rio de Janeiro" e "O papel das Ciências Sociais no Brasil do século XXI".
 
Segundo Vivian Fonseca, uma das organizadoras do evento, a parte mais rica do seminário estará nos grupos de trabalho. “Será no grupo de trabalho que conseguiremos dialogar com colegas que pesquisam temas relacionados aos nossos”, afirmou Vivian. Os grupos de trabalho contarão com mais de 100 apresentações de pós-graduandos de todo o estado do Rio de Janeiro. Confira abaixo a programação:
 
Programação do II SEPOCS-Rio
 
Segunda-feira, 17/09/2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 1 a 6
 
· GT 1 – Teoria Política
 
· GT 2 – Política Pública Cultural
 
· GT 3 – Arte e Estética
 
· GT 4 – Gênero 1: Família, Espaço e Trabalho
 
· GT 5 – Gênero 2: Saúde e Violência
 
· GT 6 – Gênero 3: Corpo e Representações
 
17h – Abertura solene
 
· Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação participantes do II SEPOCS-Rio.
 
· Nilton Soares – Presidente do Sindicato dos Sociólogos
 
· Carlos Henrique Tibiriçá Miranda – Fundação Mauricio Grabois
 
Local: Salão Nobre IFCS/UFRJ
 
18h – Mesa de abertura "Conjunturas e Perspectivas para a Pós-Graduação no Brasil"
 
· Marcos Costa Lima (ANPOCS)
 
· Roberto Nunes (ANPG)
 
· Carlos Milani (ABCP)
 
· Ruy Garcia Marques (FAPERJ)
 
Local: Salão Nobre IFCS/UFRJ
 
 
Terça-feira, 18/09/ 2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 7 a 12
 
· GT 7 – Formação Do Estado Brasileiro E Pensamento Social
 
· GT 8 – Identidades E Carnavais
 
· GT 9 – Povos e comunidades tradicionais: a questão fundiária
 
· GT 10 – Música, História e Produção Cultural
 
· GT 11 – Consumo, Mercado e Identidade (1)
 
· GT 12 – Consumo, Mercado e Identidade (2)
 
17h30 – Mesa redonda "Participação política e cenário eleitoral"
 
· Alessandra Aldé (PPCIS/UERJ)
 
· Jairo Nicolau (IFCS-UFRJ)
 
· Argelina Figueiredo (IESP/ UERJ)
 
 
Quarta-feira, 19/09/2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 13 a 18
 
· GT 13 – Arte, Museu E Identidades
 
· GT 14 – Pensamento Social Brasileiro
 
· GT 15 – Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e Milícias
 
· GT 16 – Trabalhos, Indústrias e Questões Sociais
 
· GT 17 – Modernização e Seus Impactos Sociais
 
· GT 18 – Esquerdas e América Latina
 
17h30 – Reunião do FEPOCS (Fórum dos Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Sociais do estado do Rio de Janeiro)
 
 
Quinta-feira, 20/09/2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 19 a 24
 
· GT 19 – Políticas Públicas e Novas Questões Sociais
 
· GT 20 – Religiões e Relações de Poder
 
· GT 21 – Novos Temas da Política Internacional e da Política Externa
 
· GT 22 – Mídia, Poder e Instituições
 
· GT 23 – Favelas
 
· GT 24 – Políticas Públicas em Educação
 
17h30 – Mesa redonda "O legado social dos mega eventos no Rio de Janeiro"
 
· João Malaia (Sport/ UFRJ; Uninove/ SP)
 
· Márcia Leite (UERJ)
 
· Renato Cinco (Sociólogo pelo IFCS/UFRJ; Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio)
 
· Debatedora: Mariana Cavalcanti (CPDOC/ FGV)
 

Sexta-feira, 21/09/2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 25 a 29
 
· GT 25 – Poder Judiciário
 
· GT 26 – Desenvolvimentismo
 
· GT 27 – Migrações e Questões Humanitárias
 
· GT 28 – Configurações de Poder no Cenário Internacional
 
· GT 29 – Etnografias do Corpo
 
17h30 – Mesa de encerramento "O papel das Ciências Sociais no Brasil do século XXI"
 
· Glauco Arbix (FINEP)
 
· Claudia Schmitt (CPDA/UFRRJ)
 
· Maria Alice Rezende de Carvalho (PUC-Rio)
 
Local: Salão Nobre IFCS/UFRJ
 
 
19h30 – Coquetel de Encerramento

A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) 2012-2015 foi lançada pelo governo em janeiro passado cercada de muita expectativa e a promessa de investimentos de R$ 74,6 bilhões no quadriênio. A Encti aponta as cadeias de destaque na economia do País: tecnologias da informação e comunicação; fármacos e complexo industrial de saúde; petróleo e gás; complexo industrial da defesa; aeroespacial; nuclear; economia verde e desenvolvimento social.

 
Entre os maiores desafios do Brasil, destaca o documento, estão a redução da defasagem científica e tecnológica que o separa das nações desenvolvidas; a expansão da liderança brasileira em temas ligados à sustentabilidade ambiental; e a superação das desigualdades sociais e regionais.
 
O entusiasmo do setor com o novo plano durou pouco mais de duas semanas, pois, em meados de fevereiro, foram anunciados cortes de R$ 1,48 bilhão no bolo orçamentário de CT&I. "A ciência brasileira está muito preocupada", alertou a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader. Ela lembra que, mesmo em plena crise financeira internacional de 2008, os Estados Unidos elevaram gastos públicos com ciência e tecnologia.
 
"É só olhar o que os tigres asiáticos, a Índia e a China investem", disse à imprensa a cientista, que enviou duas cartas à presidente Dilma Rousseff advertindo sobre tais riscos.
 
Para contornar a redução, a exemplo do que ocorreu em 2011, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) poderá elevar os empréstimos a empresas que façam inovação de R$ 3,75 bilhões para R$ 6 bilhões (aumento de 62,5%), como informa o site oficial do órgão.
 
O representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no seminário realizado no Senado deixou claro que tais recursos nunca serão suficientes sem maior contrapartida do setor empresarial. "Se mantivermos crescimento de 15% ao ano em investimento privado em inovação, a meta estipulada no Plano Brasil Maior e na Encti não será batida", disse Rodrigo de Araújo Teixeira.
 
Balanço do Plano de Ação 
 
A mudança na política para o setor se fundamentou no Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (Pacti 2007-2010), que definiu quatro prioridades, 21 linhas de ação e 87 programas e iniciativas. O cenário desse quadriênio incluiu aumento nos recursos (R$ 41 bilhões executados por meio do plano) e avanços no marco legal (leis da Inovação, da Biossegurança e do Bem, entre outras), como destacou o balanço apresentado pelo ministério no ano passado.
 
Levantamentos mais recentes indicaram que a soma dos valores investidos pelo setor público e pelo empresarial atingiu em 2010 a marca de R$ 44 bilhões, quase o dobro do total aplicado em 2004 e equivalente a 1,25% do PIB. Alguns resultados palpáveis do plano incluem o aumento na concessão das bolsas de pesquisa do CNPq e da Capes (de 99 mil para 126 mil), no número de projetos de pesquisa (38 mil nos quatro anos) e na quantidade de mestres e doutores no País.
 
 
Matéria publicada na Revista Em discussão!
 
O economista Marcelo Neri, empossado hoje (12), em Brasília, como presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quer aumentar a participação do órgão como formulador e assessor dos ministérios para concepção e monitoramento de políticas públicas, especialmente na área da educação. “Essa é a política pública que mais gera efeito sobre as outras”, acredita.
 
Segundo Neri, a preocupação é fazer os “dois brasis” avançarem: o país que ainda tem um grande passivo (grande número de analfabetos, pessoas com baixa escolaridade e má qualidade do ensino); e o país que, para crescer, precisa de força de trabalho qualificada. “O Brasil velho e Brasil do futuro têm que andar juntos”, disse.
 
O economista diz que o gargalo da mão de obra ocorre em todos os setores, inclusive entre os segmentos menos qualificados (empregadas domésticas, operários da construção civil e trabalhadores da agricultura) – o que já pode ser sinal da elevação do padrão de vida e aspirações das camadas mais baixas na distribuição de renda. “É um bom apagão no sentido de que o Brasil vai ter que mudar suas tecnologias”, disse.
 
Neri, que admite “não ter nascido no Ipea, mas ter sido criado no instituto”, avalia que o órgão tem “massa crítica” e “uma tradição impressionante” para reflexão sobre os problemas socioeconômicos e pretende orientar o Ipea para que ajude o país a “avançar mais na vertical”.
 
Segundo Neri, continua ocorrendo um movimento de ascensão social verificado nos últimos anos, mas que ainda não foi bem captado pela pesquisa social. “Há mais coisas acontecendo no Brasil do que os nossos olhos conseguiram enxergar até agora”, disse, após citar os impactos do Programa Brasil Carinhoso, da queda da mortalidade, o crescimento da renda dos analfabetos e a elevação do padrão de vida dos 20% mais pobres de forma mais acelerada do que ocorre na China, na Rússia e na Índia (os países que, com o Brasil, formam o Bric, bloco das economias emergentes).
 
O estudo desses fenômenos podem gerar surpresas entre os pesquisadores do Ipea. “Do ponto de vista do pesquisador, o Brasil é um país que oferece todas as surpresas. A gente acha aquilo que não esperava achar. Para o pesquisador, o grande momento não é quando você confirma o que esperava achar, mas quando descobre algo que não sabia”.
 
Fonte: Agência Brasil 

O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero consiste em concurso de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos com tema direcionado a relações de gênero, mulheres e feminismos, contemplando suas interseções com as abordagens de classe social, geração, raça, etnia e sexualidade. O objetivo é estimular e fortalecer a reflexão crítica e a pesquisa acerca das desigualdades existentes entre homens e mulheres em nosso. 

Podem participar do concurso estudantes de Ensino Médio, Graduação, Pós-Graduação e Escolas da Educação Básica. As inscrições seguem abertas até dia 17 de Setembro.
Acesse o edital aqui 
 
O Prêmio foi instituído em 2005 pela Secretaria de Política das Mulheres, no âmbito do Programa Mulher e Ciência , com o apoio do CNPq/MCTI, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – SECAD/MEC, Secretaria de Educação Básica – SEB/MEC e ONU Mulheres.
Atualmente, é ofertado a cinco categorias :
 
a) Categoria Estudante de Ensino Médio – redações;
b) Categoria Estudante de Graduação – artigos científicos;
c) Categoria Graduado(a), Especialista e Estudante de Mestrado – artigos científicos;
d) Categoria Mestre e Estudante de Doutorado – artigos científicos; e
e) Escola Promotora da Igualdade – projetos para as escolas de nível médio.
 
O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero é o operacionalizado pelo Serviço de Prêmios do CNPq e pela SPM.
 
Da redação, com informações do CNPq 
 
 
A luta pela aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) com destinação de 10% do PIB para o setor começou em 2010 e, no último dia 4 de setembro, alcançou mais uma importante vitória: agora o projeto de lei segue para votação no Senado federal. Na nova casa, deverão ser resolvidas questões importantes e polêmicas do Plano, entre elas a definição de como viabilizar o patamar de investimento equivalente a 10% do PIB para educação pública (meta 20).
 
Com o objetivo de pressionar o congresso mais uma vez e unir a sociedade civil em torno dessa causa, a UNE, UBES e a ANPG iniciam uma grande campanha em defesa da educação: a campanha #educação10. Basta participar do abaixo assinado
 
Urgente também é a aprovação do PLS 138/2011, em tramitação no Congresso, que garante 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação. O Fundo Social, criado em 2010, tem o objetivo de garantir que os recursos dessa riqueza natural sejam revertidos com finalidades sociais. A UNE tem certeza que a educação precisa ser, prioritariamente, alvo desses recursos.
 
Todo esse dinheiro deverá ser destinado para erradicar o analfabetismo, melhorar a estrutura das escolas, pagamento de salário digno aos professores, excelência do ensino público na periferia das cidades e nas zonas rurais de todos os municípios, além da ampliação do acesso e da qualidade nas universidades para todas e todos.
 

Fonte: UNE
 

Luana Bonone, presidenta da ANPG, representará o Brasil na edição 2012 da Universidade Internacional de Verão, atividade promovida pela Associação Internacional de Conselhos e Instituições (AICESIS) e pelo Conselho Econômico e Social da China. O evento acontece no período de 16 a 21 de Setembro, em Xangai, China, com o tema “Conselhos Econômicos e Sociais e o Desenvolvimento Sustentável”. 

A participação do Brasil se deu através do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), popularmente conhecido como “conselhão”. Formado por lideranças representativas de diferentes segmentos da sociedade civil e governo, a rede de conselhos enviará Luana Bonone, como sua representante. 

A escolha do nome foi feita através de uma comissão conjunta que analisou as candidaturas e selecionou os representantes de cada país. O perfil do candidato exigido pelo AICESIS contempla, prioritariamente, jovem com até 35 anos de idade, que sejam líderes no seu espaço de atuação e que dominem a língua inglesa. Fez parte da comissão julgadora o Conselho Econômico e Social da China (CESC), o Conselho Econômico e Social holandês (SER) e o AICESIS. 
 
Entre os temas que constam na programação da atividade, destacam-se a situação econômica e a crise financeira mundial; a questão das grandes, pequenas e médias cidades; as organizações não-governamentais e o desenvolvimento sustentável; papel da mídia; entre outros. Além dos temas gerais, serão apresentados os funcionamentos do Conselho Econômico e Social da China e da Associação Internacional de Conselhos Econômicos e Sociais e as experiências dos conselhos dos países representados. 
 
A representante do Brasil embarca para Xangai na quinta-feira (11). Na mala ansiedade e expectativa. “A atividade promoverá o diálogo com jovens líderes do mundo todo. Compreender a atuação dos jovens internacionalmente, perante aos temas debatidos na atividade, será uma valiosa oportunidade de formação.” Afirma Bonone. 
 

Sobre o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDS
Ao CDES compete assessorar o Presidente da República na formulação de políticas e diretrizes específicas, e apreciar propostas de políticas públicas, de reformas estruturais e de desenvolvimento econômico e social que lhe sejam submetidas pelo Presidente da República, com vistas na articulação das relações de governo com representantes da sociedade. 
 
O CDES é membro desde 2003 da Associação Internacional de Conselhos e Instituições Similares (AICESIS).  A AICESIS é uma organização intergovernamental que reúne diversas instituições da África, Europa, América Latina e Ásia, buscando estimular o diálogo e  intercâmbios entre os seus membros e, de modo mais amplo, incentivar a disseminação do diálogo social e a institucionalização de instâncias de diálogo em nível mundial.
 
Com objetivo de promover o desenvolvimento de expertise em diálogo social, especialmente em jovens líderes, a AICESIS apoiou, em 2009, a iniciativa do Conselho Econômico e Social dos Países Baixos (SER), na organização da primeira edição da Universidade de Verão para jovens sobre os Conselhos Econômicos e Sociais em um mundo globalizado, com participação de conselheiros do CDES.
 
Sobre a Universidade Internacional de verão
 
O objetivo da Universidade Internacional de Verão da AICESIS – edição 2012 é a promoção do intercâmbio de conhecimentos e experiências a respeito das abordagens da sociedade civil sobre o desenvolvimento sustentável, contando com a participação de jovens representantes das sociedades civis e de Conselhos Econômicos e Sociais de diversos países. Como parte da programação desenhada pelo Conselho Econômico e Social da China está prevista uma visita a um centro de gestão de incubadoras de empresas.
 
Até duas pessoas de cada conselho ou país foram selecionadas para formarem uma delegação representativa em 2012. O inglês será a língua de trabalho.
 
 
Da redação, com informação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social