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A Mostra Nacional de Robótica está programada para o período de 17 a 21 de outubro, em Fortaleza (CE), e ocorrerá simultaneamente às competições Brasileira e Latino-Americana de Robótica, voltadas para estudantes de nível superior; às finais da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que envolvem 50 mil alunos do ensino fundamental, médio e técnico de todo o país; ao Simpósio Latino-Americano de Robótica e ao 1º Simpósio Brasileiro de Robótica.
 
De acordo com o professor Alexandre Simões, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), um dos coordenadores da mostra, o objetivo é “que a gente divulgue ciência e tecnologia para os jovens, de uma forma geral, e promova o reconhecimento dos jovens talentos”. O evento pretende também estimular os jovens para a área da engenharia “que, sabidamente, não vai ter profissionais em número suficiente na próxima década, ante o crescimento do Brasil”.
 
O interesse demonstrado pelo público levou à prorrogação, até a próxima sexta-feira (14), das inscrições para a mostra, que se encerrariam ontem (8). As inscrições devem ser feitas no endereço eletrônico www.mnr.org.br. Esta é a segunda vez que o evento ocorre no país, ressaltou Simões.
 
As inscrições estão abertas a estudantes dos níveis fundamental, médio, técnico, superior, pós-graduandos ou pesquisadores de qualquer instituição do país com trabalhos na área da robótica. A ideia, acrescentou o professor, é que a mostra seja o mais inclusiva possível, funcionando como um fórum para professores e alunos. Podem ser inscritos trabalhos sob vários formatos, como vídeo, por exemplo, e também no modelo tradicional de artigos científicos, mais usado por estudantes do ensino superior e da pós-graduação, informou o coordenador.
 
Os prêmios para os melhores trabalhos englobam desde certificados de menção honrosa até a distribuição de 48 bolsas de iniciação científica júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no valor de R$ 100 por mês, para estudantes do ensino fundamental e médio. São distribuídas também passagens para que grupos possam participar da mostra presencial. Simões esclareceu que os alunos que forem contemplados com as bolsas do CNPq terão um ano para aprimorarem seus trabalhos, para apresentá-los na mostra de 2013.
 
A Mostra Nacional de Robótica é promovida pelo CNPq, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica (SEB) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com apoio da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e da Sociedade Brasileira de Automática (SBA).
 
De acordo com o professor, a expectativa é que a edição deste ano supere o resultado registrado no ano passado, quando 200 instituições e mais de 300 estudantes participaram da mostra, realizada em São João del-Rei, em Minas Gerais.
 
Fonte: Agência Brasil 
O Brasilianas.org de segunda-feira (10) discutirá, ao vivo, às 22h, na TV Brasil, o Programa TI Maior, lançado pelo governo federal no dia 20 de agosto. O pacote investirá cerca de R$ 500 milhões em inovação, desenvolvimento de softwares no Brasil e tecnologia da informação até 2015. Do valor, R$ 40 milhões serão destinados às pequenas empresa de inovação – as chamadas “startups”, geralmente originadas de grupos de pesquisa em universidades ou grandes empresas.
 
Para debater o assunto, participam do programa o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Virgílio Almeida; o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Rego do Gil, e a CEO da Stefanini Informática no Brasil, Mônica Herrero.
 
 
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Entenda o Programa TI Maior
 
No dia 20 de agosto, o governo federal lançou, em São Paulo, o Programa TI Maior, que investirá cerca de R$ 500 milhões em inovação, desenvolvimento de softwares no Brasil e tecnologia da informação até 2015. Do valor, R$ 40 milhões serão destinados às pequenas empresa de inovação – as chamadas “startups”, geralmente originadas de grupos de pesquisa em universidades ou grandes empresas. 
 
O setor de Tecnologia da Informação (TI) merece atenção no Brasil. Segundo dados divulgados durante a Conferência Outsourcing & Parcerias Estratégicas, realizada em junho, em São Paulo, a perspectiva é que o mercado mundial chegue a US$ 856 bilhões neste ano, com previsão de crescimento médio anual de 3,8% entre 2009 e 2015. Na América Latina, a projeção para este ano é de US$ 34 bilhões e crescimento médio de 9,6%.
 
Na região, o Brasil é o país que mais se destaca, sendo o principal destino de investimentos em serviços de TI, com mercado de US$ 14,8 bilhões – aproximadamente 45% do mercado latino-americano. A tendência de crescimento aqui, entre 2009 e 2015, é de 11%. Isso se explica pelo bom desempenho econômico do país, com consolidação de um mercado interno sólido e alvo de investimentos externos de países europeus, asiáticos e Estados Unidos. Contudo, como sabemos, estabelecer um mercado interno forte e confiável não é suficiente. O bom é que com isso são criados gargalos de infraesrutura e serviços, que devem ser acompanhados de investimentos em inovação, mão de obra especializada e tecnologia. 
 
É aí que entra o pacote do governo federal, que de um ano pra cá, após o lançamento do programa Brasil Maior, anunciou uma série de pacotes para salvar a indústria brasileira. Entre os setores que mereceram atenção do governo estava o de TI, que também teve desoneração da folha de pagamentos – uma medida ajudar o produto nacional a competir lá fora. O programa se baseia nos seguintes eixos: desenvolvimento econômico e social; posicionamento internacional; inovação e empreendedorismo; competitividade; pesquisa; desenvolvimento tecnológico e inovação. os recursos virão, principalmente, da FINEP e do CNPq. Veja abaixo reportagem da comunicação do MCTI.
 
Agora, com o TI Maior, o governo dá sinais de que está consciente de que o país não pode ser apenas um bom mercado: deve ter produtos de alto valor agregado, com o máximo de componentes nacionais possíveis. No pronunciamento no dia do lançamento do programa, o ministro Marco Antonio Raupp, da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) disse que o objetivo é fazer com que a produção de softwares cresça a uma taxa muito alta. “Queremos que esse crescimento represente divisas para o Brasil, geração de renda para as empresas e criação de postos de trabalho qualificados para os brasileiros”.
 
Conforme informou a Agência Brasil, o governo contará com legislações já existentes, como a que trata da margem de preferência em licitações, que oferece adicional de preferência de até 25% para produtos com tecnologia desenvolvida no país, e o Decreto 7.174, que regulamenta a contratação de bens e serviços de informática pela administração pública federal. 
 
Ainda assim, as empresas beneficiarias das leis não precisam ser brasileiras, mas os softwares produzidos devem ser considerados nacionais. Para saber como será feito o processo de certificação, assista a um vídeo com Virgílio Almeida, secretário de política de Informática do MCTI, explicando como será a classificação do software nacional.
 
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Fonte: Brasilianas.org 
 

Um mutirão feito por militantes educacionais na noite desta terça-feira (4) na Câmara dos Deputados serviu para derrubar o recurso para votação do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) pelo Plenário. A proposta, que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País para políticas de educação, segue agora para o Senado.

A proposta, que tramitava de forma conclusiva, havia sido aprovada por uma comissão especial no dia 26 de junho. Um recurso de 80 deputados apresentado pelo líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), no entanto, pediu a votação da proposta em Plenário. Desses 80 parlamentares, 49 assinaram o novo requerimento para envio do projeto ao Senado. Pelas regras do Regimento Interno da Câmara, é preciso o apoio de pelo menos metade mais um dos signatários de uma proposta para que ela seja retirada de pauta.

 
Pós-Graduandos na Caravana a Brasília reinvidicando os 10% do PIB para educação. 
O fato foi comemorado nas redes sociais e um ato simbólico deve marcar o envio do documento ao Senado. "O Plano Nacional de Educação vai para o Senado e com a emenda do percentual dos 10% do PIB para a educação pública. É uma vitória da sociedade civil", comemorou Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede de entidades das mais ativas no acompanhamento da tramitação do PNE. "Também mostra que o governo passou a aceitar nossa argumentação técnica de que o PNE só será viável com os 10% do PIB. Isso ficou claro na indicação do governo de transferir os recursos dos royalties do petróleo do pré-sal."
 
 
 
Mobilização
 
A mobilização em favor da retirada do recurso já havia sido anunciada pelo líder do PDT na Câmara, deputado André Figueiredo (CE). O objetivo dele era conseguir todas as assinaturas necessárias antes do dia 18 de setembro, quando estava programada uma comissão geral sobre o tema.
 
Segundo a Secretaria Geral da Mesa, não há mais prazo para um novo recurso que peça a votação do PNE em Plenário. O tema só voltará à Câmara se for modificado no Senado. O prazo de tramitação no Senado deve ser anunciado nos próximos dias.
 
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) criticou em Plenário a retirada das assinaturas. Ele disse que o Senado terá de modificar a proposta de recursos para o PNE. Segundo ele, os 10% do PIB aprovados pela comissão que analisou o plano não podem ser aprovados pelo Congresso sem que sejam apontadas fontes para esses recursos.
 
Chinaglia citou recursos do pré-sal e investimento em escolas privadas entre fontes que não foram discutidas. "Queríamos que essa decisão soberana fosse da Câmara, mas ela será enviada para o Senado", disse.
 
Fonte: Jornal da Ciência 
 
O primeiro Seminário sobre o "Imaginário Luso-Afro-Brasileiro" acontecerá entre os dias 10 a 12 de Setembro e faz parte das Comemorações dos 50 Anos da Universidade de Brasília.  
Idealizado e realizado por uma equipe multidisciplinar e coordenado pela Profa. Dra. Chenia Rocha Figueiredo Ávila, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-UnB), pretende que o público em geral reconheça a riqueza da tradição mítico-espiritual de Portugal e do Brasil. Essa tradição, dotada da práxis ecumênica do (Divino) Espírito Santo, é a via pela qual acreditamos ser possível impulsionar todas as gentes indistintamente a novos horizontes, bem como ressignificar a nossa História no porvir de um Mundo pleno de sentido fraternal, holístico e sustentável.
 
O “Seminário sobre O Imaginário Luso-Afro-Brasileiro" conta com a presença de intelectuais, acadêmicos, poetas, artistas, jornalistas, políticos, articuladores culturais e diplomatas convidados a palestrar sobre determinado tema cujo eixo norteador sustenta-se sob as práxis do filósofo e pedagogo Agostinho da Silva e do diplomata e humanista José Aparecido de Oliveira.
 
Perspectiva-se enfatizar os ideais de Agostinho da Silva e José Aparecido de Oliveira, especialmente, no que tange à estruturação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. E, em torno das atividades políticas destas duas personalidades lusófonas, dialogar que é já a Hora de reinventar o tempo da bonança para que sejam garantidos às gentes dos povos de todos os quadrantes, diga-se translusófonos, os direitos humanos, a equidade e a compaixão solidária.
 
Assim sendo, este Seminário tem o compromisso de fazer valer o ideal de José Aparecido — a concretização da Cultura de Paz universal — equivalente à instauração da Idade do Espírito Santo ideado por Agostinho da Silva a partir do Brasil que, hoje, após uma revisão de suas estruturas democráticas e respeitabilidade mundial, irmana-se a Portugal e à África e aos povos que adotam a Língua Portuguesa como unidade de vida e de compromisso planetário. 
 
O “Seminário sobre O Imaginário Luso-Afro-Brasileiro" inicia-se na Biblioteca do Senado Federal com a apresentação do livro-arte História Viva, obra histórico-cultural sobre Conceição do Mato Dentro, terra-natal do ex-Embaixador José Aparecido de Oliveira. As atividades seguintes serão desenvolvidas no auditório da reitoria da Universidade de Brasília.
 
Veja a programação completa aqui
 
*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 
 
Diego Marinho é bolsista do PIBIC/CNPq e diretor de comunicação da UEB 
 
Em sintonia com as políticas não apenas de acesso, mas também de permanência do estudante cotista, oriundo das classes populares, o Programa ‘Ciências Sem Fronteiras’ do governo Dilma vem se destacando quando o assunto é o avanço do governo federal em relação à educação.
 
Criado em 26 de julho de 2011, o programa busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.
 
O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.
 
Em um ambiente ainda de forte conservadorismo e manutenção de práticas segregacionistas e do já conhecido “Q.I.”, os espaços de pesquisa e de programas de intercâmbio continuam com a lógica do racismo, do machismo e da homofobia. Comportam-se como verdadeiros nichos de construção, mas também de não-socialização do saber científico. Ponto estratégico na manutenção dos privilégios das elites na universidade brasileira, a pesquisa e a internacionalização das universidades vem sendo campo de interesse e de disputa dentro do espaço acadêmico.
 
Este programa surge como um importante instrumento de combate às opressões na academia, contribuindo para a socialização do saber cientifico, além de dar a oportunidade de estudar nas melhores universidades do mundo ao estudante que nunca teve condições de se manter no exterior.
 
Entretanto, o programa ainda possui lacunas. O principal pré-requisito para entrada do estudante no programa é o de possuir o domínio de uma língua estrangeira. Por isso, é de fundamental importância a criação de cursos de línguas para estudantes cotistas, além da criação de estratégias que os possibilitem a entrar em um programa de iniciação cientifica, como já vem sendo feito pelo CNPq, que concede bolsas em cotas de inclusão afirmativa.
 
Mais recentemente com a decisão do Supremo Tribunal Federal de que as cotas raciais para ingresso no ensino superior são constitucionais, a ONG Educafro decidiu reforçar a cobrança por cotas no programa Ciência sem Fronteiras, propondo que 35% das bolsas sejam concedidas para negros, índios e brancos pobres.
 
A luta por uma universidade pública de qualidade e mais democrática ainda passa por diversas disputas, e essas devem ser encaradas. Um movimento estudantil unificado que discuta, influencie e dispute os rumos da universidade brasileira, além de passos importantes como o Programa Ciências sem Fronteiras são fundamentais para a quebra dos MUROS DA EDUCAÇÃO!
 

A eleição para a nova diretoria da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Minas Gerais (APG/UFMG) está aberta. Interessados em inscrever chapas devem encaminhar  para o e-mail [email protected], até sexta-feira (07), os seguintes dados: nome, número de matrícula, programa de pós-graduação e comprovante de matrícula do 2° semestre.  A chapa deve conter, pelo menos,  07 membros. 

movimento pró-APG da UFMG se fortaleceu no último período. Uma série de reuniões e debates foram promovidos na perspectiva de consolidar a futura direção.  A movimentação dos pós-graduandos na universidade chamou atenção para a importância de se organizarem como entidade e culminou na instalação do processo eleitoral. 

Os concorrentes terão oito dias para fazer campanha na universidade, de 10 a 18 de Setembro, conforme as regras do regimento eleitoral. No dia 20 de setembro será escolhida a gestão que ficará à frente da entidade nos próximos 02 anos. 

Para mais informações acesse aqui.

 

 

Da redação

 

Foto: Divulgação Fapesp 

O objetivo do encontro foi discutir oportunidades de cooperação científica entre pesquisadores do Estado de São Paulo com os de países das Américas do Sul, do Norte, Central e do Caribe, por intermédio das academias de ciências existentes nessas regiões.

Durante o evento, representantes da FAPESP e da Ianas anunciaram um conjunto de oportunidades que possibilitarão a pesquisadores indicados pelas academias nacionais de ciências filiadas à Ianas submeter à FAPESP propostas de financiamento de projetos.

As pesquisas poderão envolver qualquer área do conhecimento e deverão ser realizadas em universidades e instituições de pesquisa no Estado de São Paulo.
 
As propostas de projetos deverão ser submetidas pelos pesquisadores interessados à academia de ciências de seu país de origem, que as encaminharão para a Ianas.
 
Os projetos de pesquisa dos candidatos pré-selecionados pelas academias filiadas à Ianas serão submetidos ao processo de análise de propostas da FAPESP, que é baseado no mérito científico e utiliza revisores externos e pareceres de comitê científicos para embasar suas decisões.
 
As propostas aprovadas serão apoiadas pela FAPESP por meio da concessão de Bolsas de Pós-Doutorado, do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes e Auxílio à Pesquisa – Pesquisador Visitante.
 
Bolsas de Pós-Doutorado são concedidas pela FAPESP a cientistas promissores em suas áreas de pesquisa, que obtiveram o título de doutor há menos de sete anos. O Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes oferece bolsa e o financiamento necessário para que o pesquisador desenvolva seu projeto.
 
Por sua vez, o Auxílio Pesquisador Visitante cobre as despesas da visita de pesquisadores experientes, vinculados a instituições de pesquisa do exterior ou do Brasil, a uma instituição de pesquisa no Estado de São Paulo, por um período de duas semanas a 12 meses.
 
Essa modalidade de Auxílio da FAPESP trouxe 240 cientistas estrangeiros para visitar universidades e instituições de pesquisa do Estado de São Paulo em 2011, resultando em uma média de quatro pesquisadores por semana. A meta é aumentar cada vez mais esse número nos próximos anos.
 
“A FAPESP tem se preocupado em desenvolver oportunidades de colaboração científica para que pesquisadores do Estado de São Paulo possam interagir com colegas de todos os países”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.
 
“Não queremos tirar os cientistas de seus países, mas sim oferecer oportunidades para que eles tenham uma experiência de pesquisa no Estado de São Paulo, desenvolvam uma colaboração científica com pesquisadores daqui e depois voltem a seus países e continuem seus trabalhos”, disse Brito Cruz.
 
Brito Cruz contou que a FAPESP realiza em escala piloto e deve lançar nos próximos meses a criação de um novo programa, o São Paulo Excellence Chairs, que oferecerá a cientistas muito capacitados e de prestígio na ciência mundial a possibilidade de realizar pesquisas no Estado de São Paulo por até 12 semanas, que não precisam ser contínuas, durante o período de um ano.
 
Atualmente, dois pesquisadores participam do projeto: Andrea Dessen de Souza e Silva, do Instituto de Biologia Estrutural de Grenoble, França, que realiza pesquisa no Laboratório Nacional de Biociência (LNBio), em Campinas, e Victor Nussenzweig, professor do Departamento de Patologia da Universidade de Nova York que, a partir de outubro, deverá vir para a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para desenvolver pesquisa sobre a malária por intermédio do programa.
 
“Nossa expectativa é trazer cientistas proeminentes, que já têm emprego fixo e que não vão abandoná-lo, mas que queiram ter um financiamento adicional para realizar mais uma atividade de pesquisa aqui no Estado de São Paulo”, disse Brito Cruz.
 
Em contrapartida às oportunidades oferecidas pela FAPESP para que cientistas do exterior possam vir realizar suas pesquisas em São Paulo, Brito Cruz destacou que a Fundação também possui modalidades de apoio para enviar pesquisadores do Estado de São Paulo para outros países.
 
“Em 2010, a FAPESP enviou 900 cientistas do Estado de São Paulo para realizar estágios de curta duração no exterior, e temos uma modalidade de auxílio que permite que todos os bolsistas possam solicitar recurso adicional para desenvolver pesquisa em bons laboratórios fora do Brasil por um período de quatro a 12 meses”, destacou.
 
Fortalecimento das academias de ciências
 
Na avaliação de Hernan Chaimovich, assessor especial da Diretoria Científica da FAPESP, o convênio entre a FAPESP e a Ianas possibilitará atingir diferentes objetivos, como o de fortalecer as academias de ciências nacionais das Américas do Sul, do Norte, Central e do Caribe, facilitar a descoberta de talentos científicos e aumentar a cooperação e integração científica nessas regiões.
 
“Existe uma falta muito grande de informações que permitam que os melhores jovens cientistas dos países da região venham para o Brasil realizar pesquisa”, disse Chaimovich à Agência FAPESP.
 
“Na medida em que as academias nacionais de ciência comecem a ter conhecimento das oportunidades de financiamento à pesquisa em sua própria região e participem do processo de indicação e seleção dos pesquisadores de seus países, elas se fortalecem e também ajudam a FAPESP a identificar os melhores cientistas, que não estão só nos Estados Unidos e na Europa”, avaliou.
 
Fonte: Agência Fapesp 
O governo vai anunciar até o fim do ano uma série de medidas para estimular a inovação na indústria de transformação e na economia como um todo. Entre elas destaca-se o programa Ciência Inovadora Brasil, que vai complementar o Ciência Sem Fronteiras, e está em fase final de detalhamento entre os técnicos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 
 

 
O novo programa deve consumir R$ 1,5 bilhão entre 2013 e 2016, e já tem o sinal verde da presidente Dilma Rousseff.
 
 O novo programa deve consumir R$ 1,5 bilhão entre 2013 e 2016, e já tem o sinal verde da presidente Dilma Rousseff.
 
O governo também deve editar uma medida provisória que vai fortalecer a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Em outra frente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) deve concluir até o fim de setembro um programa de apoio à inovação nas micros e pequenas empresas. Finalmente, os estudos sobre a transformação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em instituição financeira estão avançados e uma decisão do Palácio do Planalto sobre o assunto pode ser tomada até o início de 2013.
 
Depois do ativismo pela inovação no início do governo, em 2011, quando foi lançado o programa Ciência Sem Fronteiras – que deve conceder, até 2014, bolsas de estudos de até três anos no exterior para 101 mil estudantes de graduação, mestrado e doutorado -, e o orçamento da Finep foi dobrado, o tema perdeu força na área econômica. Segundo técnicos do governo, o agravamento da crise mundial determinou a mudança de enfoque do governo.
 
Por meio do programa Ciência Inovadora Brasil, o governo quer estimular os pesquisadores e professores com doutorado completo a desenvolver projetos em parceria com empresas privadas em diversas regiões do país. Apenas nas universidades públicas são quase 75 mil pesquisadores docentes com doutorado e todos poderão participar do novo programa. "Nosso interesse é aproximar o pesquisador brasileiro das demandas empresariais", disse o ministro Marco Antonio Raupp, de Ciência, Tecnologia e Inovação.
 
A ideia do governo é tornar disponível ao pesquisador uma bolsa de produtividade de R$ 50 mil para que desenvolva, no prazo de três anos, um projeto de pesquisa com foco em áreas consideradas estratégicas, que serão detalhadas nos editais. O pesquisador terá direito também a uma bolsa de iniciação científica para oferecer a um estudante de graduação e duas bolsas de iniciação científica júnior para alunos do ensino médio da região onde o projeto será realizado. O objetivo do governo é estimular a "regionalização" da pesquisa.
 
Outra iniciativa do programa será disponibilizar, por meio do CNPq e da Capes, seis mil bolsas para pesquisadores (três mil para pesquisadores com mestrado concluído e três mil para doutores) para projetos de pesquisa feitos em parceria com empresas. Para ter acesso a uma dessas bolsas, o pesquisador deve apresentar um projeto inovador para a companhia, que, por seu lado, deve ceder um "co-orientador" para a pesquisa a ser desenvolvida.
 
Na visão do governo e do CNPq, o programa deve funcionar como um "complemento" ao Ciência Sem Fronteiras. "Quando o estudante enviado ao exterior por meio do Ciência Sem Fronteiras voltar ao Brasil, o novo programa do governo, focado em mestres e doutores, poderá funcionar como uma extensão da experiência internacional", diz Glaucius Oliva, presidente do CNPq.
 
Ao mesmo tempo, o secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Nelson Fujimoto, prepara um programa nacional de apoio à inovação nas micros e pequenas empresas. "Precisamos não apenas dar financiamento a esses empresários, mas também condicioná-lo a inovar, aproximando centros e instituições de pesquisa na indústria." Fujimoto estuda formar uma parceria entre Sebrae e Finep com companhias privadas.
 
O governo também estuda tornar a Finep uma instituição financeira, como quer o presidente da instituição, Glauco Arbix. Caso seja efetivamente aprovada, a mudança vai permitir à Finep emitir títulos em mercado e, com isso, se capitalizar sem depender de recursos do Tesouro e fundos setoriais.
 
Patentes 
 
Fazer do Brasil uma economia inovadora foi uma das metas de campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010, e uma das prioridades de sua agenda. O governo lançou o programa Ciência Sem Fronteiras, condicionou o estímulo fiscal concedido à indústria automobilística a investimentos em inovação, dobrou o tamanho da Finep e até incluiu o termo "inovação" no nome do Ministério de Ciência e Tecnologia. Mas, segundo empresários, cientistas, pesquisadores, especialistas e gestores públicos, o esforço do governo terá de ser ainda maior e concentrado se quiser atingir seu objetivo.
 
A economia brasileira ainda não é inovadora, entende o próprio governo. O conceito de que as empresas brasileiras não têm cultura inovadora foi repetido por cientistas, autoridades e empresários em diferentes polos de atuação, como Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica (SBPC), e Glaucius Oliva, presidente do CNPq, e mesmo gestores públicos, como Nelson Fujimoto, secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento. Como afirmou Oliva, "os níveis de inovação são ainda muito preocupantes".
 
Ainda são poucas as patentes feitas por empresas brasileiras (31,7 mil pedidos em 2011) e é menor ainda a concessão de patentes (3,8 mil em 2011) pelo Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI). O desempenho poderia ser ainda pior se o INPI não estivesse "se esforçando além do limite", segundo seu presidente Jorge Ávila, para reduzir a burocracia e aumentar a produtividade dos examinadores.
 
Empresas como a Dedini, fabricante de bens de capital sob encomenda, fazem parte de um grupo seleto de companhias que investem em pesquisa. Mas, segundo o vice-presidente José Luiz Olivério, "obter patentes no Brasil ainda demora enormemente". Ele conta que a empresa fez um pedido de patente de aperfeiçoamento técnico de etanol celulósico ao mesmo tempo em 15 países, em 1996, e o Brasil foi o penúltimo a conceder a patente, em 2005.
 
O professor Henrique Barros, especialista em inovação do Ibmec, avalia que o Brasil está atrasado no campo da inovação principalmente por conta da baixa qualificação dos gestores e trabalhadores, de modo geral, e os mais qualificados esbarram no excesso de burocracia. De acordo com a pesquisadora Isa Assef, presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), os diferentes elos – universidades, institutos e empresários – não estão integrados.
 
Desde o início do ano passado, o governo federal tem intensificado contatos com o Instituto Fraunhofer, de Berlim, Alemanha, e ainda na gestão de Aloizio Mercadante no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação foi fechado um convênio entre o instituto e o Brasil. O atual ministro, Marco AntOnio Raupp, diz que o governo deve editar até o fim do ano uma medida provisória estruturando a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que foi inspirada no modelo desenvolvido pelo Instituto Fraunhofer na Alemanha desde 1949.
 
"O governo brasileiro não deve esperar o sucesso da Embrapii da noite para o dia, o importante é manter uma relação direta entre pesquisadores, cientistas, acadêmicos e as empresas, em especial a indústria de transformação", diz o diretor-presidente do Instituto Fraunhofer, Eckhart Bierdümpel.
 
Fonte: Valor Econômico 

 
Com a retomada do crescimento da economia na última década e o consequente aumento da demanda por projetos de inovação tecnológica, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, está com a perspectiva de contratar neste ano 40% a mais em financiamentos em relação ao ano passado.
 
Segundo o diretor de Inovação da Finep, João De Negri, em 2011, foram contratados cerca de R$ 3 bilhões em crédito para projetos de inovação e mais R$ 2 bilhões em recursos não reembolsáveis para universidades e centros de pesquisa.
 
A Finep financia exclusivamente inovação tecnológica e a demanda nessa área tem sido crescente. “A Finep tem hoje uma carteira de demanda por novos projetos da ordem de R$ 12,4 bilhões. São empresas brasileiras de diferentes portes e tamanhos, com diferentes estratégias do ponto de vista do processo de inovação”, disse De Negri.
 
O diretor da Finep explicou que os projetos têm elevado risco tecnológico e longo prazo de maturação, o que demonstra uma economia em crescimento. “Ou seja, as empresas mirando no longo prazo, com uma estratégia de investimento em novos produtos e novos serviços, que elas estão dispostas a ofertar no médio e longo prazo”.
 
Além do financiamento de produtos e processos inovadores, a Finep dispõe de outra ferramenta, o venture capital, ou capital de risco, voltado para o investimento em empresas emergentes.
 
De Negri ressaltou a importância de se reconhecer a estreita relação que a inovação tem com a ciência. “Não existe inovação sem ciência. […] As empresas que estão demandando hoje [financiamento para projetos] estão em sintonia com a academia e os institutos que produzem conhecimento voltado para a geração de emprego e renda”. 
 
O apoio da Finep é destinado também a universidades e institutos de pesquisa que desenvolvem atividades que vão desde a pesquisa básica ao lote pioneiro, que é o primeiro lote do produto inovador. Outro público-alvo são as empresas que têm programas de pesquisa de longo prazo e também as empresas nascidas a partir das universidades.
 
Apesar de o país mostrar que tem potencial para o desenvolvimento tecnológico, De Negri considera que o Brasil ainda não se acha na fronteira da inovação tecnológica. “No Brasil, há uma estrutura de produção de ciência e de empresas que nos coloca em uma posição intermediária, do ponto de vista do desenvolvimento científico e tecnológico no mundo”.
 
Segundo o diretor, não há limite para o financiamento à inovação pela Finep. “Não tem limite de funding [recursos]”. O governo autorizou a agência a trabalhar sem limite. “Quem quiser inovar pode vir à Finep que nós temos dinheiro para aplicar em inovação, em ciência”.

Fonte: Agência Brasil 
A convite da Fundação Maurício Grabois, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) participou na última sexta (31) da reunião com o professor Victor Mammana, diretor do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, em Campinas. 
 
O professor Victor Mammana, convidou a Associação Nacional de Pós-Graduandos para participar da comissão que debaterá o projeto pedagógico de implantação de um Instituto Federal (IF) nas dependências da unidade.  De acordo com Luana Bonone, presidente da ANPG, o convite é o início para outras ações em conjunto com o centro. “Certamente o CTI ainda será parceiro em muitos projetos em prol da ciência e da tecnologia nacionais.” 
 
Luana aproveitou também para agradecer Fábio Palácio, diretor de comunicação e publicações da Fundação Maurício Grabois, pelo convite oportuno.
 
O centro de pesquisa é vinculado ao Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e desde 1982 atua com desenvolvimento em tecnologia e informação voltado à geração de inovação e bens de serviço. O CTI foi responsável pela criação do voto eletrônico, hoje considerado um dos métodos mais seguros do mundo. 
 
Conheça o trabalho do CTI.
 
Da redação