Author

anpg

Browsing

 

A economista Maria da Conceição de Almeida Tavares é a ganhadora do prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia de 2011. Ela recebe o prêmio nesta quinta-feira (17), às 11h, da Presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Às 16h30, a professora profere palestra na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). 



O prêmio, que comemora 30 anos e tem a parceria da Fundação Conrado Wessel e da Marinha do Brasil, busca reconhecer pesquisadores brasileiros pelo trabalho realizado ao longo de sua carreira em prol do avanço da ciência e pela transferência de conhecimento da academia ao setor produtivo. O Conselho Deliberativo do CNPq, na edição de 2011, contemplou a área de Ciências Humanas, Sociais, Letras e Artes.



Para o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, "o prêmio representa um esforço coletivo, entre o CNPq, a Fundação Conrado Wessel e a Marinha no sentido de fomentar cada vez mais a pesquisa no Brasil, e reconhecer o trabalho do pesquisador que tanto se esforça para melhorar as condições do nosso país. Além disso, com este prêmio estimulamos também a cultura do conhecimento, motivando assim mais vocações para as carreiras científicas".



Foto: TV Senado – Programa Agenda Econômica (www.senado.gov.br/noticias/tv)

Sobre a premiada

Maria da Conceição Tavares é graduada em Matemática pela Universidade de Lisboa e em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual é professora Emérita. Fez mestrado na Universidade de Paris II e doutorado em Economia da Indústria e da Tecnologia pela UFRJ.



Lecionou nas universidades Estadual de Campinas (Unicamp), Latinoamericana de Ciencias Sociales da Argentina, Nacional Autonoma do México, Pontifícia Universidade Católica do Chile e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre outras instituições. Foi consultora de várias instituições entre elas, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Instituto Nacional de Investigação Científica (Inic), de Portugal.



Entre os prêmios e honrarias recebidas estão o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, Ordem de Bernardo O Higgins, Gran Official, do Governo do Chile, Oficial da Ordem de Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ordem ao Mérito do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Prêmio BNDES de dissertação de mestrado.



A economista também publicou dezenas de artigos em livros e publicações nacionais e estrangeiras, publicou e organizou mais de dez livros e publicou capítulos em mais de 20 livros.



O Almirante Álvaro Alberto

O Almirante Álvaro Alberto (22/04/1889 a 31/01/1976), ao longo de mais de meio século, permaneceu em contato com a ciência. Estudou Engenharia na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e na École Centrale Técnique de Bruxelas, Bélgica. Frequentou a Escola Naval do Rio de Janeiro.

Por mais de 30 anos dedicou-se ao magistério sem abandonar suas pesquisas. Idealizador e primeiro presidente do CNPq, então Conselho Nacional de Pesquisas, o Almirante Álvaro Alberto também foi o representante brasileiro na Comissão de Energia Atômica (CEA) das Nações Unidas (ONU) e presidiu a Academia Brasileira de Ciências (ABC).



Fonte: Assessoria de Comunicação do CNPq

Nesta quarta-feira (16), às 12 horas, no corredor de acesso ao plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, várias sociedades científicas brasileiras farão uma manifestação pública. O objetivo é pleitear que no Projeto de Lei (PL) 2565/2011, que definirá as regras da partilha dos royalties do petróleo, seja estabelecido um percentual obrigatório de investimento para as áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação (C, T&I).

Liderada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a proposta da comunidade científica é que do total de recursos que serão divididos entre estados e municípios 50% sejam destinados para a educação. A manifestação também visa garantir o restabelecimento dos recursos dos royalties do petróleo que eram destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e que ficaram fora da nova regra de partilha.

Na ocasião, a presidente da SBPC, Helena Nader, entregará ao relator da matéria, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), um documento com essas reivindicações. “É imprescindível que os parlamentares se conscientizem da importância de se pré-fixar os investimentos que deverão ser destinados à educação e C, T&I”, ressalta Nader. “Seria uma forma de corrigir uma omissão, pois o projeto aprovado pelo Senado apenas prevê que Estados e Municípios devam investir nessas áreas, sem determinar percentuais.”

A presidente da SBPC lembra que, se o PL 2565/2011 for aprovado sem essa definição, o Brasil perderá uma chance histórica de ter recursos suficientes para promover uma melhoria radical na qualidade do ensino público. “Precisamos garantir que na educação sejam investidos, no mínimo, 10% do PIB – algo que só conseguiremos se tivermos novas fontes de recursos”, ressalta. “É isso o que pleiteamos para o Plano Nacional de Educação”, finaliza.

A vice-presidenta da APG da UFSC, Jouhanna Menegaz, participará do ato em Brasília representando a ANPG. Na semana passada as entidades estudantis estiveram ao lado da SBPC na reivindicação pela aprovação imediata do Plano Nacional de Educação (leia mais aqui).

“Este é um momento crucial, de estabelecer as prioridades do país no gasto dos recursos oriundos do pré-sal. Ou investimos em educação, ciência e tecnologia ou continuaremos exportando comodities”, pontuou Jouhanna.

Serviço
Ato pelos royalties do pré-sal para educação, ciência, tecnologia e inovação

Data: 16/05/2012 (quarta-feira)

Local: Corredor de acesso ao Plenário da Câmara dos Deputados – Brasília – DF

Horário:  12h 

 

Da Redação.

 

No dia 8 de maio foi realizada no 10º Congresso Internacional da Rede Unida a primeira reunião do fórum de pós graduandos em saúde coletiva, mobilizada pelo estudante de doutorado da Fiocruz David Soeiro, pelo Diretor de Saúde da ANPG, Pedro Tourinho e por outros estudantes da área de universidades como a UFRJ e a USP.


Na reunião que contou com a presença das professoras Laura Feuerwerker, membro da Rede e da professora Maria Amelia Veras do fórum de coordenadores de saúde coletiva, os pós graduandos presentes debateram questões da área e reiteraram o compromisso dos pesquisadores com a defesa de um sistema de saúde como um direito e de acesso universal à população brasileira, que garanta a equidade, a integralidade, o controle social, a descentralização e regionalização e um financiamento público com gestão pública do sistema.


Na ocasião, foi elaborada uma carta de princípios denominada Carta do Rio de Janeiro, que dentre outras questões sinaliza “ que o sistema nacional de pós-graduação deve ser flexível o suficiente para proporcionar uma formação diversa para a docência, pesquisa e o trabalho em saúde conforme as necessidades do SUS.” 

 

A vice-presidenta da APG UFSC, Jouhanna Menegaz, presente na atividade, pontuou que este foi um movimento importante de articulação dos pós graduandos em saúde e que esta atividade foi o pontapé inicial da organização dos pós graduandos em saúde, de maneira mais ampla, e que  em breve outras ações e encaminhamentos serão dados.

 

Leia a Carta do Rio de Janeiro na íntegra.

 

Da Redação.

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo (USP) lançou um portal que reúne teses e dissertações de mestrado e doutorado relacionadas aos temas que serão tratados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20).

clique na imagem acima e visite o sítio

A RIO+20 será realizada entre os dias 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro. As dissertações e teses foram defendidas na USP entre junho de 1992 e setembro de 2011.

A seleção, com cerca de 1,3 mil trabalhos, permite realizar buscas por autor, resumo e palavras-chave, além do download da pesquisa completa.

Além disso, também oferece uma análise do material por especialistas da USP sobre os avanços e desafios das pesquisas nas áreas de governança e Agenda 21, economia verde e inclusão social e mudanças climáticas.

Mais informações: www.prpg.usp.br/usprio+20

Fonte: Agência FAPESP 

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita". Artigo publicado na Folha de São Paulo de domingo (13).

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Fazer pesquisa é caro, mas vale a pena. Vamos pensar apenas na ciência de base, ou seja, a ciência que não tem o objetivo imediato de ser "útil" via aplicações tecnológicas ou gerando riqueza, cuja meta é investigar a natureza. Quanto um país deve investir nesse tipo de pesquisa?

Quando se discute como equilibrar o orçamento da União, é crucial questionar como os fundos vindos do contribuinte devem ser usados. Afinal, existem necessidades críticas em educação, infraestrutura de transporte, modernização de hospitais, atendimento médico para milhões de necessitados etc.

Num ensaio recente na "New York Review of Books", uma prestigiosa publicação americana, o prêmio Nobel Steven Weinberg afirma que a solução nunca deve ser tirar dinheiro de áreas necessitadas para financiar pesquisa de base (ou qualquer outra). Por outro lado, o investimento na pesquisa de base deveria ser uma opção óbvia para qualquer país que pretende ter uma posição de liderança internacional.

No início do século 20, físicos lidavam com um modo inteiramente novo de interpretar a natureza. Einstein forçou uma revisão dos conceitos de espaço, tempo e energia. Planck, Bohr, Schrödinger e Heisenberg nunca poderiam ter imaginado que suas ideias revolucionárias sobre a física do átomo efetivamente redefiniriam o mundo em que vivemos. Deles veio a revolução quântica, que gerou incontáveis aplicações tecnológicas, incluindo todos os equipamentos digitais, dos computadores aos raios laser, fibras ópticas e tecnologias nucleares.

Em seu ensaio, Weinberg mostra sua preocupação com o futuro da ciência de grande porte, projetos que alcançam bilhões de dólares. Recentemente, o sucessor do Telescópio Espacial Hubble, o Telescópio Espacial James Webb, teve seu orçamento cortado. Após muito drama, o financiamento foi restituído, mas ficou a insegurança. No mundo das partículas, a bola está com a Europa e seu mega-acelerador, o LHC. Cientistas americanos se juntaram ao projeto depois de perceberem a possibilidade de seu acelerador nacional desaparecer.

Na minha opinião, cortar o fomento à pesquisa de base, incluindo projetos bem definidos de alto custo, é inadmissível. Um mundo focado no imediato, no pragmático, pode ser eficiente, mas é extremamente monótono. Imagine um mundo sem as descobertas sensacionais que andam sendo feitas sobre o Cosmo e os mistérios da matéria; um sem estrelas explodindo, sem galáxias colidindo e buracos negros.

Pior, imagine um mundo sem o que ainda não conhecemos e que nunca poderemos descobrir sem nossos instrumentos de exploração. Ademais, perderíamos todas as possíveis aplicações das descobertas.

 Uma possibilidade é a de incluir cada vez mais países com fortes economias emergentes, como a China, a Índia e o Brasil, no fomento aos grandes projetos. Esse é um dos argumentos a favor da inclusão do Brasil como país-membro do Observatório Europeu do Sul (ESO), uma discussão que deixo para depois.

Quando vejo as enormes quantias sendo gastas na defesa nacional, eu me pergunto se nossas prioridades no lado criativo ou destrutivo. Quando deixamos de investir no novo, ficamos condenamos a só olhar para o velho.

Acontece em São Paulo, nesta quinta e sexta (11), o Congresso Nacional da Federação Nacional dos Pós-Graduandos em Direito (FEPODI).

A FEPODI é uma associação civil sem fins lucrativos, constituída para representar os interesses dos mestrandos e doutorandos em Direito dos programas stricto sensu do Brasil.

A intenção é reunir alunos de graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores sob o tema “Problemáticas jurídicas e o atual estágio da pesquisa em direito no Brasil”. A expectativa dos organizadores é que o Congresso Nacional da FEPODI contribua para unificar os esforços de professores, alunos e pesquisadores da Pós-Graduação em Direto, enriquecendo o debate e enfatizando sua importância para a sociedade brasileira.

O diretor da ANPG, Thiago Custódio esteve no Congresso representando a ANPG. De acordo com ele “a organização dos pós-graduandos é de suma importância para o fortalecimento da rede do movimento”.

O evento é uma iniciativa conjunta da FEPODI, que conta com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Nove de Julho – Uninove, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC SP e do Grupo de Pesquisa “Capitalismo Humanista”, coordenado pelo Prof. Dr. Ricardo Hasson Sayeg. O coordenador geral do Congresso e presidente da FEPODI, Doutorando Rogério Monteiro Barbosa, faz parte da chapa eleita durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos para a nova gestão da ANPG. 

Mais informações podem ser encontradas no sítio da FEPODI.

Serviço
Congresso Nacional da Federação Nacional dos Pós-Graduandos em Direito (FEPODI)

Data: 10 e 11/05/2012

Local: Universidade Nove de Julho – Uninove, Campus Memorial da América Latina.

Av Francisco Matarazzo, 364. Barra Funda

São Paulo – SP


Da Redação.

Em novembro de 2011 aconteceu, no Rio de Janeiro, o 1º Seminário dos Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Estado do Rio de Janeiro (sepocs -rio).  Organizado pelos programas de pós-graduação do estado, com grande protagonismo dos próprios pós-graduandos, o objetivo do evento foi integrar os estudantes dos programas e suas pesquisas, além de fortalecer a organização do movimento nacional de pós-graduandos, fornecendo subsídios à própria atuação da ANPG.

Neste ano de 2012, a 2ª edição do evento acontecerá de 17 a 21 de setembro. As inscrições de resumos foram prorrogadas e vão até domingo (13).

De acordo com o blog do II sepocs-rio: “Propomos uma forma alternativa de evento, para estimular o debate e a participação dos estudantes em eventos científicos. O seu formato implica numa aceitação prévia dos resumos e papers, desde que obedecidas as normas de formatação, prazos e a pertinência temática. Não caberá à organização avaliar cientificamente o material enviado, mas ao proponente apresentá-lo e defendê-lo perante os pares, assim como ter seu trabalho comentado pelo debatedor da mesa”.


Mais informações: http://sepocs.blogspot.com.br/

Serviço

II Seminário dos Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Estado do Rio de Janeiro

Data: 17 a 21 de setembro de 2012

Local: Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS/UFRJ

Largo de São Francisco de Paula, nº1 – Centro, Rio de Janeiro

Para ver o mapa, clique aqui.

Da Redação.

Na noite da última quinta (10), a ANPG esteve presente na posse da primeira reitora mulher da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a professora Roselane Neckel. Ela e a vice-reitora Lúcia Helena Martins Pacheco foram vencedoras do segundo turno da eleição realizado em novembro de 2011.

Após a solenidade, que contou com a presença da secretária de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, do deputado federal Pedro Uczai e do secretário de Educação do Estado, Eduardo Deschamps, além de representantes dos estudantes, servidores e de outras entidades da área da educação, a reitora anunciou os nomes dos pró-reitores e ocupantes dos demais cargos que farão parte de sua equipe.

As manifestações mais fortes do discurso de Roselane Neckel foram no sentido de colocar a UFSC a serviço do Estado e do país. “Devemos ser um espaço de construção de sujeitos cidadãos”, afirmou. “Temos o direito de sonhar com um Brasil melhor e superar desigualdades sociais que nos atingem de norte a sul”.

APG UFSC e a nova reitora, professora Roselane Neckel. 

A vice-presidenta da Associação de Pós-Graduandos da UFSC, Jouhanna Menegaz, compôs a mesa da solenidade representando a ANPG e em sua fala refletiu acerca da aproximação entre universidade e sociedade. “A produção do saber, da ciência e da tecnologia devem ser instrumentos a serviço do desenvolvimento do Brasil e da redução das desigualdades sociais ainda muito presentes em nosso país”, pontuou.

Entre os compromissos que a nova reitora assumiu estão a adoção de uma política de permanência dos estudantes, reduzindo a evasão acadêmica, a potencialização do uso dos recursos públicos e uma postura pró-ativa e propositiva frente aos governos federal, estadual e municipal.


Da Redação.

 

 

Tomou posse na tarde dessa quarta (9) como nova presidenta do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) para o biênio 2012/2013, Ângela Guimarães. Baiana de Salvador, socióloga e professora, militante do movimento estudantil, é ex militante da União da Juventude Socialista (UJS), da qual compôs a Direção Nacional e ex-membro da executiva nacional da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO).

A nova mesa diretora, empossada durante a 28ª Reunião Ordinária do CONJUVE, terá duas mulheres. Além de Ângela, foi eleita pelo segmento da sociedade civil Rebeca Ribas como vice – presidenta. Rodrigo Amaral continua sendo o Secretário Executivo do Conselho.

 

Da esquerda para a direita: Assis Filho (Sec. Adj. de Juventude do Gov. do Maranhão e Conselheiro do CONJUVE), Ângela Guimarães (Presidenta do CONJUVE), Rebeca Ribas (Vice – Presidenta), Severine Macedo (Secretária Nacional de Juventude) e Rodrigo Amaral (Secretário Executivo do CONJUVE).

A Secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo que deu posse à mesa diretora do CONJUVE elogiou a maturidade dos conselheiros que de forma consensual elegeram, sem disputa, a nova direção do CONJUVE.

A eleição de Ângela para o Conselho marca a ascensão que muitos jovens experimentaram desde a implantação da política nacional de juventude, em 2005, com a criação do CONJUVE e da Secretaria Nacional de Juventude. Em sete de julho de 2010, a  PEC 42/2008 foi aprovada no Senado Federal (dando origem à Emenda Constitucional n°65/2010), incluindo o termo Juventude na Constituição. E em 15 de fevereiro de 2012, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o Estatuto da Juventude.

O Estatuto da Juventude é uma declaração de direitos e deveres dos jovens, acrescida de estrutura jurídica mínima que permite discutir, formular, executar e avaliar políticas públicas de juventude, ou seja, um instrumento jurídico-político para promover os direitos da juventude.

Além das conquistas institucionais, a execução de programas especificamente voltados à juventude, como Projovem, ProUni, Reuni e Pronatec acabaram por, nas palavras da novapresidente “promover uma contaminação positiva” em torno de políticas públicas para esta parcela estratégica da sociedade.

“Recebo com otimismo esta tarefa. Estou certa de que é um grande momento para a afirmação da juventude no país. Vivemos o maior período de democracia ininterrupta e o Brasil vem crescendo alicerçado em três pilares: crescimento econômico, diminuição das desigualdades e consolidação dos direitos sociais. Essa combinação beneficia o cenário das políticas públicas para a juventude brasileira”, pontuou Ângela.

Em relação aos desafios dessa gestão, Ângela apontou três destaques: a ampliação da articulação com os Ministérios, como forma de capilarizar e fortalecer as ações do CONJUVE (que é um conselho consultivo); o enfrentamento à violência, uma pauta estabelecida e reafirmada nas Conferências Nacionais de Juventude (2008 e 2011) e a agenda nacional do trabalho decente, visando garantir remuneração justa e possibilidade de conciliação entre trabalho e estudo.

“A precarização do trabalho juvenil é uma de nossas preocupações. O desemprego entre os jovens é três vezes maior que a média nacional. Os 50 milhões de jovens deste país precisam contar com uma rede de apoio e representação, para isso trabalharemos firme na articulação do CONJUVE com os conselhos estaduais e municipais, promovendo e ampliando a participação social na construção de políticas públicas de, para e com a juventude”, finalizou.

 

O CONJUVE

O Conselho Nacional de Juventude foi criado em 2005 pela Lei 11.129, a mesma que instituiu a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). O Conselho tem, entre suas atribuições, a de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais. 
Os membros do Conselho são escolhidos para mandato de dois anos, mediante eleição direta, e os cargos de presidente e vice-presidente são alternados, a cada ano, entre governo e sociedade civil. 

Para a nova gestão do CONJUVE foram eleitos 40 conselheiros titulares e suplentes que representam movimentos, associações, organizações, redes, fóruns e entidades de apoio às políticas públicas de Juventude. A ANPG foi eleita para uma vaga, Como titular, assumirá a vaga Luana Bonone, presidenta da ANPG. Além da missão de dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos pelo Conselho, o colegiado terá vários outros desafios. Já entre as primeiras ações está a mobilização e participação na Conferência Rio+20, que acontece em junho, além de encaminhar e responder as demandas apontadas na 2ª Conferência Nacional de Juventude.

Saiba mais acessando o sítio do CONJUVE http://www.juventude.gov.br/conjuve/

Da Redação.

clique na imagem e visite o sítio oficial do 26º Prêmio Jovem Cientista

Estão abertas as inscrições para o 26º Prêmio Jovem Cientista (PJC). Pesquisadores, universitários e estudantes do ensino médio de todo o Brasil podem participar do concurso, que distribuirá R$ 600 mil em premiações – incluindo aí o valor de bolsas do CNPq. O prazo de inscrição termina em 31 de agosto de 2012.

O tema deste ano, Inovação Tecnológica nos Esportes, foi escolhido com o intuito de estimular pesquisadores e estudantes a voltarem suas atenções para o setor esportivo e se alinharem com as demandas governamentais de incentivo para a área, diante da realização da Copa e das Olimpíadas no Brasil.

O mundo dos esportes sempre caminhou de mãos dadas com as descobertas da ciência e da tecnologia. O que seria de um craque de futebol se suas chuteiras não tivessem sistema de amortecimento? Como garantir a segurança dos atletas sem uma pista com revestimento antiderrapante? Como avaliar hoje a resistência dos esportistas sem monitorar, a cada movimento, seus batimentos cardíacos, gasto energético, velocidade? Quantos não são os projetos que utilizam o esporte como ferramenta educacional e de inclusão social?

Diante dos grandes eventos esportivos que em breve serão realizados no Brasil, a escolha do tema se mostra bastante propícia, já que pesquisadores das mais diversas áreas estão sendo chamados a se alinhar com as prioridades governamentais de incentivo às inovações tecnológicas nos esportes. Além disso, a demanda por resultados nas competições esportivas conduz ao desenvolvimento de tecnologias que podem beneficiar a população como um todo, não só os atletas.

Para concorrer, pesquisadores e estudantes universitários devem se inscrever pela internet. Alunos do ensino médio, além de poder utilizar a web, têm também a opção de enviar suas pesquisas pelos Correios. O regulamento completo e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.jovemcientista.cnpq.br

Sobre o prêmio

O PJC é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE. Quatro categorias são premiadas: Graduado, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. Há ainda uma Menção Honrosa para um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema do prêmio. Os orientadores das três categorias principais e as escolas dos três classificados do Ensino Médio são agraciados com notebooks de última geração, como forma de estimular e reconhecer a cadeia de aprendizagem.

Na categoria Mérito Institucional são premiadas as duas instituições – uma de ensino médio e outra de ensino superior – às quais estiver vinculado o maior número de trabalhos com mérito científico, desenvolvidos por candidatos inscritos nas categorias Graduado, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio.

 

Mais informações podem ser encontradas em http://www.jovemcientista.cnpq.br/

Fonte: Ascom do CNPq