Author

anpg

Browsing


 
clique na imagem acima e visite o sítio do Centro de Estudos e Memória da Juventude

A revista Juventude.br  anuncia que está aberta a chamada de artigos para suas próximas edições.

Serão aceitos artigos que versem sobre os temas dos dossiês ou sobre outros temas ligados à juventude, suas práticas, sociabilidade, cultura, participação política, formas de ação coletiva e memória. Também serão aceitas resenhas de livros recentes ou clássicos ligados aos temas acima mencionados.

Os dossiês dos próximos dois números e as datas limites para envio de artigos e resenhas são os seguintes:

Número 12 – Dossiê temático: “Educação e trabalho” – Data limite para envio de artigos: 23 de junho.

Número 13 – Dossiê temático: “Políticas públicas e juventude” – Data limite para envio de artigos: 01 de outubro.

Os artigos para o próximo número deverão ser enviados até o dia 23 de junho para o e-mail: [email protected] . Devem ter até 20 laudas digitadas com fonte Time News Roman 12 e espaço 1,5. As resenhas não devem ultrapassar 5 laudas.

A revista Juventude.br é uma publicação do Centro de Estudos e Memória da Juventude voltada para o debate e a divulgação de pesquisas sobre a juventude. Pretende ser um elo entre a produção acadêmica e os movimentos juvenis, aprofundando a reflexão sobre a condição juvenil no Brasil e favorecendo as possibilidades de sua transformação.

A revista é distribuída gratuitamente para lideranças e organizações juvenis cadastradas pelo CEMJ e pode também ser acessada através da internet:http://www.cemj.org.br/nossosProjetos_RevistaJuventude_br.asp


Fonte: CEMJ

Na tarde desta terça-feira (8), a ANPG, a UNE e a UBES reuniram-se mais uma vez com o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A pauta do encontro foi a destinação de 10% do PIB para Educação e 50% do Fundo Social e dos royalties do pré-sal para educação, bandeira encampada pelas entidades estudantis desde a descoberta das reservas de petróleo na camada do pré-sal.

 

Na ocasião, os três presidentes das entidades, Luana Bonone, Daniel Iliescu e Manuela Braga, respectivamente, convidaram o Ministro a participar do Ato “PNE Já”, que ocorreu hoje (quarta) em Brasília e tem por objetivo sensibilizar os parlamentares pela aprovação imediata do Plano Nacional de Educação e a defesa da bandeira dos investimentos em Educação.

ANPG, UNE e UBES se reúnem com Ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Brasília, maio de 2012.

 

Ao se apresentar como presidenta recém – eleita da ANPG, Luana Bonone apresentou ao Ministro a reivindicação de reajuste das bolsas de mestrado e doutorado. Embora a ANPG tenha garantido o reajuste de 10% do valor, como anunciado pelo presidente do CNPq, Glaucius Oliva, durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (leia mais aqui), a campanha continua. O pleito da ANPG e das APGs de todo o país é de 40% de reajuste, como forma de compensar a inflação do período e fazer cumprir as metas do PNPG 2005-2010.

 

Mercadante se mostrou sensível à pauta, porém foi irredutível ao afirmar que não há orçamento disponível para tal aumento. De acordo com o Ministro, o primeiro reajuste de 10% acontecerá a partir de 1º de julho, com recursos exclusivos do CNPq e da CAPES. Mercadante se comprometeu ainda, que em 2013, outro reajuste de 10% será feito, visando compensar as perdas inflacionárias. Embora as agências ainda não tenham se pronunciado por meio de seus sítios eletrônicos e assessorias de imprensa, a ANPG entende que o anúncio público(veja aqui o vídeo do momento do anúncio) dos presidentes e do Ministro significa um compromisso direto com a pauta reivindicada.

 

Luana foi enfática e convidou o Ministro a se juntar à ANPG na pressão pelo aumento dos orçamentos dos Ministérios, “o corte no orçamento tem prejudicado muito a Educação e a C, T&I. Não podemos mais permitir que o dinheiro do país seja usado para pagar os juros da dívida. Os recursos humanos são o maior potencial do Brasil”, finalizou.

 

A ANPG permanece então na pressão por 40% de reajuste das bolsas de mestrado e doutorado. O anúncio de 10% de reajuste a partir de julho e mais 10% no início de 2013 são uma conquista da mobilização de todas as APGs e pós-graduandos espalhados pelo Brasil e uma prova real de que a ampliação do movimento é que vai garantir o reajuste esperado. Desde já a ANPG convoca todos a Brasília para a Caravana da ANPG, em agosto, conforme aprovado no 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Queremos reajuste real e uma política permanente de valorização das bolsas! Este foi o recado dado ao Ministro Mercadante na reunião e é com este tom que a ANPG seguirá pautando a valorização da pesquisa no Brasil.

 

ANPG

Durante o congresso, membros de APGS da UFC, ITA e UFSCAR avaliaram o encontro e principais pontos debatidos

Durante os dias 3 a 5 de maio a UNIFESP, em São Paulo, recebeu o 23º CNPG, que contou com mais de 2 mil estudantes de diversos estados do país para debater o desenvolvimento do Brasil, educação, ciência e tecnologia e definir a plataforma de atuação da entidade para os próximos 2 anos.

O congresso foi uma grande demonstração da politização crescente do movimento de pós-graduandos no Brasil. “Há um aprofundamento das discussões políticas de discussões estruturais dos problemas que nos afetam no dia a dia e esse é o ponto forte do encontro”, avaliou Leonardo Ferreira Reis, 25, mestrando em engenharia de produção e membro da APG da UFSCAR.

“Eu entendo esse congresso não como uma política estudantil, mas como uma política cientifica. Os cientistas estão entendendo a necessidade de se organizar politicamente para que as políticas de valorização e incentivo à ciência sejam criadas e implementadas”, concordou o mato-grossense Hiure Queiroz, pós-graduando em física do ITA.

Pós-graduando como profissional

“Nós, pós-graduandos, temos deveres muito claros, porém não sabemos nossos direitos”. Essa afirmação permeou o debate em torno de como o pós-graduando é visto no Brasil. “Quando lutamos pelo reajuste das bolsas, a questão não é obter assistência estudantil para um estudante completar seus estudos, mas, sim, garantir assistência para que seja realizada  pesquisa no país. Pesquisa. Essa, que é um dos pilares para o desenvolvimento do mesmo”, afirmou Hiure.

Leonardo foi além: “Eu considero o pós-graduando como um profissional. O pós- graduando está em formação, mas é um profissional que trabalha, produz, publica. O doutorando tem que inovar como pesquisador com uma carga de conhecimento profundo”. Nesse sentido, uma das questões levantadas pelos debatedores do congresso, foi, por exemplo, por que os anos de mestrado e doutorado não são contabilizados no cálculo dos anos de aposentadoria.

Reajuste das bolsas e valorização da ciência e tecnologia

Durante o congresso, o debate em torno do reajuste das bolsas foi central. A ANPG tem uma forte campanha por um reajuste de 40% e, no 23º CNPG, alcançou uma importante vitória nesse sentido: o presidente do CNPq anunciou um reajuste de 10%.

Leia mais: Saiu o primeiro reajuste das bolsas de mestrado e doutorado!

APGs avaliam novo posicionamento da Campanha de Bolsas

ANPG reúne-se com MEC e pauta reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado

“Esse primeiro aumento é a ponta de iceberg. A campanha parte do ponto de vista de que o Brasil é uma nação que quer ser soberana em Ciência, Tecnologia e inovação. Precisamos ter uma política de valorização de tudo isso e entender o papel do pós-graduando como um protagonista nesse desenvolvimento”, avaliou Cíntia Eufrásio, mestranda em ecologia e recursos naturais da UFC .

Leonardo avalia o reajuste alcançado como uma vitória importante, porém um valor que ainda está aquém das necessidades do setor no país. “ Há uma demanda clara de 40% e essa demanda é mantida. Vejo essa sinalização pelo reajuste como uma vitória no sentido de diálogo”, explicou.

“O pós-graduando é um protagonista do desenvolvimento do país. Precisamos entender isso, fortalecer cada vez mais o movimento e o debate de valorização da ciência para construir uma política constante e consistente”, finalizou Cíntia.

 

Camila Hungria, de São Paulo.

O ato, que prevê a entrega de um documento ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), é organizado pela ANPG, UNE e UBES, com apoio da SBPC , da ABC (Academia Brasileira de Ciências) e da SBF (Sociedade Brasileira de Física), entre outras associações.

Na manhã da próxima quarta (9), a ANPG, em conjunto com a UNE, a UBES e a SBPC, organiza em Brasília o Ato "PNE já! 10% do PIB para Educação e 50% do Fundo Social e dos royalties do pré-sal para educação". A atividade acontecerá às  11h no Salão Verde da Câmara dos Deputados.
O intuito da manifestação é sensibilizar os parlamentares para  a urgência na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2010 e que está tramitando em uma comissão especial no Congresso. O plano tem como função sistematizar a educação brasileira, estabelecendo metas e estratégias para implementação entre os anos 2011 e 2020.
Além disso, as entidades reivindicam que  50% dos royalties do petróleo da camada do pré-sal sejam destinados a investimentos no sistema educacional e científico. Um documento foi elaborado pelas entidades e será entregue aos parlamentares.

Movimentação
Não é de hoje a pressão das entidades estudantis e científicas em torno dessas bandeiras. Desde 2010 as Jornadas de Lutas da UNE, UBES e ANPG tratam dessa temática.

A campanha #educação10 contou com um abaixo assinado e manifestações pelo país. “Os cortes sistemáticos no orçamento vêm prejudicando a educação e a ciência, elementos fundantes de um país que pretende estar entre as nações protagonistas do mundo”, destacou a presidenta eleita da ANPG, Luana Bonone.
Em diversas reuniões com o MCTI e MEC a ANPG pautou a importância dos investimentos em Educação, C, T&I. Em março de 2011 as entidades organizaram uma passeata com cerca de 5 mil estudantes em Brasília. Após a passeata, as entidades foram recebidas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em audiência que durou cerca de uma hora. As entidades apresentaram as principais pautas em relação ao PNE, com prioridade àquelas relacionadas ao financiamento da educação. A presidente concordou com a necessidade de priorização da educação e falou da necessidade de reconhecimento profissional, valorização social e dignidade salarial dos professores. Segundo Dilma, este é um elemento basilar da ação política concreta do governo.

Leia mais: 5 mil estudantes lotam a Esplanada dos Ministérios e são recebidos pela presidenta Dilma
 

De acordo com outro abaixo-assinado lançado pela SBPC e ABC no ano passado, “uma distribuição estratégica dos royalties, que contemple às áreas de educação e C,T&I, representa uma oportunidade histórica de inserir o Brasil na era da economia do conhecimento, enterrando de vez o passado de subdesenvolvimento”.
 

Serviço
Ato "PNE já! 10% do PIB para Educação e 50% do Fundo Social do pré-sal para educação, ciência e tecnologia"

Data: 09/05/2012 (quarta-feira)

Local: Salão Verde da Câmara dos Deputados – Brasília – DF

Horário:  11h

Da Redação.

Nos dias 8 e 9 de maio (terça e quarta-feira), o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) realiza sua 28ª Reunião Ordinária, com a posse dos novos membros da sociedade civil eleitos em abril para o biênio 2012/2013. A posse acontece nesta terça-feira, a partir das 9h30, no Auditório do Centro Cultural Banco do Brasil, localizado no Edifício Tancredo Neves, SCES, Trecho 2, em Brasília – DF.

Para a nova gestão do Conjuve foram eleitos 40 conselheiros titulares e suplentes que representam movimentos, associações, organizações, redes, fóruns e entidades de apoio às políticas públicas de Juventude. A ANPG foi eleita para uma vaga(titular e suplente).
Além da missão de dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos pelo Conselho, o colegiado terá vários outros desafios. Já entre as primeiras ações está a mobilização e participação na Conferência Rio+20, que acontece em junho, além de encaminhar e responder as demandas apontadas na 2ª Conferencia Nacional de Juventude.
Segundo a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, a renovação dos membros da sociedade civil do Conjuve ocorre em um momento muito importante para a Política Nacional de Juventude. “Entramos em um novo ciclo de participação e controle social da Secretaria Nacional de Juventude e dos Ministérios que implementam projetos e programas para a juventude brasileira. O processo eleitoral foi democrático e contemplou a diversidade das organizações juvenis, o que demonstra a maturidade e o avanço da política juvenil.”
Nas atividades da 28ª Reunião Ordinária serão debatidas as perspectivas e desafios do Conjuve e também a apresentação das diretrizes e definição das prioridades do órgão. Haverá ainda a composição das comissões, eleição da vice-presidência e posse da nova mesa diretora. Participam da reunião o secretário-executivo da Secretaria-Geral, Rogério Sottili, e a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo.

O Conjuve
O Conselho Nacional de Juventude foi criado em 2005 pela Lei 11.129, a mesma que instituiu a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). O Conselho tem, entre suas atribuições, a de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais.
Os membros do Conselho são escolhidos para mandato de dois anos, mediante eleição direta, e os cargos de presidente e vice-presidente são alternados, a cada ano, entre governo e sociedade civil.

Da Redação.

 

Sem reajustes há quase quatro anos, o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, anunciou o reajuste durante a manhã da sexta (4), durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. O reajuste anunciado, de 10%, não atende a reivindicação de ANPG, que é de 40%. A entidade já aprovou uma Caravana a Brasília, no mês de agosto, para cobrar os outros 30%.

 

O anúncio aconteceu na sexta-feira (04), durante a realização do 23º Congresso Nacional de Pós- Graduandos, organizado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), durante o debate “Pesquisa e Pós-graduação: desafios para a construção de uma universidade sem fronteiras". Além de Glaucius Oliva, também compôs a mesa Gustavo Balduino, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES).A partir de 1º julho deste ano, o valor das bolsas, vinculadas tanto ao CNPq quanto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ganhará um aumento de 10% no valor atual. Hoje, os bolsistas recebe o benefício de R$ 1.200 para mestrado e R$ 1.800 para doutorado.Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou durante o 23° Congresso Nacional de Pós-Graduandos o resultado de uma importante luta dos pós-graduandos, travada há quase quatro anos: o aumento das bolsas de pesquisa em todo país.

“A verba sairá exclusivamente do CNPq e acredito que isso ocorra também com a CAPES pelo fato de que não recebemos reajustes em nosso orçamento. Esperamos chegar em breve a um aumento de 40% , como os estudantes reivindicam e como é justo, mas precisamos de pelos menos 120 milhões na conta. Vamos trabalhar juntos para que isso ocorra e para que a ciência e tecnologia recebam os holofotes que merecem”, avaliou Oliva. 

Ainda segundo Oliva, "Há um compromisso assumido pelos nossos ministros [da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, ministérios aos quais a Capes e o CNPq estão vinculados] de que no início de 2013 vamos completar esse aumento com a inflação corrigida porque vamos incluir isso no Projeto de Lei Orçamentária de 2013", explicou.

A conquista de um reajuste que sequer estava previsto no orçamento das agências é uma vitória da ANPG e de todos os pós-graduandos que paralisaram suas atividades no dia 29 de março (leia mais aqui). “10% é pouco, sabemos disso. Porém, a vitória tem que ser reconhecida. Nosso esforço precisa continuar, agora em busca dos outros 30%. Convoco cada pós-graduando a se juntar a nós nessa batalha, não só pelo reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado, mas por uma política permanente de valorização das bolsas”, disse Luana Bonone, presidenta eleita da ANPG.

Campanha de Bolsas da ANPG é de longa data e uma nova fase está lançada. Em agosto, uma Caravana a Brasília será o ponto alto das mobilizações em torno dos 30% de reajuste.

Leia mais sobre a paralisação do dia 29 de março aqui.

Delegados aprovaram, na Plenária Final do 23º CNPG uma Caravana a Brasília, como forma de pressionar as agências e o governo federal. Foto: Eleonora Rigotti.

A bolsa é um instrumento para viabilizar a execução de projetos científicos e tecnológicos nas pesquisas subordinadas, vinculadas e supervisionadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT e pelo Ministério da Educação (MEC). Na última avaliação trienal realizada pela CAPES, no ano de 2010, registrou-se um crescimento de cerca de 20% no número de cursos de pós-graduação em relação à avaliação anterior realizada em 2007. Hoje, são mais de 2.700 cursos de mestrado e 1.600 de doutorado. 

A garantia da meta do PNPG 2005-2010 é o que norteia o reajuste pleiteado pela ANPG. Considerando o valor das bolsas CAPES em 2005, que eram maiores que as do CNPq, e garantindo a isonomia entre as bolsas oferecidas pelas duas agências. Assim, para isso, aos valores de 2005 das bolsas de mestrado e doutorado da CAPES, devem-se somar 50%, consoante previsto pelo PNPG, mais a inflação do período 2005-2010 (27,89%). Os cálculos levam ao resultado de um reajuste das bolsas de mestrado dos atuais R$ 1.200 para R$ 1.672,16 (39,34%) e as bolsas de doutorado passariam de R$ 1.800 para R$ 2.479,78 (37,76%).

Patricia Blumberg e Eleonora Rigotti, de São Paulo.

 

 

Terminou neste sábado (5) o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que reuniu na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) cerca de 2 mil estudantes de todos os estados do país. O encontro elegeu a capixaba Luana Bonone, de 30 anos, —pós-graduanda em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)— a nova presidenta da entidade.

Luana, diretora de comunicação da ANPG na última gestão, ex-diretora de Comunicação da UNE e ex-presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG), terá agora o desafio de representar milhares de estudantes pós-graduandos, conhecendo a realidade de cada APG e debatendo soluções para a pesquisa de excelência.

"O principal desafio da nossa gestão é fortalecer o movimento nacional de pós-graduandos, ter uma APG em cada universidade, em todos os estados. Isso para ter um movimento forte e poder lutar e conquistar os 40% de reajuste nas bolsas e construir uma política permanente para os pós-graduandos. Enfim, alcançar uma pós-graduação a serviço do desenvolvimento do Brasil", disse a nova presidenta.

Considerado o mais importante encontro dos estudantes pós-graduandos, o Congresso da ANPG definiu os rumos do movimento para os próximos dois anos através de um calendário nacional de atividades. Participaram da votação 283 delegados, dos 489 inscritos. Todo processo do Congresso atingiu mais de 45 instituições de ensino superior, em 18 estados brasileiros.

Com o tema “Desafios Brasileiros”, o encontro serviu também para convocar uma grande caravana rumo a Brasília, em defesa do reajuste de 40% do valor atual das bolsas de mestrado e doutorado, de uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa, bem como de ampliação das mesmas." A caravana a Brasília será a primeira de uma série de ações que darão sequência à Campanha de Bolsas da ANPG.

 

Camila Hungria, de São Paulo.

 

O aumento de 10% foi, sem dúvida, uma grande conquista. Mas os pós-graduandos continuarão na luta pelo reajuste imediato de 40% do valor atual.

O 23º Congresso Nacional dos Pós-Graduandos chega ao terceiro dia com a sensação de quem conquistou uma batalha em meio a guerra. Fruto da intensa mobilização, travada há quase quatro anos, o valor da bolsas de pesquisas ganhou aumento de 10% nesta última sexta-feira (4), anunciado pelo presidente da CNPq, Glaucius Oliva. O reajuste é visto com bons olhos por todos os pós-graduandos, mas é entendido como insuficiente para o desenvolvimento pleno das ciências e tecnologias.

Por isso, para discutir um novo posicionamento na campanha #MinhaBolsaNaoAumentou, APGs de todo país se reuniram na manhã deste sábado (5), em mais uma atividade do Congresso. Foi unânime a posição de que o reajuste proposto não cobre a inflação nem as metas do Plano Nacional de Pós-Graduandos (PNPG) e, que, no mínimo deve se chegar ao aumento de 40% do valor atual. Nesse sentido, as entidades propuseram intensificar as mobilizações através de uma nova fase da campanha, convocando um calendário nacional de atividades, que inclui entre outras tarefas, a organização de uma caravana rumo a Brasília.

Luana Bonone, diretora de comunicação da ANPG, avaliou que a conquista só foi possível porque os estudantes seguiram unidos na batalha. “Eu não tenho dúvidas que a vitória parcial é fruto das reivindicações e do nosso esforço coletivo em aprovar esta medida. Não somente pelo grau da mobilização, mas pela bandeira, acertada para ser apresentar aos estudantes. Devemos seguir juntos nessa nova fase da campanha”.

A questão da expansão do número de bolsas de pesquisa e de uma política de assistência estudantil também foram abordadas como fatores cruciais.

Juliano Quintela, presidente da Associação dos Pós-Graduandos da Unifesp, levantou outro ponto que entusiasmou os participantes: é preciso estimular outros estudantes a participarem do movimento, afinal, a política faz parte da ciência e a ciência ajuda a promover a política.“Devemos continuar cobrando uma postura do governo através de e-mails, abaixo-assinados e até caravanas. Mas, é importante levar aos colegas a importância que tem a mobilização pelas conquistas concretas. É preciso deixar claro que gastar energias com as reivindicações é justo, é de direito e dá resultado se todos estiverem unidos”, avaliou.

Patricia Blumberg, de São Paulo.

Evento reuniu 2 mil pós-graduandos de todo o Brasil e deliberou sobre rumos da entidade nos próximos 2 anos

A capital paulistana foi palco do mais importante encontro da Associação Nacional de Pós Graduandos, o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Durante os dias 3 a 5, a UNIFESP recebeu mais de 2 mil pós-graduandos de todo o país para deliberar sobre a plataforma de atuação que a ANPG seguirá nos próximos dois anos e eleger a nova diretoria da entidade.

O fórum reuniu 274 delegados, sendo 42% de mulheres, de 45 instituições de ensino superior, que elegeram a mestranda em comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Luana Bonone, da “Chapa Unificada”, a nova presidenta.

A chapa recebeu o apoio da ex-presidente da entidade, Elisangela Lizardo: Defendo essa chapa, uma chapa representativa que vai colorar todo o suor liberado por cada pós-graduando desse país”, afirmou.

Plenária aprova Caravana da ANPG

Luana Bonone, presidenta eleita e Elisangela Lizardo, presidenta da gestão cessante da ANPG.

Após o núncio de reajuste de 10% no valor das bolsas, vitória que a entidade conquistou a partir da principal campanha da última gestão, a plenária final aprovou a continuidade da campanha por um reajuste de 40% com a realização de uma Caravana a Brasília, a realizar-se em agosto, após a posse da nova diretoria.

 “Queremos a reposição da inflação e ganho real, mas é preciso uma política permanente de reajustes, valorização e ampliação das bolsas dos pós-graduandos”, defendeu Luana.

Além disso, durante a plenária final, também foram aprovados uma Carta aberta dos estudantes da Universidade de São Paulo e a defesa de um novo marco regulatório de ciência e tecnologia, que privilegie a pesquisa voltada para o desenvolvimento do país e considere as desigualdades sociais, a difusão da cultura e a ciência humanizada.

Debates focam em desenvolvimento nacional

Ao longo dos três dias, convidados dos mais diversos segmentos, educacional, científico e político, conduziram discussões em grupos de debates temáticos e conferências. Os pós-graduandos também apresentaram seus trabalhos na IV Mostra Científica da ANPG. 

Um dos temas centrais do congresso foi o desenvolvimento nacional, com principal enfoque na urgência da destinação de maiores investimentos para educação, ciência, tecnologia e inovação.

“A produção de inovação tecnológica carece de uma política econômica que garanta, de fato, que a indústria nacional e os setores privados e públicos consigam investir em uma inovação que atenda a demanda de crescimento do país e que, em especial, atenda a demanda de elevação da qualidade de vida do povo”, finalizou Elisangela. 

Em breve serão publicadas todas as resoluções aprovadas na Plenária Final.

 

Da Redação.

Sem reajustes há quase quatro anos, o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, anunciou o reajuste durante a manhã desta sexta, no 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. 

 

Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) acaba de anunciar o resultado de uma importante luta dos estudantes pós-graduandos, travada há quase quatro anos: o aumento das bolsas de pesquisa em todo país.

A partir de 1º julho deste ano, o valor das bolsas, vinculadas tanto ao CNPq quanto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ganhará um aumento de 10% no valor atual. Hoje, quem quer se dedicar à pesquisa acadêmica recebe o benefício de R$ 1.200 para mestrado e R$ 1.800 para doutorado.

O anúncio aconteceu nesta sexta-feira (04), durante a realização do 23º Congresso Nacional de Pós- Graduandos, organizado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), em um debate sobre “Pesquisa e Pós-graduação: desafios para a construção de uma universidade sem fronteiras". Além de Glaucius Oliva, também compuseram a mesa Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes e Gustavo Balduino, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES).

“A verba sairá exclusivamente do CNPq e acredito que isso ocorra também com a Capes, pelo fato de que não recebemos reajustes em nosso orçamento. Esperamos chegar em breve a um aumento de 40% , como os estudantes reivindicam e como é justo, mas precisamos de pelos menos 120 milhões na conta. Vamos trabalhar juntos para que isso ocorra e para que a ciência e tecnologia recebam os holofotes que merecem”, avaliou Oliva. 

A bolsa é um instrumento para viabilizar a execução de projetos científicos e tecnológicos nas pesquisas subordinadas, vinculadas e supervisionadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT e pelo Ministério da Educação (MEC). Na última avaliação trienal realizada pela Capes, no ano de 2010, registrou-se um crescimento de cerca de 20% no número de cursos de pós-graduação em relação à avaliação anterior realizada em 2007. Hoje, são mais de 2.700 cursos de mestrado e 1.600 de doutorado. 

A Campanha de Bolsas da ANPG é de longa data. No último dia 29 de março pós-graduandos do país todo paralisaram as atividades em torno da bandeira do reajuste.

Leia mais sobre a paralisação do dia 29 de março aqui.

Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, “sem a valorização dos pós graduandos, o desenvolvimento da ciência no Brasil não se efetivará plenamente”.

A garantia da meta do PNPG é o que norteia o reajuste pleiteado pela ANPG. Considerando o valor das bolsas CAPES em 2005, que eram maiores que as do CNPq, e garantindo a isonomia entre as bolsas oferecidas pelas duas agências. Assim, para isso, aos valores de 2005 das bolsas de mestrado e doutorado da CAPES, devem-se somar 50%, consoante previsto pelo PNPG, mais a inflação do período 2005-2010 (27,89%). Os cálculos levam ao resultado de um reajuste das bolsas de mestrado dos atuais R$ 1.200 para R$ 1.672,16 (39,34%) e as bolsas de doutorado passariam de R$ 1.800 para R$ 2.479,78 (37,76%).

Assim, o reajuste anunciado não contempla a reivindicação da ANPG, porém, a medida foi bem recebida pela entidade e pelos presentes ao 23º CNPG. As APGs e a ANPG entretanto, pretendem intensificar a mobilização e lançar uma nova fase da Campanha de Bolsas. Uma das proposta é a Caravana a Brasília, como forma de pressionar ainda mais as agências e o governo federal em torno da necessidade de um reajuste completo.

Patricia Blumberg e Eleonora Rigotti, de São Paulo.