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Na foto, integrantes da APG UFV com os componentes da mesa do debate. Foto: APG UFV.

Na tarde dessa segunda-feira (26), a APG da UFV reuniu cerca de 100 pessoas no debate Valorização profissional e bolsas na Pós-Graduação: O papel do Projeto de Lei 2.315/2003.

Compondo as atividades da Semana Nacional de Mobilização da ANPG, a ação organizada pela Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Viçosa (UFV) reuniu em um debate a reitora da Universidade, Nilda de Fátima Ferreira Soares, o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Eduardo Mizubuti, D.Sc. André Ricardo e Silva, o Coordenador Geral da APG/UFV, a Diretora de Comunicação da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), Luana Bonone , M.Sc. Cristina Fontes – Vereadora  de Viçosa/MG e o deputado estadual Paulo Lamack.

Para Luana Bonone, é fundamental que os pós-graduandos se inteirem do que acontece no Congresso Nacional a respeito das bolsas. A omissão do Legislativo e do Executivo neste assunto tem custado aos pós-graduandos sacrifício para continuarem suas pesquisas. “As bolsas estão há quase 4 anos sem reajuste, por isso estamos intensificando nossa pressão. Convocamos todos os pós-graduandos e pós-graduandas do país a paralisarem suas atividades na próxima quinta-feira(29) para chamar a atenção do governo para esse problema”, finalizou.

Saiba mais sobre a Campanha de Bolsas e a Semana Nacional de Mobilização.

Participe do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, de 3 a 6 de maio em São Paulo, na UNIFESP.

Entenda o PL

O Projeto de Lei 2.315/2003 está em tramitação na Câmara dos Deputados e dispõe sobre os critérios para definição dos valores das bolsas de fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural.

Aprovado nas comissões de Educação e Cultura (CEC) e Ciência e Tecnologia (CCTCI), o PL de autoria do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) teria como principal objeção para ser aprovado sua fonte de recursos. Licenciado na Câmara dos Deputados para atuar como Secretário Municipal de Habitação do Rio de Janeiro, Bittar diz que o projeto acaba sempre barrado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) porque pressupõe um aumento de gastos para o executivo. "Uma matéria do legislativo não pode aumentar as despesas no executivo, é o princípio de independência e respeito entre os poderes", explica.

Em recente matéria, o jornal O Estado de Minas compilou as mais recentes novidades sobre o PL dos Pós – Graduandos, leia aqui.

 

Da Redação com informações da APG da UFV. 

No último dia 16 de março, o Ministro de C,T &I, Marco Antonio Raupp proferiu a aula inaugural na COPPE (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Durante a aula o ministro destacou questões como a ciência no Brasil e falou da importância da inovação para o desenvolvimento sustentável e os desafios da próxima década.

Aproveitando a oportunidade, uma comissão de representantes do corpo discente da COPPE entregou dois documentos ao Ministro: um abaixo-assinado com 329 assinaturas (12% dos estudantes de mestrado e doutorado da COPPE) e uma carta que expunha as dificuldades dos pós-graduandos de "sobreviver" com o valor da bolsa de estudos defasada. A carta contém também uma proposta de reajuste do valor das bolsas.

De acordo com o documento: “Avaliando o PNPG 2011-2020, afirmamos que as condições atuais tornam a vida do pós-graduando incompatível com suas necessidades básicas de sobrevivência, pouco atrativa e excludente. Com o cenário atual de remuneração, apenas as classes mais abastardas “terão direito” ao ensino de pós-graduação de qualidade. A não resolução dos problemas da má remuneração aos pós-graduandos e da falta de condições básicas para o desenvolvimento de pesquisa científica no Brasil poderá impactar de forma negativa a área científica em curto e médio prazo, restringindo avanços tecnológicos e desestimulando o ingresso de jovens talentos numa área tão importante para o desenvolvimento do País.”

A ação é parte da Campanha de Bolsas da ANPG.

Leia mais: Semana Nacional de Mobilização: em Viçosa-MG teve debate!

Saiba mais sobre a Campanha de Bolsas e a Semana Nacional de Mobilização.

Participe do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, de 3 a 6 de maio em São Paulo, na UNIFESP. 

Da Redação.

     ANPG convoca paralisação nacional de pós-graduandos pelo reajuste de bolsas já! 

Leia também:
Semana Nacional de Mobilização da ANPG: em Viçosa – MG teve debate!
Semana Nacional de Mobilização: APG da UFLA programa ações para essa quinta (29)

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) convoca os pós-graduandos e as pós-graduandas de todo o país a paralisarem todas as suas atividades acadêmicas e de pesquisa no dia 29 de março em defesa do reajuste imediato do valor das bolsas de mestrado e doutorado, há 4 anos congeladas – a inflação acumulada do período já supera os 20%.

Há pelo menos dois anos os pós-graduandos do país vêm pautando a importância da valorização das bolsas de pesquisa em um país que almeja uma posição de maior destaque na geopolítica mundial. Em 2011 os pós-graduandos realizaram diversas atividades nas universidades, rodaram um abaixo-assinado (que já supera 50 mil assinaturas) e angariaram apoio de reitores, conselhos universitários, assembleias legislativas, parlamentares, intelectuais, entidades da sociedade civil organizada, entre outros. A ANPG também apresentou propostas de emenda ao Orçamento da União para garantir o reajuste e também apresentou sua pauta aos presidentes da Capes e do CNPq, aos ministros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação e até à presidenta Dilma Rousseff.

Todos os que receberam a reivindicação se disseram sensíveis à pauta, entretanto, o corte no Orçamento 2012, que reduziu em 22% as verbas do MCTI, indicam que as prioridades que marcam a política econômica federal  prejudicam o desenvolvimento do país. Este depende, dentre outros fatores, de recursos humanos qualificados, capazes de contribuir para superar os gargalos históricos da nação.

 

Semana de mobilização

Assim, convocamos as APG’s e pós-graduandos a realizarem mobilizações nas universidades de forma concentrada na semana de 26 a 30 de março, pautando o reajuste das bolsas como a pauta central dos pós-graduandos na Jornada Nacional de Lutas da UNE, UBES e ANPG, que ocorre no período. 

Entre as ações sugeridas pela campanha estão a realização de atos; festas-protesto de aniversário dos 4 anos sem reajuste; instalação de murais de apoiadores da campanha; coleta de moedas para “garantir” o orçamento do governo federal para conceder o reajuste; instalação de um contador de dias sem reajuste (nesta quinta-feira, dia 22 de março, completam-se 1391 dias); debates e moções de apoio dos órgãos colegiados das instituições e entidades dos movimentos sociais.

 

Paralisação

Entretanto, o foco da mobilização deve ser a paralisação das atividades acadêmicas e de pesquisa no dia 29 de março. Para tanto, vale realizar aulas públicas e outras atividades que reúnam os pós-graduandos, panfletagens e outros instrumentos. O importante é garantir e registrar o protesto pelo longo período sem reajuste das bolsas.

A produção de pesquisas concatenadas com as grandes questões nacionais e ao mesmo tempo livres, criativas, inovadoras, depende de investimento material e valorização social. É neste sentido que a ANPG pauta a humanização das bolsas de pesquisa, tendo como reivindicação imediata o reajuste e uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa.

Pela valorização das bolsas de pesquisa!

 

Além da campanha de bolsas, participe também do congresso da ANPG, de 3 a 6 de maio na Unifesp (São Paulo/SP). Clique aqui e saiba mais.

 


Os interessados em submeter resumos de trabalhos para apresentação na 64ª Reunião Anual da SBPC têm até o dia 2 de abril para fazer sua inscrição. Uma vez inscrito, o autor terá até o dia 9 de abril para encaminhar o resumo para análise. O evento, que será realizado em São Luís (MA), de 22 a 27 de julho, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), contará com cinco sessões de pôsteres. A expectativa é que sejam apresentados mais de dois mil trabalhos.

Podem ser submetidos resumos de trabalhos científicos, de qualquer área do conhecimento, de estudantes ou professores de educação superior, pesquisadores; e também trabalhos de professores de educação básica ou técnica que versem sobre experiências ou práticas de ensino-aprendizagem.

A SBPC divulgará o parecer da análise da submissão até 17 de maio. A partir de 31 de maio, os autores deverão consultar no site do evento a data de apresentação dos pôsteres. Mais informações: http://www.sbpcnet.org.br/saoluis/home

Fonte: Ascom da SBPC

De 26 a 30 de março acontece a Semana Nacional de Mobilização da ANPG pelo reajuste das bolsas de mestrado e doutorado.

Entre as ações sugeridas pela campanha está a realização de atos; festas-protesto de aniversário dos 4 anos sem reajuste; instalação de murais de apoiadores da campanha; coleta de moedas para “garantir” o orçamento do governo federal para conceder o reajuste; instalação de um contador de dias sem reajuste (nesta segunda-feira, dia 26 de março, completam-se 1395 dias); debates e moções de apoio dos órgãos colegiados das instituições e entidades dos movimentos sociais.

Segundo a coordenadora geral da APG da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Alessandra Millezi, está prevista uma manifestação na cantina central da universidade na quinta-feira (29). A APG disponibilizará notebooks para a assinatura do abaixo assinado e participará de uma reportagem da TV UFLA, a fim de expor, para o conjunto dos estudantes, o posicionamento e a situação dos pós-graduandos nesses quase 4 anos sem reajuste das bolsas.


Contato APG UFLA:

Alessandra Millezi [email protected]
(35) 8822-0921 / (35) 9102-7008 / 
(35) 9965-0951 

Da Redação com informações da APG da UFLA.

Nesta semana a diretoria da ANPG esteve em Brasília para diversas atividades. Na quarta-feira (21), a entidade reuniu-se com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Na pauta do encontro, assuntos como o PL 2134 que cria cargos para as universidades federais, carreira docente, recursos financeiros, Plano Nacional de Educação, entre outros.

Luana Bonone, diretora da Comunicação, representou a ANPG em reunião com a Andifes, na quarta(21). Foto: Ascom Andifes.

A ANPG discutiu com a Andifes a sua principal demanda que é o aumento do valor das bolsas de pós-graduação, há mais de 3 anos sem reajuste e a convidou para participar e apoiar a realização e divulgação do 23º Congresso Nacional de Pós-graduandos a realizar-se no período de 3 a 6 de maio, em São Paulo, na Unifesp.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, convidou a Andifes a participar de Ato no Congresso Nacional com várias entidades em defesa de aprovação rápida do PNE. Ele informou que está sendo criado um Grupo de Trabalho para ampliar a discussão conjunta com as universidades, parlamentares, governo e sociedade civil. A ideia é reunir atores do cenário de educação superior e fortalecer a interlocução junto ao Congresso Nacional.

A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior, (PROIFES) e Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) também estiveram presentes.

 

CD do CNPq

Elisangela durante a Reunião do Conselho Deliberativo do CNPq. Foto: Ascom CNPq.

Uma das formas de atuação da ANPG em espaços institucionais é a participação de conselhos decisivos para o acompanhamento das políticas nacionais de pós-graduação. A ANPG hoje é membro do Conselho Superior e do CTC da Capes, e há 25 anos, ou seja, desde a sua fundação, reivindica participação nos conselhos do CNPq. Na tarde da quinta (22), após reunião do Conselho em que a ANPg foi convidada a apresentar seu pleito, Elisangela Lizardo disse em seu perfil em uma rede social: "Informo aos Pós-Graduandos e a todos os presidentes da ANPG que me antecederam que o Conselho Deliberativo do CNPq acaba de aprovar a participação da ANPG como convidada permanente das reuniões e o compromisso de garantir os trâmites burocráticos necessários para efetivar nossa participação no conselho!

Aos meus presidentes: Roberto Muniz, Harisson Targino, José Adolfo, Roberto Germano, Felipe Chiarello, Luciano Rezende, Elisa Campos, Luiza Rangel, Hugo Valadares ,Soraya Smaile – esse espaço é de vocês!
Que esse espaço potencialize nossa pressão pela valorização do pesquisador brasileiro!"

A ex-presidenta da ANPG, Soraya Smaile respondeu em seguida: "Isso nos mostra que é tão importante a perspectiva histórica e a certeza de que as conquistas são alcançadas com a continuidade da luta. Que bom saber que tivemos uma participação nisso. Que bom que isso pode ser agora comemorado e compartilhado. Parabéns a essa diretoria da ANPG também que tem apreço pela história e que sabe que a luta continua sempre, até a vitória. Um forte abraço."

A partir de agora, então, a ANPG é entidade convidada do CD do CNPq, com direito a voz. Uma alteração no regimento do Conselho será feita para que a entidade tenha, enfim, direito a voz e voto nas deliberações.

 

Conjuve

A pauta principal do encontro foi a participação organizada da juventude na Rio +20-oficialmente designada como Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – que acontecerá de 20 a 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. 

A comissão organizadora abriu espaço para que entidades organizem atividades autogestionadas durante o evento e a ANPG já se inscreveu. A intenção é montar um estande de recepção/divulgação e organizar miniconferências sobre C&T e meio ambiente.

Saiba mais sobre o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos

Clique aqui e saiba mais sobre a Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste das Bolsas.

Da Redação. 

O 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos acontece de 3 a 6 de maio de 2012, em São Paulo. Podem participar pós-graduandos, pesquisadores, estudantes e interessados em C,T&I de forma geral.

Os pós-graduandos que forem eleitos como delegados em seus respectivos programas terão direito a voz e voto. Os demais serão credenciados como observadores e terão direito a voz.

Veja abaixo o passo a passo para eleição dos delegados

Universidades que possuem APG:

–          Reunião da diretoria da APG para indicação dos(as) delegados(as) e suplentes.

–          Apresentar os seguintes documentos para credenciamento:

               ATÉ 8 DE ABRIL (documentos podem ser enviados para o e-mail o [email protected] ou pelo correio para a sede da ANPG: Rua Vergueiro, 2485. Vila Mariana. São Paulo -SP CEP 04101-200)

         1)  Preenchimento do cadastro online de APGs – mesmo as APGs já filiadas precisam se cadastrar. Clique aqui.

         2)  Envio da ata de eleição da diretoria da APG para a comissão de organização do congresso (e-mail ou correio);

         3)  Envio da ata de posse da diretoria da APG (validade: 1 ano) para a comissão de organização do congresso (e-mail ou correio);

                ATÉ 21 DE ABRIL 

          4) Preenchimento do formulário online de credenciamento de delegados(as). Clique aqui.

         5)   Envio da ata padrão do congresso com quórum de 50% +1 das assinaturas, de acordo com a diretoria que consta na ata de posse (e-mail ou correio);

          6)   Envio do comprovante de matrícula dos(as) delegados(as) e suplentes (e-mail ou correio);

         7)   Envio do documento da instituição com número de matriculados (dividido entre lato e stricto sensu – por e-mail ou correio).

ATENÇÃO: as APGs que enviarem cópia (física ou digitalizada) dos documentos, deverão apresentar os originais no credenciamento do Congresso para garantir a retirada de crachás dos(as) delegados(as) da instituição no congresso.

–          Critérios para definição do número de delegados:

Stricto sensu (mestrado, mestrado profissional e doutorado): até 200 matriculados: 3 delegados(as) + 1 delegado(a) a cada fração de 200.

Lato sensu (especialização): até 1.000 matriculados: 3 delegados + 1 a cada fração de 2.000.

 

Universidades que NÃO possuem APG:

–           Convocar todos(as) os(as) pós-graduandos(as) da universidade para uma assembleia de formação da comissão pró-APG. Esta comissão deve ter ao menos 10 integrantes.

–           Fazer reunião da comissão pró-APG para indicação dos(as) delegados(as) e suplentes.

–           Apresentar os seguintes documentos para credenciamento:

                ATÉ 8 DE ABRIL (documentos podem ser enviados para o e-mail o [email protected] ou pelo correio para a sede da ANPG: Rua Vergueiro, 2485. Vila Mariana. São Paulo -SP CEP 04101-200)

      1)   Preenchimento do cadastro online de comissões pró-APGs – mesmo as que participaram do CONAP precisam se cadastrar. Clique aqui.

      2) Envio da ata de fundação da comissão pró-APG;

                 ATÉ 21 DE ABRIL 

      3) Preenchimento do formulário online de credenciamento de delegados(as). Clique aqui.

     4)   Envio da ata padrão do congresso com quórum de 50% +1 das assinaturas, de acordo com a comissão que consta na ata da sua fundação;

      5)  Envio do comprovante de matrícula dos(as) delegados(as) e suplentes;

       6)   Envio do documento da instituição com número de matriculados (dividido entre lato e stricto sensu).

Os critérios para definição do número de delegados são os mesmos já citados anteriormente.

 

ANPG.

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected]

 Por Theófilo Rodrigues** 

Entre os dias 3 e 6 de maio deste ano centenas de pós-graduandos de todo o país estarão reunidos na cidade de São Paulo para debater os rumos da pós-graduação no Brasil. Será o 23º. Congresso Nacional de Pós Graduandos, organizado pela ANPG, desta vez na UNIFESP. Temas como o Programa Ciência sem Fronteiras, a valorização e universalização das bolsas de pesquisa e as desigualdades regionais na distribuição de recursos para a ciência, tecnologia e inovação deverão consumir a agenda dos 4 dias de debate, além das mostras científicas com apresentação de trabalhos dos mestrandos e doutorandos.

Não é sempre que este público qualificado consegue estar reunido para debates tão relevantes. Consumidos pelo dia a dia de suas pesquisas, com prazos cada vez mais rigorosos para defesas e entregas de artigos, os pós-graduandos encontram no Congresso da ANPG um espaço único para o debate político sobres os rumos da ciência e da academia no Brasil.

Não há dúvidas de que o principal debate presente neste 23º. Congresso será sobre o tema das bolsas de pesquisa. Não bastasse o fato de estar há mais de 4 anos sem reajuste em seu valor, a quantidade de bolsas ainda é muito insuficiente frente ao crescimento da pós-graduação brasileira nos últimos anos. A universalização destas bolsas deve ser tratada com a mesma prioridade com a qual a campanha pela valorização vem sendo feita. Em outras palavras, de nada adiantará aumentar o valor das bolsas se apenas uma minoria as estiver recebendo.   

Outro aspecto relevante a ser debatido neste Congresso diz respeito à incorporação das pesquisas desenvolvidas no processo industrial e social do país. O Brasil já ocupa hoje a elogiosa 13ª posição no ranking internacional de artigos científicos indexados. Entretanto, no que diz respeito à incorporação de toda esta produção de conhecimento no processo de desenvolvimento nacional, nosso registro de patentes ainda é muito amador. Ao contrário do que afirma certa corrente de pensamento, o problema não está na cultura passiva dos empresários brasileiros. O problema é acima de tudo econômico: enquanto for mais seguro e lucrativo para as indústrias investirem no capital financeiro, no rentismo, não haverá perspectivas para o investimento em inovação tecnológica. Manter a maior taxa de juros do mundo não ajuda em nada neste processo.

Não há país soberano no mundo que não tenha incorporado ao seu processo produtivo a produção de novas tecnologias, ou seja, a inovação. Debate polêmico, mas que precisa ser travado de frente: enquanto as empresas não participarem do processo de desenvolvimento tecnológico, nossa ciência continuará colonizada.

Estes são alguns dos temas sobre os quais o 23º. Congresso deverá se debruçar. De forma politizada, qualificada e fraterna. Todos ao 23º. Congresso Nacional de Pós Graduandos!

 

*Theófilo Rodrigues é mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

O manifesto publicado nesta terça-feira (20) por entidades representativas da indústria brasileira e da comunidade científica do País, que defendia a revisão da redução de orçamento em CT&I, teve retorno imediato.

Aloizio Mercadante (Educação) e Marco Antônio Raupp. Foto: Ascom MCTI

Os ministros da Ciência e da Educação convocaram uma entrevista coletiva para esclarecer alguns pontos e, principalmente, cobrar mais investimentos privados na área.

Na conversa com a imprensa, os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, e da Educação, Aloizio Mercadante, saudaram o comunicado da categoria em defesa de mais recursos e sustentaram a importância do debate para estimular a inovação no País. "Fomos provocados positivamente, pelos colegas da comunidade científica e empresarial, sobre recursos para ciência e tecnologia. Mas é preciso fazer reparos. Existem vários itens que são importantes de ser considerados, que somam aos recursos orçamentários do ministério e elevam recursos, muito aquém do que os empresários estão trabalhando", comentou Raupp.

O orçamento previsto para a pasta em 2012 era R$ 6,7 bilhões. No entanto, o valor foi reduzido para R$ 5,2 bilhões após o ajuste orçamentário de R$ 55,07 bilhões anunciado pelo governo federal.

Apesar de considerar o diálogo positivo, o titular da pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação contesta os cálculos feitos pelas entidades representativas. "Contesto as contas que eles fazem. Quando falam que investimentos estão diminuindo, não levam em consideração outros investimentos. Um exemplo é a própria Finep [Financiadora de Estudos e Projetos, agência de fomento vinculada ao ministério] que vai investir mais R$ 6 bilhões. Esse valor significa que vai dobrar o orçamento, o que modifica completamente o quadro", argumentou.

Para Mercadante, o crédito proposto pela Finep objetiva estimular a participação das empresas privadas como colaboradoras nos investimentos à ciência, tecnologia e inovação. "Colocamos mais recurso para crédito exatamente para incentivar a empresa privada a fazer inovação. No caso da Finep, é basicamente crédito para inovação, o que significa atender à demanda de inovação da indústria e gerar competitividade", disse o ministro da Educação.

Os ministros defenderam maior participação das empresas privadas nos investimentos à inovação. "Grande desafio é a participação das empresas, do mundo empresarial em geral, investindo em ciência e tecnologia. Isso é característica dos países que estão crescendo nessa área, todos eles, onde os investimentos das empresas são bem maiores que os de governo", observou Raupp.

A meta do governo é aumentar a participação empresarial em pesquisa e desenvolvimento para 0,90% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2015. O valor corresponderia à metade dos investimentos no setor, visto que a estimativa do governo é chegar a 1,8% do PIB, nesse mesmo período. Segundo Raupp, o governo investiu 0,61% do PIB em ciência e inovação, em 2010, enquanto o setor privado aplicou 0,55%. Em países desenvolvidos, ocorre o inverso: no Reino Unido, a parcela de investimento do setor privado no mesmo ano foi de 0,82% do PIB, e a do governo, 0,56%.

O ministro Mercadante ressaltou a inclusão da inovação na agenda empresarial e governamental, lembrando a incorporação de ciência, tecnologia e inovação ao Plano Plurianual (PPA) como prioridade estratégica nos programas de governo. "O Brasil mudou para melhor. A pauta na relação entre governo e empresários mudou para melhor", afirmou o ex-ministro do MCTI. Ele comentou o novo marco legal e instrumentos disponíveis, desde 2003, para incentivar a inovação, além das articulações para a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

"Nós precisamos de parceria entre estado e setor privado, precisamos de crédito e incentivos fiscais, mas precisamos de uma determinação empresarial de compromisso com a inovação. O Movimento Empresarial pela Inovação [MEI] da CNI [Confederação Nacional da Indústria] é um passo muito importante nesta direção", avaliou.

Fonte: Jornal da Ciência, com informações da Agência Brasil e Ascom do MCTI.

Na tarde de ontem (20) a presidenta da ANPG, Elisangela Lizardo, participou de reunião da comissão criada para estudar os casos de acúmulo de bolsas com vínculo empregatício.

Composta pela Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop), Capes, CNPq e ANPG, a comissão tem caráter consultivo. 

Na ocasião, circularam opiniões diversas sobre o acúmulo de bolsas com vínculo empregatício. Desde a que a permissão do vínculo fosse cancelada até a proposta de uma nova portaria totalmente reformulada. A opinião dos presidentes da Capes e do CNPq foi unânime no sentido do não cancelamento da Portaria n°01/2010. Eles explicaram que a intenção inicial da medida era proporcionar a oportunidade de uma experiência profissional aos mestrandos e doutorandos durante as suas pesquisas.O contato com o mundo do trabalho lhes permitiria um melhor ingresso no mercado, caso esse fosse o desejo após o término dos estudos. 

Porém, como a ANPG noticiou e acompanhou desde o ano passado, uma polêmica se instaurou.

Entenda aqui o caso.


Após o debate, a comissão propôs eixos centrais para avaliação de uma possível nova portaria. Dentre esses eixos estão a definição de 8 horas semanais de trabalho ou até 32 horas mensais; a solicitação de vínculo somente poderá ser feita pelo bolsista (ou seja, o vínculo tem que ser posterior à bolsa).

Na opinião da ANPG, a desvalorização do valor das bolsas de mestrado e doutorado, há exatos 1390 dias sem reajuste, é um dos pontos por trás dessa polêmica. E mais uma vez essa questão foi levantada na reunião da comissão.

“Uma solução coletiva é sempre mais difícil de ser alcançada, porém, estamos empenhando toda a nossa energia para que nenhum pós-graduando seja prejudicado. Não admitirei, em nome da ANPG, nenhum retrocesso em relação às bolsas já concedidas”, disse Elisangela.


A ANPG se posiciona nesse cenário contra qualquer medida retroativa e fortemente pelo reajuste das bolsas.

Uma nova reunião da comissão está prevista, mas ainda sem data definida.


Caso tenha alguma sugestão, denúncia, informação, manifesto, nota ou outro documento sobre o cancelamento das bolsas, envie para [email protected]

Da Redação.