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Jornalista ANPG

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A reunião do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) em Recife/PE trouxe importantes debates para o campo da saúde coletiva no âmbito da pós-graduação. O início dos trabalhos no dia 13 de maio trouxe discussões que foram centradas nos Grupos de Trabalho sobre: Avaliação Discente e de Egressos; Avaliação; Produção Técnica e Solidariedade entre os programas.

Nos dias 14 e 15 de maio as discussões e repasses do Fórum ganharam maior amplitude, tanto em relação às questões acadêmicas quanto em relação ao momento político e de indefinições que enfrentamos (Vale conferir: http://www.abrasco.org.br/site/2015/05/forum-de-coordenadores-de-pos-graduacao-em-saude-coletiva-discute-o-contexto-politico-cientifico-atual/).

Nós, representação discente nesse espaço, participamos das discussões no Grupo de Trabalho sobre Avaliação de Discentes e de Egressos no qual colocamos como prioridade a ênfase de realizar uma avaliação mais qualitativa do estudante, considerando o esgotamento do atual modelo de avaliação baseado em um ideal produtivista o qual por vezes suprime a potência crítica e de criação das/os nossas/os estudantes de pós-graduação.

A preocupação de que uma sobrecarga nos critérios de avaliação poderia significar à saúde mental das/os nossas/os pós-graduandas/os também foi alvo de crítica. Ainda, manifestamos o receio de que esse processo de avaliação do discente possa induzir a uma maior dificuldade no acesso aos programas de pós-graduação, o que seria um dano execrável.

Em relação à avaliação de egressos foi dada ênfase a que essa seja feita de forma convidativa e criativa e que pudesse ser realizada uma espécie de mapeamento das experiências exitosas nos diversos programas de pós-graduação do país.

De encaminhamento concreto tiramos a responsabilidade em mapear os representantes discentes dos programas de pós-graduação stricto sensu em Saúde Coletiva além de identificar experiências de avaliação discentes e de egressos nesses programas.

Consideramos central e estratégico para o aprimoramento dos nossos programas que se discuta uma agenda que considere a avaliação de discentes e egressos dos nossos cursos. Esse debate não só contribui em grande medida para enriquecer a reflexão sobre “quem queremos formar(?)” como permite que possamos fazer um rápido diagnóstico acerca daqueles que “estão sendo ou foram formados”.

De nosso ponto de vista a discussão acerca da formação no nosso campo ainda é incipiente de modo que hoje ainda não temos a clareza necessária para afirmar se de fato nos nossos programas queremos formar pesquisadores, docentes, trabalhadores, militantes etc. Ou ainda se há a necessidade de um padrão a ser estabelecido que figure tal como uma “imagem-objetivo” dos nossos anseios.

A recente mudança nas direções da CAPES e em sua coordenação de avaliação nos suscitam esperança de que haja maior sensibilidade no que toca à realização de uma avaliação que não esteja baseada fortemente em critérios quantitativos mas que possa vislumbrar os aspectos relativos aos processos de ensino-aprendizagem bem como à contribuição social de nossas pesquisas e para a construção e fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

O campo da Saúde Coletiva com toda a sua riqueza e pluralidade singulares encontra unidade plena quando se afirma defensora da luta por um Sistema de saúde universal, integral, equânime e de qualidade. Nós também, estudantes de pós-graduação na área de saúde coletiva, visualizamo-nos enquanto combatentes nessas trincheiras de luta.

Fórum de Pós graduandos em Saúde

No último dia 20, o documento “Política de Ciência, Tecnologia e Inovação para as Áreas Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas”, resultado do debate entre o grupo de trabalho de Humanas do CNPq com as 28 Associações presentes na reunião do FCHSSA, de 9 de abril, na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi entregue ao presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Hernan Chaimovich.

O documento tem o intuito de criar diretrizes para uma Política de Ciência, Tecnologia e Inovação para a área e poderá ser usado como diretriz para políticas tanto do CNPq quanto de outras instituições.

Chaimovich considerou o documento como um pacto entre CNPq e academia, por sua preocupação com a internacionalização, interdisciplinaridade e fornecimento de subsídios às política públicas. No dia 3 de junho, o documento será apresentado ao Conselho Deliberativo do CNPq.

Leia o documento na íntegra: http://www.portal.abant.org.br/images/Noticias/Doc_GT_CHSSA20maioFINAL.pdf

Da Redação com informações da ANPEPP  e da ABA

A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) requereu Audiência Pública da Comissão de Educação, que tem o intuito de debater a importância da pós-graduação e os direitos dos pós-graduandos. Foram convidados o Ministério da Educação, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a ANPG. O requerimento foi aprovado e a audiência deve ser agendada em futuro próximo.

A deputada faz parte da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, Tecnologia e Pós-Graduação, que tem o objetivo de fortalecer a produção científica, a valorização do pós-graduando e o desenvolvimento nacional. Foi criada durante a Caravana à Brasília, a partir de uma discussão entre diretores da ANPG e o deputado Davidson Magalhães (PCdoB/BA), e da coleta de mais de 200 assinaturas de parlamentares em apoio à sua criação.

Da Redação

Matéria relacionada:

CARAVANA À BRASÍLIA | Conquista Histórica do Movimento de Pós-Graduandos: Frente Parlamentar em Defesa da Ciência, Tecnologia e Pós-Graduação

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O anuncio do corte de R$9 bilhões no orçamento da educação, fruto dos ajustes fiscais promovidos pelo governo, vai à contramão dos interesses dos estudantes! No último período o movimento estudantil teve grandes conquistas a partir da concretização de bandeiras históricas como a vinculação dos royalties do petróleo e metade do fundo social do pré-sal para a educação e a vitória de um PNE com metas ousadas como a do investimento de 10% do PIB para esse setor!

Não concordamos com esse caminho para enfrentar a crise, pois compromete os investimentos em setores importantes como a educação. Acreditamos que a recessão se combate com mais desenvolvimento, com a diminuição de juros e outra orientação econômica voltada para os setores produtivos, que geram emprego e renda.

A ação de aumentar a taxaçãosobre de lucro liquido dos bancos foi positiva e aponta o rumo para a solução da crise. Precisamos de mais iniciativas como essa, que oneram aqueles que estão na parte de cima da pirâmide social. Por isso defendemos a taxação das grandes fortunas e o imposto sobre a movimentação financeira com o objetivo de aumentar a arrecadação do tesouro e traçar uma alternativa popular para a saída da crise.

As entidades estudantis – UNE, UBES e ANPG –  não irão aceitar nenhum centavo a menos para a educação! Não iremos retroceder no momento em que a universidade se pinta de povo a partir da democratização do seu acesso. Iremos ocupar as ruas e universidades de todo o país para impedir qualquer tipo de retrocesso!

O dia 28 de maio será o “Dia Nacional de Luta pela educação!”. Convidamos todos os Centros Acadêmicos, DCE’s, Grêmios e Associações de Pós-Graduandos para organizar a luta em defesa dos nossos direitos!

#NenhumCentavoAmenos!

  • Contra os cortes na Educação! Pelos 10% do PIB para a educação, nenhum centavo a menos!
  • Pela destinação R$2,5 bilhões no Plano Nacional de Assistência Estudantil! Com inclusão dos pós-graduandos!
  • Em defesa das Universidades e Institutos Federais! Mais investimentos, mais vagas e mais qualidade!
  • Por mais investimento e qualidade nas escolas!
  • Por mais valorização dos profissionais em educação!
  • Em defesa do FIES! Por mais qualidade nas Universidades privadas, liberdade de organização estudantil e contra reajuste abusivo de mensalidades!
  • Por melhores condições de pesquisa e mais investimentos na pós-graduação: Assistência estudantil, Universalização e valorização das bolsas!

ANPG – UBES – UNE

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O diretor da ANPG, Gabriel Nascimento, participou hoje de uma mesa sobre cotas na pós-graduação, durante a I Ocupação Negra da Faculdade de Direito da UnB, organizado pelos discentes do programa de pós-graduação em Direito da Universidade de Brasília. Participaram Ronaldo Crispim, secretário de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e Bruna Cristina Jaquetto, doutoranda em sociologia e integrante do Coletivo de Mulheres Negras da UnB.

Na ocasião, Nascimento apresentou e discutiu dados sobre o surgimento e o histórico de elitização do ensino superior brasileiro. “Enquanto o país estava criando suas primeiras universidades, a população negra ainda estava ingressando no ensino básico. Então, desde aquela época temos a dificuldade em discutir a universalização do ensino para os negros. A universidade foi criada para a elite branca latifundiária do nosso país”, afirma.

O diretor da ANPG também levantou o avanço da Associação em relação às pautas sobre os direitos dos pós-graduandos e pós-graduandas. “Apresentei o fato de que a discussão sobre cotas já existe dentro da entidade, como visto no último Congresso Nacional de Pós-Graduandos”, diz. Segundo Nascimento, essa foi a primeira vez que a APG UnB discute e aprofunda o tema. “Foi destacado, também, as discussões entre a ANPG e o MEC acerca das cotas. Crispim comentou que a Seppir deve apresentar uma proposta sobre cotas na pós-graduação nos próximos meses e que o MEC havia criado um grupo de trabalho sobre”, afirma o diretor.

Foi falado também sobre a luta da entidade, junto ao CNPq e ao MEC, em traçar um perfil dos pós-graduandos brasileiros, uma vez que os únicos dados disponíveis são do GEOCAPES, e a ideia da criação de um banco de dados com informações vindas diretamente da plataforma Lattes.

Da reunião também surgiu a proposta da criação de um fórum de debate sobre cotas na pós-graduação. A ANPG deve se reunir com a Seppir nos próximos meses para discutir a possível entrada no grupo de trabalho, que foi uma reivindicação da Associação Nacional de Pesquisadores Negros.

“Foi uma mesa muito importante e destaco a luta dos pós-graduandos em prol de uma nova universidade, diversa e que pratique o conceito de diferença não somente como tolerância, mas sim da diferença que traga e promova justiça social”, diz Gabriel. Ao final, os presentes concordaram que o fato de o negro entrar na universidade através de programas de ação afirmativa não faz com que a nota do programa caia. “Pelo contrário. Os espaços onde há ação afirmativa são espaços que se desenvolvem. Chegamos às questões de como podemos melhorar a qualidade da pós-graduação no Brasil e de que modo podemos adequar nossa realidade e continuar produzindo ciência muito bem como já fazemos em algumas áreas”, completa o diretor da ANPG.

Da Redação

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Na última terça-feira (19) a presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduados, Tamara Naiz, juntamente com as presidentas da UBES e UNE, Bárbara Melo e Vic Barros, respectivamente, se reuniram com a presidenta da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para oficializar a preocupação com relação às dificuldades que as universidades públicas vêm passando e aos cortes orçamentários que podem atingir a educação. Participaram, também, o ministro Miguel Rossetto (Secretaria-geral), o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa e o vice-presidente da UNE, Mitã Chalfun.

Na reunião, foi evidenciada a necessidade de pôr fim ao contingenciamento das verbas educacionais, que prejudicam as universidades federais de todo o Brasil, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que está sem pagar os funcionários terceirizados e paralisou certos serviços, como o de limpeza.

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Foi lembrado na reunião que recentemente aconteceram conquistas históricas na área e educação, como o Plano Nacional de Educação, com a aplicação de 75% dos royalties do petróleo, 50% do Fundo Social do Pré-sal e 10% do PIB. Outra pauta discutida foi a questão do FIES, ao qual a presidenta Dilma, segundo informações da UNE, respondeu afirmando que os cortes serão evitados em qualquer programa educacional federal e que a intenção do governo é abrir cerca de 1 milhão de novas vagas em programas como o Fies, ProUni e Sisu.

“Viemos apresentar à Dilma a nossa opinião em não aceitar cortes de verbas na educação, por entender que essa é uma área estratégica para o desenvolvimento do nosso país, bem como a Ciência e Tecnologia. Além disso, ressaltamos a necessidade de implementação de todas as metas do PNE. Saímos com o compromisso de que nenhum programa da educação será afetado com o ajuste fiscal. Dilma também ressaltou a importância do investimento em ciência e Tecnologia para o desenvolvimento do nosso país, uma pauta histórica da ANPG e das entidades científicas. Vamos permanecer mobilizados e ficar atentos para não permitir esses cortes de verbas, pois o ajuste não é uma política em si, mas está aí para preparar um momento melhor pro desenvolvimento do nosso país e não pode prejudicar áreas estratégicas, como educação, a ciência e a tecnologia”, afirma Tamara Naiz.

As entidades presentes, com a intenção de pressionar o governo a atender as reivindicações apresentadas, convocam, para a próxima semana, um dia nacional de paralisação nas universidades federais, com o objetivo de mobilizar as principais instituições brasileiras com atos, intervenções culturais e passeatas que chamem a atenção da sociedade e comunidade acadêmica para a ameaça de corte nos investimentos de assistência estudantil, ampliação e melhorias de infraestrutura.

Confira o relato de Tamara Naiz na íntegra:

Ontem (19), a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, juntamente com a UNE e UBES, se reuniu com a presidenta Dilma Rousseff para discutir os cortes orçamentários na área de educação. Confira o relato de Tamara:
Posted by ANPG on Quarta, 20 de maio de 2015

Da redação com informações da UNE

Hoje, pela manhã, pós-graduandos, secundaristas e universitários marcharam ao lado de mais de cem movimentos sociais, representados pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.

A marcha saiu da frente da catedral de Brasília e caminhou até o congresso nacional, onde aconteceu uma entrega simbólica de 700 mil assinaturas em prol de uma reforma política democrática, com o fim do financiamento empresarial de campanhas eleitorais e pela diversidade do povo brasileiro representado no legislativo e executivo.

Em agosto de 2013, foi aprovado, em reunião na CNBB, o Manifesto da Sociedade Civil pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. Foi, também, criada a Coalizão, formada por algumas das mais representativas entidades e movimentos sociais do país, e apresenta uma proposta de representação política que abrange, entre outros, a proibição do financiamento de campanha por empresas, adotando o Financiamento Democrático de Campanha; eleições proporcionais em dois turnos; paridade de g6enero na lista pré-ordenada; e o fortalecimento dos mecanismos da democracia direta, com a participação da sociedade em importantes decisões nacionais.

Confira fotos do ato:

Da Redação

Matéria relacionada:

Diretor da ANPG participa de reunião pela Reforma Política

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Na tarde de terça-feira (19) a Associação Nacional de Pós-graduandos, representada pelos seus Diretores de Pós-Graduação Lato Sensu e de Juventude, Túlio Gonçalves e Marcelo Arias, respectivamente, reuniu-se com o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), Prof. Dr. Evaldo Vilela.

Foi entregue carta aberta dos pós-graduandos ao presidente e lhe foram apresentados pontos importantes levantados pelos pesquisadores com relação aos direitos dos mesmos e os atrasos das bolsas concedidas pela agência, sobre as quais o Professor Evaldo afirmou “entender os prejuízos morais e financeiros que os atrasos têm causado aos bolsistas. Porém, a Fundação recebeu parcialmente a verba orçamentária”. Ainda segundo a agência de fomento, do montante recebido, grande parte foi utilizada para regularizar o pagamento das bolsas e que, com relação à proposta de ajuste de bolsas, a tendência é que se siga as agências nacionais, CAPES e CNPq.

A FAPEMIG afirma que o pagamento das bolsas do mês de junho está garantido e que a verba já foi liberada para ser repassada às fundações gestoras, mas completa afirmando que não recebeu a verba para as bolsas de julho, agosto e setembro.

Já o repasse de pagamento direto aos bolsistas tanto da bolsa quanto da taxa de bancada, foi negado uma vez que o presidente afirma que a FAPEMIG não possui “número de funcionários suficientes para gerenciar a folha de pagamento dos bolsistas e realizar, assim, os pagamentos direto em conta”. A agência afirma, porém, que continuam abertas as propostas de auxílio para participação em congressos, por meio do sistema Everest, bem como as solicitações de doutorado sanduíche, mantendo o apoio.

Com relação ao vínculo empregatício atrelado ao recebimento de bolsas, o presidente da instituição afirmou que se compromete com a revisão da permissão de recebimento de outra fonte de renda, além da bolsa. “Ainda sobre o problema de falta de bolsas que alguns programas de pós-graduação estão alegando, o Professor Evaldo ressaltou que alguns programas de pós repassaram para outros as cotas de bolsas que estavam em sobra, resultando assim, em falta de bolsas quando há aumento da demanda pelo programa”, diz o diretor Tulio Gonçalves. “Uma vez encerrada as atuais bolsas, as novas bolsas da FAPEMIG serão repassadas não mais por cotas e sim por editais, onde os programas de pós terão que propor um plano de formação para o aluno bolsista que não apenas o curso das disciplinas e manutenção do aluno em laboratórios”, completa.

Outro ponto importante da reunião foi a proposta de concessão de uma cadeira nas câmaras temáticas para ocupação por alunos de pós-graduação, a ser definido pela ANPG.

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“A reunião foi muito positiva e a FAPEMIG se mostrou aberta e disposta a dialogar com os pós-graduandos, bem como preocupada com o rumo das pesquisas nas instituições mineiras e o impacto negativo que o atraso das bolsas pode ocasionar para todos os beneficiados. A direção da entidade se mostrou atuante e engajada na luta pelo cumprimento e pagamento das bolsas e projetos de pesquisas aprovados nos editais anteriores. Entretanto, cabe ressaltar que se faz necessário maior interação e mobilização dos estudantes mineiros para que juntos possamos cobrar e alcançar nossos direitos junto à agência e ao Governo Estadual”, afirma Tulio Gonçalves.

Da Redação

Cristiano Junta, Luiz Lemos, Maira Gentil e Gabriel Mendoza*

A Associação Nacional de Pós-Graduandos junto com APGs e pós-graduandos de 43 universidades e campus diferentes realizou entre os dias 27 a 29 de abril uma exitosa Caravana à Brasília por Mais Direitos para os Pós-Graduandos e Contra os Cortes no Orçamento. Confira nesse texto como foram algumas das principais atividades da caravana, e quais são as próximas tarefas para o nosso movimento garantir o atendimento das nossas reivindicações do governo federal.
A mais importante atividade da caravana ocorreu dia 29 de abril, as 16 horas quando cerca de 40 pós-graduandos representando mais de 30 universidades em conjunto com a diretoria da ANPG se reuniu com o professor Luiz Cláudio Costa, secretário executivo do MEC. Nessa ocasião, foram apresentadas as reivindicações do movimento contida na convocatória da Caravana e nos posicionamos contra os cortes no orçamento em virtude do Plano Levy de ajuste fiscal.
Durante a audiência com o secretário executivo a ANPG colocou de maneira bem clara que esses cortes orçamentários e essa política de ajuste fiscal é inaceitável. Até agora, chegando já ao mês de maio, o Governo Federal ainda não tem o orçamento definitivo sancionada pela presidenta Dilma, o que faz com que esteja em vigor o decreto presidencial que cortou 30% das verbas do MEC e 7% das verbas do MCT&I. Isso tem acarretado em atraso no pagamento de bolsas e diversas dificuldades em todas as universidades federais. A ANPG é resolutamente contra essa política de ajuste fiscal feitas as custas dos gastos sociais do governo federal. Nesse contexto o próprio Luiz Cláudio Costa declarou que é contra o corte no orçamento do MEC, mas disse que ele mesmo iria negociar com o Ministério do Planejamento essa questão, mas nada podia garantir para nós a esse respeito.
Além disso, Luiz Fernando Remos, da APG-IMEEC da UNICAMP apresentou um estudo conduzido por ele, Felipo Bacani e Marina Weyl, pós-graduandos da UNICAMP, onde se demonstra que um gasto de apenas 0,45% do orçamento total do MEC – ou seja, menos de meio por cento – seria suficiente para dar no ano de 2015 um reajuste de 8% no valor das bolsas e pagar uma 13° Bolsa para todos os pós-graduandos bolsista da CAPES.
O secretário executivo do MEC afirmou que com a nomeação do presidente da CAPES em 7 de maio, será publicado, nessa semana mesmo, uma medida do ministério que institui uma comissão de negociação com dois representantes da ANPG para discutir as reivindicações dos pós-graduandos. Entretanto, hoje chegamos já ao dia 15 de maio e a comissão até agora não foi oficializada.
O secretário executivo se comprometeu também de que essa comissão terá um prazo de 60 dias para apresentar suas propostas iniciais. Portanto, até julho de 2015, deverá haver uma primeira minuta do resultado da comissão de negociação. Esta é uma importantíssima vitória da mobilização da Caravana, pela primeira vez em muitos anos a ANPG terá uma comissão de negociação diretamente com o MEC para tratar sobre uma resolução imediata para nossas reivindicações, este é um passo fundamental. É decisivo para o futuro da pós-graduação no país usar essa comissão de negociação para arrancar nossas reivindicações do governo federal.
Nesse sentido a ANPG deverá propor ao MEC e ao MCTI (que também se comprometeu em constituir uma comissão de negociação) um conjunto de medidas objetivas e bem fundamentadas construídas em cooperação com as Associações de Pós-Graduandos de todo o país (tendo como exemplo o estudo da UNICAMP). Este é o meio mais efetivo, no momento, para fazer avançar a luta por nossos direitos. Dentre elas, acreditamos é fundamental destacar:
– O pagamento em 2015 de uma 13° bolsa para todos os pós-graduandos bolsistas da CAPES e CNPq.
– Um reajuste no valor das bolsas, de pesquisa da CAPES e CNPq em 2015
– Publicação de uma portaria pelo MEC que institua os direitos dos pós-graduandos, onde se inclua: a) aviso prévio de 30 dias antes do cancelamento de quaisquer contrato com bolsista e direito de recorrer dessa decisão por parte do bolsistas frente ao órgão competente, b) instituição de uma data-base anual para o reajuste no valor das bolsas de pesquisa, c) licença maternidade de 180 dias e licença paternidade de 30 dias com extensão do pagamento da bolsa e dos prazos de titulação, d) licença saúde com extensão do pagamento da bolsa e dos prazos de titulação, dentre outros direitos básicos.
– Propor uma minuta de portaria do Ministério da Previdência Social que crie uma categoria específica de contribuição para os pós-graduandos dentro do Regime Geral da Previdência Social.
– Que o MEC institua um Programa Nacional de Combate ao Assédio Moral, Sexual e aos Preconceitos no Ensino Superior.
Agora, mais do que nunca, é hora de fazer avançar a luta dos pós-graduandos e garantir a instituição de nossos direitos por parte dos ministérios de Educação e Ciência, Tecnologia & Inovação. O empenho e esforço de todos os pós-graduandos nesse processo é fundamental. Por isso convidados todos a contribuir com propostas que serão apresentadas aos ministérios bem como acompanhar atentamente os relatos sobre os andamentos das negociações.
*Cristiano Junta é Vice-Presidente da ANPG

Luiz Fernando Ramos Lemos é Diretor de Instituições Estaduais da ANPG

Maira Gentil é Diretora de Movimentos Sociais da ANPG

Luiz Gabriel Menten Mendoza é Diretor de Relações Internacionais da ANPG

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Instituição é a primeira pública do país a utilizar métodos de forma abrangente. Ao menos 20% das vagas serão destinadas para pardos, negros e indígenas.

A Universidade Federal de Goiás (UFG) é a primeira instituição pública de ensino do país a adotar o sistema de cotas raciais para todos os seus 79 cursos de pós-graduação. Em reunião do Conselho Universitário, ficou decidido que ao menos 20% das vagas de cada um dos programas serão destinadas a candidatos negros, pardos e indígenas.

De acordo com o pró-reitor de pós-graduação da UFG, professor José Alexandre Diniz Filho, a política de cotas já era usada por outras universidades, mas nunca de forma tão abrangente. Segundo ele, esse modelo se restringia a alguns programas de forma isolada.

“Havia uma demanda de vagas para esses candidatos e essa medida é uma forma de melhorar a inclusão. É uma concepção geral que esta situação é uma forma de corrigir um histórico contra esses povos e que ainda existe, infelizmente”, disse Filho ao G1.

Diniz explicou ainda que espera uma maior procura das pessoas contempladas pelo sistema. Apesar das vagas resevadas, ele garante que o nível do aprendizado permanecerá alto.

“Dessa forma, mais pessoas irão prestar o processo seletivo. Com isso, a concorrência ficará maior e o nível de exigência não vai diminuir”, esclarece.

Fonte: G1 Goiás