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A reportagem foi ao ar na TV Globo

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou que uma matéria divulgada na segunda-feira, 11, pela TV Globo, sobre a bolsista do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Amanda Amâncio de Oliveira, está incorreta.

A Diretoria de Relações Internacionais da Capes esclareceu que o retorno da estudante foi autorizado pela Capes, ao contrário do que foi dito na reportagem. [Leia comentário da estudante em sua página na rede social Facebook]

“Na manhã de ontem passou na Globo uma reportagem sobre o Ciência sem Fronteiras onde eu apareço. Gostaria de dizer que tudo o que foi dito a meu respeito naquela reportagem é mentira”, afirmou a estudante, em seu perfil no Facebook.

Amanda de Oliveira comprovou a conclusão total dos créditos cursados na universidade no exterior, optando pela não realização do estágio, por motivo justificado. “Eu não voltei para o Brasil pela insegurança gerada pela falta do dinheiro. Eu voltei pelo simples motivo que minhas aulas na UFT começariam agora e eu julguei não valer a pena perder outro semestre” diz o texto de Amanda, esclarecendo que essa explicação foi dada à reportagem, que no entanto a omitiu.

A Diretoria de Relações Internacionais da Capes informou também que o auxílio deslocamento de retorno é pago pela Capes, após a comprovação do cumprimento das atividades acadêmicas. Mesmo que a estudante tenha se antecipado na compra da passagem, o dinheiro do auxílio é depositado no cartão do bolsista, respeitando o prazo padrão dos trâmites financeiros internacionais.  Por fim, informou que o valor referente ao auxílio deslocamento foi transferido à estudante nesta semana.

A Capes ressaltou ainda que a resposta enviada ao jornal no sábado, 9, pela Assessoria de Comunicação Social do MEC, informava que não havia retorno de bolsistas ao Brasil devido ao atraso no repasse de recursos para o período de estágio, motivo alegado pela matéria da TV Globo.

A Capes entende que é fundamental que a imprensa dê publicidade aos esclarecimentos dados pelos órgãos, instituições e fontes consultadas, como este órgão que, diariamente, atende aos diversos veículos de imprensa de todo o Brasil. Somente tornando públicas informações devidamente apuradas a imprensa poderá servir à sociedade de forma transparente e imparcial.

Fonte: MEC e Jornal da Ciência

Os ex-presidentes da ANPG Luana Bonone e Luciano Rezende foram indicados como candidatos ao próximo Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Luana, que foi presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos entre os anos de 2012 e 2014, foi indicada como Secretária Regional Adjunta da SBPC para o estado do Rio de Janeiro no biênio 2015-2017, enquanto Luciano, que foi presidente da entidade em dois mandatos, entre 2002 e 2005, é candidato ao Conselho 2015-2019 para a área ‘D’ da Sociedade, que engloba o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

“Neste momento em que o país debate de forma tão intensa questões absolutamente candentes, como segurança pública e educação, é muito importante que a SBPC possa crescer e estimular esses debates na Academia, para que reflexões a respeito da realidade brasileira e internacional sejam provocadas nas mais diversas áreas, e a partir disso a Academia se engaje em busca de respostas, e também de novas perguntas”, diz Luana.

Compete ao Conselho deliberar sobre a política editorial da entidade e alterar o regimento da SBPC, entre outras tarefas. “O conselho é uma instância de debate político, que serve de subsídio e aconselhamento para a diretoria”, diz Luana.

As Secretarias Regionais são administradas por um ou uma Secretário(a) Regional, que cumpre mandato de dois anos após ser eleito por associados residentes da região em questão. Além disso, compete às Secretarias representar a entidade na área, divulgar as atividades e reuniões anuais da SBPC e incentivar a participação dos associados, entre outros.

“O processo no Rio de Janeiro tem sido muito interessante, visto que os sócios foram convocados a discutir o processo de eleição da SBPC e há muitos quadros novos se apresentando para contribuir com a entidade, tanto mais experientes, quanto recém-chegados à universidade.”, afirma a ex-presidenta.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência é uma entidade civil sem fins lucrativos, tem o objetivo de unir e defender o avanço científico e tecnológico brasileiro, bem como o desenvolvimento educacional e cultural do país. A SBPC representa mais de 100 sociedades científicas e mais de 6 mil sócios ativos, tendo um importante papel na valorização tanto da ciência como dos cientistas do Brasil, além de ser força na exigência de investimentos para a  ciência. Sua sede fica em São Paulo e ao redor do país existem diversas Secretarias Regionais.

No próximo dia 21, todos os sócios ativos receberão instruções para votação eletrônica da nova diretoria.

Mais informações sobre a eleição estão disponíveis no site da SBPC: http://www.sbpcnet.org.br/site/eleicoes2015/

Confira o currículo dos candidatos:

Luana Meneguelli Bonone é graduada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela UFMG, especialização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais pelo Programa de Formação de Conselheiros Nacional da UFMG e mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Além da ANPG, JÁ FOI PRESIDENTA DA União Estadual dos Estudantes (UEE). Atualmente é Ouvidora-Geral da Agência Nacional de Cinema (ANCINE).

Luciano Rezende Moreira é engenheiro agrônomo, mestre em entomologia e doutor em fitotecnia pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente, é professor no Instituto Federal Fluminense e, além de ter sido presidente da ANPG, já foi dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e Secretário Executivo da Organização Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), fez parte da comissão que elaborou o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) e é sócio da SBPC há cerca de dez anos.

Da Redação

Até o fim de junho, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) deve apresentar uma proposta de cotas raciais para a pós-graduação, com o intuito de que as instituições federais brasileiras garantam não apenas o ingresso, mas também o estudo de temas diversificados.

A proposta se baseia na Lei 12.711/12, conhecida como Lei de Cotas da graduação. Até 2016, 50% das vagas de universidades federais e instituições federais de ensino técnico de nível médio devem ser destinados à estudantes de escolas públicas,  garantindo, também, reserva de vagas para negros.

Outra proposta da Seppir é fortalecer linhas de pesquisa que se voltem para questões raciais e os Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros de universidades federais e estaduais. Como o processo de seleção varia de uma instituição para outra, o secretário de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir, Ronaldo Barros, diz que é necessário encontrar formas de promover o ingresso dos estudantes cotistas de maneira que não fira a autonomia das instituições. “É algo imprescindível para o país, tendo em vista que as políticas de ação afirmativa tendem a agregar valor. Quanto maior a diversidade, maior a qualidade”, diz o secretário.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad), o número de estudantes negros (pretos e pardos) nos cursos de pós-graduação stricto sensu em 2013 foi mais que o dobro de 2001, subindo de 48,5 mil para 112 mil.

Apesar dos números animadores, e mesmo sendo a maior parte da população brasileira (52,9%), apenas 28,9% dos pós-graduandos são pretos ou pardos.

Para a psicanalista e professora aposentada da Universidade de Brasília (UnB), Maria de Lourdes Teodoro, esse número ainda é insignificante “em relação ao que deveria ser se houvesse justiça social no Brasil e não uma marginalização histórica difícil de ser revertida por conta das grandes desigualdades”. Apesar do currículo, que inclui graduação em literatura brasileira e língua estrangeira moderna pela UnB, mestrado e doutorado pela Universidade de Paris III (Sorbonne-Nouvelle) e pós-doutorado pela Universidade de Harvard (EUA), quando a professora voltou ao Brasil, após ter saído por não ter sido aceita em nenhum mestrado, não conseguiu emprego. “Normalmente a gente não consegue emprego por não ter capacitação. Eu estava capacitada”, finaliza.

Já Jurema Werneck, doutora em Comunicação e Cultura e coordenadora da organização não governamental Criola, crê que o número de pesquisadores negros cresce, mas a condição e participação e produção de pesquisa ainda é muito limitada. “A comunidade negra tem cada vez mais mestres e doutores formados. Tem mais pessoas habilitadas a fazer pesquisa, a liderar pesquisa. Mas a universidade, a academia, ainda é controlada pelos interesses dos brancos”, diz.

As cotas raciais para a pós-graduação têm maior abrangência no estado do Rio de Janeiro por conta da Lei 6.914/14, que estabelece que 12% das vagas de pós-graduação das universidades públicas do RJ devem ser destinadas à negros e indígenas.

Da Redação com informações da Agência Brasil e Brasil 247

Devido à suspensão de novas bolsas de doutorado sanduíche concedias pela CAPES a partir de 01/04/2015, a ANPG entrou em contato com a agência em busca de um posicionamento.
A CAPES afirma, em nota enviada à Associação Nacional e Pós-Graduandos, que:

“A CAPES informa que não há suspensão de quaisquer programa da área internacional, estando aguardando as definições orçamentárias para dar continuidade aos processos de concessão de bolsa.”

A Anpg continuará cobrando a regularização dessa situação.

Da Redação

Matéria relacionada:

08/05/2015: Suspensão de bolsa de doutorado sanduíche da CAPES deixa pós-graduandos impossibilitados de continuar suas pesquisas

Nos últimos dias, a ANPG tem recebido diversas reclamações de pós-graduandos com relação à suspensão por tempo indeterminado de bolsas do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), concedidas CAPES, que acontece desde o dia primeiro de abril.

O doutorando Saulo Abouchedid entrou em contato com a ANPG para expressar sua insatisfação com a situação. “Mandar um pedido de bolsa para o PDSE significa que já foi combinado e formalizado com o professor da universidade do exterior o período e a pesquisa a ser realizada. Alguns doutorandos inclusive já compraram passagem e estão em processo de mudança junto com suas famílias”.

A CAPES informou os estudantes, por meio de e-mail, que não há previsão orçamentária para o recebimento de inscrições. O Setor de Doutorado Sanduíche informa não possuir mais informações. Se houver autorização para a continuação das inscrições e trâmites internos, e caso não haja tempo hábil para a implementação da bolsa de acordo com o período informado pelo candidato, será necessária a alteração de período.

Muitos pós-graduandos receberam carta da agência e o auxílio transporte e saúde, porém não houve pagamento das mensalidades, o que os deixou impossibilitados de viajar e continuar suas pesquisas, tendo, inclusive, problemas monetários. A doutoranda Camila Pierobon disse, em e-mail à ANPG, que “é preciso ressaltar o prejuízo financeiro que as pessoas estão tendo e principalmente o acadêmico”, devido à paralisação.

Já a doutoranda Mariana, de Marília (SP), afirma que ficou decepcionada.  “Uma das metas da minha pesquisa é fazer uma coleta de dados no exterior. Sem a bolsa CAPES, me sobram restritas opções”, afirma.

No site da entidade não há nenhuma informação a respeito e, segundo Mariana, não houve um diálogo com os bolsistas sobre o que está acontecendo com o doutorado sanduíche. “A desinformação a respeito é o pior de tudo, pois nós pesquisadores nos dedicamos à pesquisa e temos muito pouco retorno”, completa.

A ANPG entrou em contato com a presidência da CAPES, através de ofício, solicitando esclarecimentos sobre a paralisação. Também foi solicitada divulgação de nota institucional nos espaços da agência em decorrência da situação. Até o fechamento dessa matéria, a Associação não obteve respostas.

Continuaremos acompanhando e pressionando a agência em busca de respostas e uma solução para a situação.

Da Redação

20150507075135

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, empossou hoje (7) o novo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Carlos Afonso Nobre assumiu o cargo ocupado desde 2004 por Jorge Almeida Guimarães.

 A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, esteve na posse do prof. Carlos Nobre e diz que “ foi emocionante a saída de Jorge Guimarães que, depois de onze anos a frente da agência, deixa, sem dúvidas, uma CAPES e uma pós-graduação brasileira muito melhores do que encontrou”. Tamara também cita a fala de Nobre, que questionou o impacto social da produção acadêmica e o produtivismo, “avaliação não pode ser só quantidade”, conclui.

No discurso de posse, na manhã de hoje, na sede da Capes, o ministro Renato Janine e Carlos Nobre destacaram o papel da ciência como fundamental para redução da desigualdade social no Brasil. Vinculada ao MEC, a Capes é responsável pelo reconhecimento e avaliação de cursos de pós-graduação em todo o país.

Saiba Mais Professor Carlos Nobre presidirá a Capes Para o novo presidente da entidade, os estímulos proporcionados pelo governo brasileiro à produção científica têm sido ferramenta relevante para amenizar os efeitos da crise econômica no país e diminuir as diferenças sociais, possibilitando que as camadas menos favorecidas da população tenham acesso à educação, particularmente à produção acadêmica.

“Há uma percepção generalizada de crise no setor industrial. Esse círculo, no entanto, se fecha se olharmos para a produção científica [que tem sido desenvolvida no Brasil]. Somos atualmente o terceiro país que mais produz trabalhos acadêmicos”, disse Nobre, ao defender políticas de incentivo à formação e, em consequência, à publicação de trabalhos acadêmicos desenvolvidos no país.

Carlos Nobre acrescentou que a Capes precisa continuar em busca de novas iniciativas e mecanismos para ajudar o Brasil a enfrentar, de forma sustentável, seus problemas.

“O Ciência sem Fronteiras é um marco da ciência brasileira para o mundo. É um vetor do Brasil para as principais universidades estrangeiras. Precisamos trabalhar para trazer mais estrangeiros para produzirem aqui no Brasil. Nosso potencial de atratividade é imenso.”

Para o ministro Janine, não basta produzir conhecimento. É preciso colocá-los em prática. “A Capes é uma das joias da coroa do Brasil. Sua atuação tem de ser no sentido de que o conhecimento não se limita ao mundo como é, mas que almeje como ele [o mundo] pode ser. E como ser melhor”, explicou o ministro.

Renato Janine destacou ações recentes em defesa da inclusão social como “prioridade irrenunciável nacional”. Segundo ele, nenhum político brasileiro que queira ser eleito poderá, a partir desses referenciais, deixar de dar continuidade às políticas sociais desenvolvidas pelos governos Lula e Dilma.

“Em apenas cinco anos, um quarto da população foi retirado da miséria e da pobreza extrema. Não [apenas] por programas como o Bolsa Família, mas sim pela política de valorização real do salário mínimo, que, em termo de poder de compra, somente agora chega ao valor de 70 anos atrás”, concluiu o ministro.

Da Redação com informações da Agência Brasil

CARAVANA À BRASÍLIA POR MAIS DIREITOS PARA OS(AS) PÓS-GRADUANDOS(AS) E FINANCIAMENTO PARA CT&I
CARAVANA À BRASÍLIA POR MAIS DIREITOS PARA OS(AS) PÓS-GRADUANDOS(AS) E FINANCIAMENTO PARA CT&I

Cobertura jornalística durante a Caravana à Brasília:
30/04/2015 – CARAVANA À BRASÍLIA: ANPG se reúne com MEC e MCTI
30/04/2015 – CARAVANA À BRASÍLIA | Conquista Histórica do Movimento de Pós-Graduandos: Frente Parlamentar em Defesa da Ciência, Tecnologia e Pós-Graduação

Cartaz

 
Cobertura jornalística do I Seminário Nacional de Assistência Estudantil:
29/04/2015 – I Seminário Nacional de Assistência Estudantil reuniu mais de 100 pós-graduandos de todo o país
28/04/2015 – CARAVANA À BRASÍLIA: Parlamentares apoiam pautas debatidas no seminário de Assistência Estudantil
28/04/2015 – I Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e perspectivas para a pós-graduação tem início com falas emocionadas
Matérias publicadas antes do evento:
13/04/2015 – Seminário Nacional de Assistência Estudantil acontece durante a Caravana à Brasília
30/04/2015 – Caravana à Brasília por Mais Direitos para os Pós-Graduandos e financiamento para CT&I
 

Nietzsche-Simposio Icict-IMS-Uerj

O evento, uma parceria entre o Icict/Fiocruz e o IMS/Uerj, é voltado para alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados na articulação entre saúde coletiva e filosofia

O filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche durante a sua fase produtiva – até os 44 anos – escreveu vários textos críticos sobre religião, moral, cultura contemporânea, filosofia e ciência, utilizando metáforas, ironias e aforismos. Sua trajetória foi interrompida por uma sífilis terciária (ou paralisia geral progressiva) e por outras enfermidades que o atingiram progressivamente até a sua morte.

Para rever o entendimento tanto da própria doença que acometeu o filósofo alemão, quanto da questão saúde-doença em sua obra, tentando reunir contribuições relacionadas com a saúde e a doença na vida, obra e crepúsculo de Nietzsche, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), em parceria com o Instituto de Medicina Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj) e o Grupo de Pesquisa Nietzsche-gambiarra/Fiocruz realizará, dia 5 de maio, terça-feira, de 13h às 19h, o simpósio “Frederico furioso: saúde & doença em Nietzsche”.

A abertura será feita pelo filósofo Francisco Ortega (IMS/Uerj), seguida de três mesas redondas: “Diagnósticos atuais da enfermidade”, com Charles André (UFRJ), André Rangel Rios (UERJ-IMS) e Rossano Cabral (UERJ-IMS). Às 14h30, “Saúde, doença e patografia”, com José Nicolau Julião (UFRRJ), Rogério Henriques (PUC–PR), Carlos Estellita-Lins (Icict/Fiocruz) e Luciano Monteiro (Casa de Oswaldo Cruz – COC/Fiocruz) e, por último, “Cultura, sofrimento e dor” – que começará às 16h, contará com Charles Feitosa (UNIRIO), Arlinda Moreno (Ensp/Fiocruz), José Thomaz Brum (PUC–RJ) e Rosa Maria Dias (do Programa de Pós-Graduação em Filosofia – PPGFIL/Uerj.

A partir das 17h30, serão exibidos filmes que falam de Nietzsche, de cineastas como o brasileiro Julio Bressane (“Dias de Nietzsche em Turim”, 2001), o alemão Hans-Jürgen Syberberg (“Nietzsche’s Frohliche Wissenschaft”, 1999), o francês Jean Rouch “Dionysus”, 1986), o também brasileiro Fáuston da Silva (“Meu amigo Nietzsche”, 2012), além dos programas Porta dos Fundos (“Testemunha de Darwin”, 2015) e do videoarte do grupo Gambáfugiu (“Rosaas 1, 2 & 3”, 2011).

O pesquisador do Icict, Carlos Estellita-Lins em entrevista ao site Icict/Fiocruz falou sobre o simpósio e o que abordará em sua apresentação. Leia aqui http://www.icict.fiocruz.br/content/sa%C3%BAde-doen%C3%A7a-em-nietzsche-s%C3%A3o-temas-de-simp%C3%B3sio-que-ocorre-dia-505

O simpósio “Frederico furioso: saúde & doença em Nietzsche” acontecerá no anfiteatro do 6º andar, do Instituto de Medicina Social, da Uerj, que fica na Rua São Francisco Xavier, 524, Pavilhão João Lyra Filho, Bloco E, no Maracanã. A entrada é gratuita.

Serviço

Evento: Simpósio “Frederico furioso: saúde & doença em Nietzsche”

Mesas redondas: “Diagnósticos atuais da enfermidade”, “Saúde, doença e patografia” e “Cultura, sofrimento e dor”, além de curtas, filmes e vídeos

Data: 5/05/2015 – 3ª. Feira, de 13h às 19h

Local: Anfiteatro do 6º andar, do Instituto de Medicina Social, da Uerj, que fica na Rua São Francisco Xavier, 524, Pavilhão João Lyra Filho, Bloco E, no Maracanã.

Inscrições: Limitadas – Entrada gratuita

Fonte: Fiocruz

O que a resolução propõe?

a)     Os Programas de Pós possuem autonomia para estabelecer seus critérios de seleção;
b)    A Resolução define cotas de 20% das vagas para pretos, pardos e indígenas;
c)     A aplicação das cotas deve ser respeitada e independe dos diferentes modelos de processos seletivos (por linha, geral, área de pesquisa ou por orientação);
d)    A proposição trata também da permanência e acompanhamento dos alunos cotistas pelo Programa de forma a evitar a evasão;
e)     Não se aplica aos Programas em Rede (que envolve outras universidades) para que não haja conflitos de ingerência em outras instituições.
 
Do mérito da proposta
Conforme o parecer, não há dúvida que a proposta coloca a UFG na linha de frente de um debate importante e ainda muito caro para o Brasil, a inclusão dos negros (aqui incluindo os quilombolas), pardos e indígenas, em todos os campos da vida social, em especial, no prestigiado campo da pesquisa.
Várias universidades já tomaram essa iniciativa. A Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Estadual da Bahia (UNEB) e a Universidade Federal do Pará (UFPA). Mais recentemente, o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas (Unicamp) também aprovou cotas para todos os cursos de pós-graduação vinculados à Faculdade.
Por meio dessa decisão pode-se afirmar que a UFG ganha em protagonismo ao fazer uma proposta mais ampla e mais ousada, isto é, propõe a aplicação de cotas em todos os cursos de pós da Universidade. Será, portanto, a primeira Federal a instituir uma política mais abrangente, mas plenamente possível como foi amplamente discutido pelos conselheiros nas diferentes Câmaras da universidade.
O relato apresentado destaca que tal proposta não figura como uma política isolada. Contrariamente, está em plena consonância com as políticas federais que já instituíram cotas na graduação, assim como para a contratação de servidores (técnicos e docentes).
Muito recentemente, a mais alta corte judicial do País (Supremo Tribunal Federal – STF) implementou uma política de cotas (20%) para contratação de servidores do seu quadro.
Por fim, alguns conselheiros chamaram a atenção de que se existem cotas para técnicos, para alunos de graduação e para docentes, ainda não havia cotas na pós-graduação. Isto é, observava-se claramente uma lacuna.

Tal proposição, portanto, deu um passo importante para democratizar ainda mais a Universidade ao torná-la mais plural e mais representativa dos diversos matizes de cores e grupos étnicos presentes no Brasil.

Para a presidente da SBPC, Programa Ciência sem Fronteiras está “depauperando” o FNDCT

Embora o Programa  Ciência sem Fronteiras seja um dos pilares para a internacionalização da educação brasileira e para a formação de recursos humanos com qualificação, especialistas veem necessidade de ajustes no programa. Esse foi o foco central da audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) realizada na manhã desta quarta-feira, 29, no Senado  Federal.

Mediado pelo senador Cristovam Buarque, presidente da CCT, o debate avaliou a política pública de “Formação de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação, com especial enfoque para o programa Ciência Sem Fronteiras.”

A mesa de debate reuniu nomes como o presidente do CNPq,  Herman Chaimovich, o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a presidente da SBPC, Helena B. Nader; e o acadêmico Isaac Roitman, professor Emérito da Universidade de Brasília (UnB) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Abrindo o debate, a presidente da SBPC, docente da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), fez elogios ao Programa Ciência sem Fronteiras para a formação de RH no País, mas voltou a questionar a fonte de recursos canalizados para o Programa. Ela criticou o fato de o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), criado há décadas para fomentar a pesquisa, desenvolvimento e inovação, ser a principal linha de fomento dessa iniciativa.

“O Ciência sem Fronteiras é um programa que aplaudo de pé, mas ele está depauperando o FNDCT que não foi criado para isso. É aquela história da ´escolha de Sofia´: faltou dinheiro, tira do FNDCT”, avalia a presidente da SBPC.

Despesas cobertas pelo FNDCT

O próprio presidente do CNPq, Chaimovich –  que também fez vários elogios ao Programa, sobretudo no que se refere à internacionalização da educação brasileira – reconheceu a necessidade de serem criadas novas fontes de recursos para o programa Ciências sem Fronteiras. “O Programa Ciência sem Fronteiras tem que continuar, mas precisa ser um programa com recursos novos.”

Dados apresentados por Chaimovich revelam que o orçamento do MCTI (sem as emendas parlamentares) está na casa de R$ 6,5 bilhões, dos quais R$ 3,8 bilhões são provenientes do CTPetro. Do total, R$ 1,1 bilhão são extraídos  do FNDCT para cobrir despesas do Programa Ciências sem Fronteiras.

Na ocasião, o presidente da Capes informou que de 2011 a 2014 foram aplicados R$ 6,359 bilhões no Programa. A previsão para 2015 é que esses valores somem R$ 9,4 bilhões, no total.

O programa foi criado para ofertar no total 101 mil bolsas, sendo a maioria (79%) cursos de graduação, principalmente na área de exatas. Guimarães apresentou balanço mostrando que 40 mil estudantes bolsistas já voltaram ao Brasil. Outro universo de 32 mil voltará este ano.

No debate, o presidente da Capes saiu em defesa do aumento da participação dos investimentos em ciência e tecnologia no Produto Interno Bruto (PIB) para 2%, principalmente por parte do setor privado, seguindo o modelo de países desenvolvidos.

“Se o país não aplicar 2% do PIB em ciência e tecnologia será difícil ganhar condições para crescer”, observa.

Por sua vez, o acadêmico Isaac Roitman, professor emérito da UnB, também defendeu aperfeiçoamento do Programa Ciência sem Fronteiras. Ele recomendou, dentre outros fatores, a inclusão das áreas Humanas e Sociais no Programa. Sugeriu, ainda, a criação de indicadores de qualidade do programa (de resultados e de impactos); e a revisão das metas quantitativas e critérios de seleção.

Investimento pífio em C&T

O presidente da Capes,  Guimarães, destacou que o Brasil investe 1,1% do PIB em ciência e tecnologia e  possui números modestos de cientistas e engenheiros. Com a mesma visão, a presidente da SBPC defendeu aumento de número de bolsas de doutorado para formação de recursos para área de CT&I.

Do lado da plateia, o senador Omar Aziz (PSD/AM) fez vários questionamentos aos integrantes da mesa. Interrogou, por exemplo, quais os frutos que o Brasil colherá com os investimentos no Programa Ciência sem Fronteiras e a vocação da pesquisa no Brasil. “Qual é a vocação da pesquisa no Brasil?”, questionou o senador.

O parlamentar aproveitou o debate para criticar o fato de o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), criado há anos, ainda não ter saído do papel. “Cuba no passado recebeu 5 bilhões (de dólares) da União Soviética e investiu em pesquisa em saúde. E o Brasil cria ministérios com tanta facilidade mas não consegue colocar o CBA para funcionar.”

Em resposta ao senador, o presidente da Capes disse que a vocação da pesquisa brasileira tem sido a agricultura. O Brasil, segundo disse, ocupa a primeira posição no ranking mundial em conhecimento agrícola. Outro destaque é a pesquisa ligada à medicina tropical, na qual o Brasil responde por quase 20% do conhecimento mundial nessa área. “Não temos vacinas porque nossa indústria farmacêutica é muito fraca.”

Segundo Guimarães, na década de 1960, o conhecimento nessas áreas, em que o Brasil se destaca do mundo, era obtido no exterior. “Hoje não precisamos mais disso”, comemora.

Fonte: Jornal da Ciência