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Jornalista ANPG

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A revista Carta Capital, em parceria com a ANPG, fará um webinar para debater os desafios os nacionais após a trágica condução do governo ao enfrentamento do coronavírus.

Sob o tema “O Lugar do Brasil no mundo pós-pandemia”, o evento acontecerá entre os dias 3 e 31 de agosto e faz parte do projeto Diálogos Capitais.

A primeira mesa de debate na terça-feira, às 17h, com os palestrantes Isaac Schwartzhaupt,Alexandre Padilha e Daniel Dourado. Faça sua inscrição através do dialogoscapitais.com.br .

Embora a agência informe que não afetará pagamentos de bolsas e nem ocasionará perdas nos dados dos pesquisadores no Brasil, esse cenário é reflexo do projeto de desmonte da ciência brasileira. Cabe destacar que o CNPQ é uma das principais agências e apesar disso vem sofrendo com grave restrição orçamentária, o que vem impactando diretamente ao fomento à pesquisa. Não à toa apenas 13% dos projetos indicados em um dos editais de fomento à pesquisa científica irão receber financiamento.

O governo federal segue fazendo escárnio da ciência brasileira. Sem financiamento, sem investimento e sem transparência, Bolsonaro segue sendo irresponsável com a produção da científica, e sem ela não há como existir soberania nacional. Não existe futuro e nem desenvolvimento! Enquanto isso, o ministro Marcos Pontes, faz agenda que não gera nenhum impacto para ciência & tecnologia.

Além disso, na semana passada recebemos a notícia do corte de 116 milhões de reais em pagamento de bolsas. Com o agravante, de partes dos recursos do ano ainda estarem condicionados a liberação do Congresso Nacional, e Paulo Guedes segue liberando a conta-gotas os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico.

Por isso, nossa reposta é a luta em defesa da ciência e tecnologia do país e Fora Bolsonaro! É imperativo a recomposição urgente do orçamento do CNPq e defesa dessa instituição tão importante para o desenvolvimento nacional.

É com indignação que a ANPG se manifesta contra os novos cortes de orçamento do CNPq, no valor de R$116 milhões, que impactará diretamente as bolsas da agência

O Ministério da Economia está condicionando a liberação dos 5 bilhões do FNDCT – o que é obrigatório por lei conquistada com muita luta pela comunidade científica no Congresso Nacional – ao corte de orçamento já aprovado, para se enquadrar ao limite do teto de gastos. Dito de outra forma, para liberar recursos obrigatórios do FNDCT para institutos de pesquisa, cortaram na rubrica de bolsas do CNPq aprovada no orçamento.

Na prática, nos obrigam a fazer luta política e pressionar novamente no parlamento por verbas para bolsas que já haviam sido conquistadas, como se o financiamento da formação de jovens cientistas não fosse uma função do Estado, assegurada pela Constituição de 88.

O governo está condicionando o setor de ciência e tecnologia à permanente incerteza sobre o futuro e com pires na mão pela sobrevivência digna. Uma verdadeira humilhação!

Por isso, a ANPG convoca um dia de mobilização nas redes para 21 de julho em defesa do CNPq e contra os novos cortes de bolsas, além de reforçar a convocação para as manifestações de rua no dia 24 de julho.

Para defender a ciência e a pesquisa é preciso derrotar o governo Bolsonaro!

Associação Nacional de Pós-graduandos, 16 de julho de 2021

São Paulo, 10 de julho de 2021.

São repugnantes e condenáveis os ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral e aos ministros do STF Luís Roberto Barroso e Alexandre Moraes.
Ao desacreditar e ameaçar o processo eleitoral, Bolsonaro rompe com as fronteiras do que é aceitável na disputa política e coloca-SE como adversário da democracia e do Estado de Direito.
É intolerável! A sociedade brasileira deve se unir, acima de cores partidárias e ideologias políticas, para defender o bem intocável e maior, a democracia.
A unidade é o remédio para derrotar o arbítrio. Viva a democracia! Fora Bolsonaro!

DIRETORIA EXECUTIVA DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUANDOS

A quarta-feira, 30 de junho de 2021, marca uma mudança de qualidade na luta da sociedade brasileira contra o governo de Jair Bolsonaro. Centenas de entidades, movimentos sociais, personalidades do mundo jurídico e políticos de partidos de esquerda, centro e direita foram ao Congresso Nacional para unificar as ações e apresentar um único pedido de impeachment à Mesa da Câmara, compilando todas as acusações de crimes cometidos pelo presidente da República.

A ANPG foi a entidade que representou a pós-graduação e a academia na ação, que também foi subscrita por UNE, UBES, MST, MTST, ABJD, todas as centrais sindicais e até mesmo o MBL.

A amplitude do super pedido de impeachment visa pressionar o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, e mostrar que o impeachment de Bolsonaro não é uma pauta restrita a segmentos isolados, mas representa o descontentamento crescente do povo brasileiro com o governo federal diante dos 520 mil mortos da pandemia, o desemprego avassalador e a falta de investimentos em Educação e Ciência, entre outras questões.

Para Flávia Calé, presidenta da ANPG, que esteve presente ao ato, a unificação de amplos segmentos da sociedade é fundamental para “por fim ao genocídio no Brasil”. “O superimpeachment é um amadurecimento da sociedade e um passo importante para a constituição da frente ampla para derrotar o governo fascista. Isso aumenta a pressão política sobre o governo e aumenta a representatividade do pedido para que a presidência da Câmara o aceite. É importante que essa frente ampla se reflita nas ruas nas próximas manifestações de rua, porque derrotar Bolsonaro é defender a democracia, a ciência e a vida dos brasileiros”, avalia.

#3J: cresce e se amplia a luta pelo impeachment

O super pedido de impeachment acontece dias antes de mais uma jornada de rua contra o governo. Em virtude das recentes denúncias de corrupção na compra de vacinas e a demonstração do crime de prevaricação do próprio presidente feita pela CPI, a frente nacional Fora Bolsonaro decidiu antecipar a nova rodada de manifestações para 3 de julho. No entanto, as entidades também mantiveram a convocação de atos para o dia 24 de julho.

Em São Paulo, o ato ganha reforço do PSDB, que decidiu ingressar na frente, e o MBL avalia participar também. Ao lado disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) marcou reunião para deliberar juntos às seções estaduais se a entidade vai aderir ao impeachment.

São Paulo, 17 de junho de 2021

 

A pandemia da covid-19, que se alastra por mais de um ano no Brasil, tem causado duros efeitos, potencializando a crise econômica e social que vivemos. E, apesar de já termos vacinas produzidas, o país enfrenta um dos seus piores momentos sanitários, com acúmulo de mais de 470 mil mortes de brasileiros que uma parte considerável poderia ter sido salva se o governo federal tivesse sido responsável se o governo
federal tivesse sido responsável e feito esforços para trazer vacinas o mais rápido possível e para todos. Pelo contrário, as notícias e a CPI da covid vem demonstrando que há um projeto genocida em curso no país, amparado em um negacionismo científico. Não à toa, Bolsonaro recusou dezenas de ofertas de vacinas (incluindo ter rejeitado 81 emails da Pfizer). Por isso, é urgente e necessário que todos os esforços sejam feitos por todos os entes federativos para ampliar a vacinação para todos, fortalecendo a estrutura sanitária do SUS.

Apesar de tudo isso, vemos diversos estados e municípios não medirem esforços para garantir a imunização do nosso povo. Porto Alegre, por exemplo, já vacinou com a 1ª dose mais de 50% da população com mais de 18 anos. Do outro lado, vemos o governo do Maranhão promover campanhas de vacinação que duram um final de semana inteiro e que tem ampliado exponencialmente a população protegida contra a COVID-19. O
município paulista de Serrana, que participou de um estudo de vacinação em massa, viu os casos de infecção reduzirem em cerca de 80%. Ou seja, possibilidades de garantir a vacinação de todo o povo brasileiro não faltam: o que falta é vontade política, por parte do desgoverno Bolsonaro, de que sejam garantidas as doses para salvar nosso povo!

Nesse sentido, a garantia da vacinação tem distribuído à nossa gente segurança e esperança por dias melhores. Acompanhamos, com muita alegria, profissionais de saúde e de educação receberem a vacina e, com isso, a certeza de que o único tratamento precoce é a imunização da nossa gente! Há de se destacar, no entanto, que tantos outros serviços essenciais precisam ser contemplados no Plano Nacional de Imunização. Infelizmente, profissionais de áreas essenciais como coleta de lixo, transporte público e trabalho doméstico, segmentos que sequer tiveram a possibilidade de isolamento social durante a pandemia, ainda não contam com perspectiva de serem vacinados.

Ressaltamos, ainda, que a vacinação de profissionais de educação deve significar, também, um olhar mais atento àqueles e àquelas que estão dentro das universidades e institutos de pesquisas buscando soluções para superarmos essa crise, sob as mais diversas áreas de conhecimento, contemplando como profissionais da educação também aqueles e aquelas que garantem seu funcionamento, como seguranças e profissionais da limpeza. Nesse sentido, as pós-graduandas e os pós-graduandos brasileiros estão envolvidos nas mais diversas práticas de ensino, pesquisa e extensão.

A possibilidade de retomada presencial dessas atividades, como o estágio docente, o cumprimento de horas em laboratórios, centros de pesquisa, atividades de campo e selecionados/as para doutorado-sanduíche, deve ser efetivada com garantias sanitárias para as pesquisadoras e pesquisadores. A pandemia e atividades de campo devem ser garantidas com a certeza de que nenhum pós-graduando seja infectado.

É por isso que defendemos que, desde já, haja a garantia de vacinação desses pós-graduandos e pós-graduandas que estão envolvidas diretamente nessas atividades: pós-graduandas/os em estágio docente; que estejam envolvidos em pesquisas e assistência direta à COVID; residentes em saúde; que estejam em atividades que demandam deslocamento e, por consequência, exposição; e, também, a imunização de
todas e todos os pós-graduandos que exerçam alguma atividade ligada a grupos de risco destacados no Plano Nacional de Imunização. Entendemos também que, para além da garantia da imunização daqueles e daquelas que se encontram em situação de exposição sanitária, muitos pós-graduandos e graduandas tem condições de realizar seu trabalho de forma remota e doméstica, mas, neste momento se deparam com graves consequências de saúde mental, acúmulo de trabalho doméstico e de cuidados. Por isso, a ANPG mantém a tônica da defesa de que é necessário a prorrogação universal dos prazos e bolsas de pesquisas.

Mais do que nunca, torna-se urgente a defesa do SUS e das Instituições Públicas de Ensino, como forma de defesa da vida e da democracia. A vacinação e a aceleração da imunização do povo brasileiro é urgente. Não queremos mais ver nosso povo chorar as dores de perdas que podem ser evitadas. Queremos poder voltar a contar a história de um povo que ri, que inventa, que cria e que luta por dias melhores. Queremos ter a certeza de que nossa gente não terá que escolher entre morrer de fome ou de COVID.

Associação Nacional de Pós-Graduandos

São Paulo, 15 de junho de 2021
A Associação Nacional de Pós-Graduandos vem por meio desta nota expressar apoio e solidariedade à Manuela D’Ávila. Ela que é ex deputada federal pelo RS, e foi recentemente da base de representação da ANPG, vem sendo vítima junto com sua família, mais uma vez, de ataques e agressões de grupos neofascistas, facções essas que no governo federal têm encontrado espaço para expelir e ostentar todo o ódio e violência contra grupos minoritários. Dessa vez, além das constantes ameaças de morte que Manuela vem sendo vítima, sua filha de cinco anos é ameaçada de estupro em grupos reacionários.
Sabe-se que a violência de gênero é estrutural seja na sociedade, na política ou em quaisquer espaços públicos, os quais as mulheres historicamente foram excluídas. Além disso, em contexto de crise do sistema econômico, de cortes orçamentários em políticas que atingem principalmente as mulheres – relacionadas a saúde, educação, assistência social – a tendência é que os ataques de gênero se ampliem, afinal, o lugar da mulher no trabalho doméstico e do cuidado, deve ser reforçado e visibilizado para a manutenção da exploração de classe.
Os crimes de ódio que Manuela têm enfrentado são, portanto, resultado dessa onda reacionária que ganha lugar em um país que vê suas desigualdades se aprofundarem ainda mais e que ao longo de grande parte de sua história, não buscou superar o racismo e o patriarcado. Na pós-graduação, estas estruturas são reproduzidas e manifestam-se de diversas formas, como por exemplo, no sentimento de impostora das pesquisadoras, pelas dificuldades de conciliação das atividades de cuidado com as exigências de produtividade e também por situações lamentáveis de assédio sexual e moral.
Por tudo isso, a ANPG, que tem grande parte de sua história liderada por mulheres, tem reivindicado incessantemente políticas nacionais que promovam a igualdade de gênero e raça nos programas de pós-graduação, ampliando a diversidade dos pesquisadores, com a garantia de condições adequadas de acesso à permanência. Como também, pleiteia a criação de dispositivos eficazes de controle para a punição dos assediadores e proteção a todas as vítimas de violência de gênero em nossas instituições.
Nesta conjuntura tenebrosa, devemos estar fortes para repudiar e combater toda a manifestação de violência e opressão com os instrumentos democráticos que construímos por muita luta popular. Por isso, exigimos a mais rápida apuração e responsabilização dos criminosos envolvidos. Seguiremos organizados, por justiça a Manuela e sua família, e com todo o povo brasileiro, para destruir as estruturas de opressão que violentam e matam as mulheres diariamente em nosso país. Manuela, estamos com você.

Associação Nacional de Pós-Graduandos

A revista científica da ANPG foi relançada para fortalecer a luta da sociedade brasileira pela valorização da pesquisa e da ciência em um momento em que o próprio governo federal é o principal patrocinador do negacionismo.

A pandemia, que deveria ser motivo de união nacional em defesa do conhecimento na busca por vacinas, tem sido usada pelo bolsonarismo para cultivar e disseminar desinformações, mentiras e teorias falsas, como a imunidade de rebanho e remédios ineficazes.

Considerando o agravamento da doença no Brasil, com a ameaça real de terceira onda e as imensas dificuldades que as mulheres (principalmente as mães) estão enfrentando para continuar seus trabalhos acadêmicos, será prorrogada a chamada de trabalhos para a Revista da ANPG, cujo tema será “Mulheres e Mães pesquisadoras em tempos de covid-19”.

O novo prazo para submissão encerra-se em 31 de agosto. Envie seu trabalho! Não deixe de contribuir para o fortalecimento da ANPG enquanto entidade e de sua revista enquanto meio de produzir uma ciência popular e acessível.

As manifestações deste sábado, 29 de maio, marcaram a volta do povo às ruas em todo o Brasil. Convocado pelas entidades estudantis ANPG, UNE e UBES, sindicatos e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o movimento defendeu mais verbas para a Educação e a Ciência, auxílio emergencial de 600 reais e vacinação em massa e ganhou forte caráter antibolsonarista.

De acordo com o balanço realizado pelas entidades promotoras, os atos reuniram cerca de 420 mil pessoas em todo o país, registrando atividades em mais de duzentas cidades, incluídas todas as capitais.

Na cidade de São Paulo, a manifestação chegou a ocupar 10 quarteirões da Avenida Paulista, fechando a via nos dois sentidos, depois saiu em passeata até a Praça Roosevelt.

Em seu discurso, Flávia Calé, presidenta da ANPG, falou da necessidade de reverter a política de desmonte da Ciência e Tecnologia. “Não podemos perder uma geração de jovens brasileiros mais uma vez, nem na escola e na universidade pública e nem na pesquisa. Sem ciência, o Brasil está condenado a ser uma nova colônia no século 21. Isso nós não vamos permitir! Por isso, voltamos às ruas. A ciência que salva vidas e pode garantir nosso futuro precisa ser salva do risco de apagão”.

A depender da situação orçamentária da Educação e da Ciência, novos atos devem ocorrer. Afinal, o tempo vai passando e as suplementações não acontecem. Enquanto isso, universidades federais como a UFRJ e a UFSCAR já declararam que, sem a crescimento de verbas, terão de paralisar as atividades em meados do ano. O CNPq tem para 2021 seu menor orçamento do século.

No Rio de Janeiro, o protesto ocupou a Avenida Presidente Vargas e seguiu até o Largo da Carioca. O ato no Distrito Federal teve concentração no Museu Nacional e marchou até a Esplanada dos Ministérios, onde um boneco de Bolsonaro fazendo alusão a Hitler foi inflado.

Em Recife, a Polícia Militar agiu com truculência e dispersou o final da manifestação com spray de pimenta e tiros de bala de borracha. Duas pessoas perderam a visão e o governo do estado anunciou o afastamento dos policiais responsáveis das ruas.

Em geral, os participantes dos diversos atos utilizaram máscaras, álcool em gel e procuraram manter distanciamento entre si. As entidades organizadoras alertavam reiteradamente sobre as medidas sanitárias e disponibilizavam máscaras nos carros de som.

O próximo sábado, dia 29 de Maio, marcará a volta da indignação de milhões de brasileiros que não suportam mais o desprezo à vida, as atitudes antidemocráticas, o empobrecimento e a fome, o desmonte dos serviços públicos essenciais para o presente e o futuro do país.

As manifestações estão sendo convocadas pela ANPG, o movimento estudantil e por um conjunto de entidades da sociedade civil organizada, que elencaram como bandeiras de luta a defesa da Educação e da Ciência contra os cortes de investimentos. Diversos segmentos defendem ainda o “Fora Bolsonaro”, já que o governo tem dado reiteradas mostras de omissão diante da pandemia que já custou mais de 450 mil vidas.

Para Flávia Calé, presidenta da ANPG, há em curso no Brasil um projeto genocida, que está causando milhares de mortes e deve ser barrado pela luta popular. “É preciso construir nas ruas e nas redes uma nova correlação de forças que nos permita derrotar o governo Bolsonaro e que possibilite derrotar esse projeto de desmonte do sistema nacional de ciência e tecnologia”, disse em vídeo de convocação dos pós-graduandas e pós-graduandas aos atos do dia 29.

Impedir o apagão da Educação e da Ciência

O governo federal tem utilizado os seguidos cortes no financiamento para promover o desmonte das universidades e da C&T. No MEC e no MCTI a situação é tão desoladora que não há recursos para manter o funcionamento das universidades e nem para a continuidade das pesquisas das vacinas em desenvolvimento. No caso das universidades federais, o orçamento aprovado para 2021 é quase 3 bilhões menor do que o destinado em 2014 – eram 7,4 bilhões há 7 anos atrás, serão 4,5 bi este ano.

Exemplo do descaso do governo, a situação da maior federal do país é ainda pior: a UFRJ tem previsto para 2021 o orçamento equivalente ao de 2008 – 13 anos atrás. A reitora Denise Pires Carvalho, em recente entrevista ao jornal O Globo, alertou que se não houver acréscimo de verbas, a universidade terá que paralisar as atividades no meio do ano. Fechar as portas também é uma ameaça no horizonte de UFG, UFPE, UNIFESP, UFSCAR, UNB, UFMG e UFBA.

“Nossa situação é dramática. Esses problemas já podem começar a acontecer ainda no mês de agosto com a descontinuidade dos contratos de limpeza e segurança e, o que é ainda mais dramático, da alimentação dos restaurantes universitários e também dos nossos nove hospitais”, afirmou a reitora Denise.

O Brasil passou por um ciclo de expansão e investimento no ensino superior entre o início dos anos 2000 até 2014. Saltou de 51 universidades federais para 69, além de 40 IFES, viu o número de estudantes universitários mais do que dobrar entre 2004 e 2017, saindo de 570 mil para 1,3 milhão. Esse movimento positivo está regredindo a galope, diante do processo de desmonte e corte de recursos empreendido pelo atual governo.

Na pós-graduação, o corte de bolsas é certo se não houver substancial suplementação orçamentária. De 2019 para cá, a Capes já teve redução de quase 3 bilhões em suas dotações, tanto que a agência já admite não ter recursos para pagar seus mais de 92 mil bolsistas a partir de novembro, inclusive os pesquisadores ligados aos 109 projetos de combate à Covid mantidos pela instituição.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, em sabatina na Câmara dos Deputados, pediu aos parlamentares recursos para que não sejam interrompidas as pesquisas de vacinas para a Covid, tais como a Versamune, da USP-Ribeirão Preto, da UFMG e da UFPR, entre outros. Uma previsão de 200 milhões para a continuidade desses projetos foi por Bolsonaro na Lei Orçamentária deste ano.

Mas o pior cenário está reservado ao CNPq, que, pela brutalidade dos cortes, dá a entender que o projetado pelo governo é sua extinção. O orçamento caiu de 2,7 bilhões em 2020 para apenas 1,26 este ano, sendo que 60% dessas verbas não existem e estão na dependência da aprovação de suplementações orçamentárias através da quebra da chamada “regra de ouro” pelo Congresso.

As bolsas de estudo fornecidas pela instituição não poderiam ser pagas além do meio do ano pelos recursos efetivamente destinados e a verba para fomento em pesquisa – que abarca a compra de insumos, equipamentos e manutenção – caiu de 126 milhões em 2019 para 16 milhões agora.

Com segurança, participe do #29M

Para reverter esse quadro só uma saída: mobilização! Sem descuidar das medidas sanitárias para evitar agravamento ainda maior da pandemia, é preciso cumprir o dever cívico de lutar contra a ruína do país que tem sido promovida pelo governo Bolsonaro.

Com máscara, álcool em gel e mantendo o distanciamento, a ANPG convoca o Brasil a resistir.

Dicas importantes para você participar protegido:

1 – Não deixe de usar máscara, de preferência a modelo pff2/N95. Leve uma extra, caso aconteça algo com a sua ou precise dar para alguém que não tenha.

2 – Leve seu álcool em gel e faça uso sempre que sua mão mantiver contato com algo.

3 – Seja responsável, mantenha distanciamento entre uma pessoa e outra de pelo menos 2 metros.

4 – Possivelmente, você encontrará pessoas queridas que não vê há muito tempo, mesmo assim, tente as cumprimentar com gestos, evitando abraços, apertos de mãos e beijos.

5 – IMPORTANTE
Caso esteja com algum sintoma de covid-19, fique em casa!

Boa luta! O Tsunami voltou!