
Nos últimos anos tem se observado um aumento na incidência de problemas de saúde mental entre universitários, com crescente casos de suicídio. Há casos de ansiedade, depressão, desistência do curso e tentativas de suicídio na Universidade de Brasília (UnB).
Segundo a APG os casos são abafados e não há dados formais sobre o problema. Na maioria das vezes a causa está na própria universidade. Por isso, a associação fez uma pesquisa com a participação de mais de 630 pós-graduandos e verificou que os casos de ansiedade, desânimo, irritabilidade, tristeza e isolamento social, entre outros, não são isolados, e sim sistêmicos.
Entre os resultados mais impressionantes, destaca-se a taxa de estudantes que pensa em suicídio com frequência diária a uma vez por semana (9,83%). A questão chegou a tal ponto que o problema não pode mais ser negligenciado, demandando das instituições de ensino superior, medidas preventivas e interventivas para minimizar seu impacto.
Confira a pesquisa na íntegra: Resumo questionário 2.0
Enquanto isso, pós-graduandos se unem para acolhimento mútuo e pensar juntos em soluções.
Com muita dor e pesar, nesta terça-feira, a Associação Nacional de Pós-graduandos recebeu a notícia da perda de mais uma pesquisadora em consequência da depressão, doença que cada vez mais se torna comum no âmbito da pós-graduação.
A primeira turma de Especialização em Desenvolvimento, Etnicidade e Políticas Públicas, na Amazônia – Instituto Federal da Amazônia CMZL, ficará marcada pelo talento da discente Carolina ( nome fictício), economista formada pela Universidade Federal do Amazonas e que estava à frente da Comissão de Fundação da Associação de Pós-Graduandos do IFAM. Jovem, extremamente educada, inteligente e dedicada aos estudos, possibilitou a todos que tiveram a oportunidade de conhece-la, talvez, as melhores conversas e debates possíveis.
Com um caráter extremamente social, buscava discutir a economia para além dos números. Sua visão era para além dos métodos de econometria! Exercitava sempre que possível seu campo social, com reflexões para além dos índices. Entendia que o desafio de se fazer ciência no país possui muitos entraves, mas que estava disposta em seguir para um mestrado após a especialização, buscando formas de melhorar nossa sociedade através de sua pesquisa.
Infelizmente, Carolina foi mais uma vítima do fenômeno de adoecimento na pós-graduação que vem acometendo centenas de pós-graduandos brasileiros. Pesquisas e informações disponíveis têm demonstrado que os índices de estresses e adoecimento estão assustadoramente altos. A situação agrava-se em um cenário de cortes e contingenciamento de recursos das Instituições e da Pesquisa, crescendo a perspectiva pessimista em relação a carreira acadêmica. Associado ao fato que esse tema tem sido tratado em algumas universidades e programas de pós-graduação com descaso em um ambiente que não tem sido garantido os direitos básicos para assegurar a permanência do pós-graduando na academia em condições humanamente saudáveis.
Diariamente temos sido expostos a situações que são vistas como naturais pelo meio acadêmico, como falta de recursos para pesquisa e sobrevivência, pressão para produção cientifica em massa, carga excessiva de trabalho e diversos tipos de assédio que tem levado ao adoecimento mental do pós-graduando. O que faz com que esse profissional que dedica parte de sua vida para pesquisa e o desenvolvimento nacional tenha que interromper sua formação acadêmica e, consequente, evadir dos cursos de pós-graduação, e por vezes, a tirar sua vida.
Precisamos falar do Adoecimento na Academia e adotar políticas para combater a deterioração das condições de vida dos pós-graduandos, de forma a garantir um espaço mais humanizado na produção cientifica e evitar que talentos como Carolina e tantos outros que nos deixaram sejam perdidos.
Associação Nacional dos Pós-graduandos, 18 de abril de 2018

O ano de 2018 já começou com tristes notícias de suicídios de mais pós-graduandos no Brasil. Por isso, está na hora de toda a pós-graduação abrir os olhos para a depressão no meio acadêmico e se unir para que casos assim deixem de acontecer.
A vida de uma pós-graduando não é simples: prazos apertados, pouco dinheiro, exigência de publicar artigos , além de uma carga excessiva de cobranças. Tudo isso aliado pode levar a depressão facilmente e essa doença tem se tornado cada vez mais comum. Para se ter uma ideia, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já estima que ela chega a atingir 5,8 % pessoas no Brasil.
Além disso, a depressão está diretamente ligada ao suicídio, que tem números alarmantes, principalmente no aumento de casos entre jovens: comparando os anos de 2010 e 2012, ocorreu um aumento de 30% nos casos, com pessoas entre 15 e 29 anos
Precisamos falar sobre depressão
Envolto aos sentimentos ruins, talvez haja dificuldade em diferenciar uma fase ruim de um diagnóstico de depressão. Para entender, o médico psiquiatra Fernando Fernandes, que mantém o canal no youtube Psiquiatria Online, para o esclarecer questões ligadas à doença, diz que não existe uma causa única que leve alguém a um quadro depressivo.“ Ela é multifatorial e existem fatores desencadeantes, caso haja uma origem biológica e predisposição genética para o desenvolvimento”.
Na pós-graduação o fator externo é acentuado pela cobrança acadêmica e a incerteza quanto ao futuro profissional. Além desses fatores, muitos pós-graduandos relatam casos de assédio moral dentro das Universidades, o que piora o quadro.
No V Salão dew Divulgação Científica a ANPG debateu o assunto em uma mesa especifícia sobre assédio:
Mas como detectar a depressão?
Para o médico psiquiatra Guido Boabaid May*, o sinal extremo de que algo está “fora do lugar” acontece quando há sensação de esforço extremo – ou até impossibilidade – para realizar as atividades do dia a dia. “ Ao perceber que as atividades estão sendo prejudicadas Indicamos que a pessoa busque ajuda profissional e um tratamento adequado”, aconselha.
O que pode desencadear a depressão entre os pós-graduandos:
Pressão por desempenho
Pressão por publicação de artigos
Ambiente Competitivo
O estudante o tempo todo se compara aos colegas, concorre com outros alunos por determinadas publicações. Isso pode dar a sensação de que se vive em um local hostil
Mudança de cidade;
Estresse
Dificuldades financeiras
Uso de álcool e drogas
Relação abusiva, neste caso pode se encaixar o assédio na vida acadêmica
Fonte: Fernando Fernandes, médico psiquiatra e pesquisador do Hospital das Clínicas.
Como ajudar alguém com depressão
A empatia, essa capacidade de se colocar no lugar de alguém, sentir sua dor, é a nossa grande “arma” para ajudar alguém com depressão. Portanto: ofereça-se!
Seja Disponível
Ofereça seu tempo para encontrar e sair com a pessoa que está se sentindo depressiva
Ouça
Apenas falar já pode ajudar a diminuir o sofrimento. Pratique a escuta atenciosa.
Não proponha soluções
Evite as frases de auto ajuda e de exagerado otimismo, nem minimize os sentimentos da outra pessoa
Esqueça as regras
Não aponte estratégias e planos perfeitos para a cura da depressão
Estimular procurar ajuda profissional
Aconselhe e encoraja a pessoa a buscar tratamento. Se for o caso, tente ajudá-la a tirar os preconceitos de se consultar com psicólogos e psiquiatras
Avisar pessoas próximas
Caso a pessoa com depressão sinalize que pensa em suicídio, que não quer mais viver, entre em contato com pessoas da família.
Fonte: Fernando Fernandes, psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos do Humor do Instituto de Psiquiatria da USP, Guido Boabaid May, psiquiatra e CEO da GnTech e Guilherme Polanczyk, doutor em psiquiatria e professor associado do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.
Para quem precisa de ajuda, neste link estão os telefones e endereços de instituições que oferecem o serviço gratuito

Atendendo o dispositivo do Decreto n.º 8.727, de 28 de abril de 2016, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) atualizou o formulário de preenchimento do Currículo Lattes, permitindo aos usuários a identificação pelo nome social e respectivo gênero. O nome é a nossa primeira identidade social que recebemos ao chegar a este mundo, e ter um nome que não condiz com seu gênero é muito difícil no dia a dia das pessoas travestis e transexuais.
O nome civil representa uma pessoa não somente pelo seu gênero, mas pelo seu conjunto de arcabouços que a pessoa constrói ao decorrer de sua vida. Com isto, o nome social é uma questão de dignidade humana aliada a representatividade. Portanto, hoje há legislações referentes ao nome social por todo país. É algo simples, porém de suma importância para que travestis e transexuais possam existir em espaços públicos, sendo reconhecidos pelo gênero que se reconhecem. Reconhecer a existência de forma real da pessoa enquanto cidadão é elementar para o convívio em coletividade, uma vez que nós enquanto seres humanos temos nossas particularidades e pluralidades, a diversidade é intrínseca a todos nós.
Mediante a este contexto considera-se fundamental a inclusão do nome social no currículo Lattes, esta política não é um benefício para a comunidade LGBT+ e sim uma retratação por práticas de exclusão e marginalização que ainda permeiam a sociedade brasileira. A implementação dessa política é de fundamental importância para a garantia do direito à educação, pois contribui para o acesso, a permanência e as condições equitativas de ensino-aprendizagem para esta população.
É necessário ressaltar que a maioria das pessoas travestis e transexuais no Brasil não possuem formação escolar e quiçá formação acadêmica, dar espaço na plataforma Lattes é importante, porém mais elementar ainda é a garantia de direitos para que estes cidadãos construam suas vidas através da ambiência acadêmica e saiam da margem da sociedade, estabelecer de fato o espaço do real e não do aparente apenas.
A visibilidade alcançada até aqui deve ser reconhecida como conquista e orgulho para estas pessoas que sofrem tanto com o preconceito, porém a carência de medidas públicas e sua aplicabilidade compõe o cenário que de atual não tem nada, se fizermos uma reflexão mais profunda ao analisar as pessoas travestis e transexuais por classe social verificamos que em sua maioria são pobres e extremamente em condições de vulnerabilidade, expropriadas suas capacidades cognitivas, imagéticas e reduzidos a objetivo pelo simples fato de ser diferente.
Preconceito, exclusão, dificuldade no acesso educacional, indisponibilidade de vagas no mercado de trabalho, violação de direitos. Esses são alguns dos desafios diários enfrentados por travestis e transexuais no Brasil. O país lidera os rankings de violência segundo levantamento da ONG Transgender Europe. Em um período de sete anos, de 2008 a 2015, 802 mulheres trans e travestis perderam suas vidas no país, o que evidencia uma realidade de severa intolerância.
O combate à discriminação e a defesa de direitos devem ser compreendidos não sob o equivocado prisma da criação de novos direitos, mas sim sob a correta ótica da aplicação dos direitos humanos a todos, indiscriminadamente. Trata-se da aceitação dos princípios fundamentais sobre os quais todos os direitos humanos estão assentados: a igualdade de valores e a igualdade de dignidade de todos os seres humanos.
Por Isis Ferreira, Diretora de Combate às Opressões da ANPG
*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade.

Recentemente os diversos atores, atrizes e entidades que constroem a luta pela construção e consolidação do Sistema Único de Saúde foram surpreendidos neste final de semana com a divulgação do Fórum que discutia a construção de um “Novo Sistema Nacional de Saúde” organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde – FEBRAPLAN. Com justificativa de novidade e acumulação, esta proposta não evoca as formulações expressas na VIII Conferencia Nacional de Saúde ratificadas na Constituição Cidadã ao buscar legitimar a aquisição de planos de saúde populares, com assistência comprometida à ideia de pagamento. Passados apenas 30 anos da Constituição de 1988 e da criação do SUS, os setores que balizaram o golpe de 2016 querem consolidar a retirada do direito universal à saúde.
O SUS, que nunca teve seu problema de subfinanciamento devidamente enfrentado, figura, sem dúvidas, dentre os mais bem estruturados modelos de saúde do mundo, sendo o único sistema universal de saúde no mundo que atende a mais de 100 milhões de pessoas. Países que possuem sistemas semelhantes investem cerca de 9% de seus PIB’s em saúde pública enquanto no Brasil o investimento chega a apenas 4%. Ações recentes como a EC 95 que congela por 20 anos os gastos públicos em saúde, educação e assistência social podem de fato, ferir de morte este sistema.
A Associação Nacional de Pós-graduandos se coloca contra qualquer alternativa ao SUS. Conclamamos toda a sociedade a levantar-se contra o desmonte do Sistema Único de Saúde e à retirada do direito universal à saúde pública, gratuita e de qualidade e dos demais direitos democráticos duramente conquistados pelo povo brasileiro.
Diretoria Executiva ANPG,16 de abril de 2018
Atendendo dispositivo do Decreto n.º 8.727, de 28 de abril de 2016, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) atualizou o formulário de preenchimento do Currículo Lattes, permitindo aos usuários a identificação pelo nome social. A mudança possibilita, também, que esse nome esteja na base de busca, concedendo maior autonomia gerencial aos 6 milhões de clientes da plataforma.
O nome social é aquele pelo qual travestis ou transexuais optam por serem chamados, em contraste com o nome civil registrado e que não reflete sua identidade de gênero. A identidade do nome social é vinculada à identidade civil original, incluída no CPF e registrada na Receita Federal, conforme IN RFB nº 1.718/2017.
“Em breve, novas funcionalidades e melhorias dos sistemas do CNPq estarão disponibilizadas, contribuindo para o progresso das atividades dos trabalhadores desta instituição, em consonância com o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicações (PDTIC) 2017-2010“, afirmou o Coordenador Geral de Tecnologia da Informação do CNPq, Luiz Carlos Araújo.
COMO ACESSAR E UTILIZAR?
Cadastro de Currículo
O usuário travesti ou transexual que for se cadastrar no Currículo Lattes e estiver de acordo com o Decreto n.º 8.727, deve acessar a aba “Informação pessoal” e marcar “Sim” na opção “Deseja utilizar o nome social?”. Isto habilitará o campo “Nome Social” para o preenchimento do usuário.
Alteração de Currículo
O usuário que possui Nome Social e quer registrá-lo no Currículo Lattes também tem a possibilidade de alterar o seu currículo já cadastrado.
Basta atualizar o currículo, acessando o menu “Dados gerais” e “Identificação”. Depois disto, deve-se marcar “Sim” na opção “Deseja utilizar o nome social?” e preencher o campo “Nome social” que foi habilitado.
Fonte: CNPq

Ontem, 11 de abril, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, o secretário-geral, Vinícius Soares e a tesoureira da entidade, Elisângela Volpe, estiveram no CNPq para uma reunião com o seu presidente, Mário Neto Borges. A diretoria da entidade foi apresentar as pautas da Campanha de Direitos e da previdência para os pós-graduandos, além de debater os projetos de lei que estão no Congresso Nacionais e interessam aos pós-graduandos. A reunião faz parte da Jornada de Lutas que começou no final de março.
Na oportunidade também foi debatido o orçamento do CNPq frente ao contigenciamento que o governo federal está prevendo. “O presidente da agência nos informou que o orçamento do CNPq está parecido com do ano passado e que todos os pagamentos até o final do ano estão previstos para serem efetuados regulamente sem nenhum atraso as bolsas”, contou Soares.
A diretoria da ANPG salientou a sua preocupação frente ao número de bolsas do CNPq. “O professor Borges afirmou que a previsão é que tenha um pouco de aumento no número de bolsas para pós-graduacão. O presidente explicou ainda que os índices no site da agência mostram uma diminuição no número de bolsas, mas que isto ocorre por causa do Programa Ciências sem Fronteira e que as bolsas para a pós-graduação nunca foram diminuidas”, explicou o secretário.
Outros temas debatidos foram sobre a possibilidade do vínculo empregatício dos bolsistas. Borges confirmou que isto está em debates junto com a Capes. E por fim, o presidente do CNPq informou que no dia 10 de abril foi instaurado um grupo de trabalho junto com o Forprop para avaliar as distorções que existem na distribuição das bolsas oriundas do CNPq.

No dia 13 de abril acontecerá em Recife, no auditório da FIOCRUZ , no Campus da UFPE, o Seminário temático da SBPC sobre políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação.
Este será o primeiro de oito Seminários Temáticos da série “Políticas Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação, para o Brasil que queremos”, com o objetivo de elaborar a “Carta de Pernambuco”, um documento que será construído, ao final do evento, baseado nas exposições dos painéis, das palestras e debates dos participantes, para ser divulgado para a sociedade e entregue aos candidatos dos Poderes Executivo e Legislativo da próxima eleição, a nível estadual e nacional, para nortear suas ações na área de C,T&I.
O evento é gratuito e suas inscrições serão feitas no local, a partir das 8h da manha. Também haverá entrega de certificados. Para quem não puder comparecer haverá uma transmissão ao vivo em: Fiocruz Pernambuco – Youtube.
Confira a programação:


No dia 11 de abril o secretário-geral da ANPG, Vinícius Soares, esteve em Brasília, na sede da Capes, para uma reunião com a Diretoria de Relações Internacionais. Participaram do encontro a professora Connie McManus, diretora de Relações Internacionais, Cynthia Sandes, assessora técnica da DRI, e Marilene Maria, Coordenação-Geral de Bolsas e Projetos (CGBP). Soares também estava junto com a doutoranda Ângela Arndt, do Programa de Pós-Graduação da Universidade Católica de Brasília, que integra um grupo de 880 doutorandos que escreveram e assinaram um abaixo-assinado para a CAPES sobre os problemas do edital deDoutorado Sanduíche. A ANPG intermediou o contato entre os estudantes e o órgão federal.
Os pedidos de considerações eram três. O primeiro deles era a sobre a exigência dos doutorandos estarem no Brasil com no mínimo seis meses de antecedência da defesa da tese. “Sobre esse ponto a CAPES informou que esta foi uma reivindicação do conjunto dos programas de pós-graduação, pois muitos doutorandos que viajavam para o exterior voltavam perto da defesa da tese e pediam prorrogação. Além disso, os doutorandos não tinham tempo hábil para compartilharem o conhecimento adquirido no exterior com o seu grupo de pesquisa e com o corpo discente e docente do programa”, explicou o secretário da entidade.
O segundo ponto era sobre a exigência de proeficiência da língua inglesa para os doutorandos que estão aplicando para Portugal. “Sobre este item, a CAPES informou que esta é uma reivindicação das instituições portuguesas que alegaram que muitas atividades e aulas são dadas em inglês”, disse Soares.
A terceira pauta da reunião era sobre a diminuição do score da proficiência pedido pela CAPES no edital. A ANPG verificou que a pontuação está mais alta que os pedidos pelas instituições internacionais. Um dos exemplos é a o Programa Fulbright de bolsas de estudo (Fulbright Fellowships e Fulbright Scholarships), patrocinado pelo Bureau of Educational and Cultural Affairs do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, que cobra proficiência em inglês comprovada com TOEFL IBT (mínimo 71) ou ITP (mínimo 527) realizados após 1 de agosto de 2016. E a CAPES está cobrando 79 para o IBT e 550 para ITP. É importante ressaltar que essa pontuação da Fullbright faz parte dos requisitos que a comissão pede para doutarado sanduíche nos EUA, a partir do edital de 2016 (veja aqui http://fulbright.org.br/edital/doutorado-sanduiche-nos-eua-2/)
“Pedimos que a CAPES reavaliasse essa pontuação. A equipe ficou de reavaliar este ponto brevemente e passar uma posição para ANPG”, contou Soares. A professora Connie também acrescentou no final da reunião que desde os meados de 2016 a Capes está discutindo a internacionalização da pós-graduação brasileira por meio do Fórum de Pró-reitores de Pós-Graduação (Forprop). “O resultado desses esforços levou ao lançamento do edital CAPES-print que disponibilizará R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização, com previsão de seleção de 40 projetos”, contou a diretora.
O departamento de Relações Internacionais ainda salientou que dentro do âmbito da dicussão da internacionalização está a previsão da exigência de teste de proficiência em língua inglesa, como o Toefl, para seleção de doutorados com nível 06 e 07. Esse tópico ainda está sendo debatido internamente com a CAPES. “Nós da ANPG estamos à disposição para discutir esse item junto com o Deparamento de Programas e Bolsas no país. Entendemos que esse debate interessa a nossa base de representação e que medidas como esta devem levar em conta entre outros fatores, o perfil socio-econômico dos pós-graduandos brasileiros, tendo em vista que estes testes são caros e precisam ser renovados a cada dois anos, por exemplo”, finalizou Soares.
Com o tema Em defesa da ciência, da universidade e do Brasil: o que é Público não se vende! o XXVI Congresso Nacional de Pós-Graduandos já tem local e data marcada para acontecer. O evento, que é a instância máxima de deliberação da Associação Nacional de Pós-Graduandos, será realizado entre os dias 29, 30 de junho a 1 de julho de 2018, na Universidade de Brasília (UnB).
O Congresso foi convocado pela diretoria executiva em sua última reunião realizada no dia 28 de fevereiro de 2018, conforme disposto no estatuto e indicado pelo 41º Conselho Nacional de Pós-Graduandos (CONAP).
O CNPG é a instância máxima de deliberação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e sua 26 ° edição terá como pauta debater e deliberar sobre teses, moções, recomendações e propostas apresentadas por qualquer um de seus associados, assim como ações a serem desenvolvidas no próximo biênio pela entidade e a eleição de sua nova diretoria. Além disso, será referendado as alterações do Documento de Direitos dos Pós-graduandos e Pós-graduandas brasileiras, reformulado no 41º CONAP.
Poderão participar do 26° CNPG, com direito a voz todos os pós-graduandos regularmente matriculados em 2018 no país e terão direito a voto os pós-graduandos eleitos em processos que serão conduzidos por entidades APGs, federações, associações de áreas e comissões filiadas à ANPG.
O Processo Eleitoral na Universidade Federal de Pernambuco será realizado para o preenchimento de 37 vagas, calculadas conforme o determinado pelo Regimento Geral do Congresso.
Link do edital de eleição da UFPE: https://1drv.ms/w/s!AuxB6hDjDM5Lcpf8y8Ez76DSbcI
Calendário (UFPE)
11 a 14 de abril de 2018 (até 15h) Inscrição de candidaturas em chapa
16 de abril de 2018 Homologação de chapas
16 a 18 de abril de 2018 Divulgação de propostas (a partir da homologação)
20 de abril de 2018 Eleição de candidaturas em chapa
Pedido de fixação de urna no CAA, FDR e CAV segue até dia 17 de abril de 2018
Email para recebimento de candidaturas e contato: [email protected]
Responsável: Amanda Marques de Carvalho Gondim ([email protected])